Ano 2020

Saiba quais são as diferenças entre o bacharelado e o curso de tecnologia

Administradores são profissionais com múltiplas competências. Já o tecnólogo vai atuar em determinada área da Administração. Saiba quais são as principais diferenças antes de fazer a sua escolha Escolher uma profissão não é uma tarefa fácil. Antes de ingressar em uma faculdade, boa parte dos estudantes encara essa pergunta: qual caminho seguir? Quando a carreira oferece diferentes tipos de graduação, então, a lista de questionamentos aumenta. Afinal, é melhor por um curso superior bacharelado ou um  tecnólogo? Eles são a mesma coisa? Qual a diferença entre eles? Essas são questões que permeiam a vida de muitos estudantes que optaram por fazer carreira na área de Administração. Foi o caso de Rafael dos Santos Dutra. Ainda no ensino médio, ele não demonstrava paixão por nenhuma disciplina. Contudo, ele começou a prestar atenção no seu comportamento como consumidor e também ficou atento a suas caraterísticas pessoais. “Após isso, despertou em mim a curiosidade em compreender como os consumidores eram atraídos a obter um produto”, disse. Rafael cursa Administração na UnB. Por isso, ele optou pelo curso de bacharelado em Administração e hoje está no sétimo período. Estudante da Universidade de Brasília (UnB), Rafael diz que “entrou no curso para conhecer melhor o mercado e pela possível autonomia que a Administração pode gerar”. Já a jovem Thaís Costa escolheu o curso pensando em fazer carreira na área pública. Por isso, ela se debruçou em muitas pesquisas sobre qual o melhor caminho a seguir. “Comecei pesquisando cursos com os quais me identificava e vi dentro da Gestão Pública a oportunidade de olhar e entender a relação entre a Administração Pública e o cidadão”, afirma, destacando que a mãe, que é chefe de família, é a sua maior inspiração. Thaís está no quinto semestre do curso de Tecnologia em Gestão Pública no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB). Mas antes de fazer a sua inscrição no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do Ministério da Educação, ela também analisou o projeto pedagógico do curso e soube que teria que estudar matérias como economia, contabilidade, ciência política, gestão social, políticas públicas e teria que entender a relação entre elas dentro de uma profissão. Thaís é aluna do curso superior de Tecnologia em Gestão Pública do IFB. “Confesso que pude compreender melhor o curso no dia a dia. Vi que o Gestor Público faz parte do time dos agentes transformadores da sociedade. Dentro dos estudos, o que mais gosto e me identifico é na área de entender a necessidade de políticas públicas para o Brasil, desde a sua formulação até a implementação e monitoramento”, analisa a futura Gestora Pública. Para o futuro, ela espera ter capacidade de formular políticas públicas que fomentem o combate às desigualdades sociais e que levam o direito à cidadania aos brasileiros. “Após a minha formação, seguirei meu ramo de estudo nesta linha para obter as devidas especializações para no futuro, e assumir um cargo com essa força”, planeja. Profissões parceiras O presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Mauro Kreuz, afirma que os estudantes de Administração não precisam temer perder espaço para os tecnólogos. Segundo ele, a explicação é simples: são graduações distintas e que capacitam profissionais para atuações diferenciadas. “O bacharel em Administração é o único que poderá ter o registro como administrador e, como tal, de acordo com a Lei n.º 4.769, poderá responder por todas as áreas de uma empresa. Portanto, a atuação dele é absolutamente generalista e eclética”, ressalta. O presidente reforça, ainda, que o administrador egresso dos cursos de bacharelado é um profissional de múltiplas competências e terá uma atuação ampla, geral e irrestrita em todas as áreas da administração. Ele pode, inclusive, responder como responsável técnico por todas essas áreas. Para saber quais são as atividades privativas do administrador, clique aqui. Presidente do CFA, Mauro Kreuz: “A Administração é uma profissão de múltiplas competências.”. Já com os tecnólogos, é diferente. “Eles têm papel fundamental. No entanto, a atuação profissional deles fica restrita aquela área de atuação como finanças, vendas, marketing, produção, RH, entre outros. Eles somente poderão atuar na área para a qual foram capacitados”, explica. O Sistema CFA/CRAs registra os diplomados em Cursos Superiores de Tecnologia conexos à ciência da Administração desde 2010. Atualmente, são registrados tecnólogos de 28 cursos de nove eixos. Entre eles estão cursos como Gestão Pública, Gestão Financeira, Gestão de Segurança Privada, Gestão da Produção Industrial, Gestão Hospitalar, entre outros. A lista completa está disponível na Resolução Normativa CFA n.º 505 de 2017. Para acessar, clique aqui. Para saber mais As diferenças entre os cursos não param por aí. O bacharelado em  Administração dura de quatro a cinco anos. Já os cursos superiores de Tecnologia são mais curtos: em dois anos o aluno está formado. Ambos precisam ter o registro profissional em CRA para exercer, legalmente, a profissão. A carteira profissional do Administrador é azul; a do Tecnólogo é verde. Mais informações no site do CFA: www.cfa.org.br. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

People Analytics: tendência que está transformando a gestão de RH

CFA promoveu live para discutir um dos temas que mais tem influenciado a área de recursos humanos das organizações Na semana em que foi celebrado o Dia do Administrador de Pessoal, o Conselho Federal de Administração (CFA) trouxe o docente no Programa de Pós Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento da Universidade Federal do Pará, Thiago Dias Costa. Ele participou de uma live, na manhã desta quinta-feira, para falar de uma dos temais mais atuais da área de recursos humanos: “People Analytics no setor público brasileiro: sonho distante ou realidade?”. Mas, afinal, o que é People Analytics? Traduzindo ao pé da letra, o termo significa “análise de pessoas”. Para que ele serve? “Ele segmenta dados para verificar padrões comportamentais que possam explicar várias questões”, responde o professor. Como exemplo, ele citou casos hipotéticos. Um deles foi sobre um hospital que, ao cruzar informações a respeito da taxa de evasão da ala pediátrica, verificou que ela era muito alta entre os enfermeiros no primeiro ano. Isso gerava um grande trabalho, pois havia todo um treinamento, mas logo esse profissional saía da unidade. “Cruzando os dados de taxa de rotatividade, taxa de abandono daquele setor, junto com outros dados como gênero, idade, tempo de formação, a gente descobre, por meio do People Analytics, que as pessoas saíam porque há uma rixa interna muito grande entre os enfermeiros”, explicou. Com essas informações, os gestores poderão realocar esses profissionais para setores que tenham mais afinidade e segurança. “É preciso parar de tomar decisão com base em achismo, mas sim com base em evidências”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade de as organizações aderirem ao People Analytics, ele foi categórico: “A questão não é mais o ‘se’; e sim o ‘quando’”. No setor público, não é diferente. Thiago comentou que muitos órgãos não sabem, mas que já fazem essa coleta de dados ainda de forma incipiente. A Receita Federal, por exemplo, mapeou as competências e o perfil de cada servidor, dentro de cada localidade. “Se um deles não está mais entregando a contento, não é por falta de dados, mas sim de gestão. É só cruzar esses dados para compreender a situação e mudá-la”, afirmou. Por meio do People Analytics, é possível, ainda, identificar o grau de absenteísmo no trabalho, principalmente ligados à saúde mental dos colaboradores. “Se o suporte cai, o absenteísmo aumenta”, disse. O suporte estava bom, mas cai e ao mesmo tempo o absenteísmo aumenta. “Sem dados, ficamos à deriva. Esse é o futuro de toda organização. A época do achismo já morreu”, falou. A live está disponível, na íntegra, no IGTV do CFA em: www.instagram.com/cfaadm. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Precisamos combater o racismo

George Floyd era um afro-americano de 46 anos que buscava mudar de vida. Saiu da sua cidade natal –  Houston, no Texas – em busca de emprego. Foi morar em Minnesota e chegou a trabalhar como segurança de um restaurante na cidade de Minneapolis. Mas, por causa da crise causada pela Covid-19, Floyd ficou desempregado. Infelizmente, dias depois de perder o emprego, ele também perderia a vida por causa do racismo. Ele foi duramente abordado por policiais, pois era suspeito de tentar usar uma nota falsa de U$$ 20,00. Mesmo após algemá-lo e imobilizá-lo de bruços no chão, o policial Derek Chauvin ajoelhou sob pescoço de Floyd. Insistentemente ele pedia “por favor, não consigo respirar”. Aos poucos ele fica completamente imóvel e, ainda, sim, o policial manteve-se ajoelhado por mais quatro minutos em cima dele. O final, o mundo inteiro já sabe: George Floyd morreu por asfixia. Também conhecido como “o bom gigante”, Floyd deixa uma filha de 6 anos. Em manifestação, nos ombros do melhor amigo do pai, ela disse sorrindo: “Papai mudou o mundo!”. O assassinato de George Floyd foi algo terrível e perturbador. Impossível não ficar consternado com os vídeos da abordagem policial que, rapidamente, viralizaram na internet. Floyd era um homem comum, não hesitou com a abordagem policial, não resistiu. Ainda sim, foi morto brutalmente e teve seu pedido de socorro negado por várias vezes. Ele foi assassinado simplesmente por causa da cor da sua pele. Sim, em pleno século XXI ainda precisamos falar sobre racismo. Até quando pessoas negras terão seus direitos violados por causa da cor? Não é preciso ser negro para ficar indignado com essa situação: basta ser humano! O caso de Floyd foi a gota que faltava e fez reacender a história de violência contra negros. As manifestações de repúdio à morte do “bom gigante” são absolutamente legítimas e servem para nos lembrar que devemos repudiar qualquer tipo de discriminação. Por isso, o Conselho Federal de Administração (CFA), em nome de todo o Sistema CFA/CRAs, reforça, mais uma vez, o seu total repúdio ao racismo e a discriminação. No CFA, as vidas negras – e de todas as outras cores – importam! Nossa tolerância é ZERO para este tipo de absurdo e nos solidarizamos com a população negra, no Brasil e no mundo, que, infelizmente, ainda precisa enfrentar o mal do racismo. Ao racismo, dizemos basta! Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração

Hoje é o Dia do Profissional de RH!

Gerenciamento de pessoas, administração de pessoal ou gestão de talentos. Estas são algumas das denominações dadas aos profissionais de Recursos Humanos, que têm como função alinhar e conscientizar os funcionários em torno dos objetivos da empresa e, ao mesmo tempo, deixá-los motivados e qualificados para encarar os desafios do mercado e de suas próprias carreiras. Hoje é o Dia do Profissional de RH, mas você sabe por quê? No dia 3 de junho de 1976 foi fundada a WFPMA (World Federation of People Management Associations), data que foi absorvida por todas as federações internacionais como o dia em homenagem ao profissional de Recursos Humanos. No Brasil, a data foi concretizada pelo então fundador da extinta Associação Paulista de Administração de Pessoal – hoje ABRH-SP –, Genézio Lucone. No meio corporativo brasileiro, a área de RH começou com uma função muito operacional, pois lidava exclusivamente com departamento pessoal, recrutamento e seleção e remuneração. Mas, ao longo dos anos, foi evoluindo para um setor muito mais estratégico aos negócios das organizações. “O profissional de RH tem um valor importantíssimo, pois sem ele a empresa perde as rédeas da gestão de pessoas, enfraquecendo a motivação e engajamento do capital humano”, explica Elaine Saad, vice-presidente da ABRH Nacional. Ser um atuante em RH é, acima de tudo, gostar de gente. Parabéns a todos os profissionais de Recursos Humanos!

Home office e o futuro do trabalho pós-pandemia

Trabalho remoto já existia, mas a experiência forçada pela Covid-19 e o isolamento social agradou profissionais de vários segmentos. No Brasil, a modalidade elevou a economicidade e a produtividade no setor público O Brasil já está há mais de 70 dias em quarentena. Alguns estados começaram a flexibilizar o isolamento, outros foram mais rígidos e apostaram no lockdown para frear a disseminação do novo coronavírus. Diante da indefinição do fim das restrições, tanto aqui quanto em boa parte do mundo, muitas empresas decidiram manter o home office por tempo indeterminado. Grandes organizações como o Google e o Facebook, por exemplo, já anunciaram que ficarão em teletrabalho até o fim do ano. Recentemente, a Fundação Dom Cabral (FDC) e a consultoria e auditoria Grant Thornton ouviram 705 profissionais de 18 estados brasileiros e constataram que 54% deles querem continuar em home office após a pandemia. O estudo mostrou, ainda, que quase 40% perceberam que a produtividade em casa é semelhante àquela do trabalho presencial. A empresa de telecomunicações OI também fez um levantamento entre seus colaboradores. Dos 11 mil funcionários, 10.400 responderam à pesquisa. Destes, 78% querem continuar em trabalho remoto após o fim da pandemia. Um outro estudo feito pela ISE Business School revelou que 80% dos gestores gostaram do home office. A pesquisa mostrou, ainda, que 60% dos entrevistados sentiram que o teletrabalho ajudou a melhorar a eficiência e a produtividade. Além disso, a nova forma de trabalhar ajudou a desenvolver competências como flexibilidade, resiliência e autodisciplina. No setor público, o governo federal deu início a uma pesquisa com o servidores para avaliar como tem sido o trabalho remoto durante a pandemia. O estudo está sendo feito pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia (SGP/ME). A pesquisa no setor público faz parte de um estudo conduzido mundialmente pelo Center for Advanced Hindsight (CAH) da Duke University, em conjunto com a Harvard Business School e a Kayma, e é liderada por Dan Ariely, um dos principais especialistas em economia comportamental do mundo e autor de três best-sellers do New York Times. Por meio do levantamento, o governo federal terá informações que poderão ajudar nas futuras políticas de trabalho remoto. Pioneirismo na Administração Pública Federal Pouca gente sabe, mas o home office não é novidade no setor público. Muito antes da pandemia, alguns órgãos já tinham políticas de teletrabalho. É o caso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Em 2015, o Tribunal implantou o projeto-piloto do home office. Na época, a iniciativa teve a  adesão de 75 servidores e durou 18 meses. Os resultados foram tão surpreendentes que, em março de 2017, a implantação definitiva do teletrabalho foi aprovada pelo Tribunal Pleno do TJDFT. Além da economia, a supervisora do Serviço de Autuação de Processos Oriundos da 1ª instância do TJDFT, Mônica Esmeraldo de Lucena Oliveira, explica os benefícios que o teletrabalho trouxe para o Tribunal. “O servidor trabalha mais satisfeito, pois suas prioridades são atendidas, ficando a seu critério o horário de trabalho”, disse Mônica, destacando que o trabalho remoto também aumentou a produtividade. Na Controladoria Geral da União (CGU), o teletrabalho faz parte do Programa de Gestão de Demandas (PGD), implementado em 2015. A iniciativa foi premiada no Concurso Inovação da Enap, em 2019, não só por aumentar a produtividade e promover economia de mais de R$ 8 milhões, mas também porque trouxe mais qualidade de vida aos servidores, motivação, entre outros. Teletrabalho premiado O teletrabalho mudou a vida do analista judiciário do TJAM, Luis Lima. O Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) também aderiu ao home office muito antes da pandemia. A modalidade foi autorizada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2016 e, no ano seguinte, o Tribunal amazonense lançou o “Programa de Teletrabalho”. Atualmente, já são 100 servidores inseridos na iniciativa. Em 2019, a média de produtividade ficou 170% acima do esperado quando comparada ao desempenho das equipes presenciais. Os altos índices alcançados renderam reconhecimentos importantes. Um deles foi o prêmio de melhores práticas em gestão de pessoas do Poder Judiciário brasileiro, na categoria “Planejamento em Gestão de Pessoas”, concedido pelo CNJ. O “Programa de Teletrabalho” amazonense também foi reconhecido pelo “Prêmio Guerreiro Ramos de Inovação Pública”. A iniciativa do TJAM ficou em segundo lugar na premiação concedida pelo Conselho Federal de Administração (CFA). O analista judiciário do TJAM, Luis Henrique de Sousa Lima, aderiu ao programa de teletrabalho em 2018. Ele comenta que o trabalho em casa mudou a sua vida. Por conta de uma condição degenerativa na coluna, Luis tinha muitas crises que o afastava com frequência do trabalho. “Isso não estava sendo bom, nem para mim nem para o Tribunal porque eu sentia que poderia render muito mais”, conta o analista. Em teletrabalho, Luis explica que não precisa ficar tanto tempo sentado. A cada uma a duas horas de trabalho, ele faz pausas para deitar alguns minutos. “Só essa medida simples, que fica fácil de fazer trabalhando em casa, já me fez tomar menos remédios e tive pouquíssimas crises. A maior vantagem é que consigo render muito mais”, comenta. Com relação a produtividade, o analista diz que seu trabalho vai muito além das seis horas. “Mas, ao final do dia, a sensação que eu tenho, é de que eu trabalhei muito menos. Para mim, tem sido muito vantajoso”, afirma. Bases legais Priscila é auditora da CGU Para implementar o PGD, a auditora federal de Finanças e Controle da CGU e gerente do Escritório de Projetos, Priscila Escórcio de França Diniz, explica que não foi preciso fazer nenhuma alteração na Lei n.º 8.112, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos. “Ela não fala sobre modalidade de trabalho. O que fala sobre modalidade de trabalho para efeitos de administração pública federal, autárquica e fundacional, é o Decreto n.º 1.590 de 1995, que permite a instituição, por meio de um ministro de Estado, de um programa de gestão orientada a resultados, que é de onde sai um pouco do conceito de teletrabalho para servidores públicos”, explica. Quando o servidor

Conheça os prós e contras da carreira nesses dois setores

Para fazer uma escolha assertiva, profissional precisa avaliar os lados positivos e negativos de cada um Uma das maiores dúvidas dos estudantes de graduação com relação a carreira é: trabalhar na área pública ou privada? Perdidos entre esses dois caminhos, muitos fazem uma escolha sem pensar nas consequências. Mas, afinal, como tomar uma decisão mais assertiva nessa situação? Segundo o administrador Antônio Yared Lima, esses são dois mundos completamente diferentes. “A decisão depende muito do perfil do profissional, do ambiente onde ele vive e as relações familiares, por exemplo se a família já tem empresas. Esse fato terá grande influência na decisão”, explica. Adm. Antônio Yared Lima Antônio conta que veio de uma família empreendedora e, logo após finalizar a graduação em Administração, sonhava em atuar em uma grande empresa e aplicar todos os conhecimentos adquiridos no curso. Fazer carreira no serviço público não estava nos planos do administrador. De acordo com ele, na década de 1990 o setor sofria com escândalos de corrupção, hiperinflação, impeachment, entre outros. Contudo, com a falta de oportunidades na iniciativa privada, ele decidiu dar uma chance a carreira pública e fez um concurso. Hoje, Antônio é analista em Planejamento e Orçamento do Governo do Amapá. “Desde então, sempre me dediquei, procurei inovar e implantar as ferramentas e técnicas da Administração”, afirma. Rafael Rocha fez o caminho contrário. Começou a carreira como empregado público, mas o emprego estável em um banco não lhe trazia satisfação pessoal. Decidiu, então, sair para se dedicar ao seu sonho de propagar e difundir a mentalidade empreendedora no Brasil. Ele criou um programa que ajuda outros empreendedores a aumentar o alcance dos negócios por meio do marketing de conteúdo. Rafael Rocha largou o serviço público e foi empreender. Atualmente, Rafael é infoprodutor e mentor de empreendedores. Ele acredita que o empreendedorismo é a chave para uma vida completa e extraordinária. “O ser humano é co-criador da natureza. Fora do empreendedorismo não passamos de animais domesticados”, afirma. Prós e contras Antônio diz que a grande vantagem do serviço público é a remuneração salarial, que é maior em torno de 30%. Outra vantagem, segundo ele, é a estabilidade no emprego uma vez que, no Brasil, as avaliações de desempenho não possuem o mesmo rigor para o desligamento quanto no setor privado. “Por outro lado, a desvantagem da área pública é que não há a possibilidade de ganhos extras como bônus por produtividade, bônus por alcance de metas individuais e coletivas, participação nos lucros e outros benefícios que o setor privado concede”, comenta. O administrador diz, ainda, que a iniciativa privada, além dos benefícios de reconhecimento e recompensa por meritocracia, o setor “possibilita ao profissional mais liberdade de atuação e aplicação da sua criatividade devido ao alto grau de competitividade nos ambientes interno e externo, ou seja, o mercado”, explica. Por onde começar? Tanto no serviço público quanto no privado, o profissional precisa estar ciente de que enfrentará muitos desafios. Os avanços tecnológicos, as mudanças sociais, a Revolução 4.0 e a rapidez das transformações mundiais tornam o ambiente de trabalho mais vulnerável, incerto, complexo e ambíguo. “Se desejar ingressar no setor público, inevitavelmente, esse profissional deve se preparar/estar preparado para prestar um concurso público, já que a lei restringe o ingresso sem a devida seleção legal”, ensina Antônio. Mas se o foco é a área privada, o caminho a ser trilhado é outro. De acordo com o administrador, a rotina também exige estudo e atualização constante. “Para ter destaque, é necessário conhecer o máximo sobre sua área de atuação, bem como a organização em que atua. Dessa maneira, é possível ampliar a visão de mundo, melhorar sua comunicação, além de dominar as qualificações da profissão. O conhecimento é o maior diferencial competitivo na era da informação. De 120%, saiba escutar, organize-se e tenha uma postura positiva”, diz o diretor do Conselho Regional de Administração do Amapá (CRA-AP). Antônio continua com um pé na área privada. O administrador é especialista em gestão empresarial, empresário e consultor de empresas. Com experiência nos dois setores, ele avalia: “Sem dúvida, o setor privado é bem mais desafiador devido à dinâmica do mercado, a competitividade entre as pessoas e o acirramento da disputa entre as empresas. No setor privado, é necessário muito mais esforço para alcançar as metas e as cobranças são maiores”, finaliza. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

SUSTENTABILIDADE, ÉTICA E LUCRO PÓS-PANDEMIA

SUSTENTABILIDADE, ÉTICA E LUCRO PÓS-PANDEMIA Uma análise sobre os conceitos de Sustentabilidade, Ética e Lucro, no sentido prático, é pertinente em tempos complexos, com o objetivo de propor a reflexão na evolução dos atos, de forma permanente, a fim de contribuir com as gerações futuras, para que possamos entender a mudança nos hábitos que a pandemia promoveu na população. Ao questionar e repensar o caminho que se pretende seguir daqui para frente, levando em consideração que o isolamento social esgotou o tempo essencial de cada um que pode variar entre 20 e 25 dias, e propõe nos levar a mudar efetivamente, rumo a uma prática sustentável e ética, ao valorizar coisas pequenas e corriqueiras do dia a dia. A reflexão das necessidades em detrimento do essencial ou do impulso, ao acúmulo de itens sem necessidade, ao qual a humanidade vem exposta ao longo dos últimos anos, ao que destrói o ambiente físico do que destrói o ambiente social, o olhar tornou- se questionador. Teremos, a partir de agora, três modelos, de grupos sociais, retornando ao mercado consumidor: O primeiro grupo será constituído daqueles que tentarão continuar com a vida de antes, porém com barreiras pessoais e gerais que objetivem conter o impulso. O segundo grupo estará voltado para o consumo sustentável e ético e para ações que tenham propósitos sociais, econômicos, ambientais e espaciais. O terceiro grupo, constituído das duas categorias acima, tentará desenfreadamente recuperar o tempo perdido, mas será tomado por ações reflexivas e conscientes. As mudanças acima relatadas impactarão surpreendentemente algumas empresas, baseadas em pesquisas que demonstram claramente a busca por ações conscientes, que nos levam a pensar sobre a combinação ideal: sustentabilidade x ética x lucro. Algo que não é uma tarefa fácil, mas é parte do novo processo de transformação empresarial. Ao conjunto de modelos morais, que norteiam e alicerçam o comportamento da humanidade, no mundo dos negócios e na sociedade, nomeamos de Ética. Hoje, trava- se um desafio avassalador, diante dos diversos paradigmas destruídos pela pandemia, movidos por interesses particulares e critérios específicos. A prática da Ética, ao deixar o lado filosófico e partir para o lado prático, é o exercício de um conceito da conduta diária, relacionada ao comportamento, entender que Ética deve abranger pactos para consigo e os demais, além de compromissos a serem cumpridos por todos, dentro do contexto permanente para que ações perdurem no tempo e beneficiem gerações atuais e futuras, vem de encontro com o conceito de Sustentabilidade. A necessidade não só da sabedoria dos livros, mas da reflexão, resultante das escolhas e decisões diante de riscos e impactos associados, podem vir a assegurar a sobrevivência da humanidade já que a Ética Empresarial assegura a sobrevivência da Empresa. A Ética Social assegura a sobrevivência da sociedade, e a unificação de ambas, numa relação sistêmica, poderá revigorar o bem comum. Segundo Heinberg (2007, p. 1), o entendimento do termo sustentável é simples: “aquilo que pode ser mantido ao longo do tempo”, em consonância com Ética, pode- se afirmar que ações contrárias, não podem ser mantidas ao longo do tempo, o que pode resultar possivelmente é gerar uma sociedade sem parâmetros, norteada pelo caos, o que a deixará doente, sem possibilidade de funcionar. Se olharmos para o conceito de Heinberg a Sustentabilidade é a chave de como a Sociedade irá suprir sua necessidade de preservação, para com os valores que possam abranger uma cadeia de sucesso em benefício da sociedade e do meio vivido. A Pandemia mudou a vida das pessoas, físicas e jurídicas, de uma forma tão rápida quanto o inesperado vírus que se propagou pelo planeta, pensar de maneira individual é competir uns com os outros. Nos dias de hoje o modelo é o coletivo, ou seja, cooperação, portanto a mudança cultural no modo das empresas agirem com doações, preservação das vagas de trabalho, novas propostas de atuação no âmbito de pensar no próximo vão aumentando cada vez mais na criação de um novo modelo de sociedade que provavelmente irá emergir após a pandemia. Converter um modelo de negócio sustentável, ético e lucrativo já era complexo, nos dias atuais será ainda mais, um grande esforço sob todos os âmbitos será necessário. As empresas estão atentas às novas tendências, necessidades e interesses dos consumidores. O processo está acontecendo gradativamente por todos os lados e o desejo consciente ainda corre grande risco do julgamento das mídias sociais que atuam como um tribunal de exceção, onde não existe o contraditório, a defesa e muito menos o ético, que passa distante daqueles que se julgam com intelecto possível de opinião final e certa. Portanto, é preciso estarmos conscientes que podemos nos reinventar a partir da Pandemia, ao trazer parâmetros que contribuirão para gerações e empresas futuras engajadas de forma consciente e transparente, pretende- se assim demonstrar liderança que criem valores, solidificando a vantagem de negócio sustentável, ético e lucrativo. * as opiniões relatadas no artigo são exclusivas do autor (a) “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”

CFA dá início a campanha de atualização cadastral

Profissionais precisam procurar o CRA para atualizar seus dados e, assim, estarem aptos para participar das Eleições do Sistema CFA/CRAs deste ano Em outubro, o Conselho Federal de Administração (CFA) realizará as eleições do Sistema CFA/CRAs. O pleito de 2020 renovará 1/3 dos conselheiros federais e regionais. Para que possam votar, os profissionais de administração registrados precisam atualizar seus dados cadastrais junto ao Conselho Regional de Administração (CRA) da sua jurisdição. Segundo o conselheiro federal e coordenador da Comissão do Processo Eleitoral do CFA, Hércules Falcão, essa etapa é muito importante, pois é por meio dela que o CRA formará o Colégio Eleitoral. “Estarão aptos a votar apenas aqueles profissionais de administração que estiverem em dia com suas obrigações junto ao Regional. Por isso, é necessário manter os dados atualizados”, afirma. Para atualizar os dados, o profissional de administração precisa procurar o seu CRA onde possui o registro principal. “Ele tem até 14 de agosto para fazer essa atualização”, diz Hércules. Em live realizada pelo CFA, o coordenador ressaltou a importância de participar do processo eleitoral do Sistema CFA/CRAs. “O voto, além de ser um dever do profissional da Administração é principalmente um direito democrático de escolher quem vai conduzir o seu Conselho pelos próximos anos. Por meio do voto, o profissional concretiza o exercício da soberania popular”, explica. Todos os profissionais registrados e em dia com o CRA podem votar. Para ser candidato, é preciso ser administrador ou tecnólogo com dois anos, no mínimo, de registro profissional em CRA. Clique aqui e tenha acesso a lista de endereço e telefones dos 27 Conselhos Regionais de Administração. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Covid-19 acelerou transformação digital do governo

Para Wesley Vaz, o país precisa de administradores que possam decidir com base em evidências e que não tenham medo de repensar seu trabalho com o uso tecnologia Como será a gestão pública pós-pandemia? Como os governos têm se preparado para esse momento? Essas e outras questões foram respondidas na live que o Conselho Federal de Administração (CFA) realizou no fim da tarde desta terça-feira, 26. Na ocasião, a jornalista Elisa Ventura conversou coma o secretário de Gestão de Informações para o Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Wesley Vaz. Já no início do bate-papo, Wesley comentou que a crise da Covid-19 colocou todos no mesmo barco. “É a primeira vez, em muito tempo, que os governos têm um problema único que é combater essa doença”, disse. Mas ele lembrou, contudo, que muitos projetos engavetados há anos acabaram sendo executado. “As coisas estão acontecendo. Tudo é acessório quando se tem um problema dessa gravidade para resolver”, afirmou. A digitalização do governo não começou por causa do coronavírus, mas o especialista diz que ele acelerou muitas ações das estratégias previstas para serem desenvolvidas ao longo de dois anos. Como exemplo, ele citou o aplicativo que a Caixa Econômica Federal criou para receber os pedidos do auxílio emergencial e facilitar a vida das pessoas que dependerão do recurso durante a pandemia. Apesar disso, o país precisa, segundo Wesley, enfrentar a dificuldade da inclusão digital de muitos brasileiros. “Isso vai dificultar o acessos dessas pessoas aos serviços digitais que o governo quer oferecer”, alertou, ressaltando que os governos “não estão preparados para a digitalização” e que é necessário “reconhecer que a tecnologia é uma aceleradora de soluções”. “Precisamos de administradores que possam decidir com base em evidências, que não tenham medo de repensar seu trabalho com o uso tecnologia”, falou Wesley. Além disso, ele comentou que a transformação digital não é sobre tecnologia, mas é “sobre mudar cultura e comportamentos”. “O gestor precisa ficar mais atento para tomar decisões assertivas”, destacou. Nesse caso, não há uma corrida para compras de tecnologias. “O que estamos fazendo é nos exercitar em como tratar um problema que a gente não estava preparado para resolver e isso só é possível com profissionalismo”, ressaltou Wesley. Dicas infalíveis Para quem quer sair na frente, Wesley recomenda três caminhos: alfabetização de dados, liderança servidora e buscar ser especialista nos problemas que quer resolver. No primeiro caso, o gestor precisa ter a capacidade de ler, entender, criar e comunicar dados como informação, usando-os para tomar as melhores decisões. Já o líder servidor é aquele que vai fazer a equipe crescer com propósito e olhar para cada colaborador de forma individualizada, valorizando as ideias, as contribuições dos colegas para estabelecer uma cultura de confiança e respeito. E, para resolver um problema, Wesley diz: “Quanto mais a gente se aprofunda no problema, maior é a chance de achar a solução”. “Os gestores têm que se assumir resolvedores de problemas. O gestor é tomador de decisão. Não pode decidir por decidir. É preciso ter atitudes com base em dados”, ensinou. Por fim, o entrevistado falou que a pandemia trouxe a oportunidade para revisitar o que é importante, seja na vida pessoal ou profissional. “Não vamos sair igual entramos e isso vai afetar a carreira em alguma medida. Precisamos estar serenos para compreender isso e seguir em frente”, finalizou. Perdeu a live? Ela está disponível no IGTV do CFA no Instagram: www.instagram.com/cfaadm/. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Não ao PL 1263/2020!

Projeto enfraquece a proteção da sociedade em meio a pandemia O Brasil e o mundo lutam contra o tempo para combater um inimigo invisível, porém letal e contagioso. Além de ceifar vidas, o coronavírus trouxe muitos prejuízos econômicos sem precedentes na história. Contudo, se não bastasse a guerra para eliminar a Covid-19, os conselhos das profissões regulamentadas do nosso país precisam enfrentar ameaças gravíssimas que colocam em risco toda a sociedade. Em plena pandemia, os conselhos profissionais sofreram um novo ataque: o Projeto de Lei n.º 1.263/2020, de autoria do deputado federal Júnior Mano (PL-CE). A proposta do parlamentar é acabar com a anuidade neste ano e, em 2021, reduzir o pagamento da contribuição em 50%. De acordo com a justificativa do deputado, a medida visa beneficiar os profissionais que foram prejudicados economicamente com a pandemia. Ora, mas tão logo o Brasil entrou em quarentena, todos os conselhos profissionais, sensíveis à situação que a Covid-19 trouxe para o Brasil e o mundo, adotaram medidas que visam acolher aqueles que estão em dificuldade nesse momento delicado da história mundial. O CFA, assim como os demais conselhos, prorrogaram o prazo para o pagamento das suas anuidades 2020 adequando-as às realidades pandêmicas. Além disso, o CFA criou uma campanha que visa oferecer consultoria gratuita para micro e pequenos negócios. Essa rede solidária já conta com mais de 350 administradores registrados engajados para ajudar empreendedores que estão em dificuldade por conta da crise causada pelo coronavírus. Por mais que o parlamentar tenha criado o PL com boas intenções, a proposta é um insulto aos conselhos profissionais. Ao defender o fim da anuidade 2020, o deputado prejudica diretamente o trabalho dessas autarquias. Afinal, sem recursos para realizar a fiscalização, quem vai proteger a sociedade dos maus profissionais? Os conselhos profissionais precisam da anuidade para garantir, por exemplo, que um profissional da saúde – médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros – esteja habilitado para realizar determinado trabalho. Imagina, em plena pandemia, profissionais sem qualificação atuando e colocando em risco a vida de milhões de pessoas! Pensem, ainda, nas obras sem responsável técnico habilitado ou nas milhões de empresas que possam vir à falência pela ingerência de um profissional sem o registro. Casos não faltam! Para se ter ideia, o Brasil tem 31 conselhos profissionais, todos criados por Lei para proteger a sociedade dos maus profissionais. Imagina, então, o tamanho do perigo que o PL do deputado Júnior Mano traz para o país. É por isso que, como coordenador do “Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas” e presidente do CFA, venho manifestar total repúdio a este projeto. Ratifico, ainda, o nosso compromisso com os profissionais que estão sofrendo com a crise. Entre as medidas de enfrentamento ao coronavírus estão ações que visam acolher a todos nesse momento de dificuldade. O PL entrará na pauta de líderes na próxima terça-feira, 26. Estamos mobilizando lideranças de bancada e parlamentares para evitar que essa tragédia tenha concretude parlamentar. Os conselhos profissionais não podem parar. É tempo de empatia! Estamos todos no mesmo barco, em uma tempestade sem data para acabar e com um futuro cheio de incertezas a nossa espera. E, nunca é demais lembrar: essa é uma crise global e, para sobrevivermos a ela, ninguém pode soltar a mão de ninguém. Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração (CFA) Coordenador do Fórum dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas (Conselhão)

Falta de saneamento piora o combate ao coronavírus

Capitais sem rede de água e esgoto lideram ranking de mortes por Covid-19 Mesmo com isolamento e distanciamento social e lockdown, algumas capitais brasileiras enfrentam uma barreira no combate ao coronavírus: a falta de saneamento básico. Estudo realizado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia revelou que a mortalidade por Covid-19 é maior naquelas capitais onde a coleta de esgoto e o tratamento e abastecimento de água são precarizados. Fonte: G1 De acordo com dados preliminares, Belém, Manaus e Fortaleza são as capitais com maior  número de mortes por falta de saneamento básico. Para se ter ideia da gravidade do problema, essas três cidades têm menos de 40% do esgoto tratados. O estudo reuniu dados do Ministério da Saúde, do Instituto Trata Brasil e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a diretora de Estudos e Projetos Estratégicos do Conselho Federal de Administração (CFA), Gracita Barbosa, quando o governo investe em saneamento, ele economiza na saúde. Ela lembra, ainda, que a falta de coleta de esgoto também favorece a proliferação de outras doenças como dengue, zika e chikungunya. “Fica complicado as pessoas seguirem as orientações de higiene para conter a transmissão do coronavírus quando elas não têm água tratada em suas torneiras”,explica. Para superar esse antigo problema brasileiro, a diretora do CFA fala que é preciso investir em gestão profissional. “O país estagnou nessa área e, enquanto não criar políticas públicas sérias para resolver essa questão, o Brasil não alcançará as metas previstas no Plano Nacional de Saneamento Básico”, alerta Gracita. Retrato das capitais mais afetadas Segundo dados do Sistema CFA de Governança, Planejamento e Gestão Estratégica de Serviços Municipais de Água e Esgotos, o CFA-Gesae, o índice de tratamento de esgoto em Belém é de 9,05% e apenas 13,56% da população tem acesso a esse serviço. Na capital do Pará, os casos de  Covid-19 estão em alta. Para se ter ideia, até as 13h do último dia 23 de maio, a Secretaria Estadual de Saúde do Pará confirmava 23.622 diagnósticos da doença causada pelo novo coronavírus, com 2.100 mortes. Fonte: CFA-Gesae Em Manaus, a situação não é diferente. Apenas 12% da população da capital tem acesso a tratamento de esgoto. Sem saneamento básico, a cidade é uma das que mais sofrem para mitigar o avanço da Covid-19. Em todo estado do Amazonas, dos 29.867 casos confirmados até o dia 24 de maio, 13.881 são de Manaus (46,48%) e o município teve, até o momento, 1.182 óbitos em razão da doença. Fonte: CFA-Gesae Já na capital cearense, o índice de coleta de esgoto é de 58%. Na cidade, mais de 3 milhões de moradores ainda sofrem com a falta de água encanada. Enquanto não supera a falta de saneamento, Fortaleza segue com altos índices de Covid-19: até o momento são mais de 20 mil pessoas com a doença e mais de 1.600 mortes. Fonte: CFA-Gesae O CFA-Gesae é um estudo feito pelo CFA cujo objetivo é oferecer aos municípios um sistema de governança e planejamento estratégico de serviços públicos de água e esgoto. A ferramenta traz dados dos mais de 5 mil municípios e dos estados brasileiros. Com os índices fornecidos pelo CFA-Gesae, os gestores podem repensar suas políticas públicas na área de água e saneamento. “Ele oferece aos municípios um sistema de governança e planejamento estratégico de serviços públicos de água e esgoto”, explica Gracita. Para saber mais acesse: www.gesae.org.br. Para consultar os gráficos, utilize “login: publico” e “senha: publico”. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Liderança e Janela de Oportunidade em tempos de Pandemia

Um outro dia, depois de um período de quarentena, um diretor de empresa comentou que, ao chegar em casa, quando seus filhos escutavam o barulho da porta do apartamento, diziam à mãe: “Acabou a brincadeira, o papai chegou”. Disse que, sem perceber, transferiu para casa a mesma “energia” que utilizava para a entrega de resultado no trabalho, passando a tratar os filhos como “chefe” e não como pai. Felizmente, hoje as coisas estão bem diferentes. Somente a liderança que valoriza pessoas e que tem consciência de que “tem gente atrás do crachá”, é que consegue estabelecer a cultura de respeito e valorização do ser humano nas organizações. Quando pessoas são respeitadas e reconhecidas, passam a perceber que o trabalho vai além de tarefas que executam. Elas aumentam o senso de pertencimento, e se dão conta de que fazem parte de uma equipe que coopera e empenha-se na realização de algo. Esse período de Pandemia e muita gente em ‘Home Office’, ajudou. Uma premissa para tornar-se, e manter-se bom líder, é demonstrar interesse genuíno pelas pessoas. Algo que não depende do que estudou, nem de formações e certificações que fez, mas de vontade e atitude, buscando reconhecer pessoas pelo que são e pelo que fazem. Imagine como seriam os banheiros do local de trabalho sem pessoas para cuidar deles. Você já parou pra dizer: “- Muito obrigado pelo importante trabalho que realiza aqui na empresa. Sem você esse lugar seria uma bagunça.”? Algo simples e rápido, mas precioso e importante para quem ouve. A crise gerada pela Pandemia da Covid-19, me parece uma Janela de Oportunidade, ou seja, você deixa de fazer uma atividade que poderia lhe dar um retorno (ler um livro, fazer um curso, trabalhar mais em um projeto pessoal, etc) para perguntar aos seus pares na empresa, no condomínio, no bairro: O que está acontecendo? Como posso ajudar? Quem já me ouviu falar sobre liderança, certamente escutou que “sem confiança não existe liderança”, já que liderança pressupõe relacionamentos, e sem confiança esses relacionamentos se tornam superficiais e descompromissados. E quando pensamos em confiança, podemos encontrar vários caminhos que facilitam a sua construção, mas todos dependerão de como nós aproveitamos as “janelas de oportunidade”; momentos em que precisaremos escolher entre virar as costas para as necessidades do outro, ou agir para demonstrar interesse genuíno por ele. Em outras palavras, momentos em que precisaremos decidir entre fechar as “janelas de oportunidade” e quebrar a confiança, ou abri-las, construindo-a. Crise da Pandemia, crise do Corona Vírus, crise da Covid19 … estas talvez tenham sido as palavras mais citadas no mundo ao longo dos últimos meses desde a crise de 1929. A Janela de Oportunidade aqui, é o cenário positivo no meio do CAOS. São algumas poucas empresas ou mesmo líderes, que diante de incertezas e cenários nada animadores dizem: “Reconhecemos que existe uma crise pela pandemia, mas decidimos que não iremos participar dela.” Pensar, sentir e agir a partir desta crença, possibilitou uma ampliação da visão, fortalecimento da missão e alinhamento do propósito, além de novas formas de pensar sobre gestão de pessoas e negócios. O aprimoramento de competências e novos comportamentos foram determinantes para a criação e ampliação de novos mercados, melhoria nas relações com parceiros, e tornar os produtos, processos e serviços mais criativos e inovadores, além de mais acessíveis. Toda crise gera “uma lição a ser aprendida”. O que a pandemia atual está nos trazendo como lições a serem aprendidas? Tão importante quanto solucionar a crise é aprender com ela. Caso este aprendizado não aconteça, novas e conhecidas “crises” surgirão, até que a lição seja aprendida. Não vivemos em um tempo difícil, mas em um tempo diferente. As pessoas podem e devem ampliar a sua consciência da nova realidade e se adequar a ela, entendendo claramente que novos problemas e oportunidades exigem novas maneiras de pensar e agir. Adm.Richard Maturana “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”

Profissionais de Administração: o terceiro setor precisa de vocês

Demanda por gestão profissional nesse segmento é grande. Apesar de as ações estarem voltadas para causas sociais e filantrópicas, a administração nesse setor deve ser profissional e planejada para gerar resultados O curso de Administração sempre está no topo da lista das profissões mais procuradas pelos estudantes há anos. No Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação (SiSU/MEC), essa graduação é uma das mais concorridas do país, pois ela dá uma visão ampla do mercado de trabalho. Os jovens que buscam esse curso terão várias áreas para atuar como Recursos Humanos, Finanças, Marketing, entre outras áreas da Administração. Contudo, boa parte dos cursos de bacharelado em Administração capacitam os alunos para atuarem em grandes empresas. Outros estimulam o empreendedorismo e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas. Mas há um segmento pouco divulgado e com grande potencial de atuação para estudantes de Administração: o terceiro setor. Valdinei é administrador e tem larga experiência com Gestão no Terceiro Setor. O Brasil tem cerca de 250 mil organizações fundacionais e associativas do chamado terceiro setor. “Elas têm inúmeros profissionais que trabalham para ela, se configurando um processo de gestão e um nicho de mercado para o administrador”, explica o vice-diretor de Administração e Finanças do Conselho Regional de Administração de Goiás (CRA-GO), Valdinei Valério. Missão social Para entender o que é o terceiro setor, o estudante precisa saber quem são os outros setores. O primeiro é o público, focado em prover as atividades e políticas públicas. Já o segundo setor é o empresarial, cuja função é a produção de bens e serviços com intuito de gerar riquezas e lucros. O terceiro setor, por sua vez, tem fins públicos e não lucrativos. Ele é composto por associações da sociedade civil – associativas ou fundacionais – criadas para resolver um problema social. A Fundação Bradesco, por exemplo, oferece serviços educacionais de excelência para comunidades de baixa renda. Uma das principais características das associações ou fundações do terceiro setor é a quantidade de colaboradores, sejam voluntários ou remunerados, todos sob um regime de gestão próprio. “Eles têm uma especificidade, pois contam com legislação própria, precisam prestar contas para o governo ou iniciativa privada”, explica Valdinei. Entre os principais desafios do terceiro setor está a escassez de dinheiro. Essas instituições vivem com recursos oriundos do governo, de doações de empresas, ou de pessoas físicas. Segundo Valdinei, a gestão eficiente é outro desafio que precisa ser superado. “Por isso eu coloco, com tanta ênfase, a participação do administrador na gestão do terceiro setor. O apoio do CFA para que possamos, também, olhar esse segmento que é tão importante, que emprega milhares de profissionais e beneficia milhares de pessoas”, defende o Valdinei. Com a pandemia da Covid-19, os desafios aumentaram. Valdinei explica que o Governo Federal soltou vários pacotes de apoio às empresas. “Até o momento, não há nenhuma sinalização de apoio para que essas organizações continuem prestando serviços comunitários. Fazendo o papel que seria do próprio estado, elas trabalham para pessoas que, de fato, têm necessidade de serem atendidas”, diz. Rede Pró-Aprendiz Valdinei dirigiu, por muitos anos, a Rede Pró-Aprendiz. A iniciativa promove a inclusão social por meio da inserção de jovens no mundo do trabalho a partir de programas de aprendizagem. Ele conta que o programa Rede facilitou a entrada de quase 5 milhões de jovens no mercado. “O programa teve um impacto imenso na sociedade”, afirmou, ressaltando que a iniciativa é um case de sucesso que ele, orgulhosamente, apresentou na Organização Internacional do Trabalho, na Suíça. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Conectar todas as coisas à rede já é uma realidade

IoT mapeia perfis de usuários e ajuda empresas a “adivinhar” o perfil dos clientes. Tecnologia é usada para direcionar produtos e potencializar ações de marketing Desde que passou a adotar o home office, as lives no Instagram passaram a fazer parte da rotina do Conselho Federal de Administração (CFA). Por várias semanas, a autarquia promoveu debates sobre vários temas ligados à Administração. O sucesso foi tão surpreendente que o Conselho decidiu realizar o “ADM Webinar”. O primeiro seminário online do CFA aconteceu na tarde desta segunda-feira, 18, e tratou do tema “Internet das Coisas e o Marketing Digital”. Mediado pela jornalista Elisa Ventura, o debate contou com a participação do especialista em Marketing Digital e e-commerce, Rafael Jakubowski; da coordenadora da Comissão de Marketing do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), Rita Borges; e do líder em vendas de Inteligência Artificial, Roberto Celestino. A abertura ficou por conta do diretor de Desenvolvimento Institucional do CFA, Diego da Costa. Ele agradeceu a participações especialistas e ressaltou que o tema é muito importante para os profissionais de administração. Roberto: “Cada vez mais as pessoas precisam ter raciocínio crítico, saber avaliar o que a tecnologia está trazendo algo significativo para elas”. O ponta pé inicial do debate foi dado por Roberto, que explicou para o público o que é internet das coisas, também chamada de IoT. Segundo ele, o conceito se refere a conectar objetos usados no dia a dia à rede mundial de computadores. Uma geladeira, por exemplo, pode ter um sistema que, conectado com a internet, avisa ao dono quando um produto está em falta ou quando chegou a hora de fazer uma manutenção preventiva. No marketing digital, a internet das coisas tem feito grandes transformações. Como exemplo, Rafael citou o Dash Button, dispositivo criado pela Amazon com o objetivo de facilitar a compra de produtos. Ele nada mais é do que um botão em que a pessoa aciona caso precise de um produto. Esse dispositivo pode estar ao lado de uma máquina de lavar e, quando acabar o sabão em pó, a pessoa aciona o botão e, em pouco tempo, o produto chega a casa do cliente. Parece loucura de um filme de ficção científica, mas por meio da internet das coisas, as empresas conseguem medir o engajamento dos seus clientes e como eles estão interagindo com o produto e, assim, conseguem planejar ações futuras. Segundo Rita, o consumidor está cada vez mais interessado em suprir suas necessidades agora. Para ela, é preciso conhecer os diferentes perfis dos consumidores para atender essas demandas. Novas softs skills Profissionais que querem levar a internet das coisas para seus negócios ou para a suas carreiras, precisam desenvolver novas softs skills. Roberto comenta que, até pouco tempo atrás, ninguém imaginava que blogueiro e youtuber seriam profissões. “Quem nasceu a partir de 2010 vai trabalhar em profissões que ainda não existem”, disse, ressaltando que as tecnologias estão transformando muitas carreiras. Rafael: “É preciso abrir a cabeça para as possibilidades que existem, tirar da cabeça o mito de que investir em tecnologia é caro”. Com a inteligência artificial, por exemplo, muitas funções manuais foram otimizadas e esse ganho de tempo é usado pelos profissionais para desenvolver outras atividades. Para Roberto, a evolução tecnológica traz mudanças significativas. “Cada vez mais as pessoas precisam ter raciocínio crítico, saber avaliar o que a tecnologia está trazendo algo significativo para elas. É um trabalho que vai exigir conhecimento que a gente ainda pouco desenvolveu”, explica. Para Rita, os profissionais estão vivendo em um mundo incerto e volátil. “Eles precisam se adaptar a essas novidades e ter agilidade para essa adaptação”, afirmou. Além disso, ela disse que o mundo está entrando em uma era pós Covid-19 e os profissionais de Marketing precisam estar prontos para as mudanças do mundo VUCA, acrônimo, em inglês de volatility (volatilidade), uncertainty (incerteza), complexity (complexidade) e ambiguity (ambiguidade). Com relação ao futuro, Rafael pontuou que, hoje, muitas escolas já ensinam programação para as crianças. Contudo, é preciso ter cuidado para não ser direcionado para dados errados. Ele citou casos de profissionais em posições estratégicas de grandes empresas americanas. A maioria não tem skills de tecnologia e, para suprir essa lacuna, eles contratam um profissional com essa habilidade para ser um aliado do CEO, CFO ou COO nessa organização. Rita: “O consumidor está cada vez mais interessado em suprir suas necessidades agora.” Ainda sobre inteligência artificial, para Rita, as empresas ainda a olham com certo tabu, mas essa é uma realidade as organizações precisam ter essa habilidade. Porém, é importante capacitar o colaborar para o uso dessas tecnologias. Roberto comentou que essas transformações estão mais latentes naquelas profissões voltadas para áreas de negócios e estão exigindo que os profissionais se adaptem a essas novas realidades. Pandemia A crise causada pela Covid-19 forçou os profissionais a viver em um mundo mais virtual, acelerando muitas das transformações digitais que eram previstas para um futuro a médio e longo prazos. Durante o seminário, eles responderam muitas questões e uma delas era referente a digitalizar negócios em tempo de crise. Para os especialistas, a pandemia estimulou as empresas a se reinventarem. “É preciso abrir a cabeça para as possibilidades que existem, tirar da cabeça o mito de que investir em tecnologia é caro”, disse Rafael. No seminário, eles também falaram sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) de estratégias para tornar o negócio mais digital de forma legal. O primeiro webinar do CFA está disponível, na íntegra, no CFAPlay. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Home office trouxe novos desafios para gestores

Comunicação e planejamento são essenciais para manter equipes engajadas. Feedbacks assertivos também ajudam a manter a motivação dos colaboradores  Muitas empresas, por conta da pandemia do novo coronavírus, adotaram o home office. A mudança foi brusca: de uma hora para outra, líderes e colaboradores precisam se adaptar à nova realidade no mundo do trabalho mesmo sem terem, em alguns casos, muita expertise. Para os gestores, o desafio é saber gerenciar equipes de forma remota. Para o empresário e CEO da Proesc.com, Felipe Góes Ferreira, nesse momento em que as pessoas estão trabalhando em casa, um dos maiores desafios é manter o engajamento das equipes. Os colaboradores precisam estar alinhados com os objetivos e os resultados da organização e motivados para ajudar a empresa a alcançar os resultados desejados. “Cabe ao gestor fazer esse planejamento e promover esse engajamento e o monitoramento sistemático dessa equipe durante esse período remoto”, diz. Habilidades necessárias Felipe usa o Scrum para manter o engajamento das equipes que estão em trabalho remoto. Para gerenciar equipes remotas, os gestores precisam desenvolver uma habilidade essencial: saber dar feedbacks. Ao perceber que alguém está fora de sintonia com o processo, esse gestor precisa ser assertivo e construtivo para ajudar esse colaborador a voltar para o trilho. “O gestor precisa desenvolver essa habilidade para saber quem está ali produzindo, dando resultados, e quem está um pouco mais disperso, ou quem as vezes está até preocupado com alguma coisa. A gente precisa entender isso a atuar de uma forma bem rápida para que todo mundo esteja bem alinhado”, explica Felipe. Planejamento essencial O gestor precisa planejar e definir tarefas. Caso contrário, alguns colaboradores podem ficar “soltos” e terem a impressão de que não há nada para fazer, mesmo a empresa tendo muitas demandas e necessidades. Felipe sugere que os líderes podem adotar a técnica de ação 5W2H, que é um “checklist de atividades específicas para criar e organizar um projeto com o intuito de realizá-lo com o máximo de clareza e eficiência”. Além de distribuir e definir as ações, ele diz que o gestor precisa monitorar os resultados das atividades. O planejamento passa, ainda, segurança para os colaboradores. “Ter segurança é importante para que as pessoas se dediquem sem aquele sentimento de ansiedade e medo”, justifica. Comunicação clara Muito antes da pandemia, boa parte das empresas já contavam com ferramentas eficientes de gerenciamento e comunicação. Contudo, em tempos de home office, Felipe ressalta a importância de definir os horários dessa comunicação. “As vezes, nesse ambiente de trabalho remoto, as pessoas podem perder um pouco a noção do tempo. É bom estabelecer algumas regras”, afirma, ressaltando também a necessidade de estabelecer canais específicos de comunicação para cada setor e a realização de reuniões periódicas para fazer o alinhamento das ações. Scrum a seu favor Na empresa do Felipe, o Scrum tem sido uma aliada para manter o engajamento das equipes, principalmente em tempos de trabalho em casa. Quem ainda não conhece essa ferramenta, ela é uma metodologia ágil para gestão e planejamento de projetos. “Todos os dias nos reunimos, por 15 minutos, para que possamos compartilhar as tarefas planejadas, as que foram entregues ou em andamento e falar das dificuldades que possam surgir”, comenta. A cada 15 dias, a equipe planeja as ações da próxima quinzena e, nessa ocasião, eles fazem uma retrospectiva do que aconteceu de bom ou ruim durante o período, trocam feedbacks e alinham a comunicação. “O Scrum é uma ferramenta que tem nos ajudado muito no gerenciamento de equipes remotas. A diferença é que já usamos isso há muito tempo e ela já faz parte da nossa cultura”, comenta o empresário. Quer saber mais sobre o Scrum? O CFA já falou desse assunto. Clique aqui e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA00

AS LIÇÕES DE UMA PANDEMIA

Anderson Luiz Michelin Mestre em Gestão estratégica das organizações, coordenador de curso da Faculdade Mater Dei, professor    do IFPR de Palmas – PR, consultor de empresas. Delegado do CRA – seccional Pato Branco – Pr AS LIÇÕES DE UMA PANDEMIA. No dia 23 de janeiro de 2020, foi decretada quarentena na cidade de Wuhan, no entanto, a doença não ficou restrita àquela localidade e espalhou-se, primeiramente, pela China, em seguida, Ásia e, assim, para outros países. Por incrível que pareça, Taiwan um pais   encostado na China, o epicentro da doença, ficou quase imune ao alastramento da doença com meros 50 casos confirmados. O que se pode observar é que as autoridades desse pais   foram rápidas em tomar as medidas necessárias. Primeiramente aprenderam com um surto que aconteceu em 2002/2003 da Síndrome respiratória aguda grave (SARS), Severe Acute Respiratory Syndrome, quando criaram um centro onde unificaram todas as informações relevantes e que ajudaram nas tomadas de decisões. Com isso conseguiram agir precocemente, sobre os efeitos nefastos da COVID-19, que estamos vendo na maioria dos países. Dessas informações, podemos tirar algumas lições que podem ajudar nossas empresas e também a nossa nação. Na ciência da Administração gerir qualquer atividade e/ou organização significa orquestrar as etapas que compõem o processo administrativo: PODC – Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar. Para isso deve-se ter uma visão   de planejamento adequada, um processo de informação que tenha uma amplitude e profundidade que municie o gestor com informações relevantes para a tomada de decisão e principalmente o controle dessas decisões que podem levar ao sucesso ou não do que foi planejado. Taiwan mostrou que tem gestores que com planejamento e ações rápidas, não só minimizaram o problema, mas principalmente salvaram vidas… Em contraponto   observamos que os países que demoraram para tomar atitudes preventivas básicas tiveram um acréscimo rápido de pessoas infectadas. Isso forçou alguns governos a decretarem lockdown (confinamento). Nessa crise do COVID-19 o termo tem designado o bloqueio total de um perímetro urbano, para que não haja entrada e saída de pessoas. Normalmente, ele é acompanhado de medidas mais extremas também de restrição da circulação interna, com a penalização de pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem decretos do governo. Essa restrição de circulação acaba afetando o comércio, os empregos e a economia como um todo e logicamente o próprio governo, isso mostra que nos países que demoraram a tomar atitudes de prevenção não houve um planejamento adequado para tratar dessas situações. Ao fazermos um paralelo com as empresas, isso serve de lição para que as mesmas comecem realmente a ter uma gestão mais profissionalizada, com planejamento adequado e com o uso de ferramentas   de informação que   possibilitem a mesma ter acesso a dados relevantes para seu negócio, bem como um maior controle dos processos operacionais do negócio e de preferência possuir uma reserva financeira para momentos de crise. As empresas devem possuir uma capacidade de adaptação às mudanças, quem não conseguiu usar de alguma forma as tecnologias de informação para continuar a comercializar seus negócios, ou adequar seus produtos para suprirem as necessidades dos seus clientes, mesmo diferente daquelas que a empresa estava habituada a fornecer, devem estar enfrentando grandes dificuldades. Portanto precisamos aprender a administrar nossas organizações de forma profissional, usando as ferramentas gerenciais adequadas, tanto de planejamento como de informação e acima de tudo ter a capacidade de inovar e nos adaptar rapidamente. A percepção que o mundo está em constante mudança e que essas mudanças serão cada vez mais rápidas e nem sempre para melhor… a capacidade de estar agindo de forma proativa e profissional, faz do Administrador um agente de mudanças e preparado para enfrentar os desafios que irão surgir em um mundo cada vez mais complexo e desafiador. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”

Como manter equipes engajadas em meio a crise

O líder tem papel fundamental para ajudar a organização a superar desafios em tempos de incerteza Você conhece o Starbucks? Bom, se ainda não conhece, certamente já ouviu falar da famosa rede americana de café. O cliente chega, pede a bebida e recebe o produto em uma embalagem personalizada com seu nome. Sem investir em publicidade tradicional, a multinacional tornou-se uma das marcas mais influentes do mundo. Com o propósito de criar experiência e conexão com cada cliente, na Starbucks o funcionário está em primeiro lugar. Durante um evento, o diretor da empresa no Brasil comentou “no Starbucks, os funcionários são chamados de parceiros porque é realmente isso o que eles são”. Mas não é só isso. O segredo do sucesso da multinacional está na liderança. No livro, Liderando ao estilo Starbucks, o autor Joseph A. Michelli mostra que os líderes da Starbucks buscam engajar e inspirar todos os parceiros e que essa postura é fundamental em momentos de crise ou queda de resultados. O case da empresa é um clássico e, em tempos de pandemia, serve para inspirar gestores. Para a administradora e CEO da Ferragens Pinheiro, Janine Brito, em qualquer tempo, especialmente em grande instabilidade, espera-se que um líder indique o caminho certo a seguir. “Ele deve ter o comando e seu mandamento precisa ser encorajador, lúcido e muito esclarecido”, diz. Para manter a equipe engaja em meio a crise, é preciso ser  transparente. Janine explica que os líderes podem mostrar aos colaboradores como as coisas estão funcionamento, apontando “quais são os sinais de perigo e qual será a estratégia de combate para que a equipe alcance, unida, o resultado esperado.”. Após a crise, a administradora acredita que a principal habilidade que os líderes terão que desenvolver é a inteligência emocional. “As pessoas estão muito abaladas no aspecto emocional e é nesta área que se curvarão aos grandes líderes da nova era”, afirma. Do contrário, Janine aponta que a empresa, seja qual tamanho for, se não tiver uma liderança eficaz estará fadada à desordem e ao desequilíbrio. “A consequência é exatamente a falta de resultados positivos. Não havendo harmonia nas diretrizes advindas da liderança de uma empresa, não haverá sucesso possível”, finaliza a administradora. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Certificação Profissional em Administração

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É hora de reorganizar a carreira para encarar as novas oportunidades

Profissional pode partir para uma recolocação ou partir para um projeto empreendedor. Seja qual for o caminho a adotar, buscar conhecimento e capacitação é essencial para voltar ao mercado de trabalho mais seguro e forte A Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia divulgou, no último dia 11, os números de pedido de seguro-desemprego. Em abril, foram requeridos 748.484 benefícios. No acumulado, as solicitações feitas pelos trabalhadores com carteira assinada subiram 22,7%. Os números revelam que a crise causada pela pandemia do novo coronavírus causou a demissão de milhares de trabalhadores formais no Brasil. Contudo, estima-se que o número deve ser maior. É que, com a suspensão dos atendimentos presenciais nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine), a solicitação é feita on-line e muitos trabalhadores que foram demitidos em meio a pandemia não conseguiram fazer o requerimento do benefício. E como fica a vida após a demissão? Se você, infelizmente, entrou para a triste estatística do desemprego, não se desespere. O Conselho Federal de Administração (CFA) conversou com o educador corporativo, consultor organizacional e mentor de carreiras, Flávio Emílio. Em entrevista, ele ressalta que “sempre haverá trabalho e demanda para quem é bom, diferenciado e trabalha com excelência”. Flávio fala, ainda, como dar a volta por cima para conquistar uma oportunidade e aponta as tendências do mundo do trabalho pós-crise. Confira! Como voltar para o mercado de trabalho em meio a crise? O mentor de carreiras, Flávio Emílio. Existem duas possibilidades reais: buscar a recolocação e partir para um projeto empreendedor. Na primeira hipótese, é preciso atualizar o currículo, ativar os contatos profissionais, avisando que está em busca de um novo emprego e, fundamentalmente, se atualizar tanto em conhecimentos, quanto no manejo de novas ferramentas, assim como o desenvolvimento de atitudes mais alinhadas ao momento de transição como: flexibilidade, iniciativa, inteligência emocional, resolutividade. Tudo isso também é aplicável para aqueles que vão empreender. Mas os empreendedores precisarão, ainda, planejar para correr riscos calculados. Ferramentas como o Plano de Negócios e o BM Canvas seguem sendo úteis, assim como uma forte ênfase na inovação para oferecer algo que os clientes valorizam muito: novidades que resolvam seus problemas e/ou tornem suas vidas/negócios melhores. Esses são os diferenciais mais consistentes. Como gerenciar a carreira em meio a isso tudo? Há uma retração da oferta de empregos formais em muitos segmentos de negócios. Uma conduta recomendável é ligar o radar para identificar aquelas áreas que não sofreram desaceleração durante a crise e que, pelo contrário, seguem crescendo: telecomunicações, varejo farmacêutico e de alimentos, além dos serviços de saúde e grande parte da atividade industrial ligada a bens de consumo essenciais. Para quem não possui expertise em áreas consideradas essenciais, é importante abrir novas frentes de atuação, ampliando o escopo para poder aproveitar mais oportunidades. Abrir mão do emprego formal para trabalhar por projetos pode ser uma alternativa emergencial para alguns ou, ainda, uma nova e promissora fase da carreira para aqueles que têm um perfil mais multiespecializado. Um fato é certo: sempre haverá trabalho e demanda para quem é bom, diferenciado e trabalha com excelência. Enquanto novas oportunidades não surgem, o que o profissional pode fazer para não ficar parado? É preciso aproveitar o tempo de isolamento e quase-reclusão para se fortalecer e voltar mais competitivo ao mercado, seja em um novo emprego, em um projeto de “carreira solo” ou mesmo a abertura de um novo negócio. Todos estamos tendo muito mais tempo agora. Assim, além de estar mais próximo da família – o que é positivo para a saúde mental, é o momento para pesquisar mais, aprender mais e planejar desde já os cenários profissionais pós isolamento. Quem planeja agora, pula na frente em relação a quem está inerte, reclamando e sendo influenciado por notícias alarmistas. Qual será o “novo normal” na gestão de carreira? Trata-se de um novo padrão de gerenciamento da carreira. Não há como ser prescritivo na resposta. Mas algumas competências que já vinham em processo de evolução ganharam um forte impulso desde que o isolamento começou a vigorar há cerca de 60 dias. A virtualização é uma delas. O mundo pós Covid-19 não será 100% virtual, mas será muito mais do que era até o início de 2020. Além disso, passamos a ser menos individualistas e estamos aprendendo a ser mais solidários e colaborativos – aspectos fundamentais para se trabalhar em equipe. Outro elemento que estará no centro do “novo normal” é uma tendência ao minimalismo, ou seja, uma busca pela essência das coisas. Ser mais eficiente, lutar contra o desperdício, saber ser frugal e, principalmente, performar bem em meio à escassez, aproveitando ao máximo os recursos que temos, usando o potencial criativo para encontrar formas mais simples, baratas e inovadoras de gerenciar processos e encantar o cliente. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Gestores públicos apostam no planejamento estratégico

Estados e municípios aplicam metodologia e contabilizam benefícios. Sergipe, Distrito Federal e Fortaleza são destaques de melhorias Por Ana Graciele Gonçalves O uso de indicadores é um recurso cada vez mais recorrente na hora de elaborar o planejamento estratégico. Por meio dele, o gestor tem um referencial que será utilizado para melhorar os resultados da organização. Na área pública, um bom exemplo de indicador é o Índice CFA de Governança Municipal. O estudo, feito pelo Conselho Federal de Administração (CFA), consiste em uma métrica da governança pública nos municípios brasileiros a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho. A ferramenta faz um raio x minucioso dos municípios. A cada ano, ela passa por atualizações que visam refinar o estudo e oferecer aos gestores públicos uma compreensão mais abrangente, integradora e inspiradora de melhores práticas e resultados. Atualmente, o IGM-CFA 2020 conta com três dimensões, 12 indicadores e 30 variáveis. Por meio dele, o gestor pode fazer uma análise robusta do seu município sob vários aspectos. Por essa razão, muitas prefeituras manifestaram interesse em utilizar dados do IGM-CFA. É o caso da prefeitura de Fortaleza, que pretende usar o estudo para a auxiliar a elaboração de políticas públicas. A capital cearense conta com um planejamento estratégico, cujo objetivo é transformar Fortaleza em uma cidade mais acessível, justa e acolhedora. O “Fortaleza 2040” prevê ações a serem implementadas a curto, médio e longo prazo. Em execução desde 2016, o planejamento atua nos eixos urbanísticos, social, ambiental e de mobilidade. Um novo modelo de gestão em Fortaleza O que motivou a prefeitura de Fortaleza a buscar um novo modelo de gestão foi a falta de continuidade dos programas governamentais anteriores. Até 2013, o município não tinha um planejamento estratégico. “A adoção de boas práticas de gestão focada em resultados deu condições para a formulação do Plano Fortaleza 2040”, explica o secretário Executivo da Câmara de Governança do Fortaleza 2040, Edgard Lombardi. O secretário Executivo da Câmara de Governança do Fortaleza 2040, Edgard Lombardi O processo de construção do planejamento estratégico da capital foi coordenado pelo Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor), que é o órgão do município responsável por fomentar iniciativas inovadoras. Entre 2014 e 2016, a metodologia contemplou a execução de três grandes fases: diagnóstico “A Fortaleza que temos”, definição da visão de futuro e metas “A Fortaleza que queremos”, e a elaboração de 33 planos estratégicos setoriais, divididos em sete eixos. Além disso, houve a adoção de um modelo de criação colaborativa, no qual mecanismos de participação foram instituídos em todas as etapas. De acordo com Edgard, o Fortaleza 2040 foi concebido como um plano da cidade, e não de governo. “Como consequência, a sociedade civil, a academia, o setor privado e as entidades públicas estiveram presentes e protagonizaram, nos fóruns e núcleos territoriais, setoriais e governamentais, os intensos debates que culminaram, após três anos de trabalho, na entrega do planejamento estratégico à sociedade fortalezense.”, diz. Como o modelo de gestão para resultados implantado na prefeitura preconiza a utilização de indicadores, coube à Câmara de Governança e Participação Social – setor responsável por monitorar o eixo da Governança Pública Municipal do Fortaleza 2040 – definir indicadores para a área a fim de subsidiar os secretários municipais com evidências para a tomada de decisão estratégica. Ao tomar conhecimento do estudo feito pelo CFA, Edgard entrou em contato com a autarquia. Segundo ele, a escolha preliminar pelo IGM-CFA se deu por algumas razões. “Ele é um legítimo indicador de resultados, pois considera em sua fórmula de cálculo os avanços das áreas finalísticas, como por exemplo os resultados das políticas de educação e saúde, para as quais as ações de fortalecimento da governança municipal se destinam”, afirma o administrador. Além disso, Edgard ressalta que o estudo permite um referencial comparativo, seja entre os dados da própria cidade com a série histórica já existente, ou entre as capitais e outros 153 municípios que compõe o mesmo grupo de resultados no qual Fortaleza se encontra. Outra razão apontada pelo secretário é a confiabilidade dos resultados do IGM. “A seriedade do trabalho realizado pelo CFA, que disponibiliza as fontes de dados e permite explorar as variáveis e analisar seus resultados de maneira mais detalhada”, elogiou, lembrando que o IGM-CFA será analisado pelo Iplanfor e, se escolhido, será integrado ao caderno de indicadores da Câmara de Governança ainda em 2020. Das 83 ações previstas no eixo da Governança Pública Municipal, 13 já foram finalizadas e 54 estão em andamento. Em três anos de implantação do planejamento estratégico na capital cearense, a avaliação preliminar é positiva. A Câmara de Governança e Participação Social, cuja coordenação é feita pela Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão de Fortaleza, chega em 2020 com 65,1% de suas ações em andamento e 19,2% não iniciadas. As ações em andamento ou já finalizadas de fortalecimento da participação e controle social pularam de 2,9%, no início de 2017, para 71% em 2020. Dentre as ações previstas no eixo de Governança Municipal, muitas já impactam a rotina da administração municipal e da cidade como um todo. No âmbito da gestão, destacam-se a criação da carreira de analista de planejamento e gestão e o fortalecimento da rede de planejamento municipal, qualificando os processos de planejamento e difundindo boas práticas de gestão pelos órgãos municipais. Além disso, o total de servidores capacitados em diversas competências nos cursos ofertados pela Prefeitura em 2019 foi 31% maior que em 2018. Edgard aponta que ainda há alguns desafios a serem superados, mas ele acredita que, com a definição dos indicadores, será possível iniciar o processo de monitoramento sistemático de seus resultados. “Isso nos permitirá agir diante de possíveis mudanças conjunturais e realizar alterações de rota. Vale lembrar que o Fortaleza 2040 passará, pela primeira vez por um período de eleições municipais, e as iniciativas que estamos realizando de fortalecimento da Câmara de Governança visam consolidar o Plano como um guia estratégico para as próximas gestões, independentemente de quem, democraticamente, se sagrar vitorioso”, finalizou o secretário. Distrito Federal rumo ao centenário

Aos heróis da guerra contra o coronavírus, o nosso muito obrigado

Hoje, 12, de maio, o mundo celebra o Dia da Enfermagem. A data, diferente de outros anos, terá um significado diferente em 2020. É que, em meio a pandemia de Covid-19, esses bravos profissionais da saúde estão, literalmente, doando suas vidas para salvar outras vidas. São milhares de profissionais da enfermagem na linha de frente de uma batalha incansável contra um inimigo invisível. Segundo o último balanço do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), desde o início da pandemia, 73 trabalhadores brasileiros foram mortos pela Covid-19. São heróis de uma batalha ainda sem data para acabar. Na guerra contra o coronavírus, os profissionais da enfermagem fazem o que podem para realizarem seu trabalho. Abrem mão do convívio familiar para dobrar plantões a favor da vida alheia e, muita das vezes, cumprem esse dever sem as condições mínimas sanitárias. Sem equipamentos de proteção individual, os EPIs, muitos precisam improvisar ou pagar, do próprio bolso, os materiais necessários para terem um pouco mais de segurança. Nesta data tão simbólica nós, do Conselho Federal de Administração, queremos enaltecer o trabalho desta equipe, tão fundamental para o serviço de saúde. Parabéns, profissionais da enfermagem. O nosso muito obrigado pela dedicação incansável de todos vocês. E, em tempo de pandemia, o nosso melhor presente é ficarmos em casa para que vocês possam, o mais rápido possível, estarem próximos dos seus entes e amigos queridos. Adm. Mauro Kreuz Presidente do CFA Adm Rogério Ramos Vice-presidente do CFA

Quando reinventar-se não é uma opção…

Quando reinventar-se não é uma opção… Em meio a tantas incertezas, uma coisa se sabe: estamos em crise. Crise na saúde, na economia, na política, na carreira, e até mesmo crise existencial. Com as medidas para cuidar da saúde da população e evitar o caos no sistema, muitas empresas fecharam – e não só durante vigência de decretos – fecharam para sempre! Muitos desempregos, inclusive dos empreendedores. Neste contexto apresento uma proposta de reflexão: como reagir? O que o profissional pode fazer? Como sobreviver a isso tudo? Pensando na pessoa, não na instituição, a resposta está na nossa capacidade de se reinventar. Aquela reconstrução pessoal e profissional, onde se aproveita as partes boas e inclui inovações. Ou mudança geral e radical, até mesmo de carreira. As crises são oportunidades forçadas para sair da famosa zona de conforto, aquele desconhecido lugar onde você guarda os sonhos numa caixa, vai trabalhar todos os dias fazendo a mesma coisa, porque no final do mês te pagam para isso. Forçadamente, chegou o momento de mudar, abrir a caixa e resgatar objetivos e planos para reconstruir a vida. O momento proporciona a reflexão em todos os seres humanos. Quantas coisas simples ficaram mais evidentes e valorosas a partir do momento que foi iniciado o distanciamento social, que passamos mais tempo em casa com os familiares, dividindo tarefas e apreciando momentos que antes passavam despercebidos, ou nem existiam. O reinventar-se como pessoa também está acontecendo. A revisão de prioridades aconteceu naturalmente. É poético falar, mas sabemos que em meio à dificuldade, começar do zero é muito difícil, principalmente com os recursos financeiros contados (ou zerados também). Mas não é impossível. A resiliência é aquela força que vem dentro, e que ninguém pode barrar. Só você pode olhar para dentro e se reinventar. Buscar seus talentos e criar o seu diferencial. Aprimorar algo que parecia apenas um hobby, e incrementar na sua profissão. O que parece um cenário sombrio, pode ser a oportunidade que faltava para a mudança, buscar novas formas de ser e agir, resgatar objetivos e criar novos caminhos. O “normal” não volta mais. Teremos o novo. E         nesse cenário você pode se encaixar muito bem! Por isso proponho uma reconstrução do profissional que habita em cada um. Com todos os novos atributos que precisamos buscar, necessariamente. O futuro é um mistério, mas ele vai acontecer. E depende das nossas atitudes e decisões de agora. É o momento de se adaptar. No melhor dos mundos, ter ideias, objetivos e metas parece ser mais fácil quando tudo está indo bem. Mas quando nos encontramos em tempos de crise, reinventar-se não é uma opção. Nossa flexibilidade é colocada à prova, e a autoanálise chega até a doer. Mas é oportuno para que seja aflorado o novo profissional que o mercado vai precisar. Já está precisando. Resiliente, flexível, inovador. Isso tudo aliado ao novo ser que valoriza ainda mais as coisas simples e que sempre estiveram ao alcance. Reinventar-se é, na verdade, resgatar tudo de bom que já tinha e aprimorar. Como nada é estático, vamos nos reinventar quantas vezes forem necessárias.  É preciso olhar a situação tal como ela é, e tentar enxergar além das dificuldades. Planejar, fazer, adequar, colocar em prática… PDCA, ferramenta conhecida na Administração, muito utilizada para o aperfeiçoamento da gestão, e que se encaixa perfeitamente na situação, uma vez que é cíclica e permite análise e adequação das informações de maneira continuada. Vamos ao passo a passo: P (Plan): Planejar é o primeiro passo, e muito importante, oportunidade de se identificar os problemas e determinar os planos de ação. Anote tudo, organize as ideias, considere todas as possibilidades. D (Do): Fazer. Colocar o plano em prática, executar as ideias da melhor forma que puder, dentro das possibilidades criadas e adequadas para acontecer. C (Check): Checar, verificar e monitorar o atingimento das metas e objetivos. Verificar os indicadores de maneira que possa clarificar as correções necessárias para chegar aos resultados estabelecidos. A (Act): Ações corretivas, adequações e demais empenhos necessários no aperfeiçoamento do plano e execução. A aplicação da ferramenta na gestão da sua carreira, ou nova carreira, é uma forma de profissionalizar e aperfeiçoar de maneira permanente as suas ações. O ciclo PDCA deve ser contínuo, suas etapas devem estar em constante desenvolvimento e atualização. Por mais complicada a situação, sempre haverá um caminho. Tenha coragem e nunca desista! O mundo se transforma e temos que nos transformar também. A reinvenção mais importante é a sua. Boa sorte e siga em frente! Adm. Liz Dayane Paludetto Rodrigues “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”

Campanha quer fortalecer negócios em tempo de crise

Administradores e microempreendedores que farão parte da iniciativa solidária do CFA serão contatados nesta semana. Inscrições continuam abertas Em tempos de pandemia, pensar no coletivo é essencial. Sensível a essa realidade, o Conselho Federal de Administração (CFA) lançou a campanha “Administrador e Empreendedor: unidos no fortalecimento dos negócios“. A proposta visa oferecer consultorias gratuitas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPP) que estejam enfrentando dificuldades para superar a crise. Desde que foi lançada, a campanha recebeu, até o momento, a inscrição de 277 administradores interessados em oferecer a consultoria e 40 microempresas já se cadastraram para receber esse atendimento solidário. Nesta semana, o CFA entrará em contato com todos os inscritos. O CFA também está analisando o cadastro de cada profissional inscrito. A intenção é conhecer o perfil dos administradores a fim de colocá-los em contato com a empresa que esteja mais alinhada com o que eles têm a oferecer. Além disso, o CFA enviará um e-mail para todos os cadastrados. É importante ler, com atenção, todo o conteúdo. Os administradores receberão o “Guia Básico de Consultoria” e dois documentos: “Termo de Voluntariado” e o “Termo de Cessão de Uso de Imagens e Informações”. Os microempresários que vão receber a consultoria gratuita de profissionais de Administração, também precisam estar atentos a caixa de e-mails. O CFA enviará para todos eles o Termo de Cessão de Uso de Imagens e Informações. Saiba mais A campanha do Sistema CFA/CRAs vai ajudar microempreendedores individuais e empresários de pequeno porte a superar a crise sem ter que encerrar o negócio ou conceber dívidas impagáveis. “Nossos profissionais de Administração darão consultorias gratuitas para auxiliá-los a tomar uma decisão mais assertiva. A nossa união é essencial para reerguer a economia do nosso país”, diz o presidente do CFA, Mauro Kreuz. Para receber a consultoria, os microempreendedores individuais (MEIs), as microempresas (MEs) e as empresas de pequeno porte (EPP) precisam preencher um cadastro no site www.cfa.org.br/MPEs. Uma equipe do CFA selecionará os casos e encaminhará para os profissionais de administração que se voluntariaram para participar do projeto. As consultorias gratuitas serão oferecidas nas áreas de Finanças, Orçamento, Logística, Recursos Humanos, Marketing, Tecnologia da Informação e outras áreas da Administração. Mauro lembra que a falta de planejamento e falhas na gestão estão entre as principais causas para a morte precoce de muitas empresas. “Essa consultoria com profissionais altamente capacitados pode não só salvar seu negócio, como também poderá ajudá-lo a se reposicionar no mercado”, defendeu o presidente do CFA. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Mundo pós-crise vai exigir profissionais e empresas mais proativos

O mundo não será mais o mesmo depois da pandemia da Covid-19. Especialistas dizem, inclusive, que este acontecimento histórico é um grande marco do século XXI, pois ele mudará a dinâmica do mundo contemporâneo. Mas será que todos estão preparados para o “novo normal” que virá a seguir? Na live que o Conselho Federal de Administração (CFA) realizou na tarde desta segunda-feira, 4, a vice-diretora de Desenvolvimento Institucional do CFA, Aline Mendonça, respondeu essa e outras questões. A conselheira federal conversou com a jornalista Elisa Ventura sobre “A pandemia e o desafio de se reinventar”. Segundo a administradora, o novo coronavírus ultrapassou todas as barreiras econômicas, sociais, culturais. “Desconheço uma crise com tantos efeitos quanto essa”, disse. Hoje, o que pesa é o clima de incertezas. Aline comentou que, para que possam tomar decisões, gestores precisam de dados. Mas o mundo ainda não tem muitas informações sobre a Covid-19 e os empresários não sabem se investem no negócio, se contratam ou se dispensam funcionários. “A única certeza que temos é: devemos atuar nesse cenário”, disparou a conselheira. Aline aproveitou para citar uma pesquisa que ela fez em 2013. O estudo analisou a inovação em empresas longevas – aquelas que, na época, tinham mais de cinco anos de existência. Das 144 empresas entrevistadas, a boa parte delas viveram alguma crise e foram capazes de sobreviver com criatividade. “A tecnologia nos apresenta como a grande solução”, afirmou. O mesmo acontece em meio a pandemia do novo coronavírus. Aquelas empresas que, há cinco ou dez anos atrás, não investiram em tecnologia, tiveram problemas para se adaptarem às pressas a nova realidade. Contudo, não basta tecnologia. “ Preciso ter pessoas capacitadas com formação adequada para usar essas ferramentas”, lembrou a administradora. Reclamar ou ser proativo? Com relação aos negócios, Aline lembrou que não existe mais fronteiras. Hoje, o cliente pode comprar qualquer coisa, de qualquer lugar do mundo e receberá o produto em casa. “A inovação vem para solucionar o problema do consumidor”, ressalta, lembrando que, na pesquisa que realizou, a maioria dos empresários reconheceram a importância da tecnologia para inovar nas empresas. Para se reinventar, Aline aconselha o empresário a fazer um diagnóstico profissional do negócio. A chamada análise SWOT que, segundo ela, vai ajudar o empreendedor a “sair do achismo e partir para análise profissional”. Mas não é só o negócio que precisa se reinventar. Os profissionais precisam, também, buscar de adaptar aos novos tempos. “Eu tenho que continuar trabalhando, mas estou com uma série de problemas. Preciso ser capaz de perceber essas fraquezas,seja como profissional ou como empresa”, avisou. Outro ponto: é preciso estabelecer prioridades. “Vou ficar em casa reclamando ou vou ser proativo?”, questiona a conselheira do CFA. Para superar a crise, ela aconselha: “Aproveite o momento para se atualizar, fazer cursos on line. No caso das empresas, tem muitas consultorias disponíveis online”, disse. Para finalizar, ela explicou que habilidades como resiliência e inteligência emocional farão a grande diferença nesse crise. “Não basta conhecimento técnico. Isso é básico. Preciso, hoje, ter equilíbrio emocional e ser capaz de me reinventar”, justificou Aline. Com relação às empresas, aquelas com gestão profissional, empatia e senso de responsabilidade social são as que estarão mais em evidência. Aline também falou do futuro do home office e disse que essa será uma realidade em muitas empresas, mesmo após a pandemia. A live estará disponível por 24 horas no Instragram do CFA – www.instagram.com/cfaadm. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Profissionais de administração: “heróis” em tempos de crise

Quem imaginaria que um ser microscópico alteraria a vida de bilhões de pessoas em todo mundo? Sim, o novo coronavírus chegou igual a um tsunami e nos tirou do status quo. Fomos sacudidos e forçados a sair do comodismo. As nossas certezas caíram por terra e passamos a olhar a vida por um novo ângulo. Estamos em uma guerra mundial para eliminar e/ou controlar um ser invisível. Enquanto isso, fomos forçados a sair de uma vida frenética, corrida e agitada para nos proteger sob o teto de nossas casas. A recomendação é: isolamento social. Inúmeros profissionais estão na linha de frente dessa árdua batalha para garantir que o coronavírus não chegue até nós. Além dos trabalhadores da saúde, outros “heróis” anônimos entram em cena: os profissionais da administração. Eles têm papel fundamental no enfrentamento dessa crise. Enquanto médicos lutam para salvar vidas humanas, os administradores trabalham para garantir a sobrevivência de muitas empresas, principalmente aquelas que foram fechadas nesta quarentena. Imagina quantos profissionais da administração estão, neste momento, estudando estratégias para superar a crise. Pensa no tanto de gestores de RH debruçados em dezenas de fichas de colaboradores, analisando a situação de cada um e pensando em formas criativas para mantê-los nas suas atividades laborais. É preciso destacar, também, o pessoal do Marketing. O profissional que atua nesse ramo da ciência da administração tem sido essencial nesse momento de crise. Em tempos de coronavírus, as estratégias para interagir com o público se transformaram. É preciso muita sagacidade para criar formas inteligentes e eficazes para manter – ou até mesmo reposicionar – a imagem do negócio. A Logística é outra área da administração extremamente importante nessa pandemia. Quantos hospitais e unidade de saúde ficaram desabastecidos de materiais hospitalares por falhas logísticas? Não só no Brasil, mas em vários outros países. Isso revelou o quanto esse setor ainda é negligenciado e o quanto é essencial investir em gestão profissional em logística para garantir as entregas no prazo correto. Com o crescimento das compras virtuais, as lojas físicas que ainda não tinham um e-commerce viram se obrigadas a migrarem para vendas por meio de aplicativos, sites e outras plataformas para manter o negócio. Quem vai organizar separação, o transporte e a entrega do produto? A Logística! O pessoal das finanças também está em uma intensa batalha. Com recursos escassos, é preciso ser muito auspicioso para alocar o dinheiro disponível de forma correta para evitar um colapso financeiro da organização. O momento é austeridade, mas saiba que o gestor financeiro aposta no corte de gastos no presente para garantir a prosperidade no futuro. São decisões difíceis, mas só um gestor profissional com visão técnica e racional será capaz de administrar. Em meio a essa pandemia, não podemos nos esquecer dos brilhantes profissionais de administração envolvidos na gestão da Saúde e na gestão hospitalar. Enquanto os médicos estão dedicados com a vida do paciente, esses gestores dedicam-se ao trabalho intenso de manter o pleno funcionamento do hospital. A Administração é uma profissão de múltiplas competências. É o administrador quem vai pensar no planejamento estratégico da organização, traçará estratégias a curto, médio e longos prazos, gerenciará recursos financeiros e humanos, fará controle e entrega de materiais, entre outros. É a falta de gestão profissional que tem causado a morte de muitas empresas e basta analisar a pesquisa feita pelo Conselho Federal de Administração para comprovar essa constatação: 52,1% dos empregadores não desenvolvem qualquer metodologia de gestão de riscos em seu negócio. Empresas que não se planejarem estão mais vulneráveis a amargarem consequências terríveis com essa crise. Por isso, ressaltamos mais uma vez a necessidade da gestão profissional. Certa vez, um administrador disse que assim como não existe futuro sem planejamento, não existe organização sem administração. E a história prova que mesmo em momentos de crises as organizações com um bom sistema de gestão conseguiram superar suas dificuldades. Por isso, queremos enaltecer os e as profissionais da Administração que estão fazendo a diferença nessa pandemia. E aproveitamos para convocá-los para participarem da campanha “Administrador e Empreendedor: unidos no fortalecimento dos negócios”, que visa oferecer consultorias gratuitas em várias áreas da Administração para empreendedores. O apoio dos administradores será essencial para reerguer a economia do nosso país. O sentimento é de união e solidariedade. Segundo a alta-comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, a Covid-19 é uma doença que testa não só os sistemas de saúde, mas também a capacidade do ser humano em trabalhar juntos para superar um desafio comum. Aos profissionais da administração, a nossa eterna gratidão pelo excelente trabalho que tem realizado para garantir a vida de muitas empresas e organizações. Sabemos que, na nossa profissão, é difícil desacelerar. Mas esse distanciamento das ruas nos tem  proporcionado momentos únicos em família e tem nos motivado a estudar, a buscar novos conhecimentos. Há quem diga que, daqui uns dez a quinze anos, nos lembraremos de 2020 com muita dor e pesar. Mas, para as crianças, esse ano será recordado com muita saudade do tempo em que o papai e a mamãe ficaram mais tempo em casa criando brincadeiras e assando bolos de chocolate. Pensem nisso! Parabéns, profissionais da Administração! A sua dedicação faz toda a diferença nessa crise! Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração Adm. Rogério Ramos Vice-presidente do Conselho Federal de Administração

Brasil: um país sem projeto estratégico de nação

Adm. Mauro Kreuz Neste momento, milhões de brasileiros e cidadãos de todo o mundo assistem aos noticiários preocupados não apenas com as implicações no campo da saúde, mas também com o futuro da economia. No atual cenário, nunca a administração foi tão necessária: seja para enfrentar problemas relacionados à gestão hospitalar e sanitária, como no âmbito das soluções para sobrevivência de negócios e geração de emprego e renda. A crise econômica — antes já existente, porém agora mais agravada pelo novo coronavírus — fez a sociedade brasileira deparar-se com uma realidade outrora ignorada pela população e autoridades públicas. A gestão do erário e a maneira como parte da população brasileira vem lidando com suas contas, a alta inadimplência é exemplo disso, trazem à tona séculos de má-gestão pública e privada. Falta ao Brasil um projeto estratégico de nação. Além de analisar friamente os cenários e ambientes, ele parte do pressuposto de que as organizações precisam ter o mínimo de musculatura econômica para enfrentar as crises em geral. O novo coronavírus deixou o mundo de joelhos; mas trouxe lições sobre prioridades e sobre a necessidade de haver um plano de contingência, perante um problema da envergadura de uma pandemia. Antes de a doença entrar nas agendas dos noticiários brasileiros, discutia-se maneiras de aumentar a competitividade no exterior e diminuir o desemprego, embora pouco tenha sido feito — com eficácia, eficiência e efetividade — para obter o sucesso esperado. O país ainda enfrenta dificuldades em adentrar o cenário da Indústria 4.0, enquanto o mundo já fala, e está, na Revolução 5.0. A inteligência artificial, fruto da Quarta Revolução Industrial, inegavelmente veio para ficar e não há como lutar contra a realidade, mas, sim, integrar-se e fazer parte dela. Diante do contexto atual, a RBA edição 135  tem trazido realidades díspares: tal como a nova maneira utilizada pelos setores de gestão de pessoas, que utilizam a inteligência artificial na aquisição de novos colaboradores. Ao mesmo tempo, mostra que até mesmo até o Supremo Tribunal Federal (STF) — sim, o setor público — já utiliza softwares robôs para executar processos de trabalhos, antes realizados por pessoas. Já no setor privado, próximo do que acontece na esfera pública, existe, contudo, falta de iniciativa em investir no gargalo, que poderia tornar-se a solução: tanto para a geração de emprego e renda como, também, lucro. A logística reversa é case de sucesso em todo o mundo e recurso de inúmeras possibilidades, por implementar de modo reverso a coleta do que antes fora descartado e pelo potencial de melhorar a qualidade de vida e preservar o meio ambiente. Na indústria criativa do Brasil, preciosas oportunidades são perdidas ao não registrar corretamente as patentes de produtos e marcas. O tema é desconhecido pela maioria das pessoas que deseja inventar ou criar algo novo no Brasil. Mesmo no século 21, o potencial das incubadoras é ignorado ou desconhecido como instituições fomentadoras de desenvolvimento e riqueza para as nações. Elas são responsáveis por dar o pontapé inicial em projetos que poderiam ter morrido ou ter sido apenas uma boa ideia que não fora concretizada. Alguns dos principais negócios inovadores da atualidade passam pelas startups. Na prática, são pequenas empresas em fase inicial, cuja falta de estímulo financeiro, conhecimento e preparo as teriam feito morrer nos primeiros anos de existência, ou sequer existido por falta de planejamento. A RBA tem trazido temas estratégicos para o desenvolvimento do Brasil, não apenas nesta edição, mas sempre que é publicada. Ela é fruto do trabalho do Sistema CFA/CRAs, que tem como objetivo levar informação de qualidade e educação para os profissionais da Administração, registrados, de todo o país. Mesmo tendo modificado de modo repentino as suas rotinas de trabalho, em razão da pandemia de Covid-19, todos os colaboradores e conselheiros do CFA continuam a produzir incessantemente. A convicção em fazer um país mais seguro, por meio da fiscalização, e mostrar à sociedade a importância das carreiras da administração são nosso foco e nossa missão. Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração (CFA)

Que profissional você será no mundo pós-pandemia?

O Dia do Trabalhador, celebrado no dia 1º de maio, será diferente em 2020. O Brasil e o mundo ainda enfrentam a pandemia do novo coronavírus. O isolamento e o distanciamento social continuam sendo as medidas mais usadas para evitar a mitigação da Covid-19. Quem precisa sair de casa, deve usar máscaras e o álcool gel virou acessório indispensável para todos os cidadãos. Mais de quarenta dias depois, os governadores de alguns estados brasileiros estudam formas para retomar as atividades que estão suspensas. Entretanto, o fato é que nada será como antes. Quem torce para que a vida volte ao normal precisa se acostumar: o mundo não voltará a ser o que era. Essa realidade afeta, sobretudo, a vida dos trabalhadores. Hoje, muitos profissionais amargam as duras realidades que a pandemia trouxe: desemprego, falência, crise econômica. Por outro lado, estamos acompanhando a volta por cima de muitos segmentos. É a criatividade entrando em cena para driblar os efeitos do coronavírus na economia. A tecnologia tem sido fundamental para esse tempo de crise. Exemplos não faltam, mas não podemos deixar de citar a absurda expansão do serviço de entrega de comidas por meio de aplicativos e o ensino a distância, que possibilitou a alunos de todos os níveis de ensino a continuar suas atividades acadêmicas sem maiores prejuízos. Quem ainda era resistente ao uso de tecnologia, precisou se render. Foi preciso aprender a aprender, estudar para se adaptar. Isso trouxe novas relações de trabalho. Algumas mudanças já eram previstas, mas provavelmente o mundo ainda não estava pronto para elas. Foi preciso surgir um vírus minúsculo para acelerar o futuro e trazer a tona todas essas transformações. Vamos ter que nos adequar a uma nova economia e o trabalho remoto, que era uma coisa improvável para muitos setores, passa a fazer parte da nova ordem. O home office já era uma prática real muito antes da crise, mas boa parte das organizações brasileiras ainda eram resistente por duvidarem da capacidade de autogerenciamento de seus colaboradores. Então veio a pandemia e de repente nos vimos em casa, fazendo reuniões por aplicativos, despachando demandas por vídeo chamadas e usando todas as formas de tecnologia para manter a produtividade. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), o número de empresas que pretendem adotar o home office após a crise do novo coronavírus deve crescer 30%. Claro que nem todos os setores poderão funcionar de forma remota, mas a pandemia mostrou que é possível, sim, trabalhar em casa sem perder a produtividade. Isso só foi possível por causa da tecnologia, que passa a ser um ativo da empresa. É a Revolução 5.0 batendo na nossa porta para dizer que é possível, sim, homens e máquinas trabalharem em conjunto de forma a garantir o crescimento econômico, porém sustentável e sem esquecer das questões sociais. As empresas pós-crise serão digitais e centradas em inteligência artificial. Os profissionais da Administração terão que se adaptar a essa sociedade disruptiva. Como gestores e líderes, teremos a missão de garantir que a criatividade e as nossas habilidades trabalhem com a inteligência artificial, mas sem perder valores humanos fundamentais. Teremos que usar essas tecnologias para diminuir as desigualdades, inclusive no campo do trabalho. Teremos muitas mudanças no curto, médio e longo prazo. Por isso, é impossível voltarmos à normalidade. Ainda não sabemos qual será o “novo normal” da sociedade. Mas, sem dúvidas, precisamos voltar melhor do que antes. Precisamos repensar a nossa postura como cidadãos, empregados e empregadores terão que ter empatia para estabelecer novas relações laborais. Para este Dia do Trabalhador atípico, a mensagem é: a crise vai passar. Mas precisamos mudar a forma como vemos o mundo do trabalho e a sociedade. Sejam criativos, resilientes e confiantes. A sua postura em meio a crise é que vai definir que profissional você será no pós-pandemia. Parabéns a todos e todas e vamos em frente! Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração Adm. Rogério Ramos Vice-presidente do Conselho Federal de Administração

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