Curso de Perícia Judicial do CRA-PR capacita administradores registrados

CRA-PR promoveu Curso de Perícia Judicial em novembro. Palestrantes abordaram responsabilidades e formação profissional, aprofundando conhecimentos em áreas como Cálculos Bancários, Trabalhistas na esfera Judicial e Arbitral. O Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR) realizou o Curso de Perícia Judicial para profissionais de Administração, nos dias 11 e 25 de novembro. O evento, que teve início no último sábado, contou com a abertura do presidente do CRA-PR, Marcello Padula, e do coordenador da Comissão Especial de Perícias, Cássio Fugimoto. Os instrutores foram Pedro Eugênio Peil de Oliveira Neto, Rodrigo Passos, Dirnei Laus Netto e Adriano Goedert. O curso capacitou para a carreira de perito judicial, abordando suas responsabilidades e a formação necessária, além de ter aprofundado conhecimentos nas áreas de Cálculos Bancários e Trabalhistas, bem como a Perícia no processo de Arbitragem, Mediação e Conciliação, abordando as áreas necessárias, fornecendo informações técnicas, esclarecimentos sobre questões relevantes e emitindo laudos técnicos. Para o presidente Marcello Padula, existe uma demanda crescente para essa atividade profissional. Segundo ele, que é perito judicial desde 2004, é preciso que os cursos tenham qualidade e se aprofundem em diversas áreas que abarcam a perícia judicial. “Este ano, temos um curso denso, com conteúdo de alta qualidade, capaz de impulsionar a carreira dos participantes. Existe uma diversidade de áreas na perícia, são diversas especialidades disponíveis aos profissionais”, explicou. A apresentação do curso ficou por conta de Cássio Fugimoto, Coordenador da Comissão de Perícias do CRA-PR, que destacou a novidade deste ano. “Teremos uma abordagem mais extensa e completa, dividida em quatro módulos, ao longo de dois sábados. O curso visa capacitar administradores registrados para atuar como peritos judiciais, abrangendo desde aspectos fundamentais da perícia até cálculos trabalhistas e sua aplicação na mediação, conciliação e arbitragem”, esclareceu o coordenador. Fugimoto explicou que a perícia judicial desempenha um papel crucial quando questões técnicas, financeiras e econômicas ultrapassam o domínio do juiz. Ressaltou que, ao nomear um profissional isento da área, o juiz busca um laudo pericial para embasar suas decisões. “É um curso de extensão. Emitimos uma certidão que permite a atuação na peritagem, sendo que o requisito básico para atuar como perito do juiz é ter formação profissional e registro no CRA-PR. O curso é uma oportunidade de aprofundamento nas matérias pertinentes”, finalizou. Um dos aspectos fundamentais para o sucesso do curso foi a qualidade dos palestrantes. “Estou gostando muito. Me interessei desde que vi o curso na grade do CRA-PR. Já conhecia o currículo de um dos palestrantes, no caso o Pedro Eugênio, acompanho o perfil dele nas redes sociais. Ele tem muita experiência e isso me despertou o interesse de participar do curso do CRA-PR”, avaliou o administrador Eric Thiago de Oliveira, também contador e com MBA de Auditoria e Perícia Contábil. A Perícia Judicial também pode ser uma atividade que permeia outras rotinas da profissão do administrador. A administradora Veridiane Pieper, especialista em Finanças, disse que “estou me especializando, buscando informações e, este curso, nos oferece detalhes e particularidades da área. Assim, posso avaliar como encaixar nas rotinas, nos nossos atendimentos. Eu entendo que a capacitação, a busca por conhecimento é extremamente necessária para descobrir novos mercados. E o CRA-PR está de parabéns por promover esse acesso a novas informações de qualidade”, refletiu. A reciclagem dos conhecimentos é sempre importante. O administrador de empresas e engenheiro mecânico, João Groque Júnior, destacou sua satisfação em relação ao curso. “Os palestrantes fizeram uma abordagem voltada para a administração, na parte de perícias e arbitragem, destacando a diversidade de áreas cobertas, como a bancária, cálculo trabalhista, pessoal e produção. Além de atualizar informações novas e relevantes”. Ele também elogiou a qualidade dos palestrantes, que se destacaram pela excelência, conhecimento de mercado e de causa apresentados.
Presidente do CRA-PR, Adm. Marcello Padula, participa do último Fórum de Presidentes do Sistema CFA/CRAs de 2023

Brasília sediou o último Fórum de Presidentes do Sistema CFA/CRAs de 2023, com a participação da diretoria do Conselho Federal de Administração (CFA) e dos presidentes dos 27 Conselhos Regionais de Administração (CRAs). O evento aconteceu nos dias 4 e 5 de dezembro, sob a condução do presidente do CFA, Adm. Leonardo Macedo, e teve como propósito avaliar as atividades do ano e planejar ações futuras, tendo como foco a fiscalização, que é a atividade fim do Sistema CFA/CRAs. O Adm. Marcello Padula, presidente do CRA-PR, esteve presente e destacou a sintonia entre as ações do CFA e o planejamento do Paraná, enfatizando a importância da fiscalização para garantir o cumprimento dos normativos técnicos e éticos pelos profissionais. Ele sublinhou a contribuição Sistema CFA/CRAs para a sociedade, promovendo a habilitação adequada e a capacitação dos profissionais que exercem funções de gestão. “O Fórum de Presidentes tem sido focado sempre em fiscalização. A gestão do presidente Leonardo vem reiterando o interesse em praticar mais ações efetivas para fortalecer a fiscalização do sistema, que é o tema da gestão atual. “Estou totalmente de acordo com essa iniciativa, que está totalmente alinhada com o propósito da autarquia e o planejamento do Paraná, que tem também a fiscalização como principal interesse da instituição”, declarou Padula. Segundo ele, no ano de 2023 várias ações já foram realizadas no estado, inovando em questões relacionadas à fiscalização, com o aumento de pessoal, equipamentos, convênios e diligências externas. O presidente do CRA-PR afirmou que a fiscalização deve estar relacionada com a sociedade por meio de entidades de classe, associações, sindicatos, governo, iniciativa privada e ONGs, no sentido de fazer convênios, de levar orientação, de modo a que se garanta a devida habilitação e capacitação. “Assim, o CRA-PR espera dar sua contribuição para que a gente tenha profissionais devidamente habilitados e capacitados exercendo cargos e função de gestão em toda a sociedade, nas empresas privadas e nas empresas públicas”. Fórum destaca compromisso com fiscalização e traça projetos para o futuro Durante o Fórum, o presidente do CFA destacou o compromisso com a fiscalização como pilar central de sua gestão. Em um breve balanço do primeiro ano à frente do CFA, enfatizou o sucesso da implementação do Prospecta Pessoa Jurídica e Pessoa Física, ferramentas que otimizaram significativamente a eficiência da fiscalização nos CRAs. Leonardo também ressaltou os resultados positivos do Programa de Desenvolvimento Regional (Proder) em 2023, assegurando o uso do saldo remanescente em 2024. O compromisso foi compartilhado com os presidentes regionais presentes no evento, consolidando a continuidade da iniciativa no próximo ano. O presidente do CRA-DF, anfitrião do Fórum, Adm. Carlos Alberto Ferreira Júnior, expressou satisfação em sediar o evento e elogiou o impacto positivo do Prospecta na fiscalização regional. O vice-presidente do CFA, Adm. Gilmar Camargo, apresentou detalhes sobre os projetos aprovados pelo Proder em 2023, destacando a destinação de mais de R$ 4 milhões aos Regionais. A pauta do Fórum abordou ainda temas como Carteira de Identidade Profissional, Sistema Eletrônico de Cadastro Unificado, Política de Gestão de Riscos, normatização de atuação de RTs, gestão de cobranças administrativas e judiciais, e Resoluções Normativas. O calendário e a extensa agenda de 2024, incluindo encontros internos e eventos, também foram discutidos.
FISCALIZAÇÃO ASSERTIVA NO PARANÁ

Márcia Neller fala da troca de ideias e ações com o Sistema CFA/CRAs durante o ENAF. Nos dias 9 e 10 de novembro, o Conselho Federal de Administração (CFA) realizou o Encontro Nacional de Fiscais do Sistema CFA/CRA’s (ENAF). O evento reuniu mais de 200 conselheiros e servidores do Sistema CFA/CRA’s, no Centro de Eventos Parque Cidade Corporate, em Brasília. Nesta edição, o presidente do CFA, Leonardo Macedo, ressaltou a importância da fiscalização para a atual gestão do CFA, que tem como principal objetivo a discussão e alinhamento de todas as questões referentes à fiscalização do Sistema CFA/CRAs. Além de promover melhorias no âmbito da fiscalização e registro. O presidente do Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR), Marcello Padula e a Diretora de Fiscalização e Registro, Admª Márcia Telles Neller, estiveram no ENAF este ano. Márcia disse que tem acompanhado a fiscalização de perto e se impressiona como tem evoluído “por conta da tecnologia, das novas técnicas, do investimento e da troca de experiências cada vez mais constante. Afinal, o ENAF gera troca de informações continua”, ressaltou. Como o ENAF integra todo o sistema CFA/CRA’s, a conselheira destacou a importância deste tipo de evento para o CRA-PR. “Eventos como este são de suma importância, pois as realidades regionais são muito diferentes, mas sempre convergem para os mesmos objetivos, ou seja, a fiscalização e a valorização do profissional de administração”. Ela lembra que essas ações trazem “segurança para a sociedade e o Paraná tem a oportunidade de dividir boas práticas e dificuldades comuns a muitos outros CRA’s”. Importância do Registro Entre os principais temas que foram debatidos, a diretora disse que foram feitas “excelentes explanações de cunho técnico e de gestão, desde as ferramentas dos sistemas utilizados na fiscalização até estudo de casos na abordagem e retenção do registro”. Ela explicou que essas questões são importantes “porque o trabalho do fiscal não é o de penalizar o profissional, mas sim orientar, mostrar a importância do registro para o próprio profissional e para as empresas contratantes e para a sociedade contra os não registrados, na medida que a atividade de administrar está sendo executada por uma pessoa leiga, o que configura exercício ilegal da profissão”. A conselheira disse ainda que “a sociedade geralmente não sabe da irregularidade o que a deixa à mercê da insegurança. É o que vemos na área condominial. Profissionais se colocam como síndicos profissionais, que vão ‘administrar’ sem ter o mínimo de conhecimento de gestão”. Sobre a questão da fiscalização dos condomínios, que foi um dos temas mais discutidos do evento, a conselheira disse que o mais importante é o embasamento jurídico atual, pois há uma vertente de alguns profissionais que entende não caber ao CRA a fiscalização. Ela lembra que a atividade de Administração cabe, por lei, ao administrador. “E se este profissional não administra, então não se coloque como profissional capacitado, pois gera mais prejuízos que benefícios na gestão. Se a pessoa é um profissional alheio à administração, um leigo, este deve buscar a legalidade”, reforça. A Diretora salientou que o Paraná tem a oportunidade de dividir boas práticas e dificuldades comuns aos outros CRAs e lembrou que foi sugerido um certificado para a administradora de condomínios registrada. “O Paraná já tem este certificado. Implantamos este ano o “Administradora Legal”, para as administradoras em dia e com responsável técnico”, disse. “É um certificado anual para ser divulgado pela empresa em suas peças publicitárias, balancetes e mídias sociais. A experiência foi muito boa. Alguns foram entregues pessoalmente pela Câmara Especial de Gestão de Condomínios, o que teve grande receptividade. Nos colocamos à disposição para auxiliar outros CRA’s na implantação”, explicou. Parecer Técnico Márcia Neller também chama a atenção para o Parecer Técnico 01/2023, da Câmara de Fiscalização e Registro do CFA, que auxilia nesta questão para diferenciar o síndico proprietário do profissional. “O síndico é um cargo eletivo e o Código Civil fala que pode ser morador ou não, pessoa física ou jurídica. Mas a partir do momento que o síndico profissional abre uma empresa de gestão, ele automaticamente se enquadra na atividade de administrador. Ele recebe para administrar o patrimônio, a vida das pessoas. É um profissional na área”, ressalta. Já no caso das administradoras de condomínio, “mesmo que elas digam que é o síndico que administra, elas possuem atividades de administrador. Logo, os dois CNPJs precisam se registar. Fazendo um paralelo, a pessoa pode entender muito de lei, mas isso não a faz advogada”, reforça a diretora de Fiscalização. Ela explica que existe, no Brasil, um problema crônico que vem da base e reflete nas ações da sociedade. “Há muitos anos que não formamos cidadãos. Isso reflete na sociedade como um todo. O que vem acontecendo com a área condominial, acontece em todas as áreas. É o famoso jeitinho de levar vantagem. Eu posso, o outro não. Se não formarmos cidadãos, não temos massa pensante. Vivemos de defender o que nos convém ou que achamos ser certo mas sem se aprofundar nas questões. É a síndrome do papagaio. Repetimos sem analisar a fundo. Isso em todas as profissões. E cabe aos Conselhos virar este jogo com informação, estudo, melhoria na qualidade de vida do nosso registrado trazendo legitimidade para a legalidade do profissional de administração. Este é o lema, inclusive, da atual gestão”, desabafa. Assertividade A diretora de Fiscalização disse que “voltamos com muitas ideias para aprimorar o processo e sermos mais assertivos. Precisamos caminhar de mãos dadas com a tecnologia e integração dos sistemas, sem deixar de lado jamais, a humanidade. Temos nas mãos convênios com as Juntas Comerciais, Receita Federal, Ministério Público do Trabalho. E no sistema Prospecta, desenvolvido pelo CFA, cruzamento das informações CPF e CNPJ. Tudo isso, para que o protagonista, nosso fiscal, possa trabalhar com segurança”, finaliza Neller.