maio 12, 2020

Gestores públicos apostam no planejamento estratégico

Estados e municípios aplicam metodologia e contabilizam benefícios. Sergipe, Distrito Federal e Fortaleza são destaques de melhorias Por Ana Graciele Gonçalves O uso de indicadores é um recurso cada vez mais recorrente na hora de elaborar o planejamento estratégico. Por meio dele, o gestor tem um referencial que será utilizado para melhorar os resultados da organização. Na área pública, um bom exemplo de indicador é o Índice CFA de Governança Municipal. O estudo, feito pelo Conselho Federal de Administração (CFA), consiste em uma métrica da governança pública nos municípios brasileiros a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho. A ferramenta faz um raio x minucioso dos municípios. A cada ano, ela passa por atualizações que visam refinar o estudo e oferecer aos gestores públicos uma compreensão mais abrangente, integradora e inspiradora de melhores práticas e resultados. Atualmente, o IGM-CFA 2020 conta com três dimensões, 12 indicadores e 30 variáveis. Por meio dele, o gestor pode fazer uma análise robusta do seu município sob vários aspectos. Por essa razão, muitas prefeituras manifestaram interesse em utilizar dados do IGM-CFA. É o caso da prefeitura de Fortaleza, que pretende usar o estudo para a auxiliar a elaboração de políticas públicas. A capital cearense conta com um planejamento estratégico, cujo objetivo é transformar Fortaleza em uma cidade mais acessível, justa e acolhedora. O “Fortaleza 2040” prevê ações a serem implementadas a curto, médio e longo prazo. Em execução desde 2016, o planejamento atua nos eixos urbanísticos, social, ambiental e de mobilidade. Um novo modelo de gestão em Fortaleza O que motivou a prefeitura de Fortaleza a buscar um novo modelo de gestão foi a falta de continuidade dos programas governamentais anteriores. Até 2013, o município não tinha um planejamento estratégico. “A adoção de boas práticas de gestão focada em resultados deu condições para a formulação do Plano Fortaleza 2040”, explica o secretário Executivo da Câmara de Governança do Fortaleza 2040, Edgard Lombardi. O secretário Executivo da Câmara de Governança do Fortaleza 2040, Edgard Lombardi O processo de construção do planejamento estratégico da capital foi coordenado pelo Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor), que é o órgão do município responsável por fomentar iniciativas inovadoras. Entre 2014 e 2016, a metodologia contemplou a execução de três grandes fases: diagnóstico “A Fortaleza que temos”, definição da visão de futuro e metas “A Fortaleza que queremos”, e a elaboração de 33 planos estratégicos setoriais, divididos em sete eixos. Além disso, houve a adoção de um modelo de criação colaborativa, no qual mecanismos de participação foram instituídos em todas as etapas. De acordo com Edgard, o Fortaleza 2040 foi concebido como um plano da cidade, e não de governo. “Como consequência, a sociedade civil, a academia, o setor privado e as entidades públicas estiveram presentes e protagonizaram, nos fóruns e núcleos territoriais, setoriais e governamentais, os intensos debates que culminaram, após três anos de trabalho, na entrega do planejamento estratégico à sociedade fortalezense.”, diz. Como o modelo de gestão para resultados implantado na prefeitura preconiza a utilização de indicadores, coube à Câmara de Governança e Participação Social – setor responsável por monitorar o eixo da Governança Pública Municipal do Fortaleza 2040 – definir indicadores para a área a fim de subsidiar os secretários municipais com evidências para a tomada de decisão estratégica. Ao tomar conhecimento do estudo feito pelo CFA, Edgard entrou em contato com a autarquia. Segundo ele, a escolha preliminar pelo IGM-CFA se deu por algumas razões. “Ele é um legítimo indicador de resultados, pois considera em sua fórmula de cálculo os avanços das áreas finalísticas, como por exemplo os resultados das políticas de educação e saúde, para as quais as ações de fortalecimento da governança municipal se destinam”, afirma o administrador. Além disso, Edgard ressalta que o estudo permite um referencial comparativo, seja entre os dados da própria cidade com a série histórica já existente, ou entre as capitais e outros 153 municípios que compõe o mesmo grupo de resultados no qual Fortaleza se encontra. Outra razão apontada pelo secretário é a confiabilidade dos resultados do IGM. “A seriedade do trabalho realizado pelo CFA, que disponibiliza as fontes de dados e permite explorar as variáveis e analisar seus resultados de maneira mais detalhada”, elogiou, lembrando que o IGM-CFA será analisado pelo Iplanfor e, se escolhido, será integrado ao caderno de indicadores da Câmara de Governança ainda em 2020. Das 83 ações previstas no eixo da Governança Pública Municipal, 13 já foram finalizadas e 54 estão em andamento. Em três anos de implantação do planejamento estratégico na capital cearense, a avaliação preliminar é positiva. A Câmara de Governança e Participação Social, cuja coordenação é feita pela Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão de Fortaleza, chega em 2020 com 65,1% de suas ações em andamento e 19,2% não iniciadas. As ações em andamento ou já finalizadas de fortalecimento da participação e controle social pularam de 2,9%, no início de 2017, para 71% em 2020. Dentre as ações previstas no eixo de Governança Municipal, muitas já impactam a rotina da administração municipal e da cidade como um todo. No âmbito da gestão, destacam-se a criação da carreira de analista de planejamento e gestão e o fortalecimento da rede de planejamento municipal, qualificando os processos de planejamento e difundindo boas práticas de gestão pelos órgãos municipais. Além disso, o total de servidores capacitados em diversas competências nos cursos ofertados pela Prefeitura em 2019 foi 31% maior que em 2018. Edgard aponta que ainda há alguns desafios a serem superados, mas ele acredita que, com a definição dos indicadores, será possível iniciar o processo de monitoramento sistemático de seus resultados. “Isso nos permitirá agir diante de possíveis mudanças conjunturais e realizar alterações de rota. Vale lembrar que o Fortaleza 2040 passará, pela primeira vez por um período de eleições municipais, e as iniciativas que estamos realizando de fortalecimento da Câmara de Governança visam consolidar o Plano como um guia estratégico para as próximas gestões, independentemente de quem, democraticamente, se sagrar vitorioso”, finalizou o secretário. Distrito Federal rumo ao centenário

Aos heróis da guerra contra o coronavírus, o nosso muito obrigado

Hoje, 12, de maio, o mundo celebra o Dia da Enfermagem. A data, diferente de outros anos, terá um significado diferente em 2020. É que, em meio a pandemia de Covid-19, esses bravos profissionais da saúde estão, literalmente, doando suas vidas para salvar outras vidas. São milhares de profissionais da enfermagem na linha de frente de uma batalha incansável contra um inimigo invisível. Segundo o último balanço do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), desde o início da pandemia, 73 trabalhadores brasileiros foram mortos pela Covid-19. São heróis de uma batalha ainda sem data para acabar. Na guerra contra o coronavírus, os profissionais da enfermagem fazem o que podem para realizarem seu trabalho. Abrem mão do convívio familiar para dobrar plantões a favor da vida alheia e, muita das vezes, cumprem esse dever sem as condições mínimas sanitárias. Sem equipamentos de proteção individual, os EPIs, muitos precisam improvisar ou pagar, do próprio bolso, os materiais necessários para terem um pouco mais de segurança. Nesta data tão simbólica nós, do Conselho Federal de Administração, queremos enaltecer o trabalho desta equipe, tão fundamental para o serviço de saúde. Parabéns, profissionais da enfermagem. O nosso muito obrigado pela dedicação incansável de todos vocês. E, em tempo de pandemia, o nosso melhor presente é ficarmos em casa para que vocês possam, o mais rápido possível, estarem próximos dos seus entes e amigos queridos. Adm. Mauro Kreuz Presidente do CFA Adm Rogério Ramos Vice-presidente do CFA

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