O Administrador como agente de mudanças em meio a crise COVID-19

Por Sandro Morais de MedeirosAbril/2020 A pandemia COVID-19, trouxe diversas reflexões e insere o Administrador como principal ator no REDESENHO do cenário Econômico mais desafiador do século XXI. É preciso parcimônia, cautela e preparo para enfrentar este período de incertezas pois, estamos no olho do furacão e será necessário cada vez mais, reunir toda expertise profissional de metodologias e boas práticas vivenciadas para manter o controle da situação e sair da crise. Ser empresário no Brasil é sinônimo de resistência e resiliência, mas isso não garante ou nos diploma para resistirmos em tempos difíceis, que nos colocam diante do paradoxo entre atender as autoridades de saúde e salvar os negócios. A crise afeta diretamente as MPEs por serem sensíveis no entendimento do fluxo de caixa e o efetivo de liquidez. O momento é factível a criar mecanismos e estratégias propicias a descontruir para construir e oportunizar significativas e substanciais técnicas de gestão para os negócios, a palavra de ordem neste momento é NEGOCIAR. Confira abaixo, oito dicas importantes para o desenvolvimento dos negócios: Criar comitê de risco; Redesenhar planejamento transitório, redefinir metas e objetivos, otimizar processos para o período de crise; Estancar todos os passivos, negociando com as instituições financeiras, fornecedores e outros; Minimizar a insegurança jurídica ao optar pela suspensão de empregados; Utilizar estrutura mínima de funcionários para atender a demanda de clientes; Atentar para as oportunidades que a crise oferta, um novo olhar para dentro do negócio; Cuidado ao pedir empréstimos e comprometer o fluxo financeiro após crise pandêmica; Atentar para as informações veiculadas oriundas de fontes seguras. Neste momento, tanto quanto os profissionais da saúde, os administradores atuam como agentes de mudanças para garantir a solvência dos negócios, o equilíbrio entre ações corretivas e a implementação de novas técnicas de gestão, assegura que na linha tênue entre o sucesso e o fracasso dos negócios, apenas o sucesso seja evidenciado com inciativas que possam fazer a diferença no aquecimento da economia brasileira. Obrigado por ler esse artigo! Sandro Morais de Medeiros é Administrador (CRA-PR N°14717), Especialista em Gestão de Pessoas, Mestre em Administração, Professor Universitário e Diretor Nacional da Megaquality Brasil, empresa do ramo de Consultoria que possuí entre seus clientes o Ministério da Defesa, Casa da Moeda, Itaipu Binacional, Eletrobrás, Banco de Brasília e várias outras empresas em todo o território nacional. Contato: sandro@megaqualitybrasil.com.br “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Ser flexível é o segredo para superar momentos de crise

Passe de profissionais resilientes está cada vez mais valorizado no mercado de trabalho. Na crise, a resiliência é condição essencial Em meio a essa pandemia do coronavírus, você certamente ouviu algum especialista falando sobre resiliência. Nas lives que o Conselho Federal de Administração (CFA) tem realizado, por exemplo, a maioria dos administradores mencionou essa palavra. Mas, afinal, o que ela quer dizer e por que ela tem sido usada e citada neste contexto de crise mundial? A resiliência é um conceito que nasceu na física. Um dos primeiros a usar o termo foi o cientista inglês Thomas Young, em 1807, quando ele estudava relação entre a tensão e a deformação de barras metálicas. Na ciência física, portanto, a resiliência é a capacidade que um material tem de voltar para seu estado normal após ser tensionado. Aline Guarienti (CRP 01/17564) Mas o que isso tem a ver com o comportamento humano? Tudo! Para a psicóloga Aline Guarienti, a resiliência é a capacidade que o indivíduo tem de sobreviver diante de situações adversas. “Em situações que nos tornam vulneráveis – estresse ou crise por exemplo-, a pessoa resiliente é capaz de usar seus próprios recursos para enfrentá-las, se adaptar e superá-las”, explica. Não é à toa, portanto, que a resiliência é uma das soft skills – termo usado para definir habilidades comportamentais – mais valorizadas no mercado de trabalho. O vice-diretor de Administração e Finanças do Conselho Regional de Administração de Goiás (CRA-GO), Valdinei Valério, lembra uma conversa que teve com a empresária Luíza Helena Trajano. Na ocasião, ela falou que contratava pessoas por conhecimentos técnicos. Porém, 95% desses profissionais eram desligados da empresa em um curto tempo por falhas e falta de um comportamento adequado. Por isso, a líder da rede Magazine Luíza passou a contratar por habilidades e competências comportamentais. “Eles mudaram a forma de buscar profissionais no mercado e aí está uma razão fundamental pelo qual a resiliência é importante, pois o mercado já não contrata mais somente por habilidades técnicas”, disse. Ser ou não ser Será que eu sou uma pessoa resiliente? Aline explica que a resiliência emocional e física é algo inato. Ou seja, nasce com a pessoa. “Por natureza, alguns indivíduos se mostram menos incomodados quando existe a necessidade de mudanças e são capazes de lidar melhor com as ‘pancadas’”, comenta Aline. Mas, calma! A psicóloga adianta que é possível, sim, construir essa habilidade. “Algumas pessoas conseguem desenvolver a resiliência tendo como referência com alguém próximo que tem essa qualidade. Já outras desenvolvem enfrentando os problemas e dando o melhor de si quando se trata de resolvê-los”, explica. Adm. Valdinei Valério é vice-diretor de Administração e Finanças do CRA-GO Para os profissionais de administração, a resiliência é uma competência fundamental. “Ele tem que desenvolver essa habilidade porque, sobretudo, este profissional lida com pessoas e problemas o tempo todo e a resiliência é necessária para tomar as melhores decisões. Para esses profissionais, meu conselho é: busquem orientação e conhecimento. Mais do que buscar, exercitem todas as técnicas que podem levar ao desenvolvimento desta habilidade.”, recomenda o administrador Valdinei. Contudo, é preciso ter cuidado com excesso. Ser muito resiliente no trabalho pode ter o efeito contrário: a pessoa fica muito resistente a ponto de ficar insensível e não perceber relações abusivas no ambiente de trabalho. Aline conta que, como tudo na vida, a resiliência também tem o seu lado ruim. “Tudo deve ser dosado com equilíbrio. O mais importante é você saber quando sua resiliência pode estar afetando de modo negativo suas relações que podem levar até síndromes mais agudas com relação a poder e aceitação, e o que era para ser uma defesa acaba se tornando uma doença”, alerta a psicóloga. Para superar a crise A crise não é novidade no Brasil. O país vive altos e baixos na política e economia há alguns anos. Contudo, o momento atual é diferente, pois a crise agora é mundial. Para os empreendedores, a situação tem exigido criatividade para permanecer no mercado. Segundo Valdinei, nessa crise a resiliência é condição sine qua non da permanência como profissional ou como empresa. “Essa pandemia vai separar os resilientes dos não resilientes. Aqueles que têm a capacidade de sobreviver e se adaptar profissionalmente. Esse é um momento em que a resiliência se torna o principal instrumento de permanência, de novas conquistas e de adaptação. Não há outra coisa.”, defende o administrador. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA