Ferramenta promete mais economia e eficiência

Desde a semana passada a equipe do Conselho Federal de Administração (CFA) responsável pela implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) está realizando treinamentos in-loco nos CRAs para levar a ferramenta a mais estados. Nesta semana é a vez do Conselho Regional do Paraná (CRA-PR). Lá os trabalhos devem se estender até a próxima sexta-feira. “É com satisfação que chegamos à implantação do vigésimo primeiro CRA com a certeza de que os processos se tornarão mais ágeis, simplificados, gerando maior economicidade e melhor gestão documental dos processos”, afirma o gestor de processos do SEI no CFA, Hércules Ribeiro Martins. O presidente do CRA, Sergio Lobo, lembra que trabalhou na implantação do SEI quando ainda era vice-presidente do CFA, na gestão de 2015/2016, quando houve o convênio entre o conselho e o então Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão. Na época, o órgão era o responsável pela concessão do sistema no âmbito da esfera executiva dos órgãos federais, estaduais e municipais. Atualmente está sob a responsabilidade do Ministério da Economia. “Ao longo desses anos fomos aprimorando o SEI e hoje outros conselhos profissionais já procuram o CFA para adotar essa plataforma em suas estruturas”, explica. Segundo ele, a substituição dos processos que envolvem papel para o ambiente digital será gradativa. “Essa mudança traz um ganho muito grande para o conselho e para a sociedade, pois traz impactos positivos para os processos internos e, principalmente, para a natureza. É uma questão da racionalidade, de economia e de adaptação do conselho às novas tecnologias”, diz. O SEI O Sistema Eletrônico de Informações foi desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF4) para gerir documentos e processos eletrônicos. O objetivo é promover a eficiência administrava, a partir de uma integração do Processo Eletrônico Nacional (PEN) – uma iniciava conjunta de órgãos e entidades de diversas esferas da administração pública, com o intuito de construir uma infraestrutura pública de processos e documentos administrativos eletrônicos. Elisa Ventura Assessoria de comunicação CFA
CFA é destaque em reportagem do SBT Brasil

No dia 2 de outubro, o Conselho Federal de Administração (CFA) foi destaque de uma matéria do SBT Brasil. No telejornal, que foi ao ar na noite da última sexta-feira em todo o país, a parceria da autarquia com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) foi divulgada. O acordo possibilitará que administradores registrados no Sistema CFA/CRAs administrem estabelecimentos empresariais apreendidos e declarados perdidos em favor da União. O CFA começou a receber currículos dos profissionais interessados em participar do programa. Os selecionados farão parte de um banco de dados e estarão à disposição do MJSP e da justiça, que decidirá quem fará a gestão do ativo apreendido. As mais de 70 empresas interditadas pela Polícia Federal no dia 30 de setembro, na Operação Rei do Crime, por exemplo, passarão a ser geridas pelos administradores indicados pelo CFA. Na reportagem do SBT Brasil, o diretor de Fiscalização e Registro do CFA, Carlos Alberto Ferreira Júnior, explicou com mais detalhes como funcionará a entrega dos currículos e falou da importância da parceria do CFA com o MJSP. Para conferir a reportagem na íntegra, clique aqui e assista. CFA na mídia A Assessoria de Imprensa é mais uma das atividades desenvolvidas pela Câmara de Comunicação e Marketing do CFA (CCM). Por meio desse trabalho, a equipe da CCM busca criar uma boa relação com os veículos de comunicação de todo o país e, assim, gerar mídia espontânea para a CFA. A matéria publicada no telejornal SBT Brasil é um dos frutos desse trabalho. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Saúde empresarial: Prevenir ou remediar?

Pedro Paulo Papi. Administrador. MBA em Marketing FGV. Mestre em Administração. Consultor. pedroppapi@gmail.com Saúde empresarial: Prevenir ou remediar? Sim, a realidade atual é um quadro que inspira sérios cuidados à saúde empresarial. Porém, convido a uma reflexão: e se fizéssemos uma analogia entre uma empresa e um organismo humano? Não sou um prodígio da biologia, portanto peço escusas caso em algum momento derrape em termos técnicos, mas a intenção aqui é aproveitar a discussão do momento “Saúde vs. Economia” e mostrar o quão complementares elas são, e no “administres” mostrar que sim, é possível haver uma situação de “ganha-ganha” nessa ilusória disputa. Uma empresa é constituída basicamente por 5 grandes áreas, ou sistemas, que são: Recursos Humanos; Marketing; Finanças; Produção e Administração Estratégica. Para essa analogia vamos considerar as seguintes correspondências: Finanças à Sistema cardiovascular, o coração da empresa. Não há como manter a vida com o coração em descompasso, assim como administrar uma empresa que alterna rotineiramente fluxos de caixa positivos e negativos representa um risco de infarto fulminante. Marketing à Sistema respiratório, vendas que oxigenam a empresa. Uma das funções da respiração no corpo humano é oxigenar o sangue, ou seja, trazer ar puro para o organismo se manter saudável. Assim também o marketing por meio do alinhamento de suas ferramentas estratégicas de Produto, Preço, Praça e Promoção, tem como objetivo final vender, e trazer dinheiro/oxigênio novo para o organismo empresarial. Produção à Membros superiores e inferiores, o motor da empresa. A Produção se encarrega de executar tudo o que foi planejado, agindo com agilidade e vigor, dando vida as estratégias elaboradas. Assim também os braços e pernas nos auxiliam a realizar as mais variadas tarefas diárias e dar forma aos nossos sonhos. Recursos Humanos à Sistema esquelético, a sustentação da empresa. Nenhuma empresa existe sem pessoas, assim como é impossível pensar uma pessoa sem esqueleto. Toda a estrutura que dá vida e mobilidade às empresas está alicerçada em seu capital humano, e é ele que faz com que a empresa como um todo se movimente. Administração estratégica à Sistema Nervoso, o maestro da empresa. Quando o cérebro deixa de funcionar, é ainda possível manter a vida com auxílio mecânico e em estado vegetativo por um certo período de tempo, porém a morte é certa. Assim também empresas que não possuem uma Administração Estratégica operante, ainda permanecem com as portas abertas, respirando por aparelhos, mas a falência é certa. A COVID-19 é uma doença que em sua maioria vitimiza pessoas que já possuem a saúde debilitada, e assim também leva à falência empresas que já não tinham uma vida saudável. Seja passando ilesa, visitando a UTI, ou infelizmente indo à falência, o certo é que esta experiência nos deixa um legado. A administração estratégica é pautada no princípio da precedência, ou seja, assim como na saúde, é melhor prevenir do que remediar. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Administradores vão gerir empresas usadas pelo crime organizado

Um braço financeiro que opera em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi alvo, nesta quarta-feira, 30 de setembro, da Operação Rei do Crime. A ação, deflagrada pela Polícia Federal (PF), em São Paulo, interditou mais de 70 empresas e, com a autorização da Justiça, bloqueou mais de R$ 730 milhões que estavam em contas bancárias. A partir de agora, a gestão dessas empresas passará a ser feita pela a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e, por meio do convênio firmado com o Conselho Federal de Administração (CFA), os administradores do Sistema CFA/CRAs poderão ajudar o Poder Judiciário a avaliar e conduzir a gestão dos estabelecimentos empresariais apreendidos e declarados perdidos em favor da União. Na época do lançamento do convênio firmado entre o CFA e a Senad, o secretário nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, Luiz Roberto Beggiora, destacou a importância da parceria. “Ela vai possibilitar auxiliar o Poder Judiciário com profissionais de conhecimento técnico especializado para fazer a gestão eficiente das empresas confiscadas das organizações criminosas, mantendo com isso os empregos e a sua atividade econômica. Permitirá, ainda a futura alienação judicial dessas empresas com competitividade e valor de mercado”, disse. Segundo o diretor de Fiscalização e Registro do CFA, Carlos Alberto Ferreira Júnior, é preciso administrar os bens apreendidos a fim de evitar maiores prejuízos. “Sem gestão profissional eles vão se deteriorando. Precisamos manter esses ativos apreendidos funcionais e, de alguma forma, gerando produção, para que sejam avaliados, leiloados e alienados a favor da sociedade”, afirma. Os profissionais de Administração registrados em CRA interessados em serem, possivelmente, Administradores Judiciais, nomeados por juiz, para administrarem os ativos apreendidos em operações da PF até irem a leilão podem mandar e-mail com currículo para o endereço oportunidadescfa@cfa.org.br. “Já estamos ultimando um cadastro (Banco de Dados) com os profissionais preparados para o desafio e o CFA terá a missão de indicar a Senad aqueles mais capacitados e qualificados para a gestão específica do bem apreendido. Os nomes dos profissionais serão, então, apresentados para a justiça, que decidirá quem fará a gestão do ativo. Profissional, mande o seu currículo!”, convoca o diretor do CFA, Carlos Alberto. Rei do Crime A operação foi batizada de Rei do Crime em alusão a empresários que fomentam e financiam organizações criminosas sem praticar as ações violentas por elas perpetradas. Na ação, foram indiciados 20 empresários que atuavam no setor de combustíveis. A investigação da PF rastreou movimentações financeiras e percebeu que uma rede lavava dinheiro para a facção criminosa. O esquema ilícito tinha até a participação de uma distribuidora, mas também envolveu empresas com sólida atuação no mercado, laranjas e empresas de fachada. Mais de 200 policiais cumpriram 13 mandados de prisão preventiva, 43 mandados de busca e apreensão e sequestro de 32 automóveis. Além de São Paulo, a ação ocorreu também em outras cidades: Bauru (SP), Igaratá (SP), Mongaguá (SP), Guarujá (SP), Tremembé (SP), Londrina (PR), Curitiba (PR) e Balneário Camboriú (SC). Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Obra é assinada pelo vice-presidente do CFA, o administrador Rogério Ramos

Ser um guia para os profissionais de Administração. Este é o principal objetivo do livro “Ramos da Administração” que, após o sucesso que fez entre o público quando foi lançado há dois anos, acaba de ganhar uma segunda edição. A obra, produzida e assinada pelo vice-presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Rogério Ramos, reúne mais de 40 áreas de atuação possíveis para esses profissionais no mercado de trabalho. A ideia de elaborar o livro se deu a partir da evolução da profissão nos mais variados setores e áreas conexas ao campo da Administração. “A área do administrador é muito generalista. Tem habilidades e competências diversas. E tanto o mercado – quanto a própria vocação das pessoas fazem com que se estabeleçam na Administração alguns ramos interessantes. Quem já ouviu, por exemplo, falar sobre administração de facilites? Pois é, é um administrador que atua na prestação de serviço e articulação de um determinado prédio, por exemplo, ou uma determinada instituição”, disse Rogério. Na obra, Rogério expõe, de forma resumida, sobre quais os tipos de administradores especialistas o mercado está absorvendo na atualidade. Com uma linguagem leve e direta, ele envolve o leitor em uma verdadeira viagem pelo mundo da ciência da Administração. No prefácio do livro, o presidente do CFA, Mauro Kreuz, fala do orgulho em prefaciar a segunda edição da publicação. “Certamente, este livro será a obra de cabeceira dos profissionais e estudantes de Administração. Ele é um guia para ser consultado constantemente, seja para enxergar novas oportunidades profissionais, seja para sanar dúvidas acerca desta ou daquela área. Já disse uma vez e volto a repetir: no contexto de volatilidade que a Revolução 4.0 nos mostra, seguir a cartilha da boa gestão é questão de sabedoria e igualmente de bom senso. Faça bom uso deste livro e tenha uma carreira de sucesso! O mundo precisa de profissionais de Administração de excelência!”, destacou o presidente do CFA. A segunda edição do livro “Ramos da Administração” está disponível na versão digital no site da autarquia. Clique aqui e acesse a obra. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
O que não mudou com a pandemia?

Douglas André Roesler Administrador, Professor Associado da Unioeste e Delegado da Seccional de Marechal Cândido Rondon. E-mail: douglasroesler@gmail.com Estamos no futuro e o ano é 2040 e você está em frente a um grupo de universitários, a geração pós-Covid19, para falar sobre um marco na história contemporânea: a pandemia de 2020. Sua apresentação segue com dados sobre os impactos da pandemia na economia, nos empregos, nas empresas fechadas, reorganizadas ou transformadas, as novas oportunidades, a crise humanitária e o triste número de mortos. Em algum momento da suposta apresentação você contará o que fez nestes tempos sombrios. E então, como você encarou a pandemia? A interpretação da realidade e como lidamos com as dificuldades são uma questão de perspectiva e postura. Você pode encarar tudo como um problema, uma tragédia, e ficar angustiado procurando os culpados, vitimizado, esperando que alguém o ampare. Ou você pode encarar este tempo de pandemia como um desafio, uma oportunidade para fazer diferente e se reinventar, se autoavaliar e buscar adaptar-se e se fortalecer. Também pode ser proativo e ajudar outras pessoas a superar este período de dificuldades. Esta postura corajosa, dinâmica, empreendedora e de liderança são características esperadas dos profissionais da administração. As universidades e faculdades de administração ensinam e formam pessoas para identificar as oportunidades, as ameaças, os pontos fortes e fracos das organizações e traçam os planos de ação no presente vislumbrando sucesso no futuro. São eles que comunicam, motivam e inspiram seus colaboradores e demonstram qual estratégia adotar e o trabalho a ser realizado. Os administradores são líderes que fazem a diferença onde atuam, são transformadores da realidade em que estão inseridos. Para os administradores a pandemia é mais um desafio, assim como outros que já foram e outros que virão. A pandemia foi algo imprevisto e causou uma antecipação de tendências. Os sistemas digitais de comunicação para reunião e ensino, trabalho em casa, entregas em domicílio, comércio eletrônico são meios e tecnologias que já existiam, umas há muito tempo. Muitas pessoas e empresas hesitavam em adotar estas tecnologias, e, com a pandemia tiveram que se adaptar para não perder seus clientes ou não ficarem desempregadas. Por exemplo, em poucos dias os gestores e professores das escolas transformaram a forma e a estrutura de ensino e sua relação com os alunos e pais. A pandemia foi uma variável do ambiente externo que impactou no planejamento e nas estratégias empresariais. Mas se a empresa já estava com problemas econômicos e financeiros, a pandemia foi o último empurrão para o abismo da falência ou inviabilidade. Isto demonstra a necessidade de buscar prever o imprevisível ou improvável. Precisamos ter um plano alternativo para as empresas e para a nossa vida. A pandemia fez com que muitas pessoas percebessem sua finitude e fragilidade. Nesta época ocorrem muitos relatos de problemas psicológicos e sociais, como ansiedade, alcoolismo, violência doméstica, separações e divórcios. Provavelmente estes problemas já existiam e agora utiliza-se a pandemia como desculpa para o fim de uma relação ou a causa de uma tragédia. A pandemia colocou em evidência a triste realidade brasileira dos milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, do desemprego, da saúde pública precária e de alguns políticos oportunistas preocupados apenas com os resultados das próximas eleições. Além daqueles políticos e gestores que se aproveitam da calamidade pública e social para adquirir materiais e equipamentos médicos superfaturados. Mesmo parecendo um passado distante, não podemos perder a referência de março de 2020, onde a nossa vida e trabalho estavam atribulados com problemas e desafios a serem resolvidos, superados ou procrastinados. A pandemia mexeu com as pessoas e este movimento, ou desequilíbrio, pode ter revelado uma pessoa acomodada, sem perspectiva e sem projeto de vida. Não podemos usar a pandemia como desculpa para nossa preguiça ou incapacidade de encarar a realidade. Somos os protagonistas da nossa vida, depende apenas de nós mudar a situação e aquilo que nos afeta. Não é salutar terceirizar a culpa para a pandemia. Depois desta pandemia teremos outras crises e dificuldades. Uns até profetizam que teremos outras pandemias. Importante aproveitar as experiências para nos aprimorarmos enquanto profissionais e pessoas. Existe uma expectativa que esta situação tornará as pessoas melhores, mais solidárias e sensíveis as questões sociais. Gostaria de acreditar nisso, mas tudo indica que depois da pandemia as pessoas tendem a voltar ao que são, ou seja, aqueles que são egoístas, hipócritas e arrogantes tendem a continuar do mesmo jeito. As pessoas que são sensíveis à condição do próximo continuarão seu trabalho em contribuir para um mundo melhor, mesmo depois da pandemia. Já diz o ditado: mar calmo não faz bom marinheiro. Frente aos desafios e impactos decorrentes da pandemia que se afirmam e forjam os melhores administradores e empreendedores. Pessoas que não se abatem com a crise e buscam criar, antecipar ou aproveitar as oportunidades. São pessoas resilientes, flexíveis, criativas e com grande capacidade de adaptação. Em vez de lamentarem com as dificuldades e problemas, buscam força, energia e motivação para trabalhar em seus projetos. E isto não mudou com a pandemia. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Ciclo Paranaense de Webinário Sobre Gestão: Experiências de Gestão Para o Futuro e Registro Profissional dia 30/09/2020 às 19h
Presidente do CFA participa de eventos alusivos ao Dia do ADM

Em 9 de setembro, profissionais de Administração de todo país comemoraram os 55 anos de regulamentação da Administração. Para celebrar a data, os Conselhos Regionais de Administração (CRAs) organizaram eventos on-line para discutir temas ligados à profissão. O presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Mauro Kreuz, tem prestigiado os encontros dos regionais por meio de palestras e debates. A agenda de compromissos do presidente começou pelo CRA-MG. No dia 8 de setembro, o regional mineiro deu início ao Mês do Profissional de Administração. Mauro Kreuz abriu a programação com a palestra “Cenário da Administração durante e pós-pandemia”. Na oportunidade, ele disse que a profissão será vital para o Brasil, para a sociedade, para as organizações públicas e, em especial, para as organizações privadas. Segundo o presidente, o ambiente de negócios, que já era complexo, passou a ser ainda mais, em detrimento da pandemia, e atentou para as atitudes dos seres humanos neste período. “Seja do ponto de vista geopolítico ou nacional, parece que o ser humano não teve o valor suficiente, não teve o reconhecimento suficiente, a solidariedade suficiente e não soube fazer uma gestão humana de verdade, como ensinamos e aprendemos na Administração de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas”, disse Mauro. No dia 9 de setembro, ele participou de live realizada pelo CFA para falar sobre “A importância do profissional de Administração na sociedade”. No evento, ele falou sobre muitos assuntos da profissão como as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de bacharelado em Administração, e respondeu perguntas dos internautas. “Elas têm duas questões, que foram bandeiras do Sistema CFA/CRAs: o estágio profissional passa a ser obrigatório e supervisionado, a outra é a formação por competência. Espero que as instituições se adaptem para que os novos alunos já entrem, no próximo ano, sob os auspícios das novas DCNs”, afirmou o presidente do CFA. “O futuro da Administração depende de você” foi o tema da palestra que Mauro Kreuz proferiu para o CRA-BA. O evento on-line aconteceu no dia 11 de setembro e foi mediado pela presidente do regional baiano, Tânia Maria Cunha Dias. Em seguida, no dia 15, ele prestigiou o CRA-RN em uma live especial do Conecta ADM com o tema “O perfil do Administrador do futuro”. “O profissional de Administração continuará sendo demandado fortemente pelas organizações. Qualquer empreendedor tem que ter junto com ele profissionais da Administração que possam levar a bom termo as suas ideias de negócios”, defendeu. No dia 17, a convite de CRA-ES, Mauro Kreuz participou de um webinar com o tema “Novas diretrizes curriculares para o curso de Administração”. O evento, transmitido pelo canal do YouTube do regional, contou com participação expressiva de professores e coordenadores dos cursos de Administração. Com a aprovação das DCNs, “o conteúdo teórico estará a serviço das competências profissionais e este é um grande avanço que vai alavancar qualitativamente o curso”, explicou o presidente CFA. De 21 a 24 de setembro, acontece a Semana ADM 2020, evento on-line realizado pelo CRA-MS. Mauro também prestigiou o regional proferido, na noite do dia 22, a palestra “Administração em Tempos de Crise”. Próximos eventos XXII Encontro Maranhense de Administração (Emad) O evento acontecerá de 24 a 26 de setembro. Nesta edição, que será totalmente digital, o tema central será “Aprendizagem e Carreira no Mundo Digital” e visa debater a necessidade de planejamento de carreiras e a inovação no processo de ensino aprendizagem na formação profissional nas esferas pública e privada. O presidente do CFA, Mauro Kreuz, foi convidado para participar da abertura oficial do evento, que acontecerá no dia 24, às 19h. ADM Mandaver – 3ª edição O evento promovido pelo CRA-AL acontecerá no dia 29 de setembro e o tema desta edição é “Empreendedorismo e inovação”. Mauro também vai participar da solenidade de abertura do evento alagoano. O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas aqui. Live do CRA-AC Para encerrar o mês dos profissionais de Administração, o CRA-AC realizará uma live no Instagram. No evento, o diretor de Gestão Pública do CFA e conselheiro federal pelo Acre, Fábio Mendes Macêdo, conversará com o presidente Mauro sobre “Um projeto estratégico de nação para o Brasil pela Administração”. A live começará às 19h, no perfil do CRA-AC no Instagram: @craacre. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
5ª Geração da tecnologia vai além da velocidade e hiperconectividade

Não é novidade que a Covid-19 mudou a rotina das pessoas em todo o mundo. Diferente de outras crises sanitárias, esta acontece em meio a uma transformação digital que já estava em andamento, mas novos padrões de tecnologia como a internet 5g ganhou forças com o cenário pandêmico. O assunto ainda é novidade para muitas pessoas, por isso, nesta quinta feira, 24, o Conselho Federal de Administração (CFA) promoveu um o webinar “Tecnologia 5G”. O tema foi tratado pelo gerente de Espectro, Órbita e Radiofrequência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Agostinho Linhares, e pelo PhD em Telecomunicações e coordenador do Laboratório Woca do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), Arismar Cerqueira. O evento foi mediado pela jornalista Elisa Ventura. Na ocasião, eles apresentaram um cenário da tecnologia 5G no Brasil, mostraram o porquê ela vai promover uma revolução digital e falaram, ainda, dos aspectos técnicos da radiofrequência para adotar esse novo padrão de internet. Arismar lembrou que a televisão brasileira acaba de completar 70 anos e que ela revolucionou o modo de pensar e agir das pessoas. O mesmo aconteceu com o uso dos smartphones, que já estão em todos os negócios do país. “O Brasil tem cerca de 200 milhões de pessoas e mais de 225 telefones móveis. Temos mais celulares que pessoas e milhões de coisas que podem ser conectadas”, disse Arismar. Pesquisador e professor do Inatel – instituição dedicada à formação de profissionais no setor de Telecomunicações e Tecnologia – ele adiantou que já estão desenvolvendo a tecnologia 6G, prevista para estar acessível ao público em 2030. “Somos pioneiros estamos fazendo pesquisa com resto do mundo”, explicou, apresentando um rápido histórico da instituição. “O Inatel fica no Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais. Foi fundado em 1965 e nasceu em meio a vários cafezais. Hoje são mais 50 laboratórios e muitos centros de pesquisa. Nosso objetivo é transformar conhecimento em inovação”, afirmou. Mas, afinal, o que é esse tal 5G? Para responder a questão, é preciso voltar no tempo. Quando o celular surgiu, o foco da tecnologia era a voz e a possibilidade de falar sem estar preso a um fio. Essa foi a primeira geração. Não demorou muito, veio o 2G: os aparelhos móveis passaram a enviar, também, mensagens de texto, o SMS. Com o 3G, veio a internet e os dispositivos conectados à rede mundial de computadores com a possibilidade de envio de fotos e vídeos. A atual – 4G – aumentou a velocidade da conexão e possibilita a realização de videoconferências. Já o 5G “é praticamente um foguete e vai mudar a forma de interagir com a internet”, explicou Arismar. Ela vai possibilitar que mais produtos estejam conectados, a chamada Internet das Coisas, possibilitará aplicações de longo alcance, o uso de fazendas inteligentes que potencializará o agronegócios, a redução significativa das torres de transmissão de sinal, entre outros. Agostinho deu detalhes técnicos do espectro de radiofrequência para tecnologia da quinta geração e do leilão 5G que está em andamento no país. O Brasil tem projeções continentais e 34 milhões acessam a banda larga, mas ainda há muitos brasileiros desconectados. “53% dos municípios sem fibra óptica estão nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo. Temos que trabalhar num arcabouço para promover essa revolução tecnológica para todos”, defendeu. Serão leiloadas faixas de frequência em quatro bandas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz e já é considerado o maior leilão de espectro de radiofrequência da história. Enquanto isso não acontece, algumas empresas de telefonia já disponibilizam o 5G por meio de licenças de espectro já existentes, graças a uma tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro (DSS). “Com o 5G, a internet vai chegar a áreas remotas do país. Tudo estará conectado, a comunicação será de altíssima confiabilidade, vai promover uma revolução em vários segmentos como saúde e educação. Vai melhorar a inclusão digital e possibilitar outras aplicações que vão desde a comunicação entre carros autônomos até o uso de realidade virtual para cirurgias remotas”, destacou Agostinho. No webinar, os palestrantes também responderam perguntas do público. Uma delas fazia referência à concorrência entre a China e os Estados Unidos. Eles esclareceram que a tecnologia 5G é padrão em todo o mundo e o que há é uma disputa entre fabricantes e empresas de telefonia deste e daquele país. Para conferir o webinar na íntegra, clique aqui. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Publicação do Governo Federal contou com colaboração técnica do CFA

Guia visa auxiliar os governos municipais, com foco na correta prestação de contas e na continuidade dos serviços à população A Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República (SEAF/SEGOV), junto a ministérios e vários órgãos públicos, lançou, no dia 16 de setembro, o “Guia do Prefeito +Brasil – Como deixar a prefeitura em dia no último ano de mandato”. O documento faz parte de uma série de conteúdos digitais que têm o objetivo de dar dicas e sugestões a prefeitos e suas equipes sobre boas práticas de gestão, em especial no encerramento do mandato 2017-2020. O Conselho Federal de Administração (CFA) foi uma das instituições que compôs o grupo de trabalho que cuidou da produção do Guia. “A participação do CFA nesse trabalho foi fundamental, pois coloca o Conselho como parceiro importante na construção de políticas públicas de gestão nas prefeituras municipais de todo o Brasil”, avaliou o diretor de Gestão Pública do CFA, Fábio Mendes Macêdo. O guia possui linguagem simples e didática. Está alinhado com a Constituição Federal e a Lei das Eleições e pretende ser uma ferramenta de consulta para que ações realizadas pelos gestores dos 5.570 municípios brasileiros sejam documentadas da forma correta, sem percalços legais, e perpetuadas para uma nova equipe, dando prosseguimento aos serviços públicos prestados à população. A secretária especial de Assuntos Federativos, Deborah Arôxa, ressalta a importância do Guia: “Estamos chegando a um momento importante da vida eleitoral do nosso país. Vamos viver uma eleição agora, em novembro. A Secretaria de Ações Federativas da Secretaria de Governo vem trabalhando incansavelmente nesse processo e mobilizando as equipes desde o início do ano, mesmo com a pandemia. Para orientar o trabalho de prefeitos e suas equipes, criamos o Guia do Prefeito +Brasil, que vai poder ajudar nessa caminhada, de documentar todas as ações que estão sendo executadas e os pontos essenciais que não podem ser esquecidos. Esse guia foi construído com muito cuidado, com vários ministérios e também vários parceiros de outros poderes”. O documento é dividido em duas partes: a primeira, dedicada a prefeitos, e a segunda, com conteúdo voltado para a equipe técnica. Alguns dos temas abordados: Lei de Responsabilidade Fiscal, CAUC e Compras Net. Para a produção desse conteúdo, a Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo também teve o apoio de outros órgãos além do CFA: Ministério da Educação, Ministério da Economia, Ministério da Saúde, Ministério da Cidadania, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas de Minas Gerais, Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, Conselho Nacional do Ministério Público e Fundação Nacional da Qualidade. Os parceiros também gravaram vídeos explicativos sobre temas fundamentais, como, por exemplo, a Plataforma +Brasil. Todo o material produzido pode ser encontrado em plataforma on-line aqui, para leitura ou download. Dúvidas podem ser tiradas enviando e-mail para guiadoprefeito@presidencia.gov.br. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação do CFA Com informações da diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania
O que a pandemia está ensinando para a educação?

Você não queria, mas agora é obrigado a encarar câmera, luz, ação! Seus alunos não estão mais em sala de aula e seus concorrentes estão a um click do teclado. É hora de se reinventar para continuar respirando. O isolamento social, que foi imposto, exige o desenvolvimento de novas habilidades de comunicação e relacionamento. O falar não basta. A imagem pode não refletir a realidade. A comunicação precisa ser verdadeira e assertiva. Reuniões, aulas, conferências. Tudo acontece à distância, não há tempo para aprender e, às vezes, nem para pensar direito. É preciso fazer o caminho caminhando. É necessário inovar no desconhecido e ser criativo no fazer. Surge um novo paradigma e os velhos paradigmas são derrubados. Todo conhecimento, que sua instituição de ensino adquiriu durante anos de existência, não importa mais se não houver flexibilidade, agilidade e habilidade humana. Flexibilidade para aceitar o novo e reconhecer que as metodologias precisam ser transformadas e adaptadas. Transformadas para suprir uma nova demanda de um público que, apesar de ser o mesmo, precisa de um novo produto educacional e, adaptado à capacidade de consumo desse novo velho cliente. Agilidade para inovar e identificar quais serão as profissões e os profissionais do futuro e o que essas transformações exigem do novo profissional. Habilidade humana para se aproximar, ainda que distante, do seu cliente, oferecendo canais de comunicação e aprendizado com interação, integração e qualidade; com preço acessível e facilidade de acesso as plataformas de ensino. Cursos de graduação e pós-graduação são ofertados pelas mais diversas instituições de ensino. A disputa pelo aluno está acirrada. As vantagens que as instituições de ensino tinham não servem mais. Localização, não importa. Estrutura de sala de aula, não importa. Lousa interativa, não importa. Laboratórios com muitos computadores, também não importam mais. A sala de aula é a casa do aluno. A lousa é seu computador. Laboratórios e bibliotecas, tudo deve estar ao alcance do aluno via web. E tornar isso possível não é mais um diferencial, é uma obrigação para quem quer se manter vivo nessa pandemia e não ser derrotado pelo vírus da concorrência que se alastra e se fortalece a cada dia. Não basta ser gestor de negócios, o momento exige, além de visão administrativa, muita responsabilidade social. Perceber que é necessário disponibilizar meios e recursos para que o aprendizado não pare e colocar o desenvolvimento humano como valor primordial, acima do lucro, pode ser o diferencial nesse novo mercado virtual. E o lucro poderá ser a consequência da aplicação desse valor. Para as instituições de ensino, que apenas ensinavam, mas não aplicavam a administração com planejamento estratégico, está na hora de deixar de lado a teoria da burocracia e implementar, com urgência, a teoria do desenvolvimento organizacional, da administração empreendedora e participativa com imperativo tecnológico e humano. Prof. Me. Adm. Julio Cezar Bernardelli Mestre em Tecnologia e Sociedade. Graduado em Administração. MBA em Gestão em Ergonomia. Especialista em Gestão e Liderança. Professor universitário. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Ciclo Paranaense de Webinário Sobre Gestão: Reinvenção e as Lições da Pandemia dia 23/09/2020 às 19h
Gestão financeira e de pessoas mais uma vez em alta

Segmentos despontam como protagonistas da Administração, durante a crise pandêmica As áreas de Finanças e Recursos Humanos estão entre as mais valorizadas em 2020, segundo dados da consultoria Robert Ralf. Em levantamento realizado com 384 executivos, 81% dos entrevistados afirmam que existe dificuldade de encontrar mão de obra qualificada em tais segmentos, em que pretendem contratar. De acordo com a administradora e coordenadora do curso de Administração da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Gisely Jorge Mesquita, a crise econômica gerada pela pandemia fez com que as empresas buscassem profissionais, sobretudo, na área de Finanças. O motivo seria para melhorar o fluxo de caixa e garantir maior eficiência do capital de giro. Ela explica que os setores de planejamento financeiro, tesouraria, gestão de custos e controladoria têm assumido papel fundamental e estratégico nas empresas, tendo em vista a queda do faturamento, durante a pandemia. Com isso, os custos fixos de curto prazo e atenção ao crédito viraram prioridade no momento. “As empresas têm buscado profissionais de Finanças que saibam controlar o caixa e administrar redução de custos. Também têm contratado peritos em reestruturação financeira e especialistas em operações de fusões e aquisições de negócios, a preço baixo, para aproveitar a crise”, revela. O gestor financeiro ainda atua no planejamento de finanças e tem entre seus objetivos alcançar o equilíbrio e rentabilidade das empresas. Segundo Mesquita, ele trabalha para promover retorno financeiro e a liquidez (conversão de um bem ou ativo em dinheiro — sem perdas ou prejuízos). “Em síntese, ele avalia custos e opções de financiamento, faz checagem de tributos e retorno de investimentos. Também controla o fluxo de caixa e aplicação de recursos — das mais diversas movimentações bancárias —, de forma que se verifiquem todo o capital disponível na empresa”, relata. Profissional liberal Outra possibilidade para quem atua no segmento financeiro é trabalhar por conta própria, como é o caso da consultora, Rosany Abreu Martins. Durante a crise, ela passou a atuar com finanças pessoais e divulga seu trabalho na internet. Por meio do perfil no Instagram “Menos é Mais”, ela fala sobre a importância da educação financeira e dá dicas técnicas sobre o assunto. “É importante que a área de Finanças pessoais faça parte do cotidiano das pessoas, pois não é possível administrar a vida pessoal se não soubermos gerir o nosso próprio dinheiro. Só assim é possível passar com tranquilidade por momentos de crises e obter grandes conquistas”, pontua. Gestão de Pessoas O setor de Recursos Humanos (RH), que já vinha crescendo na última década, ganhou ainda mais destaque, devido à complexidade em cuidar de pessoas durante a pandemia, explica o administrador e diretor executivo do Instituto Inteletto de Desenvolvimento de Competências, Pedro Paulo Carbone. Ele ressalta que além de deixar as pessoas enclausuradas, a crise sanitária alterou as formas de trabalho e provocou diminuição da renda do trabalhador. “Isso amplificou os conflitos interpessoais e colocou novos desafios a todos, nas relações que emergiram: tanto no seio familiar como no campo profissional. Nesse novo cenário, a visão tradicional de qualificação de pessoas para funções específicas diluiu-se, porque a sociedade e os mercados não são mais previsíveis como antes”, explica. Segundo Carbone, a principal demanda dos setores de RH na atualidade é gerir portfólios de competências, em contexto de candidatura às vagas e conflitos permanentes. A pandemia apresentou um ‘novo normal’ em que o home office veio para ficar e passou a exigir do trabalhador, em geral, competências em saber lidar com pessoas, sem a presença física, e conciliar as atividades profissionais com os afazeres do lar. Carbone explica que a carreira de RH historicamente está dividida em dois blocos: aquele que cuida de processos, e o que gere pessoas. O RH que cuida de processos é estável, cuida do treinamento operacional, da linha de produção e desenvolve competências técnicas. Já o RH que cuida de pessoas está preocupado com novos perfis de competências que respondam às estratégias e novas demandas do negócio. Precisa lidar com atração e manutenção de talentos, desenvolver competências comportamentais e saber desenvolver e aplicar políticas de reconhecimento do trabalhador. “Também ajuda os gestores a administrar o clima organizacional, por vezes em conflito, e a promover a diversidade e o compartilhamento permanente de conhecimentos. Para fazer isso, o RH que cuida de pessoas precisa conhecer bem seu funcionário, daí o crescimento do People Analytics”, esclarece. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA.
Defensoria Pública do DF abre concurso com oportunidades para ADM

Estão abertas as inscrições do concurso da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). A seleção oferece 60 vagas para o cargo de analista de apoio à assistência judiciária da carreira de Apoio à Assistência Judiciária do Distrito Federal. Para os Administradores com registro em Conselho Regional de Administração (CRA), são ofertadas oito vagas. Os interessados têm até 5 de outubro de 2020 para fazer a inscrição no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), empresa organizadora do concurso. A taxa custa R$ 101,87. A seleção será composta de provas objetivas e prova discursiva, a serem aplicadas no dia 8 de novembro. Os aprovados serão convocados, ainda, para a fase de avaliação de títulos. Para concorrer, basta se inscrever no site do Cebraspe, Organização Social responsável pela realização do concurso, até 5 de outubro de 2020. A taxa custa R$ 101,87, e deve ser paga até o dia 7 de outubro deste ano. A remuneração inicial é de R$ 5.241,22 e a carga horária segue sendo de 35 horas semanais. Outras informações e edital, clique aqui. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Registro é gratuito para alunos de Administração e cursos conexos

Faltam poucos meses para o carioca Josué Ahrens Espíndola concluir o curso de bacharelado em Administração. Ele estuda na faculdade Estácio de Sá, na capital fluminense, e, depois de assistir a uma palestra do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), ele conheceu o Sistema CFA/CRAs. Josué exibe com orgulho a sua Carteira de Estudante de Administração. A vivência com o coordenador do curso, Ubiratan dos Santos Silva, e estimulado pelo regional, Josué decidiu obter o registro de estudante. Ele tem a carteira de estudante desde 2018, ano em que o Conselho Federal de Administração (CFA) aprovou a Resolução Normativa CFA n.º 543, que dispõe sobre o registro de estudantes da Administração e de cursos conexos em Conselhos Regionais de Administração (CRAs). Com a RN, o CFA atendeu uma demanda antiga dos regionais e dos próprios os alunos, que passam a contar com uma identidade estudantil totalmente renovada. “Além de criar vínculo com o Sistema CFA/CRAs desde a fase estudantil, o aluno que solicitar o registro como estudante no CRA terá vários benefícios como facilidade para acessar cursos, palestras e eventos promovidos pelos CRAs e acesso diferenciado a informativos e quaisquer outros serviços que o CRA venha a oferecer”, garante o presidente do CFA, Mauro Kreuz. Josué confirma esses benefícios. “O registro no CRA proporcionou facilidades a cursos e eventos culturais”, diz o futuro administrador, que escolheu a profissão por ela ser abrangente. “Ela possibilita trabalhar em qualquer área. As ferramentas aprendidas na Administração servem para todas as profissões, e elas precisam saber os princípios da Administração”, explica. O estudante já planeja a vida após a faculdade. “Meus planos futuros são fazer uma pós graduação na área, seguida de um mestrado e continuar agregando valor na minha trajetória profissional”, projeta o estudante. Saiba mais Quer fazer como o Josué e ter o registro no CRA? Podem solicitar a Carteira de Estudante de Administração (CEA) os estudantes regularmente matriculados nos cursos de bacharelado em Administração; superiores conexos à Administração, considerados nas Resoluções Normativas editadas pelo CFA; educação profissional técnica de nível médio, conexos à Administração, considerados nas Resoluções Normativas editadas pelo CFA. O registro e a expedição da CEA serão realizados gratuitamente pelos CRAs e terá validade de dois anos, contados da data de sua expedição. Para ter acesso à lista de necessários para dar entrada no pedido de registro, clique aqui e conheça a RN CFA n.º 543. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
CFA lança comissão para fortalecer a presença feminina no mercado de trabalho

O Conselho Federal de Administração (CFA) apresentou hoje a Comissão Especial ADM-Mulher, criada para trabalhar pela atuação, fortalecimento e visibilidade das profissionais de Administração no Sistema CFA/CRAs e no mercado de trabalho de forma geral. Por conta da Covid-19, o lançamento foi realizado via internet, em um webinar que reuniu o presidente da autarquia, Mauro Kreuz; a coordenadora da Comissão, Cláudia Stadtlober; a vice-coordenadora da Comissão, Ione Salem; e a presidente do CRA-BA e membro da Comissão, Tânia Dias. A ideia de reunir essas profissionais em uma iniciativa mais focada surgiu de um grupo de mulheres de diferentes regionais e ganhou força e celeridade exatamente durante a pandemia. Para Cláudia Stadtlober, é preciso pensar no papel de mulheres gestoras na atualidade. Ao citar a última pesquisa de Perfil do Administrador, ela afirmou que as mulheres vêm crescendo muito em números de registros profissionais. Registrou que nas escolas de gestão a maior parte dos alunos é de mulheres e que “essa representatividade também tem que aparecer no meio político, no mercado de trabalho e sempre com essa ideia de soma para termos um equilíbrio no meio profissional”. Na construção do projeto, o grupo redigiu também um manual orientativo para aqueles regionais que também quiserem implementar comissões dessa natureza. “O manual é um guia, mas que deve ser flexibilizado para atender as características sociais, culturais e financeiras daquele CRA”, explicou Ione Salem. O Conselho Regional de Administração da Bahia foi o primeiro dos regionais a aderir o projeto. Desde 2015, o CRA-BA já trabalha com os Fóruns das Mulheres, cujos objetivos são semelhantes aos do ADM-Mulher. “Decidimos realizar o lançamento da comissão na Bahia hoje, junto com o Federal, para aproveitar o orçamento do próximo ano e o planejamento do próximo biênio. Nossos objetivos gerais continuam os mesmos: o de um trabalho de visibilidade da profissão exercida pela mulher”, afirmou Tânia Dias. As gestoras enfatizaram que, apesar de o foco da Comissão ser o público feminino, a ideia é a colaboração entre homens e mulheres na construção de um modelo de gestão em que todos os profissionais possam ocupar os seus espaços de forma saudável e parceira. Um momento histórico que marcará a trajetória do Sistema. Foi assim que Mauro Kreuz classificou a iniciativa. “Eu não tenho dúvidas de que essa comissão frutificará e muito porque eu sou testemunha das vossas capacidades. A profissão ganha muito”, concluiu. Elisa Ventura Assessoria de Comunicação CFA
Legados de um súbito período de reviravoltas: sobre competências e habilidades para profissionais de administração sustentarem a gestão do tempo.

Sabemos que a avalanche do “tudo ao mesmo tempo agora simultaneamente de forma conjunta” nessa era “pandemônica”, impactou a habilidade sustentável e irritante de gerir o tempo na administração. Essa relação com nosso universo de repente desconfigurado, material e economicamente, interferiu o meio ambiente emocional, cognitivo e relacional de uma legião de profissionais castigados pelo uso do recurso mais saudável das relações humanas, o respeito. De forma elegante e inteligente, para que pensemos num futuro simples e elementar visando que nossa espécie ganhe longevidade e obtenha resultados prósperos, positivos e duradouros sem traumas para a boa governança corporativa, nos setores público ou privado, a concepção de projetos alinhados ao “gerenciamento das horas” em época pós-pandemia tem função direta com nossas conhecidas e badaladas iniciais PDCA. E como tornar gestores mais focados e bem preparados com a consciência de que os recursos humanos devem e precisam se incomodar com planejamentos de curto, médio e longo prazos em negociações saudáveis para manutenção das boas práticas de gestão nos tempos doravante? Legado a todos e quaisquer tipos de prestação de serviços e interações em redes de relacionamento, o perseverar em ações com altíssimo grau de equilíbrio físico e mental, desvenda nenhum segredo para as funções administrativas que orbitam a experiência nas áreas de finanças, logística, processamento de dados, gestão de projetos, auditoria, controladoria, marketing, estratégicas e/ou operacionais, com particularidades que somente a gestão empresarial é capaz de atingir em abrupto e curtíssimo espaço de um tempo de resignificância do comportamento gerencial. No âmbito do eu, das famílias, dos círculos de amigos, das rodadas de negócios com influência das sinapses multiculturais dos idiomas, cores, bandeiras e nacionalidades, esse golpe na amplitude de comportamentos no ambiente organizacional, tecnológico e virtual, passa pela revisão analítica da criatividade e também pela inter-pessoalidade, propiciando uma relação de maior eficácia no gerenciamento de equipes muitas vezes mais colaborativas e nos trabalhos com relacionamentos majoritariamente éticos o que convenhamos, carece ter um lugar de destaque olhando em frente. Para suprir as carências atuais dessa nova era, todos nós seres humanos devemos comprometer o agora com o futuro das próximas gerações. Platão afirmava: “Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo” alcançando assim a plenitude no florescimento das capacidades humanas e dando assim, maior sentido a finalidade do nosso desenvolvimento profissional e coletivo. Projetar esses aspectos ao acesso permanente à educação, trabalho, cultura, lazer, esportes, assistências médico e hospitalares servem, no mínimo, de base razoável para a plenitude do desenvolvimento físico, psíquico e sem máscaras para a espécie humana nos dias que certamente virão. Sejamos muito bem-vindos o novo agora com uma provável garantia das boas práticas administrativas para a gestão do tempo. Administrador José Luiz Nicolelis – CRA 24.950 Conselheiro e Delegado Adjunto do CRA-PR Email.: jnicolelis@cra-pr.org.br Contato.: (41) 99229-1688 “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Ciclo Paranaense de Webinário Sobre Gestão: A Gestão de IES na Pandemia e Liderança dia 16/09/2020 às 19h

A Gestão de IES na Pandemia e Liderança
Profissional de Administração: REGISTRE-SE !!!

O Registro é o que caracteriza o profissional e o habilita para exercer a profissão. Reconhecimento, estando apto para atuar no mercado de trabalho. REGISTRE-SE: clique aqui
Reforma tributária em todas as esferas pode mudar o Brasil

Todo empresário sonha com uma reforma tributária que realmente venha simplificar a vida da classe produtiva. Uma reforma não só que reduza o montante pago em impostos pela sociedade, mas que simplifique a vida, tanto de quem recolhe os tributos, como de quem recebe e fiscaliza. Uma reforma que acabe com injustiças, ineficiência, com a guerra fiscal entre estados e com a judicialização. O sonho precisa se tornar uma realidade, visto que o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking das economias mais complexas do mundo, segundo o Índice de Complexidade Financeira divulgado pela TMF Group, ou seja, é o segundo mais difícil de cumprir as obrigações contábeis e fiscais no mundo. Enquanto 168 países adotam apenas um tributo para o consumo, o Brasil adota cinco: o PIS, o Cofins, o IPI, o ICMS e o ISS. Isso significa dizer que, quanto mais complexa a cadeia produtiva, mais impostos são agregados para encarecer o produto final. A atual legislação tributária tem mais de 5,4 milhões de normas, surgindo 800 novas por dia, e provocando uma imensa insegurança jurídica, daí a expressão “manicômio tributário”. Num momento de crise econômica mundial, com anos seguidos de desaceleração da economia, devemos acreditar que a reforma tributária é urgente e precisa ser ampla, não apenas no âmbito federal. Várias entidades técnicas vêm manifestando apoio ao governo federal para a necessidade da simplificação e aqui destaco a ABRASF, Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais, que realizou um diagnóstico da realidade fiscal e financeira dos Fiscos de todas as esferas da Federação e dos contribuintes de distintos setores econômicos. A partir deste levantamento, elaborou uma proposta ampla baseada em três premissas: simplificar as obrigações fiscais dos contribuintes e dos fiscos; não destruir as bases de financiamento, da autonomia fiscal e capacidade financeira de Municípios, Estados e União; não aumentar a carga tributária e apoiar a desoneração substancial da folha de salários. “Simplifica Já”, como tem sido chamada a proposta, sugere a uniformização das regras fiscais do ISSQN e do ICMS, com uma única inscrição fiscal para contribuintes. Uma única nota fiscal para serviços e produtos e criando um comitê nacional com representantes dos estados e municípios para gerenciar, em tempo real, as obrigações fiscais. Sugere, ainda, o avanço da não-cumulatividade do ICMS, por meio de crédito financeiro e do compartilhamento do produto da arrecadação do ISSQN no destino. Tudo isso sem ultrapassar a alíquota de 5%. Ao meu ver, são soluções que contribuem para a estabilidade fiscal do país, permitindo a competitividade do Brasil no cenário mundial e reascendendo o desenvolvimento econômico da nossa pátria. Caso queira saber mais sobre o Simplifica Já, visite o site: simplificaja.org.br. Rogério Ramos é secretário de finanças de Palmas-TO, presidente do SEBRAE/TO e vice-presidente do Conselho Federal de Administração (CFA).
Estratégia para superar adversidades começa já na graduação

Recém-graduados, eles enfrentaram os dilemas do mercado e viraram o jogo A empregabilidade é uma preocupação constante de todo profissional, sobretudo, para aqueles que se graduaram há pouco tempo. Em época de pandemia e crise econômica, a tarefa tornou-se ainda mais desafiadora; porém há diferentes maneiras de contornar tais situações. Com foco e criatividade, a bacharel em Administração Caroline Fortes, de 25 anos, graduada em 2018, conseguiu driblar a falta de experiência profissional ao atuar como voluntária em pequenos negócios de Porto Alegre-RS, onde mora. Ela conta que não havia feito estágios, durante a faculdade, mas viu no voluntariado um modo de adquirir bagagem e construir seu networking. Carolina revela que participou de cursos, palestras e workshops para aumentar seus conhecimentos técnicos e sobre o mercado de trabalho. “Aplicar tudo que aprendi no dia a dia, nas iniciativas onde atuei naquela época, contribuiu para aumentar minha segurança e me manter em movimento no mercado”, esclarece. Mão à obra Tomar iniciativa rumo ao mercado também foi a estratégia de Eduardo Bortoli, 27 anos, graduado em administração em 2019. Ainda na faculdade, ele foi um dos criadores do “Laboratório de Inovação Criativa”, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos-RS), programa cujo objetivo era aplicar a teoria aprendida em sala às necessidades do mercado. Bortoli relata que o projeto viabilizou relacionamento entre estudantes e empresas, bem como o desenvolvimento de experiências profissionais. Os jovens apresentavam soluções que eram depois escolhidas e aplicadas na própria organização participante. “Esse projeto ajudou tanto na solução de problemas das empresas, como na inserção desses alunos no mercado de trabalho. Nesse sentido, tive uma experiência muito significativa durante boa parte da minha graduação, que me ajuda até hoje”, revela. Para a administradora e diretora de Formação Profissional do CFA, Claudia Stadtlober, o estudante deve ter em mente um projeto de vida, desde os primeiros meses de faculdade. Segundo ela, nesse instante começa a caminhada profissional, tanto nos estudos quanto ao realizar os primeiros networkings com os professores e colegas de classe. Visão no mercado Durante o curso, o aluno ainda precisa compreender como funciona, na prática, a teoria ensinada em sala de aula e, acima de tudo, não estagnar no que é abordado na faculdade. “O principal erro é achar que, no mercado, você vai ficar só naquelas atividades teórico-práticas, e que isso vai ser suficiente — assim como achar que tem estágio que não está lhe desenvolvendo tanto, quando todos eles contribuem”, avalia a diretora. Assim como no exemplo de Caroline, que buscou compensar a falta de experiência profissional com o voluntariado, Stadtlober esclarece que todo lugar é um espaço de crescimento profissional e pessoal. “Se não for pela via do ensino profissional, é possível adquirir as chamadas Soft Skills — competências comportamentais e emocionais que são até mais valorizadas hoje pelo mercado, do que as competências técnicas em si”, destacou. Para o administrador e especialista em Gestão de Pessoas, Rodrigo Fortunato, o maior erro do estudante-universitário é preocupar-se mais com notas e aprovação nas disciplinas do que com a sua educação profissional. Ele enfatiza que a prioridade deve ser adquirir conhecimento, experiência e envolver-se com a profissão. “Uma das formas que possibilitam o estudante ir além do que é tratado em sala, é participar de congressos e programas de desenvolvimento, existentes nas faculdades e universidades. Outra alternativa seria comparecer em eventos, tais como dos Conselhos Regionais de Administração (CRAs), em que alunos e jovens profissionais podem criar conexões decisivas em suas futuras contratações”, recomendou. Empreendedorismo Outra modalidade que pode ser estratégica para os recém-graduados é o empreendedorismo, fórmula que foi escolhida pelo jovem bacharel em Gestão para Inovação e Liderança, Augusto Massena, de 22 anos. Ainda durante a graduação, ele decidiu abrir a própria empresa, junto com seu irmão e seu primo. Após estagiar em um hospital, e em uma distribuidora de bebidas, ele apostou na ideia de seu irmão mais velho e, juntos, criaram a Dobra — empresa no ramo de moda, vestuário e acessórios. Graduado em 2019, Massena dedicou todo o curso superior focado no negócio que abrira antes, em 2016. “Não somos inventores da carteira de papel, um de nossos produtos, pois inovamos não no produto, inicialmente, mas, sim, no modelo de gestão e de negócio. Temos uma empresa de gestão aberta e descentralizada, que busca causar impacto positivo na sociedade”, explicou a receita do sucesso de sua empresa, com raízes na inovação. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA
Consumo ou consumismo, eis a questão…

Quando ele deixa de ser hábito particular de compra para se tornar problema Enclausurados em casa, por causa da Covid-19, e impossibilitados de comprar presencialmente diferentes itens, os brasileiros migraram para as compras on-line. De acordo com estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 61% dos clientes entrevistados aumentaram seu volume de compras pela internet durante o isolamento social. Pesquisa semelhante do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC-Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que 37% dos consumidores entrevistados admitiram ter comprado algo que não precisavam, nos últimos 30 dias, e que o consumo em excesso vem crescendo com a pandemia. Somente a venda de batons registrou aumento de 200%, mesmo com o uso obrigatório de máscaras em todo o país, de acordo a consultoria Corebiz. Em momentos como esse, e tendo em vista o aumento do desemprego e redução do poder de compra por causa da inflação, surgem indagações sobre o que é considerado essencial ou supérfluo. Para o administrador e diretor do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), em Goiânia-GO, Francisco Capel, é possível distinguir os dois tipos de compras. Ser ou ter? Segundo Capel, a compra consciente é aquela que leva em conta aspectos de proteção ao meio ambiente, saúde humana e animal, bem como relações justas de trabalho. Nessa modalidade, o indivíduo tem consciência de que pode ser agente transformador da sociedade, no ato de consumir. Por outro lado, a compra consumista, para Capel, acontece quando há compulsão ou desejo ampliado que leva o indivíduo a comprar de forma ilimitada, sem haver necessidade de bens, mercadorias ou serviços. “O consumista se deixa influenciar demasiadamente pela mídia, quando os apelos do capitalismo falam fundo na mente humana. Comprar é bom: quem disse que é ruim? Mas comprar de forma consciente é melhor ainda”, avalia. Capel relata que o consumismo pode ser um problema, em razão da falsa felicidade que surge em resposta a dores e frustrações existentes. Acredita que é possível chegar ao que chamou de ‘caminho do meio’, quando existe equilíbrio entre consumo, meio ambiente e economia. Nesse contexto, ele ressalta que o consumo gera emprego e renda, descentraliza a riqueza e gera impostos que podem ser devolvidos à sociedade em forma de políticas públicas. Já o consumo em excesso pode ser, na visão de Capel, uma armadilha, se não observadas particularidades. “Depende do tamanho de seu bolso, sobretudo, em compras e pagamentos a longo prazo. Os juros, por exemplo, na maioria das vezes não são calculados pelo consumidor; além disso, as aquisições de bens e serviços desnecessários, muitas vezes, oculta um desejo de ressignificar a vida na dualidade entre o ter, ao invés de ser”, destacou. Normal ou exagerado Segundo o pesquisador em Ciência do Comportamento pela Universidade de Brasília (UnB), Rafael Porto, o termo ‘consumista’ mais atrapalha do que ajuda, ao definir a compra como item essencial ou supérfluo (além do necessário). Ele diz que o consumismo faz parte do consumo em geral, e a prática de comprar o que é fruto do desejo é algo normal e previsível. “Hora ou outra, a gente compra tanto algo que necessita ou mesmo que gosta, mas não precisa daquilo. Na prática, coisas que a gente precisa são até pequenas no conjunto de itens que uma família de classe média, por exemplo, compra hoje em dia”, relata. O problema não é a quantidade de itens comprados, mas sim a possibilidade de pagar por eles sem se endividar, na visão do pesquisador. Ele ressalta que a prática de gastar além das posses tem tido grau de relevância, preocupante, em todo o Brasil. “Comprar, por comprar, é um problema que não gera muita repercussão, a não ser acúmulo de objetos em casa. Mas facilmente isso pode ser jogado fora ou doar o que não for necessário”, considera. Contexto Porto explica que para avaliar se existe algo de anormal com o consumo, é preciso analisar o contexto de compra. Ressalta que o mesmo objeto comprado por uma pessoa, em um contexto de necessidade, pode aparecer como algo por impulso ao ser praticado por uma pessoa que já tem o mesmo produto em demasia. Até mesmo produtos considerados de primeira necessidade podem ser relativizados, dependendo da maneira específica do que se deseja. “Se quero uma água, isso é aparentemente um item necessário. Mas se quero beber uma água da marca Perrier, aqui e a agora, sendo mais específico como nesse caso, estou mais próximo do desejo do que de uma real necessidade. Depende muito do contexto pelo qual se está classificando o que é necessário e o que não é”, conclui. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA
Ciclo Paranaense de Webinário Sobre Gestão: Arte da Gestão e Câmara da Mulher dia 11/09/2020 às 19h

Arte da Gestão e Câmara da Mulher
Oceano Azul’ reconecta administradores à sua origem

Campanha idealizada e desenvolvida pela Câmara de Comunicação e Marketing do CFA mergulha em diferentes técnicas para instigar ações afirmativas de administradores Hoje, 9 de setembro, é o Dia do profissional de Administração. Para comemorar a data, o Conselho Federal de Administração (CFA) preparou uma campanha estratégica e diferente cujo mote, ‘Administração – Oceano Azul’, relaciona as inúmeras possibilidades de atuação e conhecimento, na carreira, às características subjetivas presentes na cor azul. A campanha, criada e desenvolvida pela equipe de profissionais da Câmara de Comunicação e Marketing do CFA, está nas ruas desde agosto e segue durante todo o mês de setembro. Foram produzidas peças visuais e gráficas, material em vídeos e spots para Rádio ADM, conteúdo para redes sociais e textos jornalísticos. Em todas elas, são trabalhados temas que compõem as ideias de oceano (infinitude), conexão (entre profissionais e entre conhecimento e prática) e superação (de dificuldades e crise econômica). Além de trazer reflexão sobre a carreira, a iniciativa valoriza aqueles que se orgulham da profissão e carregam as bandeiras da competência, prática, razão e lógica. Em sua base, a campanha traz o conceito que associa Administração à recuperação econômica dos negócios. Lembra, ainda, que em momentos de dificuldade é preciso entender o ambiente em que o negócio atua, além de buscar soluções baseadas em novos conhecimentos, estratégia e inovação. No mês de agosto, o destaque foi a conexão, ou networking, como fator imprescindível para obter assertividade e sucesso. Já em setembro, o tema tem sido reconectar o administrador à sua profissão e às suas origens, a escolha de carreira que fez no passado. O objetivo da campanha é, além de homenagear os profissionais, lembrar os princípios que regem e norteiam a Administração. Visa motivar o desejo de vencer desafios, a ambição por inovar, a persistência, bem como promover o aperfeiçoamento contínuo e a comunicação como fundamentais para alcançar a vitória. Técnica Na identidade visual, foram trabalhados princípios estudados no design, na comunicação e na psicologia. As cores e formas levam em consideração aspectos psicológicos, estéticos e filosóficos, a fim de produzir os efeitos desejados na campanha. Nas artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético, é fundamento da expressão sígnica. “Produz impressões, sensações e reflexos sensoriais que incidem sobre os sentidos humanos”, explicam os autores Modestos Farina, Clotilde Perez e Dorinho Bastos, no livro “Psicodinâmica das Cores em Comunicação”. Além de ser a cor da Administração, o azul (utilizado na campanha) é frequentemente associado à profundidade e estabilidade. Segundo o pesquisador e editor do Portal do Marketing, Daniel Portillo Serrano, também simboliza confiança, lealdade, sabedoria e inteligência. “Do ponto de vista da psicologia, essa cor transmite confiabilidade e responsabilidade. É bem aceita entre os homens. Em sua forma mais escura é associada com profundidade, experiência e estabilidade, sendo a preferida pelas instituições corporativas nos EUA”, comentou Serrano. Formas e Gestalt Na campanha ‘Administração – Oceano Azul’, as formas são utilizadas de acordo com fatores que incidem sobre a percepção e conforto, visuais, bem como na compreensão dos internautas. Foram utilizados elementos estudados na Gestalt — disciplina presente na área de psicologia, que estuda imagens e seu fator de influência nas pessoas. A teoria da Gestalt foi construída com base em experimentação e visa sugerir resposta sobre o motivo de algumas formas agradarem mais que outras. Segundo o autor João Gomes Filhos, na obra ‘Gestalt do Objeto: Sistema de Leitura Visual da Forma’, os fatores de equilíbrio, clareza e harmonia visual constituem para o ser humano uma necessidade de ordenar o mundo. Leon Santos Assessoria de Comunicação CFA
09 de Setembro – Dia do Profissional de Administração

Administrador(a) Parabéns pelo seu dia !
Administração Oceano Azul – 55 Anos

Estamos, mais do que nunca, unidos por um mesmo propósito. Na recuperação, a força vem do conjunto. Você não está sozinho. Administração: Oceano Azul. Faça parte você também.
Lições da Pandemia para a Gestão

AILTON RENATO DORL Administrador, MSc em Administração, Diretor da VDL Consultoria Ltda., Vice-presidente do CRA-PR e da ASSESPRO-PR. Como administradores, já conhecemos os problemas econômicos, sociais e de saúde que a pandemia do Coronavirus trouxe ao mundo. Agora é preciso atentar para as soluções que já impactaram na gestão dos negócios e nas pessoas, provocando mudanças que vieram para ficar. Nossa intenção aqui é refletir sobre algumas inovações que já se firmaram, ou estão em fase de contribuir para o “novo normal”. Destacamos alguns aspectos do mundo dos negócios, uma vez que o espaço não nos permite comentar sobre as novas atitudes, cuidados pessoais, saúde, alimentação, educação etc. O primeiro é o Home office. Uma pesquisa conduzida pela Fundação Instituto de Administração (FIA), realizada em abril com 139 empresas brasileiras de grande, médio e pequeno porte, mostra “que 94% das empresas atingiram ou superaram as expectativas dos resultados esperados com Home Office”. economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/28/94 Não há dúvida que as organizações já adotaram ou vão adotar definitivamente essa modalidade ao fim da pandemia, e que isso trará muitos impactos nos restaurantes, comercio, transportes etc. Aos gestores, é preciso adotar novas formas de delegar, cobrar e avaliar desempenho dos colaboradores. Para isso os profissionais da Administração já começam a usar ferramentas vindas da área de T I, como o Scrum – uma metodologia já consolidada no processo de desenvolvimento de softwares. Ainda na esteira do Home Office vieram as reuniões on-line. Os aplicativos Zoom, Meet (google) e Teams (Microsoft) bateram recordes de uso e transformaram a forma como as pessoas se encontram e decidem, sem sair de casa. Pelos resultados obtidos (e redução de custos), todos concordam que isso não deve mudar muito no mundo pós pandemia. Outro fator que apresentou crescimento exponencial foi o de compras pela internet. De acordo com dados divulgados no site ecommerceBrasil, as vendas brasileiras pelo e-commerce cresceram 81% em abril de 2020, em relação ao mesmo mês de 2019. https://www.ecommercebrasil.com.br/ Aos céticos quanto a compras pela internet, uma dura lição: rever seus “sites”, buscar com urgência novos canais de vendas e distribuição, e adotar ferramentas de relacionamento, prospecção, identificação e perseguição de clientes, ou… Finalmente, consideremos rapidamente a área educacional onde tivemos o maior impacto. Os gestores (e os pais), já perceberam que o uso de tecnologias de ensino / aprendizagem exigido pela pandemia pode mudar a relação aluno/professor/escola para sempre. No Ensino Superior, várias IES privadas já projetam um novo modelo de ensino “híbrido”. Nele as aulas passam a ser transmitidas pela internet, ao vivo da sala de aula, e os alunos podem optar se querem ou não ir à Faculdade. Concluindo: a pandemia trouxe sim, mudanças que já se firmaram. Não podemos, como administradores, assistir isso tudo sem perceber que as pessoas já absorveram as mudanças e que os negócios precisam oferecer comodidade, segurança, velocidade e bem estar. Fica o alerta aos profissionais da Administração: o mundo já mudou. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
CFA cria Comissão Especial ADM Mulher

As profissionais de Administração do Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs) já podem comemorar: o CFA acaba de constituir a Comissão Especial ADM Mulher, cuja finalidade é planejar, organizar, formular e adotar providências relativas ao projeto que recebe o mesmo nome. A Portaria n.º 47, que formaliza a iniciativa, foi publicada no último dia 1º de setembro. O mesmo documento designa as conselheiras federais Cláudia de Salles Stadtlober e Ione Macedo de Medeiros Salem como coordenadora e vice-coordenadora, respectivamente, da comissão. O grupo também será composto pela presidente do CRA-BA, Tânia Maria Cunha Dias; a presidente do CRA-AC, Ana Cristina Ferreira de Araújo; além das conselheiras regionais, Joicelli dos Santos Fabrício (CRA-PR) e Helenice Rodrigues Reis (CRA-RS). “Nossa intenção é conseguir fortalecer, valorizar e ampliar a presença das profissionais de Administração no Sistema CFA/CRAs e, principalmente, na sociedade. Vamos desenvolver ações de capacitação e conhecimento para que elas, cada vez mais, tenham maior representatividade e atuação em todos os espaços”, explicou Cláudia, que também é diretora de Formação Profissional do CFA. Reunião ADM Mulher No último dia 2 de setembro, as profissionais de Administração do Sistema CFA/CRAs que compõem o grupo ADM Mulher se reuniram para discutir temas voltados para o fortalecimento feminino na área da Administração. No encontro, elas apresentaram o “Manual de Orientação para criação do ADM Mulher” nos regionais. O material tem 20 páginas com orientações e modelos de documentação necessários para formar um CRA Mulher. A cartilha apoiou-se nos objetivos da “Carta de Palmas”, documento criado, em 2019, na segunda fase do II Fórum das Profissionais de Administração, que aconteceu paralelo ao XVI Fórum Internacional de Administração, realizado na capital tocantinense. A Carta contempla as ações que a serem realizadas em 2020. Além disso, foi definida a data do primeiro evento digital do ADM Mulher. Elas realizarão uma live, no dia 14 de setembro, às 16h. Na ocasião, as conselheiras Cláudia e Ione vão falar sobre a proposta do projeto ADM Mulher. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Exército lança edital com vagas para oficiais técnicos temporários

O Comando da 7ª Região Militar (7ª RM) do Exército Brasileiro, que abrange as áreas dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, divulgou edital de processo visando a seleção de profissionais ao Serviço Técnico Temporário para o cargo de Oficial Técnico Temporário (OTT). O certame vai formar cadastro reserva em diversas áreas de nível superior, entre elas, Administração. Para participar, o candidato deve ser Administrador com registro em Conselho Regional de Administração e ter certidão negativa financeira, ético disciplinar do respectivo conselho. Serão selecionados Administradores para as seguintes cidades: Recife-PE, João Pessoa-PB, Natal-RN, Maceió-AL, Petrolina-PE, Garanhuns-PE, São Bento Una-PE, Campina Grande-PB e Caicó-RN. O candidato deve ter, ainda, idade máxima de 40 anos. É requisitado que o interessado seja voluntário, com nacionalidade brasileira, bem como demais exigências especificadas no edital. Vale ressaltar que a altura mínima para candidatos do sexo masculino é de 1,60m, enquanto que as candidatas do sexo feminino devem ter altura mínima de 1,55. As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de setembro. O processo seletivo constará, também, de avaliação curricular, inspeção de saúde, exame de aptidão física e seleção complementar para Incorporação. Todas as demais informações estão no edital. As inscrições podem ser feitas aqui. O Oficial Técnico Temporário tem permanência transitória e por tempo determinado no serviço ativo do Exército, não estando sujeito à aquisição de estabilidade, e submetido, às legislações militares, a partir da sua incorporação. Ao ser contratado, o profissional deve receber remuneração mensal no valor de R$ 7.315,00 . Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
CFA apresenta ações de cursos voltados para MPEs

Com a capacitação, profissionais poderão auxiliar micro e pequenas empresas O Conselho Federal de Administração (CFA) apresentou, hoje (2/09), em evento virtual da “Segunda Reunião Ordinária do Fórum Permanente de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte”, informações sobre seus cursos de capacitação e formação profissional. Representado pela diretora da Câmara de Formação Profissional (CFP/CFA), Cláudia Stadtlober, o conselho mostrou resultados da quarta fase do programa desenvolvido pela autarquia. O “Programa de Capacitação e de Formação de Multiplicadores de Conhecimentos em MPEs”, do Sistema CFA/CRAs, fornece orientações técnicas, de acordo com as necessidades específicas dos empreendedores de micro e pequenas empresas (MPEs). Desde 2015 o CFA tem oferecido cursos em áreas de interesse e relevância para as MPEs. Até o momento, 21 Regionais (CRAs) já receberam treinamento em diferentes segmentos. Na quinta fase do projeto de capacitação estão previstos cursos para os estados de Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rondônia e Tocantins. Os cursos são semipresenciais, com duração de 120h. Com cinco anos de existência, o programa já formou 739 consultores. A meta do CFA é treinar 1.485 administradores até 2021. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA