As profissionais da Administração podem responder à pesquisa até 31 de maio
O Sistema CFA/CRAs quer saber: “você, profissional da Administração, já viveu, presenciou ou percebeu situações de desrespeito, constrangimento ou violência no trabalho? Sua experiência é fundamental para mudar essa realidade.”
Os questionamentos fazem parte da pesquisa inédita “Assédio e Violência no Trabalho”, voltada às profissionais da Administração. O objetivo é mapear o que realmente acontece no dia a dia e, a partir disso, implementar ações concretas de prevenção e combate. As profissionais de Administração podem responder à pesquisa até o dia 31 de maio, inclusive de forma anônima.
A pesquisa foi elaborada pela Equipe de Apoio “Violência e Assédio no Trabalho” da Comissão ADM Mulher do CFA. O grupo de trabalho é coordenado pela Admª. Elisa Aragão (PB) e composto pelas administradoras Aline Mendonça da Silva (MA), Carla Lourenço da Costa (PR), Jocely dos Santos Ferro (AL) e Luciene Laranjeira Diniz (PB), além da advogada Kátia Boulos (SP).
De acordo com a coordenação da Comissão Especial ADM Mulher, do Conselho Federal de Administração, o objetivo é mapear a realidade das condições de trabalho das profissionais da Administração. A partir das respostas, serão desenvolvidas ações de conscientização, palestras, campanhas educativas e uma cartilha.
“Os dados e estatísticas são fundamentais para dimensionarmos a realidade de cada local, pois esse panorama orientará nossa atuação. Afinal, cada problema pede uma solução diferente”, esclarece Admª. Rita Maria Silveira, coordenadora da Comissão Especial ADM Mulher.
Termos cunhados mais recentemente, como gaslighting e mansplaining, também foram incluídos. O primeiro se refere à violência psicológica que pode levar a vítima a duvidar da própria sanidade mental. Já o segundo ocorre quando um homem explica algo a uma mulher como se ela tivesse menor capacidade de entendimento, menosprezando sua capacidade intelectual.
“A violência e o assédio afetam não só a trajetória profissional, mas também a saúde e dignidade das mulheres. Enfrentar essa realidade é uma urgência e exige de nós ação, reflexão e soluções efetivas. O passo que damos é essencial para mudarmos as estatísticas e protegermos as próximas gerações de administradoras”, salienta Admª. Elisa Aragão Vieira (PB), coordenadora da Equipe de Apoio da ADM Mulher do CFA.
Em junho de 2019, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou a Convenção 190 e a Recomendação 206, definindo violência e assédio — inclusive no ambiente virtual — como práticas inaceitáveis que causam danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos no trabalho.
O texto destaca a necessidade de combater essas práticas, com foco especial na violência de gênero contra as mulheres, visando proteger a dignidade humana, a produtividade e promover um ambiente laboral baseado no respeito mútuo.
A campanha também está amparada na NR 1, norma regulamentadora que abrange o gerenciamento de riscos ocupacionais e obriga os empregadores a oferecer ambientes física e psicologicamente seguros.
Impactos profissionais e pessoais
Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde, uma a cada três mulheres será vítima de violência ao longo da vida. A pesquisa elaborada pela Equipe de Apoio “Violência e Assédio no Trabalho”, da Comissão ADM Mulher do CFA, busca compreender com mais profundidade como essas situações ocorrem no ambiente profissional.
“O assédio e a violência no trabalho destroem a saúde mental, emocional e profissional, além da autoestima e, em alguns casos, interrompem carreiras e podem gerar consequências sociais e institucionais irreversíveis. O combate ao assédio é responsabilidade de todos. Respeito é a base de tudo”, afirma Admª. Carla Lourenço, coordenadora da Câmara da Mulher do CRA-PR e integrante da Equipe de Apoio “Assédio e Violência no Trabalho” da ADM Mulher do CFA.
“Quanto mais mulheres participarem, mais forte será a base para promover mudanças reais”, reforça Carla.
Para participar, basta acessar a pesquisa: https://cfa.org.br/mulher-adm-segura-pesquisa-mapeia-assedio-e-violencia-contra-trabalhadoras/