Ciclo Paranaense de Webinário Sobre Gestão: Vamos falar sobre Administração dia 09/09/2020 às 19h

Vamos falar sobre Administração
Site ganha nova funcionalidade que permite o acesso em Libras

O site do Conselho Federal de Administração (CFA) ganhou uma nova funcionalidade: agora ele está acessível para pessoas que precisam da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar. A iniciativa visa facilitar o acesso da pessoa com deficiência auditiva às notícias do Sistema CFA/CRAs e eliminar as barreiras que elas encontram na internet. Como a Libras é a primeira língua deste público, a maioria deles não compreende o português e depende da tradução dos textos e dos vídeos para poder navegar na internet. Então, a partir de hoje, 1º de setembro, as pessoas com deficiência auditiva que acessarem o site do CFA vão observar que, no lado direito, haverá um ícone com duas mãos que indica “acessível em Libras”. Ao clicar em cima dele, abrirá uma janela e um personagem aparecerá para fazer a tradução em Libras do texto selecionado. O diretor da Câmara de Comunicação e Marketing do CFA, Diego da Costa, diz que a medida não visa apenas atender a Lei n.º 13.146, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência. “Favorecer a acessibilidade de todos é uma questão de responsabilidade social. Permitir uma internet mais acessível é ter empatia com os mais de 10 milhões de pessoas com deficiência auditiva que tem no Brasil”, disse. Para conferir a nova funcionalidade do site do CFA acesse: www.cfa.org.br. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Ciclo Paranaense de Webinário Sobre Gestão: Autogestão em Tempos de Pandemia e Gestão de Emergência dia 02/09/2020 às 19h

Autogestão em Tempos de Pandemia e Gestão de Emergência
Trabalho da Assessoria de Imprensa do CFA encerra o mês com bons resultados

Em agosto, a Assessoria de Imprensa do Conselho Federal de Administração (CFA) focou na divulgação do dados do Índice CFA de Governança Municipal 2020 (IGM-CFA). O resultado alcançado neste mês foi expressivo: foram mais de 10 inserções espontâneas em jornais impressos, portais de notícias, além de duas entrevistas agendas para emissora de rádio. Por tratar-se de um estudo com muitas informações e possibilidades, optou-se por trabalhar com os veículos de comunicação municipais. Outra tática utilizada foi o recorte por temas. O primeiro release trabalhado focou em dados da educação, pois o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) estava em pauta no Congresso Nacional e, por dias, pautou a imprensa em todo país. Já o segundo release do IGM-CFA 2020 trabalhado em agosto trouxe dados gerais, com foco nos municípios paulistas, pois eles lideraram o ranking do levantamento feito pela autarquia. O trabalho repercutiu positivamente em dezenas de portais de notícias e jornais municipais. Até o fechamento desta matéria, a Assessoria de Imprensa havia localizado 14 inserções espontâneas sobre o IGM-CFA. Durante este mês, a equipe também articulou entrevistas com emissoras de rádio. A Jovem Pan Bauru agendou uma entrevista, que foi ao ar no dia 27 de agosto. A repercussão foi tão positiva que a produção pediu uma nova participação do diretor da Câmara de Gestão Pública do CFA, Fábio Macêdo. A nova entrevista aconteceu nesta segunda-feira, 31. Ambas alcançaram, no canal do Youtube da emissora, mais de mil visualizações. “Alcançamos um resultado muito positivo neste mês. A equipe traçou uma estratégia que conseguiu captar o engajamento do público alvo e o fruto está aí, nos números que foram apresentados”, afirmou o diretor da Câmara de Comunicação e Marketing do CFA, Diego da Costa. O administrador explica, ainda, a Assessoria de Imprensa foi muito feliz em focar na divulgação municipal. “O IGM-CFA é voltado para a gestão dos municípios. Os grandes interessados nos dados desse estudo são os moradores dessas cidades: eles consomem o jornal local, ouvem a rádio do bairro. Estas mídias podem até não ter uma expressão nacional, mas boa parte pautam os veículos de grande porte e a audiência deles é muito expressiva e fiel”, explicou o conselheiro. Confira, abaixo, a prévia do clipping de agosto: Jornal O Anhanguera https://oanhanguera.com.br/noticias/1391-barueri-registra-o-menor-igm-na-regiao https://oanhanguera.com.br/noticias/1395-por-que-santana-de-parnaiba-nao-e-a-melhor-e-nem-a-pior-do-igm Jornal Cor da Cidade https://www.acordacidade.com.br/noticias/231236/feira-de-santana-e-destaque-estadual-em-avaliacao-de-indice-de-governanca.html Jornal Folha da Região https://www.folhadaregiao.com.br/2020/08/18/periscopio-birigui-ocupa-3o-lugar-no-brasil-em-governanca/ Jornal O Correio https://www.ocorreionews.com.br/costa-rica/administracao-de-costa-rica-economiza-mais-de-r-210-mil-na-contratacao-de-servico-de-link-dedicado-de-internet/ Portal Solotudo https://conteudo.solutudo.com.br/botucatu/botucatu-esta-entre-as-melhores-cidades-paulistas/ https://conteudo.solutudo.com.br/jundiai/historias-inspiradoras-jundiai/essa-a-gente-ja-sabia-jundiai-e-a-2a-melhor-cidade-para-se-viver-no-brasil/ Tribuna de Jundiaí https://tribunadejundiai.com.br/cidades/jundiai/ranking-nacional-aponta-jundiai-como-a-2a-melhor-cidade-para-se-viver/ Folha de Alphaville https://www.folhadealphaville.com.br/politica/barueri-investe-mais-de-tres-salarios-minimos-em-educacao?highlight=WyJpZ20tY2ZhIl0= Portal Regional https://portalregional.net.br/2020/08/24/municipios-paulistas-lideram-ranking-do-igm-cfa-2020/ Diário de Suzano https://www.diariodesuzano.com.br/cidades/suzano-e-mogi-superam-sao-paulo-em-ranking-de-gestao-com-nota-media-7/55022/ Diário do Grande ABC https://www.dgabc.com.br/Noticia/3536479/conselho-federal-cria-ranking-de-boas-praticas-dos-municipios Hoje Mais https://www.hojemais.com.br/andradina/noticia/geral/municipios-investem-menos-de-um-salario-minimo-em-educacao O Guaíra https://oguaira.com.br/guaira-lidera-o-ranking-de-sua-categoria-como-a-cidade-com-o-melhor-governo-municipal-do-brasil/ Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
O papel do Gestor no enfrentamento à pandemia através das plataformas digitais nas MPE’s

Autor: ADM. Miguel Santos – Administrador de Empresas com MBA em Gestão de Negócios e Marketing, CEO da NewWord Soluções em TI, Consultor nas áreas de Gestão, Marketing Digital, Comunicação e Tecnologia da Informação. Delegado Adjunto da Seccional do CRA-PR na cidade de Campo Largo. No prólogo desse artigo cito o guru da Administração moderna Peter F. Drucker: “Bons gestores mantêm seu foco nas oportunidades, e não nos problemas. Obviamente, é necessário solucionar os problemas, eles não devem ser “varridos para debaixo do tapete”. (DRUCKER, 2016, p9). A pandemia do coronavírus apresenta para nós gestores um grande leque de problemas empresariais e, por conseguinte, uma gigantesca oportunidade de resolvê-los. Segundo orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) o isolamento social tem se mostrado a arma mais efetiva para o controle da contaminação do COVID-19, o que estimulou muitas empresas adotar a modalidade de tele trabalho ou fazendo o uso do estrangeirismo chamamos de home office para suas equipes. É fato, que diversas empresas já estavam adotando o home office, só que de forma bastante limitada e muitas vezes com uso de modelos pouco eficientes, porém, com o cenário da pandemia cada vez mais se prolongando em nosso país, pois já se vão cinco meses desde o aparecimento oficial do coronavírus em nossas terras (março de 2020). O que observamos é a “profissionalização” do modelo e a utilização de plataformas digitais para continuarem ativas no mercado atendendo seus clientes na venda de serviços e produtos como também seus fornecedores. Muitos gestores foram pegos de surpresa em relação ao momento “Covidiano” que estamos passando e principalmente os que fazem parte das MPES (Micro e Pequenas Empresas), visto que, ainda estão navegando na onda da transformação digital que o mercado exige. E, de repente precisam conjugar os verbos reinventar, redesenhar e se preparar para o que chamamos do “novo-normal” e na busca por novas formas de se relacionar com o mercado, e pela sobrevivência de suas empresas buscam através das plataformas digitais estabelecer uma conexão com seus consumidores. Conceitualmente as plataformas digitais são modelos de negócios que funcionam por meio de tecnologias. Permite a conexão entre produtores e consumidores, para que eles se conectem a esse ambiente e interajam entre si, buscando criar algum valor de troca. Atualmente, podemos fazer muitas coisas utilizando dispositivos conectados à internet. É através das plataformas digitais que é possível realizar tarefas do dia a dia, como pagar contas e comprar produtos. Nesse momento de pandemia do coronavírus as plataformas digitais funcionam como facilitadores de relacionamento, aproximando clientes e empresas. Para isso, elas precisam gerar confiança com termos e condições claras em relação à propriedade intelectual e a coleta de dados atendendo a futura legislação de proteção de dados (LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). Diante do cenário econômico atual temos que buscar minimizar os custos e maximizar os resultados e como propor para os gestores das MPE’s que é o momento de investir em soluções tecnológicas? Em resposta a essa indagação observamos que existem no mercado uma infinidade de ferramentas que os gestores podem utilizar de forma gratuita (Free) as versões básicas e estruturar uma plataforma digital para gerenciar tarefas, criação de sites, produzir peças publicitárias, armazenar dados, fazer lives, videoconferências e até acompanhar o trabalho da equipe em suas empresas, conforme demonstrado no quadro abaixo: Ferramenta Descrição / Escopo URL Wix Criador de Site, e-commerce https://pt.wix.com/ WordPress Criador de Site, e-commerce https://br.wordpress.com/ Google Drive Armazenamento, compartilhamento de arquivos. https://www.google.com/ Skype Videoconferência https://www.skype.com/pt-b Google Meet Videoconferência https://www.google.com/ Trello Gerenciamento de Projetos https://trello.com/pt-BR Canva Plataforma de Design Gráfico https://www.canva.com/pt_br/ CamScanner Permite que dispositivos iOS e Android sejam usados como scanners de imagem. https://www.camscanner.com/ Slack Plataforma de comunicação comercial. Mensagens baseada em canais. https://slack.com/ Pomodoro Tracker Plataforma para gerenciamento do tempo. https://pomodoro-tracker.com/ HootSuit Gestão e monitoramento de marcas nas redes sociais. https://hootsuite.com/pt/planos/free-options OBS Studio Plataforma de streaming e gravação para transmissão de LIVE’s https://obsproject.com/pt-br/download O Gestor deve considerar também o uso das redes sociais, canais esses indispensáveis na composição da plataforma digital da sua empresa, e na formulação da estratégia de comunicação em tempos de pandemia. No mundo virtual, esses canais são sites e aplicativos que operam em níveis diversos — como profissional, de relacionamento, dentre outros — mas sempre permitindo o compartilhamento de informações entre pessoas e/ou empresas. Abaixo destaco o ranking das 10 principais redes sociais atualmente. Rede social Usuários ativos *em milhões 1. Facebook 2,271 2. YouTube 1,900 3. WhatsApp 1,500 4. Facebook Messenger 1,300 5. WBXIN/WeChat 1,083 6. Instagram 1,000 7. QQ 803 8. QZone 531 9. DOUYIN/TikTok 500 10. Sina Weibo 446 (Fonte: https://resultadosdigitais.com.br/especiais/tudo-sobre-redes-sociais/#facebook) Segundo o SEBRAE no Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas (MPE). As MPE’s respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões). Diante desses números e o cenário econômico que a pandemia nos apresenta é de suma importância que as MPE’s se adaptem a essa nova realidade e busquem através do uso da tecnologia a sobrevivência de seus negócios. Podemos considerar que atualmente as soluções de plataformas digitais estão mais acessíveis as MPE’s do que alguns anos atrás onde somente as grandes empresas tinham acesso. Em tempos de COVID-19 o uso das plataformas digitais se faz tão indispensável assim como as medidas de segurança, combate e prevenção ao novo coronavírus. Pois a tecnologia também ajuda a salvar vidas e, por conseguinte as nossas empresas! “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
O futuro do ensino da Administração em debate

No último dia da Jornada, o público conheceu as novas DCNs do curso de bacharelado em Administração. Em três dias, o evento on-line alcançou mais de 3.200 visualizações Chegou a fim, na tarde desta quinta-feira, 27, a primeira Jornada Acadêmica de Administração. O evento, promovido pelo Conselho Federal de Administração (CFA) por meio da Câmara de Comunicação e Marketing (CNM), foi totalmente on-line e, em três dias, alcançou a participação, ao vivo, de mais de 300 estudantes de administração e mais de 3,2 mil visualizações . O tema de encerramento foi “DCNs para um novo tempo”, palestra proferida pela diretora de Formação Profissional da autarquia, Cláudia Stadtlober. As novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de bacharelado em Administração são as normas obrigatórias que têm como objetivo orientar o planejamento curricular dos cursos superiores. “Elas norteiam os cursos de Administração”, explicou Cláudia. Ela lembrou que foi diretora da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (Angrad) por dez anos e, desde aquela época, havia uma inquietação para rever essas regras. Entre os fatores que impulsionaram essa revisão das diretrizes foi a queda no número de matrículas e a baixa avaliação dos cursos de Administração. Para se ter ideia, dos 1796 cursos avaliados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2018, apenas 5% alcançaram conceito 5, que é a nota máxima. A partir de uma ampla discussão, o Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (CNE/MEC) decidiu rever e elaborar as novas diretrizes para o curso de Administração. Para ajudar o CNE nesse trabalho, o CFA instituiu Comissão Especial para Análise das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Bacharelado em Administração. O grupo foi liderado por Cláudia Stadtlober. “Foi preciso repensar novas diretrizes que melhorassem a qualidade do ensino superior em administração”, explicou a diretora do CFA. Entre as novidades das novas DCNs está a formação por competências. “O curso pode ser por disciplina, mas ele terá que conversar e ter conexão com o trabalho que irei desempenhar enquanto gestor ou gestora”, afirmou. Nesse sentido, as DCNs definiram as seguintes competências: integrar conhecimentos fundamentais ao administrador, abordar problemas e oportunidades de forma sistêmica, analisar e resolver problemas, aplicar técnicas analíticas e quantitativas na análise de problemas e oportunidades, ter prontidão e pensamento computacional, gerenciar recursos e ter relacionamento interpessoal, comunicar de forma eficaz e aprender de forma autônoma. “Bonito ver quando o aluno não se contenta apenas com o conteúdo que aprendeu na faculdade, mas sai querendo aprender cada vez mais”, comentou Cláudia. Em seguida, ela falou sobre outra novidade: a prática profissional obrigatória e supervisionada. “Pode ser atividades de extensão, estágios ou atividades similares, desde que articulem teoria e prática”, ressaltou. Por fim, a administradora aconselhou os estudantes. “Quero chamar a atenção de vocês para se instigarem o tempo inteiro. O professor é apenas o articulador e vai incentivá-los nessa busca.Cabe a vocês irem atrás de algo mais”, sugeriu. Para conferir a palestra do último dia da Jornada Acadêmica de Administração, clique aqui. e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Efeitos da pandemia inspiram tema do Prêmio Belmiro Siqueira de Administração 2020

Estudantes que vão concorrer ao Prêmio produzirão artigos com a temática “Gestão em tempos de crise” Promover a divulgação e a valorização da produção científica realizada por profissionais e estudantes de Administração que contribuam para o desenvolvimento da profissão e da ciência desta carreira no Brasil. Esse é o objetivo do Prêmio Belmiro Siqueira de Administração que, na edição deste ano, estará direcionado exclusivamente para premiar artigos acadêmicos de estudantes. Interessados terão de 8 de setembro a 30 de outubro para fazer a inscrição. Podem participar os alunos matriculados nos cursos de bacharelado em Administração e de cursos superiores de Tecnologia, de mestrado ou doutorado na área da Administração. O Prêmio também permitirá a participação dos técnicos em Administração e os egressos dos cursos conexos à Administração. Será aceito um trabalho por candidatura, de autoria individual ou coletiva. Os artigos inscritos deverão atender ao tema “Gestão em Tempos de Crise”. A temática foi proposta a fim de estimular o pensamento crítico em tempos de Covid-19. “A ideia é reconhecer e premiar os trabalhos que os colegas da área de administração e de gestão têm produzido nesse tempo de pandemia, do quanto as empresas estão tendo que se reinventar, rever seus processos, sua gestão, seus modelos de trabalho, seus espaços e infraestrutura”, explicou a diretora de Formação Profissional do CFA, Cláudia Stadtlober. Os trabalhos poderão ser enviados eletronicamente para o Conselho Regional de Administração (CRA) do estado que o candidato reside. Os Regionais terão até 30 de novembro para julgar e selecionar os artigos inscritos que irão para o julgamento final no âmbito do CFA. O resultado final será divulgado em 15 de dezembro. Serão premiados os três melhores trabalhos. O primeiro colocado ganhará certificado e R$ 5 mil. Já o segundo e o terceiro lugares vão receber certificados e R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente. “Essa premiação é muito significativa para o desenvolvimento profissional. Ela valoriza e estimula os futuros profissionais de Administração. Ao longo dos anos, muitos trabalhos foram premiados e, certamente, contribuíram para o melhor desempenho da ciência da Administração”, afirma o presidente do CFA, Mauro Kreuz. Confira o edital com todos os detalhes de cada categoria e os requisitos para apresentação dos trabalhos. Histórico – O Prêmio “Belmiro Siqueira” de Administração foi criado pelo CFA em 1988. A proposta é divulgar e promover a valorização dos estudos realizados por administradores e estudantes dos cursos de bacharelado em Administração que contribuam para o desenvolvimento da profissão e da ciência da Administração no Brasil. O Prêmio recebe o nome do professor e administrador Belmiro Siqueira. O CFA produziu um documentário sobre a vida dele e conta, com riqueza de detalhes, o trabalho que ele desempenhou em prol da valorização da Administração, lecionou no Departamento Administrativo do Serviço Público. Clique aqui e assista. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Webinar: Ciclo Paranaense de Webinário Sobre Gestão

Novas Diretrizes Curriculares Nacionais
Para os ADMs, “2020 é o ano das oportunidades”

O “Mercado de trabalho para o Administrador” foi o tema da palestra do segundo dia da Jornada Acadêmica de Administração, evento realizado pelo Conselho Federal de Administração (CFA), por meio da Câmara de Comunicação e Marketing, para aproximar o estudante do Sistema CFA/CRAs. O assunto foi apresentado pelo administrador, professor e pesquisador Douglas Veit. Segundo ele, 2020 tem sido um ano desafiador, mas também cheio de oportunidades. “A crise gerada pela pandemia da Covid-19 agitou o mercado e fez o setor avançar muitos anos, fazendo a gente mudar a forma como trabalhamos”, disse. Já no início da palestra, Douglas destacou que o administrador é um profissional completo, pois conhece a organização como um todo. “É um dos poucos cursos que possibilitam isso. Temos, então, grande vantagem se soubermos usar esse diferencial”, explicou. Citando a frase “As mudanças são tão profundas que, na perspectiva da história da humanidade, nunca houve um momento tão potencialmente promissor ou perigoso”, dita por Klaus Schwab, o palestrante voltou a falar do atual momento, alertando para o perigo de ficar parado em tempos de crise. “Isso não é novo, a gente já passou por outras situações semelhantes”, falou. Em seguida, Douglas apresentou um histórico das revoluções industriais que o mundo já enfrentou. A atual, chamada de Revolução 4.0, é muito centrada no uso da tecnologia. “Temos que enxergá-las como uma oportunidade, pois isso será uma constante. E o mercado de trabalho precisa de profissionais proativos, que respondam com rapidez e agilidade a todas essas transformações. Os proativos estão na frente daqueles que apenas reagem”, alertou o administrador. Ainda durante a palestra, Douglas mencionou que as transformações vão continuar acontecendo, mas em uma velocidade cada vez maior. A pandemia acabou por acelerar muitas mudanças e, para o futuro, ele acredita que não haverá mais profissão. Segundo o palestrante, o mercado de trabalho avaliará muito mais a competência do que a formação propriamente dita. “Não se contentem apenas com as lições de Taylor ou Fayol. Vão adiante”, sugeriu ele aos mais de 260 estudantes que acompanharam o segundo dia da Jornada. “Apesar dos desafios, os administradores e os futuros profissionais de administração precisam perceber as coisas boas que estão acontecendo nesta pandemia. O home office, por exemplo, trouxe muito mais qualidade de vida; o ensino a distância tornou-se uma possibilidade viável e que pode atrair muito mais pessoas para o ensino superior. Essas coisas precisam ser mantidas”, afirmou. Com relação ao futuro, as áreas que estarão em alta são ligadas à administração como Finanças e Gestão de Pessoas. Contudo, para atuar nesse mercado, cinco habilidades são fundamentais: estar antenado aos avanços tecnológicos, pensamento crítico, gestão de pessoas, inteligência emocional e flexibilidade cognitiva. Por fim, Douglas lembrou que a tecnologia não é meio, mas fim e orientou que todos buscassem usá-la, pois elas vão aumentar a competitividade dos profissionais. “Tudo mudou e mudou exatamente agora. Vocês são o futuro da gestão no Brasil, são vocês que vão mudar isso. Por isso, vamos nos preparar, pois o mercado nos exige preparação e constante mudança”, aconselhou o palestrante. Perdeu a palestra do segundo dia? Clique aqui e confira o conteúdo na íntegra. A Jornada Acadêmica de Administração termina amanhã, 27 de agosto. Serão emitidos certificados de participação para todos que fizerem a solicitação por meio do link, que será divulgado no chat, ao final do evento. Mais informações clique aqui. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Carreira em nuvem promete agilidade, inovação e integração

Teoria ensinada nos cursos de administração, a pirâmide das necessidades pessoais, de Abraham Maslow, dá uma pista sobre o que tem ocorrido no mercado de trabalho, brasileiro e mundial, em relação à rotatividade (turnover) nas empresas. O modelo traz a ‘realização pessoal’ como o ápice entre os anseios básicos que motivam o ser humano. Com a superação das outras necessidades (fisiológicas, segurança, afetividade-pertencimento e estima-reconhecimento social) previstas por Maslow, a humanidade passou a buscar fatores relacionados à autorrealização. Publicações de consultorias como Manpower Group e Mckinsey, indicam tal realidade. De acordo com relatórios das duas instituições, o aumento de profissionais da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) no mercado de trabalho mudou, de vez, a maneira como as pessoas encaram emprego e negócio. O pesquisador e CEO da empresa de recolocação de carreira Produtive, Rafael Souto, estuda há 25 anos o mercado de trabalho e conta que aumentou a procura por autorrealização no trabalho, em relação ao salário, cargo ou perfil de empresa. “Quando você olha os principais fatores de perdas de talentos, vemos várias pesquisas que mostram a razão para isso. A última que nós fizemos, por exemplo, apontou que mais de 50% das pessoas trocam de empresa quando não veem mais perspectiva de carreira”, contou. Criador do conceito de ‘carreira em nuvem’, Souto explica que o termo se refere a mudanças estruturais nas rotinas de trabalho, relação de hierarquia e posteriormente à remuneração. Na prática, o colaborador passaria a integrar um grupo de trabalho heterogêneo — com pessoas de diversos setores da empresa — a fim de desenvolver novos produtos, conceitos e resolver problemas existentes na organização. Tudo começa por meio de projetos, tais como hubs, squads ou grupos multifuncionais. Neles, os funcionários têm entregas específicas e objetivas, bem como se organizam por meio de sistema orgânico (vivo e dinâmico), que roda em paralelo ao sistema de carreira tradicional (linear). “Imagina que você está em uma empresa como coordenador financeiro, e esse é seu cargo na estrutura linear. Em paralelo, em algumas horas do dia ou da semana, presencial ou virtual, você se envolve em um projeto de transformação digital da empresa e trabalha nesse hub (projeto) 3h por semana para discutir a transformação digital. Essa é a carreira em nuvem”, exemplificou. Segundo o idealizador do conceito, o maior benefício é proporcionar ao funcionário novos conhecimentos à carreira, tornando-o polivalente e apto a experimentar outras áreas. “Além disso, propicia sair da rotina, dar vazão à criatividade, mostrar sua bagagem pessoal e profissional, além de aumentar crescimento dentro da organização”, diz. Empresas como Spotify, Amazon e, no Brasil, a Mercur e o grupo Votorantim já adotaram a prática. Os resultados, segundo Souto, em termos de inovação já são perceptíveis, bem como a capacidade de formar novas lideranças. Cuidados necessários Para a superintendente de gestão de pessoas da Valec Engenharia, Danyelle Barreto, a carreira em nuvem torna a empresa mais atrativa e bem vista externamente. Também aumenta as possibilidades oferecidas ao trabalhador de tornar-se referência no mercado. Assim como Rafael Souto, ela ressalta, no entanto, que o modelo não é para todos. “Esse tipo de carreira, em nuvem, deve levar em consideração o perfil do profissional e as competências comportamentais inerentes a cada indivíduo. Para os mais arrojados pode ser maravilhoso, mas para os mais conservadores pode ser um pesadelo”, analisa. Danyelle acredita que a estrutura organizacional também deve estar preparada para receber tal modelo. Segundo ela, a cultura da empresa deve ser propícia e os trabalhos bem mapeados e estruturados por projetos. A superintendente considera que é fundamental haver flexibilidade, autonomia e automatização de processos — para tornar a vida do colaborador mais leve, ágil e dinâmica. “As vantagens dizem respeito ao crescimento e protagonismo frente aos caminhos possíveis, mas é preciso fazer essas características conversarem em direção ao que se pretende, ao implementar a carreira em nuvem”, pondera. Souto concorda e afirma que a implementação exige definição de regras a serem seguidas, antes e durante o processo, bem como tempo para maturação do programa. Ele crê, ainda, que é preciso fazer antes um teste piloto com parte dos funcionários e somente depois aumentar progressivamente a escala do projeto. “Não é tão simples implementar, mas o retorno é significativo. Também não acredito que as empresas vão migrar totalmente para os modelos flexíveis, mas diante do que temos visto, entendo que esse é o futuro do trabalho”, sentenciou. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA
Conheça a realidade por trás da crise e o que fizeram aqueles que lucram com ela

Ninguém sabe ao certo quando a pandemia vai acabar, mas já é possível constatar parte do estrago que o microrganismo tem deixado na economia brasileira. Segundo pesquisa do Sebrae, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), 45% das micro e pequenas empresas, brasileiras, tiveram que interromper as operações temporariamente e 3,2% fecharam as portas em definitivo. O mesmo estudo revela que 88,7% dos empreendimentos tiveram seu faturamento diminuído, com queda estimada em 64,2%, em média. Ainda atordoados com o baque, 53% das empresas ainda não realizaram qualquer tipo de medida para contornar o cenário e esperam que o cenário melhore. “Esse é um problema que o Sebrae já previa. Temos estimativas de que 60% das empresas que não tiverem o e-commerce desenvolvido até 2025 irão desaparecer”, revelou Lucas Hahn, coordenador estadual de comércio e mercado do Sebrae-PR. Segundo Hahn, as empresas devem reagir imediatamente. Ele ressalta que os consumidores buscam por entrega em domicílio, distanciamento social e questões ligadas à higiene para evitar contaminação. Na visão do coordenador, agora é o momento de investir em tais segmentos, ou agregá-los ao negócio, de forma a atender às necessidades do mercado. Reforça que a sociedade está mobilizada em consumir produtos e serviços de empresas que têm lógica social e trabalham em prol da população. “O público está sensibilizado em ajudar o comércio local que está em seu bairro, porque ele sabe da importância disso para a manutenção das suas necessidades atuais, durante a quarentena. Essa é uma tendência, por isso esse relacionamento deve ser cultivado”, recomenda. Ainda segundo o coordenador do Sebrae-PR, os empresários precisam concentrar esforços na área financeira para verificar quais são seus custos fixos, quanto deve na praça e quanto irá faturar por mês. Ele recomenda prestar atenção quanto à lógica de arranjo de pagamentos, negociação de contas a pagar e a receber e, sobretudo, não cancelar os pedidos já realizados pelos clientes. Hahn também ressalta a importância de reforçar a estratégia de marketing e vendas, aumentando a divulgação dos negócios na internet. Ele destaca que se até o momento o empresário não percebeu a necessidade da internet nos negócios, é hora de buscar informações e passar por reciclagem profissional. “Há diversas opções de informação, tais como cursos on-line, palestras, lives com especialistas, capacitações, materiais (em texto, vídeo, e-books e cartilhas) para capacitação. Isso nas mais diversas áreas como: marketing, vendas, gestão, área financeira, legislação, gestão de pessoas, entre outras. Existem, inclusive, cursos sobre como vender produtos nas redes sociais, guia de gestão financeira e como implantar um e-commerce, por exemplo, basta saber procurar”, recomendou. Oportunidades O administrador e empresário Sidney Zynger, da empresa Bling, vê na crise não um problema, mas uma oportunidade de ocupar um espaço no mercado, deixado por aqueles que não se prepararam para revolução tecnológica atual. Ele acredita que a médio prazo a normalidade irá voltar, mas as vendas em diferentes canais — tendo a internet como carro-chefe — vieram para ficar. Para Zynger, o momento requer entender o novo comportamento do consumidor e investir em marketing digital, gestão, vendas e logística 4.0. Além disso, ele recomenda investimento em automação, tanto para os negócios em pontos (praças) físicos ou em comércios on-line. Ele conta que sua empresa tem trabalhado forte com a integração entre e-commerces e Marketplaces. Destaca a importância de modernizar as empresas com instalação de PDVs inteligentes, certificação digital, notas fiscais (eletrônicas e físicas), integração com os Correios e gestão de estoque. “Acredito que toda hora é momento de mudar. Se você não mudar, seu concorrente irá fazer isso, sairá na frente e, com toda certeza, poderá pegar os seus clientes”, alertou. Ao seguir uma das máximas da Economia de que o dinheiro não desaparece, apenas muda de um local para outro, o CEO da empresa Menu, Leonardo Almeida, viu na crise uma oportunidade de crescer. Ele conta que seu negócio — na área de intermediação entre indústrias de bebidas e estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes — de um dia para outro viu 80% de sua clientela ser obrigada a fechar as portas, em razão da pandemia. Com a queda também de seu faturamento, ele percebeu que era preciso investir em outras frentes para não ser dependente apenas daquele segmento. Além de investir em negociação com minimercados, ele foi buscar clientela em outros estados do Brasil. Almeida conta que esforço valeu a pena. Por isso, investiu em maneiras de conseguir descontos de produtos para os minimercados, bares e restaurantes (em locais onde o isolamento foi flexibilizado e estão funcionando) e fidelizar a clientela das indústrias que são suas parceiras. “Saímos de uma adversidade gerada pela pandemia, e não apenas recuperamos a nossa receita anterior à crise, como também batemos o nosso faturamento histórico. Em momentos como esse, é importante investir em pessoal qualificado, pois ninguém faz nada sozinho, e, sobretudo, fazer a leitura correta do que está acontecendo no mercado”, avalia. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA FacebookTwitterLinkedInWhatsAppFacebook MessengerPrintFriendly
People Analytics foi o tema do primeiro dia do evento promovido pelo CFA

Evento on-line e totalmente gratuito quer aproximar os estudantes de administração do Sistema CFA/CRAs Mais de 275 estudantes acompanharam o primeiro dia da Jornada Acadêmica de Administração. O evento, realizado pelo Conselho Federal de Administração (CFA) por meio da Câmara de Comunicação e Marketing (CCM), começou na tarde desta terça-feira, 25, com a participação da administradora e especialista em Desenvolvimento Humano, Alexsandra Leite. Ela ministrou a palestra “People Analytics com foco no profissional de Administração”. Na abertura da Jornada, a diretora e Formação Profissional do CFA, Cláudia Stadtlober, deu boas vindas aos participantes e destacou a importância a tecnologia nesse tempo de pandemia. “Por meio dela estamos mais próximos dos estudantes da área de Administração. Nesse momento, todos estão vendo o quanto a Administração é importante. Vocês são os profissionais do amanhã, que com certeza terão preparação excelente para enfrentar os desafios que virão pela frente. Um ótimo evento para todos”, disse a conselheira. Alexsandra começou falando que People Analytics é uma ferramenta para ajudar na gestão de pessoas. Para facilitar o entendimento, ela apresentou dados de diferentes pesquisas que apontam o nível de desengajamento dos profissionais no mundo do trabalho e o quanto isso impacta na empresa e até na economia de uma país. “63% das pessoas não estão engajadas nas suas funções. Isso significa que elas estão insatisfeitas com o trabalho que desenvolvem. Um profissional assim não entrega resultados, gerando muito prejuízo”, afirmou. Por outro lado, das empresas com maior engajamento, 22% são mais lucrativas, possuem 37% menos rotatividade e 21% são mais produtivas. “O People Analytics eleva a gestão de pessoas a outro patamar”, comentou Alexsandra. Para explicar melhor o significado do termo, ela apresentou o conceito adotado pelo CEO da Humanyze e expert no assunto, Ben Waber: “usar dados para entender os comportamentos dentro do ambiente de trabalho que tornam pessoas eficientes, felizes, criativas, especialistas, seguidores.”. “69% das empresas americanas estão realizando o processo de integrar dados. Ou seja, traduzir comportamento humano para aumentar o engajamento e aumentar resultados em suas empresas”, contou a palestrante. Para fazer essa integração de dados, são usados softwares específicos que utilizam tecnologia Big Data. “Hoje as pessoas abrem mão de um excelente salário para ir atrás de um lugar que esteja mais conectado com seus propósitos. Então, quando a empresa cruza esses dados, ela consegue compreender melhor o perfil do seu colaborador, visualizar gaps e habilidades a serem desenvolvidas”, pontuou. Alexsandra mostrou vários gráficos que mostram mapeamentos reais de perfis de profissionais. Eles revelaram que nem sempre a pessoa está no cargo ou funções adequados, pois ela tem habilidades que poderiam ser exploradas em outros setores na empresas. “Com o People Analytics, a empresa terá um painel com índices e resultados do trabalho que possibilitará colocar os colaboradores nos locais certos, de acordo com suas aptidões”, destacou a administradora. O People Analytics também é usado para promover o recrutamento e seleção de pessoas. Alexsandra comentou que já chegou a dedicar 14 horas para realizar um processo seletivo. Com o cruzamento de dados, esse tipo de trabalho foi otimizado em 50%. “Ele permite encontrar o candidato com a habilidade ideal para aquela vaga. Dizem que você contrata pelo currículo e demite pelo comportamento. Com o People Analytics, é o inverso.”, ressaltou. A palestra do primeiro dia da Jornada Acadêmica de Administração está disponível, na íntegra, no CFAPlay. O evento continua nos dias 26 e 27 de agosto. Serão emitidos certificados de participação para todos que fizerem a solicitação por meio do link, que será divulgado no chat, ao final do evento. Mais informações clique aqui. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
O Papel da Administração em Tempos de Pandemia

Autor: Adm. Mauricio Rocha Ferreira Júnior, Gestor, Professor, Coordenador de Curso e Delegado do CRA na Seccional de Jandaia do Sul Considerando que além de desenvolver atividades de gestão, atuo na área de tecnologia da informação, sobretudo com suporte às atividades administrativas, eventualmente desenvolver e acompanhar o trabalho em home office fazia parte de minha rotina. Contudo durante esta pandemia o que era exceção virou regra. Confesso que fiquei apreensivo no início em como gerenciar minha equipe de forma remota, e diante disso ainda pensava: Como os demais setores da empresa que não eram habituados com essa metodologia de trabalho se comportariam? Esta pergunta incomodava a mim e aos demais gestores da mesma forma, que, ainda, questionavam: “A produtividade no trabalho remoto cairia?” Como grande parte das empresas ainda são conservadoras, existe um receio no ambiente empresarial que não se estando sob supervisão imediata, as atividades não são cumpridas. Para que conseguíssemos vencer as adversidades impostas pelo isolamento social e darmos continuidade a todas as atividades da empresa, precisávamos rever o planejamento e a organização do trabalho, e tudo isso de forma muito rápida. Durante reunião dos gestores e líderes de setores chegou-se à conclusão que a comunicação teria papel primordial para o bom andamento das atividades remotas, e o pensamento da chefia geral rumou justamente para pensarmos mais em “entregas”, e não somente em cumprimento do horário. Foi neste momento que refleti sobre os principais ensinamentos repassados no Curso de Administração, pois muito se ouviu sobre a premissa básica da administração que é Planejar, Organizar, Dirigir, Controlar e Coordenar, assim como Comunicação, Participação, Envolvimento (que remete a entrega). Para enfrentar esse novo cenário, precisaríamos de novas Estratégias, outro ponto muito abordado durante o Curso. Mais que em qualquer outro momento, estes conhecimentos adquiridos fazem-se necessários, e precisam ser postos em prática. Ter uma estratégia definida para a empresa antes de qualquer situação de ameaça, faz parte do planejamento e certamente fará a diferença. Não me refiro a ter uma carta na manga “prevendo” uma possível pandemia, o que é impensável, mas sim em pensar aonde a empresa quer chegar independentemente do cenário em que se ela se encontra, considerando suas vulnerabilidades e turbulências do mercado. Se dentro deste contexto algo sai fora do planejado é necessário, a toque de caixa, diagnosticar os pontos fracos, as distorções e a nova realidade do ambiente externo, fazendo correções no planejamento outrora elaborado. E aí retorno as preocupações iniciais. Os líderes de setores tiveram de rever seus planejamentos, as áreas de ação, o modus operandi teve de ser revisto, e até mesmo alguns pontos da estratégia inicial, pois as dificuldades de muitos executivos em colocar novas práticas e/ou novas estratégias é real por conta da resistência de muitos colaboradores e até gestores ao novo. Fomos todos para o home office e com novas ferramentas e nova metodologia para o desenvolvimento de nossas atividades. Passado algum tempo realizamos uma nova reunião, desta vez para avaliar nosso planejamento reformulado, e eis que surpreendentemente a gerencia geral comenta: “A produtividade não caiu, e em alguns setores até subiu”. Neste momento percebi mais uma vez o valor do planejamento, organização e estratégia, e acima de tudo a agilidade na tomada de decisão. Coloco a vocês três questões agora: Sua empresa tem uma estratégia com planejamento definido? Já pararam para analisar o impacto na falta dessa estratégia em situações de adversidade? Colocam em prática o que aprenderam sobre Administração? É hora de refletirmos sobre isso. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Está aberta a Janela de Transparência das eleições do Sistema CFA/CRAs

Para consolidar a lisura do processo eleitoral, o Sistema CFA/CRAs tem uma novidade para 2020. Será possível fazer uma auditoria de código-fonte de sistemas, junto à empresa responsável – Infolog, das chapas inscritas nas eleições deste ano. Por se tratar de um processo sensível, os interessados terão que formalizar uma inscrição pelo e-mail janeladetransparencia@infolog.com.br, no período de 20 de agosto a 03 de setembro. Serão realizadas duas apresentações: a primeira no dia 10 de setembro de 2020, de 14h às 18h e a segunda no dia 11 de setembro, de 09h às 12h. O local onde essas apresentações ocorrerão será divulgado no dia 07 de setembro, sendo definido de acordo com as proporções adequadas para receber o número de inscritos. Regras: É vedada a extração, impressão e/ou reprodução, mesmo que parcial,do código-fonte; É vedado ingressar no ambiente de apresentação dos códigos-fontes com qualquer instrumento que permita a cópia do código-fonte; Somente os inscritos que assinarem o termo de responsabilidade – mesmo aqueles que sejam membros de grupo já credenciado – acessarão o código por meio de ferramenta de visualização fornecida pela auditada. Os inscritos deverão apresentar à empresa auditada, com cópia à Comissão Permanente Eleitoral (CPE/CFA), o plano de testes, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias úteis prévios à data da apresentação. Tal plano deve conter, no mínimo: I – Descrição geral do teste; II – fundamentação teórica; III – precondições para o teste; IV – escopo do procedimento; V – pontos de intervenção; VI – passos a serem realizados; VII – materiais necessários (passível de análise); VIII – possíveis resultados e impacto. Somente serão executados os planos de testes dos inscritos que tiverem a inscrição observada e homologada dentro do prazo e estiverem presentes no momento da realização dos mesmos. Planos de testes Somente serão autorizados os planos de testes que forem tecnicamente viáveis; que não causem danos físicos aos equipamentos, pessoas e às instalações disponibilizados para os citados; e que sejam possíveis dentro do prazo da apresentação. Serão credenciados, no máximo, 2 (dois) técnicos/investigadores e um representante de chapa por cada grupo concorrente ao pleito. Assessoria de Comunicação CFA
Must University e Universidade Fernando Pessoa celebram convênio com o CFA

Profissionais de Administração registrados terão descontos especiais para estudar nessas instituições Na manhã desta quinta-feira, 20, o Conselho Federal de Administração (CFA) assinou dois importantes convênios voltados para o aperfeiçoamento acadêmico dos profissionais de Administração. Ambos os eventos ocorreram durante reunião plenária da autarquia, em Brasília (DF), com a participação on-line dos representantes das instituições de ensino. O primeiro acordo foi celebrado com a Must University, instituição de ensino sediada em Boca Raton, no sul do estado da Flórida, Estados Unidos. Ela foi fundada em 2017 pelo professor e mestre em Administração, Antonio Carbonari Netto, que também é fundador do grupo Anhanguera Educacional S.A. e incentivador do ensino a distância desde 1980. A Must University oferece cursos na modalidade 100% on-line em três idiomas: português inglês e espanhol. Além disso, oferece no Brasil programas de mestrado nas seguintes áreas: Negócios Internacionais; Gestão de Cuidados da Saúde; Tecnologias Emergentes na Educação; e Administração com concentração em Finanças, Recursos Humanos, Marketing Digital e Proteção de Dados. “Faremos uma estratégia especial para todos os profissionais de Administração do Sistema CFA/CRAs. Vamos ter profissionais para acompanhar esse público e, em Boca Raton, teremos uma equipe para recepcionar esses profissionais”, afirmou Carbonari. Em seguida, o CFA assinou o convênio com a Universidade Fernando Pessoa (UFP), que fica na cidade do Porto, em Portugal. “Vamos trabalhar com afinco e dedicação para realizar projetos que vão beneficiar ambas partes. Obrigado a todos pelo voto de confiança”, disse o administrador da Fundação Fernando Pessoa e professor da UFP, Miguel Trigo. O diretor de Relações Internacionais e Eventos do CFA, Gilmar Camargo, lembrou que essa parceria começou a ser desenhada no Fórum Internacional de Administração, realizado em 2019, em Palmas-TO. O evento contou com a participação de Trigo e, naquela oportunidade, eles conversaram sobre o assunto. “A assinatura desse acordo concretiza todas aquelas ideias”, falou Gilmar. Para o presidente do CFA, Mauro Kreuz, o dia foi marcante. “Celebrar estes convênios é dar um passo na internacionalização das nossas atividades. O acordo foi aprovado no plenário do CFA com unanimidade, o que mostra a confiança do Conselho com este termo de cooperação e os benefícios que eles trarão para os mais de 400 mil profissionais de administração de todo o Brasil”, declarou. Em ambos os convênios, o CFA e as duas instituições de ensino comprometem-se a conjugar esforços com vista ao desenvolvimento de cooperação nos domínios da formação do ensino superior e da investigação científica e técnica, designadamente por meio da organização de propostas conjuntas para a criação de pós-graduação stricto sensu de natureza profissional. Além disso, o convênio com a Must University recebeu um aditivo, a fim de garantir a ampla cooperação entre as partícipes na qualificação de Profissionais de Administração registrados no Sistema CFA/CRAs, com vistas ao seu crescimento pessoal e profissional, por meio de descontos progressivos em todos os programas de mestrado da referida instituição. Em breve, os convênios receberão outros termos aditivos para especificar os cursos que serão ofertados para os profissionais de Administração, além do acesso aos descontos, e outros desdobramentos como intercâmbio, visita técnica, entre outros. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
4º Congresso Pacto pelo Brasil / V Congresso Integra Compliance Across Americas
Manual de Gestão de Contratos está disponível

Foi lançado, nesta quarta-feira, 19, durante a Reunião Plenária do CFA, o Manual de Gestão de Contratos. A publicação, criada pelo Conselho Federal de Administração (CFA), por meio da Câmara de Administração e Finanças (CAF), visa formalizar e padronizar os procedimentos que devem ser seguidos nas atividades administrativas e financeiras do Sistema CFA/CRAs. Manual foi lançado durante Reunião Plenária. Evento acontece na sede do CFA, em Brasília. Para o diretor da CAF, Francisco Rogério Cristino, o Manual também poderá ser usado por outros conselhos profissionais e todos profissionais que trabalham diretamente com contratos, licitações e convênios. “O guia traz todas as informações necessárias e está atualizado com dados de 2020. Ele vai servir muito para os CRAs e os gestores públicos que atuam com gestão de contrato”, disse. Diretor da CAF, Rogério Cristino, em entrevista para a Rádio ADM. O Manual é prático e de fácil utilização. Foi todo construído a fim de facilitar o dia a dia dos colaboradores do Sistema que lidam diretamente com procedimentos administrativos, financeiros contábeis. Atemporal, ele poderá ser consultado a qualquer momento. Além de padronizar os processos, o ele promove a melhoria contínua das atividades executadas. “Estou muito satisfeito em entregar esse material. Agradeço a gestão do presidente Mauro, que apoiou a realização deste projeto, ao superintendente do CFA, Joaquim Luciano, e o diretor da Câmara de Desenvolvimento Institucional, Diego da Costa, pelo trabalho do projeto gráfico do Manual”, afirmou. O Manual de Gestão de Contratos está disponível para download no site do CFA. Clique aqui e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Vem aí a Jornada Acadêmica de Administração

A pandemia da Covid-19 impôs uma nova realidade na vida de estudantes de Administração de todo o país. Com a paralisação das aulas presenciais, alunos e professores se reinventam nas plataformas de ensino a distância. Pensando nesse público e a fim de aproximar os discentes do Sistema CFA/CRAs, o Conselho Federal de Administração (CFA) promoverá, de 25 a 27 de agosto, a Jornada Acadêmica de Administração. O evento é uma iniciativa da Câmara de Desenvolvimento Institucional (CDI) do CFA que, durante esta quarentena, tem promovido vários debates on-line por meio de lives no Instagram, palestras e webinars no canal do Youtube, o CFA Play. “A experiência tem sido tão positiva que decidimos formatar um evento totalmente digital, direcionado para os estudantes”, explica o diretor da CDI, Diego da Costa. A programação da Jornada também foi pensando no público acadêmico. Os temas que serão abordados tratam dos desafios e do futuro da profissão. “People Analytics com foco no profissional de Administração”, “Mercado de trabalho para o profissional de Administração” e o “Futuro da Educação Superior – as novas DCNs de Administração” são as palestras do evento. A abertura e o encerramento serão realizados pela diretora de Formação Profissional do CFA, Cláudia Stadtlober. Para participar, basta acessar o canal CFAPlay, no YouTube, no dia e horário previstos na programação. Serão emitidos certificados de participação para todos que fizerem a solicitação por meio do link, que será divulgado no chat, ao final do evento. Confira, abaixo, a programação da Jornada Acadêmica de Administração. Data Horário Tema Envolvidos 25/08 16h15 Abertura Elisa Ventura eAdm. Cláudia Stadtlober 25/08 16h20 às 17h15 People Analytics, com foco no ADM Adm. Alexsandra Leite 26/08 16h15 Abertura Elisa Ventura 26/08 16h20 às 17h15 Mercado de trabalho para o ADM Douglas Veit 27/08 16h15 Abertura Elisa Ventura 27/08 16h20 às 17h15 Futuro da educação superior – Novas DCNs de Administração Adm. Cláudia Stadtlober 27/08 17h15 Encerramento Elisa Ventura eCláudia Stadtlober Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
COVID 19: O Empurrãozinho que faltava

Para os que ainda não tinham percebido que já estamos vivendo e inseridos em uma sociedade 5.0, essa pandemia do Covid 19 serviu para abrir nossos olhos para as oportunidades que não estavam sendo devidamente aproveitadas. Infelizmente, muitas empresas que não estavam conectadas, preparadas para essa nova sociedade 5.0, não sobreviverão pelas dificuldades trazidas pela pandemia, notadamente as relacionadas às decisões de fechamento do fluxo econômico, mas por outro lado, muitas outras empresas surgirão e/ou serão fortalecidas, principalmente aquelas que se anteciparam ou perceberam as oportunidades desse novo momento. Mais uma vez fica enfatizada a necessidade de estarmos atentos e reparados na gestão das organizações para as contínuas mudanças através de inovações, basta recordarmos como ocorreram as evoluções, chamadas de revoluções dos processos de industrialização em busca da redução de custos: 1ª. Revolução Industrial, iniciada no Sec. XVIII com a mecanização da produção; 2ª. Revolução Industrial, iniciada no Sec. XIX com a eletricidade, a linha de montagem, a produção em série e a redução de custos pela escala de produção (Fordismo); 3ª. Revolução Industrial, iniciada nos anos 70, sec. XX, com a automação e computadores programáveis com o surgimento dos Robôs no processo de industrialização; Atualmente, no sec. XXI, estamos vivendo a 4ª. Revolução industrial, com a aplicação das Tecnologias de Informação e comunicação, possibilitada pela Internet somada à Inteligência Artificial, (I.A.), o armazenamento em Nuvem (Cloud), a Robótica, Realidade Virtual, a Internet das Coisas, surgindo o “sistema de produção ciber-físicos”, com a interação e comunicação também entre máquinas. Até então, essas transformações sempre ocorreram no âmbito dos processos de industrialização, na busca constante da redução de custos, mas também, na busca da atenção dos desejos e necessidades de consumidores, evoluindo de um processo de industrialização de massa, sem personalização, para retornarmos melhores na atenção ao mercado e das organizações com a personalização de massa possibilitada pela flexibilização dos processos através da tecnologia. A Sociedade 5.0 foi um termo utilizado em 2017, pelo Japão no CeBIT em Hanover, para apresentar uma abordagem que se volta para o ser humano, utilizando-se de toda essa tecnologia disponível com a revolução 4.0 para estar a serviço do homem, dando um impulso para a humanização das organizações, . Yoko Ishikura, consultora independente do Fórum Econômico Mundial, alerta para essa revolução tecnológica e garante que a iniciativa “Sociedade 5.0” pretende “posicionar o ser humano no centro da Inovação e transformação tecnológica”. Quem esteve acomodado com o sucesso obtido até então e não se ligou e acompanhou as mudanças ocorrendo ao seu redor, achando que a digitalização dos seus processos era algo dispensável, foi pego de surpresa pela pandemia Covid-19 e possivelmente sofrerão as consequências da falta de inovação ou de dificuldades de adaptação emergencial. Já tivemos oportunidade de ouvir sobre empresas que rapidamente se adaptaram para o E-commerce, para o Home office, inclusive ampliando seus negócios, porque possivelmente estavam mais “antenada” e preparadas para a sociedade 5.0, bastando esse “empurrãozinho” para esse novo cenário, essa nova oportunidade de negócio do momento e quem sabe, não será esse o novo modus operandi da empresa também após a pandemia. Segundo SEBRAE (2018), as Micro e Pequenas Empresas no Brasil representavam 98% das organizações constituídas e sem sombra de dúvidas, são essas as empresas que mais sofrerão com a pandemia, pela dificuldade de terem uma orientação profissional mais adequada a essa nova realidade, apesar de já estarem inseridas nesse contexto de sociedade 5.0 através de aplicativos de nosso dia-a-dia como uber, Netflix, Nubank, iFood, moeda digital etc. Por todas as revoluções que já passamos, as mudanças sempre ocorreram, e junto com elas os desejos e as necessidades da sociedade e por consequência, dos consumidores abrindo novos empregos e novas oportunidades de negócios, bastando para sobreviver nesse contexto, de adaptações, de inovações gradativas ou disruptivas, que o mercado sinaliza constantemente e que os gestores precisam estar alerta. O grande trunfo que temos nas mãos enquanto Administradores é que as transformações e as mudanças fazem parte de nossa formação e de nosso dia-a-dia profissional e a única certeza que temos é que precisamos estar constantemente nos adaptando e preferentemente nos antecipando às mudanças, para não sermos surpreendidos e estarmos prontos para ajudarmos as empresas nesse momento de dificuldades pelo qual estão passando. Como Alvin Toffler já havia nos alertado: “Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não podem aprender, desaprender e reaprender”. Adm. Leonidas Lopes de Camargo-MsC Delegado da Seccional Foz do Iguaçu-CRA-Pr. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
16 de Agosto – Dia do Administrador de Condomínio

O CRA-PR parabeniza o(a) Administrador(a) de Condomínio pelo seu dia !
Como ser um profissional extraordinário no mercado de trabalho

Você sabe o que são as soft skills? Nesta pandemia, o termo ficou em evidência, pois a quarentena pôs à prova a valorização das competências comportamentais. Para falar mais do tema, o Conselho Federal de Administração (CFA), por meio da Câmara de Desenvolvimento Institucional (CDI), convidou a administradora, doutora em Gestão e mestre em Educação e Desenvolvimento Humano, Ana Carvalho, para apresentar a palestra “As soft skills como ferramentas de gestão”. O evento on-line faz parte do projeto “ADM Eventos”, lançado nesta quinta-feira, 13 de agosto. Para entender melhor o tema, Ana fala que é preciso compreender o cenário atual. Segundo ela, não há mais fronteiras no mundo e é importante entender esse contexto para saber como se posicionar. “As coisas estão acontecendo e esse cenário está cada vez mais mutante. Isso requer novas atitudes e um novo olhar. Precisamos dessa rapidez para não perder o bonde pelo caminho”, falou. As soft skills são as competências comportamentais, sociais, emocionais e mentais ligadas à personalidade de cada indivíduo. A administradora explicou que elas são aprendizados subjetivos e difíceis de serem analisados, mensurados, pois são complexos. No cenário atual, algumas soft skills têm sido essenciais: trabalho colaborativo, flexibilidade, capacidade de trabalhar sob pressão, comunicação assertiva, orientação para resultados, resiliência e liderança de equipe. “Ao contrário das hard skills, que são as habilidade técnicas como a fluência em um idioma ou o domínio de uma tecnologia, as soft skills têm relação com os relacionamentos e interações entre as pessoas, como a liderança, o trabalho em equipe, entre outros”, disse Ana. A administradora comentou, durante a palestra, que atualmente as empresas contratam por competências técnicas, mas demitem por comportamento. “Por isso a importância e a necessidade de se investir nas soft skills”, defendeu a palestrante, citando o caso do Ayrton Senna. Segundo ela, o piloto de Fórmula 1 não era bom em pilotar em pista molhada, mas buscou treinar até tornar-se um excelente competidor em tempos de chuva. “A gente tem que pensar: no que eu não sou tão bom? E buscar melhorar isso. Estamos numa época favorável, pois há muita oferta de cursos on-line, inclusive gratuitos”, aconselhou. “Viemos ao mundo para fazer um trabalho extraordinário” Na palestra, Ana reforçou muito a necessidade de buscar ser um profissional extraordinário. Para isso, ela comentou que é preciso investir na inteligência emocional. “Os jovens não dão a devida importância ao valor da inteligência emocional no ambiente de trabalho, mas as habilidades que ela envolve são cruciais para ter foco, motivação e colaborar de maneira”, disse, citando a frase do psicólogo e autor do livro Inteligência Emocional, Daniel Goleman. No contexto atual, a administradora explica que é preciso estar apto a mudanças. “Hoje em dia, e daqui em diante, só posição, status, experiência, tempo de serviço, conhecimento, inteligência, já não bastam mais”, alertou. Ela lembrou, ainda, que, a célebre frase de Charles Darwin, nunca fez tanto sentido como agora: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Para quem quer começar a desenvolver tais habilidades comportamentais, Ana também discorreu com mais detalhes sobre algumas soft skills como colaboração, flexibilidade, resiliência, equilíbrio emocional, comunicação assertiva, planejamento e tomada de decisão, relacionamento interpessoal, criatividade, orientação para resultados, proatividade, ética, entre outros. Contudo, não basta fazer cursos ou ler sobre o assunto. “É preciso aplicar essas habilidades. Converse com todo mundo, do servente ao presidente. Como um mar, as soft skills não separam, mas unem.”, afirmou a palestrante. Ao final, Ana respondeu perguntas dos participantes. O ADM Eventos é um projeto da CDI/CFA cujo objetivo é realizar palestras on-line a fim de oportunizar conhecimentos para os profissionais e estudantes de administração e campos conexos sobre assuntos relevantes e atuais do universo da administração de forma prática e interativa por meio da plataforma Youtube, no canal CFAPlay. Até o final do ano, serão promovidas outras palestras com temas que foram sugeridos pelos profissionais e estudantes de administração que acompanham o CFA nas redes sociais. Ao final de cada encontro, os participantes recebem certificado de participação. Clique aqui e assista a íntegra da palestra “As soft skills como ferramentas de gestão” proferida pela administradora Ana Carvalho. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Mudanças incluem metas a serem alcançadas pelos servidores

Por conta da pandemia da Covid-19, pessoas do mundo inteiro foram obrigadas a trabalhar de casa. No entanto, essa já era uma forte tendência em vários países e o governo federal brasileiro já vinha trabalhando na formalização da modalidade há algum tempo. Em julho, o Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal, autorizou a adesão ao teletrabalho para servidores públicos federais mesmo após a pandemia. O governo divulgou orientações e normas para home office dos servidores públicos compiladas na Instrução Normativa (IN) nº 65, que passam a valer a partir do dia 1º de setembro. Na última quarta-feira, o Conselho Federal de Administração (CFA) conversou com a diretora do Departamento de Provimento e Movimentação de Pessoal da Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal, Luiza Lemos Roland, e com a gerente do Escritório de Projetos na CGU, Priscila Diniz, sobre a IN. O debate foi pelo canal oficial do CFA no Youtube e trouxe esclarecimentos sobre as mudanças que estão por vir. Dados De acordo com o Ministério da Economia, a economia com diárias e passagens, por conta da pandemia, foi de R$ 270 milhões entre abril e junho. Ao todo, quase 360 mil servidores públicos federais estão trabalhando em casa, o que representa 63% do total da força de trabalho da Administração Pública Federal. Elisa Ventura Assessoria de Comunicação CFA
Encontro será híbrido: palestrantes na ESPM-SP e participantes on line

A Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (Angrad), em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), realizará, de 4 a 6 de dezembro de 2020, o 31º Encontro Nacional de Cursos de Graduação em Administração (Enangrad). Em razão da pandemia da Covid-19, o evento acontecerá no formato híbrido: palestrantes, autoridades e convidados acompanharão o Encontro nas instalações da ESPM, em São Paulo, obedecendo todos os protocolos de segurança sanitária, e os participantes inscritos vão acessar o evento de forma remota por meio de uma plataforma estável e de confiança. Nesta edição, o tema do Enangrad será Novas DCNs: Inovação, Tecnologia e Mercado”. Em comunicado oficial divulgado no site, o presidente da Angrad, a diretora de Ensino e Pesquisa da Angrad, e o coordenador do curso de graduação da ESPM e coordenador geral do 31º Enangrad, Edson Kondo, Manolita Correia Lima e Marcelo Rocha e Silva Zorovich, respectivamente, afirmam: “Queremos que estudantes, professores, pesquisadores e gestores dos cursos de Administração se reconheçam na referida programação e se juntem a nós em uma edição dedicada à discussão das perspectivas abertas pelas Novas Diretrizes Curriculares do Curso de Graduação em Administração.”. Em breve, a Angrad comunicará mais informações sobre a programação das atividades e todas as especificações técnicas para a melhor transmissão do 31º Enangrad. Nesta edição, haverá uma programação voltada para os estudantes fortalecida pela indicação especial de um coordenador para o Enangrad Júnior, professor Jaércio Alex Silva Barbosa. Quem tiver interesse de participar da Programação Científica com o status de autor, submetendo artigos resultantes de pesquisa, ensaios acadêmicos ou estudos de casos, ainda terá um tempo adicional para se preparar, pois o cronograma de submissão e avaliação dos trabalhos será ampliado em algumas semanas. Todas as informações e inscrições estão no site https://www.enangrad.org.br/eventos/31-enangrad Fonte: Angrad
CFA promove lançamento do IGM-CFA 2020

Estudo acaba de ganhar nova versão. Levantamento consiste em uma métrica da governança pública nos municípios brasileiros a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho Auxiliar gestores municipais a visualizar as necessidades e/ou boas práticas de sua região, priorizar políticas públicas, além de promover o debate sobre a importância da gestão municipal profissional. Esse é o objetivo do Índice CFA de Governança Municipal (IGM-CFA), estudo realizado pelo Conselho Federal de Administração (CFA) e que acaba de ser atualizado. “A versão do IGM-CFA 2020 foi desenvolvida com intuito de reduzir discrepâncias identificadas em versões anteriores. A sistemática se manteve, sendo que as alterações realizadas se deram, basicamente, na implementação de outliers e no cálculo da meta”, explica o diretor de Gestão Pública do CFA, Fábio Mendes Mâcedo. Atualmente a versão 2.0 da ferramenta abrange 5.569 municípios, com separação por clusters para agrupar e tornar o diagnóstico dos dados mais real. Houve, ainda, o acréscimo dos indicadores Saneamento e Meio Ambiente e das variáveis Taxa de Cobertura de Creche; IDEB 9º ano; Mortes no Trânsito e Tratamento de Esgoto. A nova metodologia também leva em consideração os outliers ou pontos fora da curva que são aqueles dados que se diferem de forma acentuada em relação ao grupo. IGM-CFA O estado de São Paulo ficou com a melhor média no IGM-CFA, com nota 6,25. Já o lanterna do ranking estadual é o Amapá, com 4,16, numa escala que vai de 0 a 10 pontos. Esse valor é calculado com base nas três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho. “O município que consegue gerir suas finanças, com base nas regras de boa gestão fiscal, aplicadas às ferramentas de gestão com intuito de fortalecer o planejamento e a excelência nos processos e, por fim, faz boas entregas à sociedade, alcança uma boa nota no IGM-CFA”, explica Fábio. Os cinco municípios que lideram o ranking da Região Sudeste são do estado de São Paulo. Destaque para Votuporanga, que alcançou nota 8,47. Cidades de Mato Grosso dominam o ranking da Região Centro-Oeste. Nas regiões Norte, Sul e Nordeste houve um equilíbrio maior entre os estados. Finanças A dimensão Finanças analisa investimentos per capita em educação e saúde, índice fiscal, equilíbrio previdenciário e custo do legislativo. “Com base nos dados apresentados, foi possível perceber que os municípios brasileiros passam por um período de grave crise fiscal, sendo acompanhada de uma crescente demanda por serviços e gastos públicos”, reflete Fábio. Contudo, o diretor explica que alguns municípios estão conseguindo superar tais desafios. “O IGM-CFA foi criado com esse objetivo: mostrar as melhores práticas do país para que sejam replicadas”, diz. Nessa dimensão, o município Água Boa, em Mato Grosso, alcançou nota 9,49 e lidera o ranking em Finanças. Confira, abaixo, os 10 melhores municípios na dimensão Finanças: Gestão Pérola D’Oeste, no Paraná, alcançou a melhor nota em Gestão: 9,49. Esta dimensão busca avaliar os instrumentos que são utilizados pelos municípios que facilitam a gestão dos recursos públicos. “Ter profissionais capacitados torna-se essencial na geração de valor público, uma vez que o planejamento, captação de recursos, estudos, projetos e processos são mais bem executados quando entram em cena pessoas com conhecimentos específicos em tais áreas”, explica o conselheiro do CFA. A seguir, conheça os melhores municípios com notas na dimensão Gestão. Desempenho O quanto o município arrecada, investe e gerencia seus recursos vai refletir no Desempenho. Esta dimensão reúne indicadores na área de educação, saneamento e meio ambiente, saúde, segurança e vulnerabilidade social. Os dez melhores municípios nessa dimensão são da Região Sudeste, sendo que sete fazem parte do estado de São Paulo. Adamantina lidera o ranking, com nota 9,52. “As entregas efetivas à sociedade são relacionadas da forma como o recurso público é disponibilizado e como é feita sua gestão. O recurso em quantidade suficiente, porém mal gerido, não alcança seu objetivo. Por isso, a dimensão Desempenho pode ser considerada como a mais importante, pois avalia realmente a realidade municipal, entretanto para se alcançar bons resultados nesta dimensão, as anteriores – Fiscal e Gestão – são imprescindíveis”, avalia Fábio Macedo. Confira o ranking dos dez melhores municípios na dimensão Desempenho. Saiba mais Para ter mais detalhes do IGM-CFA 2020 basta acessar o site http://igm.cfa.org.br. No portal, é possível ver o ranking completo dos oito grupos de municípios e ainda fazer comparações. O site também tem o acesso exclusivo para os profissionais de Administração, com informações complementares do Índice. Além disso, a CGP/CFA fez uma análise completa com a visão geral do Brasil. Para acessar o estudo completo, clique aqui e faça o download do documento. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Prestadoras de serviços terceirizados devem ter registro em CRA

A justiça reconhece mais uma vez a necessidade de registro de pessoa jurídica em Conselho Regional de Administração (CRA). O caso mais recente aconteceu no Pará após o Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços Terceirizados que, inconformado com o edital de licitação para contratação de empresa para prestação de serviço terceirizado de apoio administrativo, impetrou mandado de segurança contra o pregoeiro e o presidente da Imprensa Oficial do Estado do Pará. O edital de licitação determinava que, para participar da seleção, a empresa deveria ter registro em CRA e apresentar atestado de capacidade técnica, documento que também é fornecido pelo Regional. Contudo, o Sindicato alegou que tais determinações eram abusivas por violar a competitividade. Na oportunidade, ele pleiteou, ainda, que os atestados registrados e emitidos pelo Sindicato fossem aceitos no certame. Porém, os argumentos da entidade não foram acatados pela 5ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Pará. Nos autos do processo, o juiz de direito Raimundo Rodrigues Santana afirmou que “tratando-se da contratação de uma empresa cuja atividade básica está relacionada à Administração e à seleção de pessoal, a existência de um administrador, devidamente registrado no órgão de classe, é imprescindível. É razoável, pois, aceitar que a seleção da mão de obra que será utilizada para prestação do serviço, consista em uma atividade típica e privativa do profissional habilitado em Administração”. O juiz também rejeitou a possibilidade de o Sindicato apresentar atestados de capacidade técnica. Para ele, tal documento não pode ficar a cargo das próprias empresas interessadas. “Portanto, neste caso, seriam os CRAs as entidades competentes para registrar e firmar a autenticidade aos atestados apresentados, garantindo à Administração Pública a idoneidade das informações prestadas”, justificou o juiz na sentença que proferiu. Portanto, não restou dúvidas de que é válida a previsão de exigência de registro no CRA em edital de licitação para a escolha de empresas prestadoras de serviços de terceirização de mão de obra. Do mesmo modo, os CRAs são competentes para a emissão de atestados de capacidade técnica em sua área de atuação. Jurisprudência O CFA, por meio da Câmara de Fiscalização e Registro, divulga no site as jurisprudências com as decisões judiciais favoráveis à profissão. O interessado pode se cadastrar e receber decisões de interesse do Sistema CFA/CRAs, como “Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial”, “Administração de Condomínios”, “Embaraço a Fiscalização/Sonegação de Informações e Documentos”, “Cargos Pertinentes ao Administrador”, entre outras. Clique aqui e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
No Dia do Estudante, CFA lança site voltado para alunos da Administração

Hoje, 11 de agosto, é Dia do Estudante. Para celebrar a data, o Conselho Federal de Administração (CFA) lança um site voltado exclusivamente para os acadêmicos de Administração. Na landing page http://cfa.org.br/estudante/, os alunos terão acesso a conteúdos direcionados à profissão, à vida acadêmica e às novidades do mercado de trabalho. O diferencial, no site voltado para o estudantes, é o design e a linguagem criados para promover o engajamento desse público. Ao acessar a página, o aluno é convidado a fazer um cadastro. Ao preenchê-lo, ele passará a receber todas as informações do mundo da Administração. Mas não é só isso: no site estarão reunidos outros projetos voltados exclusivamente para os estudantes. O “Isso é ADM” é um podcast que já caiu no gosto da “galera” da Administração por trazer entrevistas e bate-papos descontraídos com especialistas sobre os temas mais atuais relacionados à carreira e ao mercado de trabalho. No “Fala aí, estudante”, os universitários assistem vídeos com dicas e assuntos em alta na área da Administração. E no “Aluno on-line”, eles terão acesso a matérias jornalísticas que abordam temas pertinentes à profissão. Além do ponto de vista de especialistas e profissionais já conceituados na área da Administração, os conteúdos também buscam trazer o depoimento de discentes sobre os temas. Projetos Achou que tinha acabado? Dentro da página dos estudantes, eles terão acesso aos projetos desenvolvidos pelo CFA. Um deles é a “Jornada Acadêmica”, que acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de agosto. O evento será totalmente on-line e vai trazer uma programação intensa com os assuntos mais quentes da área da Administração. E o melhor de tudo? Com certificação para quem participar do evento. Para ter acesso a essa e a outras novidades, visite o site: http://cfa.org.br/estudante/ e navegue pelo mundo da Administração. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Webinar: LGPD & Gestão – Por Onde Começar?

Webinar dia 13/08 às 17h: LGPD & Gestão – Por Onde Começar?
11 de agosto Dia do Estudante

O CRA-PR parabeniza a todos os Estudantes pelo seu dia !
Como está a vida dos estudante em meio à pandemia?

Nesse cenário cheio de incertezas, discentes do curso de Administração compartilham suas experiências e falam das expectativas e das angústias com as aulas virtuais e a possível retomada das atividades presenciais Desde o final de fevereiro, quando o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no Brasil, a vida no país já não é a mesma. Isolamento e distanciamento social, suspensão de atividades presenciais não essenciais, mudanças de hábitos, entre outros, passaram a fazer parte do dia a dia do brasileiro. Um dos segmentos mais impactados com a pandemia é o da educação. No ensino superior, professores e alunos de faculdades públicas e privadas tentam buscar alternativas para contornar a crise sem prejudicar demasiadamente a aprendizagem em um cenário ainda cheio de incertezas. Walisson está no último semestre do curso de Administração. O estudante do último semestre do curso de Administração da Faculdade Anhanguera de Ciências e Tecnologia de Brasília (Faciteb), Walisson Santos Soares, conta que desde o início da quarentena as aulas presenciais passaram a ser on-line. A Instituição onde ele estuda já conta com um sistema que possibilita o ensino remoto e, muito antes da pandemia, ele já tinha cursado algumas disciplinas a distância. Mesmo com um notebook que, segundo ele, “não está 100%, mas atende as minhas necessidades”, e uma internet que não é a mais veloz, a adaptação para o ensino 100% digital foi tranquila para ele. “Consegui focar bem nos estudos. Tudo é questão de disciplina”, orienta o estudante. Para dar conta da demanda da faculdade e do estágio – que também passou a ser remoto -, Walisson separou sua rotina de estudos por turnos. “Estudo em média 1h30 pela manhã e 2h30 a tarde. A noite, são mais duas horas de estudos. Já nos finais de semana, gasto cerca de três a cinco horas, dependendo do decorrer do dia”, disse. Retorno ao presencial As faculdades privadas, em Brasília, estavam se preparando para retomar as atividades presenciais, mas um imbróglio jurídico trouxe ainda mais incertezas para professores e estudantes. Walisson teme uma volta sem planejamento. “Fico com um pouco de medo, pois não acho que estamos prontos para o retorno total. Não são todas as pessoas que têm consciência e cuidado”, alerta o estudante. Apesar da preocupação com relação ao trabalho e ao cenário de incertezas, Walisson faz planos para o futuro. Atualmente, ele tem uma corretora de seguros e busca, no marketing, reforçar as vendas on-line. Além disso, Walisson tem um projeto de dança para pessoas com deficiência motora, visual e auditiva e quer colocar a ideia em ação para melhorar a vida desse público. Segundo ele, a vida de estudante de Administração vai muito bem. “Separo bem meus estudos e, principalmente, o meu tempo para poder ter uma melhor performance em tudo. É preciso aproveitar cada minuto, aprendendo coisas novas e criando novos hobbies”, conta. Enquanto isso, nas universidades públicas… Maria Clara estuda na UnB e fala da expectativa das aulas remotas que vão começar no dia 17 de agosto. Boa parte dos estudantes das universidades estaduais e federais do país ainda não migraram para o ensino a distância. Em junho, em entrevista para o Correio Braziliense, a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão, afirmou que não há possibilidade de retorno físico em 2020. Após ouvir a comunidade acadêmica, a UnB constatou que cerca de 6% dos estudantes não têm computador ou tablet. O acesso à internet para 30% dos alunos também não é de boa qualidade. Para garantir que a volta às aulas seja possível a todos, a UnB, com suporte do Ministério da Educação, resolverá essas lacunas e, no próximo dia 17, a instituição retomará as atividades de forma remota. A estudante do quarto semestre do curso de Administração, Maria Clara Amaral de Morais, ficou o primeiro semestre de 2020 inteiro sem aulas. Ela aproveitou o tempo livre para fazer um curso on-line, mas acha complicado concentrar-se nos estudos estando em casa. Antes da pandemia, ela contava apenas com um smartphone. “Com o início do isolamento social e a necessidade de ficar em casa, acabei comprando um notebook, que está me auxiliando tanto no trabalho como nos estudos”, explica. Com relação à nova plataforma adotada pela UnB, ela tem ressalvas. “Estamos tendo bastante dificuldade em explorá-la, já que é extremamente diferente da anterior e as orientações não estão claras, dificultando o uso da plataforma”, alertou a estudante. Com relação ao retorno da aulas remotas, Maria Clara está um pouco receosa. “Mas espero poder me dedicar ao máximo para fazer deste período uma oportunidade de grande aprendizado. Acho que o semestre poderá ser recuperado caso a plataforma escolhida pela UnB seja, de fato, eficaz. Como será uma nova experiência tanto para professores como para os alunos, espero que haja uma cooperação entre todos para concluirmos essa missão com êxito”, diz. O pulo do gato Enquanto a pandemia não acaba e as instituições de ensino superior públicas e privadas definem suas estratégias para a retomada das atividades, é bom definir uma rotina para estudar em casa. Walisson aposta na disciplina, enquanto Maria Clara tenta se adaptar à nova realidade. Quer saber mais? Confira as dicas que o CFA já deu para os estudantes que precisam estabelecer novas rotinas de estudos em tempos de pandemia. Clique aqui e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Apesar da pandemia, contrata-se!

Como estará o mercado de trabalho dos profissionais de Administração depois da pandemia? Essa é a pergunta considerada a de “um milhão de reais”. Apesar da indefinição do cenário, o administrador e criador do perfil no Instagram @JovemAdm, Diego Andreasi, conversou com o CFA na semana passada. Diego atua no setor de Tecnologia (startup e inovação) e é gerente de Incubadora de Empresas; professor de MBAs; e autor do livro “O Manifesto de um Jovem Administrador”. Durante a pandemia, ele lançou um e-commerce que interliga arte e tecnologia. Ele usou esse exemplo para explicar que, independente da área, se o profissional não entender, minimamente, de tecnologia será muito difícil se realocar no mercado. “Se você não se adaptar à tecnologia é um caminho bastante incerto”, reiterou. Entre as vagas futuras, incluindo as de cargos estratégicos, estarão interligadas com as habilidades tecnológicas. De acordo com Andreasi, desde o início da pandemia de Covid-19, muitas lojas aderiram à venda on-line de seus produtos e, com isso, cresceu também a adesão ao marketplace. O modelo é entendido por espaços virtuais que podem ser usados por outras empresas, geralmente menores, para disponibilizar seus produtos e serviços e, assim, realizar vendas. A Amazon e, mais recentemente, o Magazine Luiza são exemplos de marketplaces promissores. Para quem está se formando agora e busca informações do mercado, o administrador trouxe atualizações do setor de Recursos Humanos que podem ser determinantes no momento da contratação. Assista à live completa no Instagram. Elisa Ventura Assessoria de Comunicação CFA