abril 24, 2020

Qual a melhor estratégia para mitigar a disseminação da Covid-19?

Nos últimos dias, o presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu o isolamento vertical — separar idosos, pessoas doentes ou com suspeita de infecção — como forma de combater a doença. Com isso, segundo ele, o grupo não teria risco de contrair a Covid-19. Caso a modalidade vertical fosse empregada no País, instituições educacionais e empresas, em geral, poderiam normalizar seus funcionamentos. O método, no entanto, ignora que há pessoas que não se consideram, ou não sabem, que fazem parte do grupo de risco, e outras que desconhecem serem portadores de qualquer tipo de enfermidade – o que não reduziria o contágio. Já o isolamento horizontal, adotado no Brasil, prevê o afastamento máximo entre pessoas, a fim de conter a propagação do vírus. Deste modo, com a redução do contato físico e presencial, os infectados com o tempo se recuperariam, e o vírus sairia de circulação. O Brasil adotou a modalidade horizontal, em razão do fracasso de países como Reino Unido e Holanda, que adotaram o isolamento vertical. A modalidade vertical foi abandonada na Europa, em virtude do rápido crescimento no número de infectados que causaram colapsos nos sistemas de saúde dos dois países. A previsão de grande impacto econômico, causado pela suspensão das atividades de trabalho, fez com que países europeus atrasassem a decisão de adotar o isolamento horizontal. No entanto, após verificarem também os resultados obtidos na Itália – que no início adotou a parcialidade do confinamento – eles recuaram e mudaram a decisão. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro ministro de Portugal, António Costa, defendiam escolas abertas, até o início de março, mas ao perceberem os resultados negativos da medida recuaram da ideia. Atualmente, Macron e Costa defendem o isolamento horizontal. O vírus De acordo com a doutora em Medicina Epidemiológica e professora da UFRGS, Mariur Gomes Beghetto, o Covid-19 é uma doença provocada pelo vírus SARS-CoV2 (Coronavírus). Os sintomas, segundo a pesquisadora, aparecem por volta do quinto dia após o contágio, e o quadro clínico apresenta síndrome gripal (forte gripe), com manifestações de febre, tosse e dificuldade de respirar nos casos mais graves. Também são associados à doença sintomas como dor no corpo, congestão e corrimento nasais; além de dor na garganta, náusea, vômitos e diarreia. Existem, ainda, casos de problemas gastrointestinais e, em sua forma mais grave, os pacientes apresentam quadro de linfopenia — espécie de pneumonia, detectado apenas em exames de imagens do tórax. De acordo com a pesquisadora, quando comparados a outras viroses respiratórias que provocam síndrome gripal, os sintomas clínicos da Covid-19 são difíceis de serem diferenciados. Ela explica que há tendência de que a febre diminua em 3 ou 4 dias — nos casos de viroses causadas por influenzas (gripes em geral) —, mas na Covid-19 a temperatura pode aumentar, ou a febre pode surgir mesmo quando não era um sintoma presente. A Covid-19 possui letalidade de grau médio (se as pessoas não tiverem problemas de saúde), mas tem capacidade alta de disseminação. Estima-se que cada contaminado transmita o vírus, em média, a pelo menos três pessoas. Ele próprio pode não apresentar os sintomas (assintomático), mas contaminar indistintamente outras pessoas e essas, por sua vez, transmitem o vírus aos seus conhecidos, causando o efeito “espiral ascendente”. Segundo Mariur, cerca de 85% do contaminados pelo novo Coronavírus apresentarão uma forma mais branda da doença, sem demandar recursos adicionais dos sistemas de saúde. No entanto, os demais (15%) deverão requerer recursos diagnósticos (exames) e terapêuticos (tratamentos) em âmbito hospitalar, sendo que 5% destes necessitarão de terapia intensiva. “Considerando os limites atuais da rede de atenção à saúde no Brasil, onde há maior demanda do que a capacidade de resposta, o real perigo da doença está em chegarmos em um contexto no qual os profissionais de saúde podem ter de vir a fazer escolhas, já que não haverá recursos para todos”, conclui. Veja a primeira parte da matéria na edição 135 da revista RBA {revistarba.org.br} Por Leon Santos

O Fim ou o Recomeço do Profissional da Administração?

O Fim ou o Recomeço do Profissional da Administração? Por Wagner Rodrigo Weber O título deste breve artigo nos remete ao livro O Futuro da Administração escrito por Gary Hamel no ano de 2007. Na época o autor apresentava ao mundo uma nova forma de pensar e agir em relação aos fatores determinantes que estimulariam o sucesso de longo prazo das organizações, onde a excelência operacional teria que dar espaço à novas maneiras de reunir talentos, distribuir recursos e formular estratégias. Basicamente o modelo centrado em controle e eficiência não seria mais suficiente em um mundo em que a adaptabilidade e a criatividade impulsionariam o sucesso empresarial. Na época a proposta deste renomado autor incomodou muitos gestores e profissionais da administração que ainda permaneciam crentes em modelos de gestão que haviam sido adequados em épocas passadas, que resistiam em aderir práticas de gestão anticonvencionais e principalmente em acreditar no potencial que a web teria para destruir práticas antigas de gestão e de negócios. Passados estes anos, pode-se verificar que a proposta apresentada na época pelo autor acabou se tornando realidade no mundo atual. Mas será que Gary Hamel é um gênio ou um vidente capaz de enxergar e prever o futuro? Talvez o mais adequado seja acreditar que ele é um ser humano como outro qualquer, porém diferenciado pela sua capacidade e competência em analisar e interpretar as diversas variáveis que compõe o AMBIENTE em que as diversas organizações no mundo estão inseridas. Pode ser que neste tempo de isolamento social você possa ter ouvido algumas pessoas afirmando que “o mundo não será mais o mesmo após a pandemia do COVID-19, teremos que nos reinventar.” Mas ao observar um pouco a história pode-se afirmar de que o mundo nunca foi o mesmo desde o princípio da nossa existência. O curso do nosso ciclo existencial vive em um pleno processo de constante movimento e mudança, criando desta forma um AMBIENTE onde prevalece a IMPERMANÊNCIA. Isso se reflete diretamente nas organizações e seria muita ingenuidade por parte dos gestores e executivos acreditarem num ambiente de negócios com poucas oscilações e mudanças das variáveis que o compõe. Nunca foi assim, não está sendo e nunca será. A impermanência também impera sobre o mundo dos negócios e os profissionais da Administração possuem um papel fundamental para conduzir as organizações neste cenário de alta complexidade e competitividade. Estar preparado para tomar as decisões adequadas frente às constantes alterações do ambiente em que as organizações estão inseridas, sem dúvida, é o grande desafio. Cabe aos profissionais da Administração assumirem esta responsabilidade e colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação acadêmica e da sua experiência profissional. Desta forma, se alguém tem dúvidas de que o profissional da Administração é relevante para o atual contexto das organizações, fica o desafio: experimente conduzir uma organização ignorando a experiência e as competências deste profissional. Nunca foi tão importante dominar os princípios e as aplicações da Administração Financeira, Marketing, Logística, Operações, Gestão de Pessoas, Empreendedorismo, Tecnologia e Gestão da Informação, Direito, Contabilidade, Negócios Internacionais e tantos outros temas transversais aos currículos acadêmicos responsáveis pela formação e o contínuo desenvolvimento dos profissionais da Administração. As crises continuarão a existir e provavelmente serão cada vez mais constantes e profundas, ou seja, não dá para ignorar esta realidade. Logo, cabe sim às organizações o respeito e a valorização tão necessária aos profissionais da Administração que, por sua vez, possuem o dever de promover o desenvolvimento destas instituições, tornando-as cada vez mais robustas, ágeis e preparadas para se adaptarem no tempo e na forma certa frente às variáveis do ambiente de cada negócio. Quanto à provocação realizada no título deste artigo sobre o fim ou o recomeço do Profissional da Administração, talvez a resposta mais apropriada seja a CONTINUIDADE, valorizando e respeitando a história desta maravilhosa profissão, que continuará sendo determinante para o desenvolvimento sustentável do mundo em que vivemos. Desta maneira, precisamos sempre aprender com as experiências do passado, com a cabeça nas estrelas olhando para o futuro, mas com os pés no chão transformando o presente. Obrigado por ler esse artigo! Wagner Rodrigo Weber, Administrador, Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e Mestre em Organizações e Desenvolvimento em Sustentabilidade Sócio Econômica. Professor Universitário e Consultor nas áreas de Gestão Estratégica e Performance Empresarial. Delegado do CRA-PR na Seccional Curitiba. Contato: wagnerweber@yahoo.com.br “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”

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