Que tipo de conhecimento a pandemia te agregou?

A sexta-feira chegou junto com uma discussão provocativa para fechar a semana. O webinar Comportamento Pessoal e os Cuidados com a Saúde Pós-Pandemia, realizado hoje, reuniu três administradores para falar sobre o que muda daqui pra frente na profissão e na atenção com a saúde. Qual a sua responsabilidade enquanto pessoa diante dos desafios que a vida nos impõe? Quais as novas habilidades profissionais que serão exigidas num contexto bem mais virtual? Como tem se dado a retomada das atividades no Brasil e no mundo? Daniela Camarinha, diretora-executiva na YOU CARE; Valdir Borba, executivo em Gestão de Saúde; e Rogério Ramos, vice-presidente do Conselho Federal de Administração (CFA) foram os responsáveis pelo debate. Pontos O novo modelo de trabalho trazido pela pandemia foi abordado por Rogério Ramos que lembrou que “99% dos negócios no Brasil são realizados por Micro e Pequenos Empresários e pela nova figura do MEI (Microempreendedor Individual)”. Sobre a distância entre a formação acadêmica dos profissionais de Administração e as necessidades reais das empresas, Ramos afirmou que o CFA tem atuado junto ao Ministério da Educação (MEC) pela reformulação das bases curriculares. “A Administração evoluiu e se ampliou muito em várias vertentes”. Diante de um cenário tão incerto, a certeza é que não é possível seguir apenas pelo mesmo caminho de antes. A especialista em marketing frisou o quão necessárias são as estratégias de marketing e de branding da marca neste momento de mudanças. “A partir do momento em que uma empresa foi fundada a partir de uma essência e ela cresce mantendo essa essência, o que é um grande desafio, ela precisa traduzir o seu posicionamento de uma maneira que quando esse cliente utiliza o serviço da empresa ele encontra uma sinergia entre o que ela fala e o que ela entrega”, afirmou Daniela. Um dos pontos altos da discussão foi com relação à sociedade do cuidado, trazida por Valdir Borba. Ele analisou a atuação do setor privado x público durante a pandemia da Covid 19, na qual afirmou que apesar de o primeiro ter sido mais ágil, as informações estavam concentradas no segundo. Segundo ele o sistema de informação de Saúde Pública no Brasil precisa ser integrado. “A telemedicina será muito desenvolvida e a Inteligência Artificial já chegou na gestão. A robótica já faz parte do atendimento. Então, não são só os nossos processos, os nossos sistemas mais. Precisamos incluir também o olhar para o nosso colaborador que passa a ser cada vez mais um patrimônio muito forte”, concluiu. Perdeu o webinar? Assista aqui! Assessoria de Comunicação CFA
Novo IGM está mais completo e com maior alcance de municípios

Entregas objetivas. Foi assim que o presidente do Conselho Federal de Administração, Mauro Kreuz, definiu o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Câmara de Gestão Pública (CGP) do Conselho Federal de Administração (CFA). Nesta quinta-feira, Kreuz fez a abertura do webinar sobre a nova versão do Índice CFA de Governança Municipal. A discussão foi voltada aos profissionais que foram formados pelos workshops de Gestão Pública da CGP. “Um Estado só dará certo se todos os seus municípios derem certo e o IGM e a atuação da CGP são exatamente para que eles sejam mais assertivos, tenham condições de estabelecer planos estratégicos mais efetivos e possam atender as suas comunidades e a sociedade de maneira geral”, afirmou o líder da autarquia. O diretor da CGP, Fábio Macêdo, iniciou explicando os pilares da governança pública e como o IGM ajuda efetivamente os gestores municipais. A ferramenta, que atualmente conta com 12 indicadores e 30 variáveis, funciona a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho. Ele lembrou que uma das variáveis do IGM diz respeito a compras públicas no cumprimento da Lei Complementar 123, que estabelece normas gerais relativas às microempresas e empresas de pequeno porte. Assunto que gera demandas frequentes do setor privado à Câmara do CFA. Para contribuir com o diagnóstico do município, o IGM agora traz uma análise histórica dos últimos quatro anos de gestão, sendo possível analisar, a partir de dados locais, as boas práticas e os gargalos a serem solucionados. Atualmente a versão 2.0 da ferramenta abrange 5.569 municípios, com separação por clusters para agrupar e tornar o diagnóstico dos dados mais real. “Nós temos um nicho do mercado fora do normal, um nicho de oportunidades que nós podemos nos apropriar enquanto profissionais da Administração junto à gestão pública dos municípios para fazermos um trabalho diferenciado”, disse Macedo. O coordenador da CGP, Rodrigo Moura, comentou detalhes das principais atualizações. Entre as novidades da versão de 2020, está o acréscimo dos indicadores Saneamento e Meio Ambiente e Vulnerabilidade Social e das variáveis Taxa de Cobertura de Creche; IDEB 9 ano; Mortes no Trânsito e Tratamento de Esgoto. A nova metodologia também leva em consideração os outliers ou pontos fora da curva que são aqueles dados que se diferem de forma acentuada em relação ao grupo. Os dados atualizados já estão no acesso exclusivo e gratuito aos profissionais de Administração e às empresas registradas nos CRAs (igm.cfa.org.br), como a divisão por regiões. A previsão de lançamento para o público externo é na primeira quinzena de agosto. “Esta ferramenta vai facilitar o diagnóstico dos profissionais de Administração que queiram fazer uma análise pela região, microrregião, mesorregião e com isso apresentar aos prefeitos e autoridades as potencialidades do IGM para aprimorar as políticas públicas”, explicou Rodrigo Neves. Os administradores também falaram do Guia para a Imprensa 2020 que visa colaborar com os jornalistas nas eleições municipais deste ano, a partir de dados, para elevar a qualidade do debate entre os candidatos e incentivar a participação da população no processo eleitoral. Assista à íntegra aqui. Elisa Ventura Assessoria de Comunicação CFA