Que tipo de conhecimento a pandemia te agregou?

A sexta-feira chegou junto com uma discussão provocativa para fechar a semana. O webinar Comportamento Pessoal e os Cuidados com a Saúde Pós-Pandemia, realizado hoje, reuniu três administradores para falar sobre o que muda daqui pra frente na profissão e na atenção com a saúde. Qual a sua responsabilidade enquanto pessoa diante dos desafios que a vida nos impõe? Quais as novas habilidades profissionais que serão exigidas num contexto bem mais virtual? Como tem se dado a retomada das atividades no Brasil e no mundo? Daniela Camarinha, diretora-executiva na YOU CARE; Valdir Borba, executivo em Gestão de Saúde; e Rogério Ramos, vice-presidente do Conselho Federal de Administração (CFA) foram os responsáveis pelo debate. Pontos O novo modelo de trabalho trazido pela pandemia foi abordado por Rogério Ramos que lembrou que “99% dos negócios no Brasil são realizados por Micro e Pequenos Empresários e pela nova figura do MEI (Microempreendedor Individual)”. Sobre a distância entre a formação acadêmica dos profissionais de Administração e as necessidades reais das empresas, Ramos afirmou que o CFA tem atuado junto ao Ministério da Educação (MEC) pela reformulação das bases curriculares. “A Administração evoluiu e se ampliou muito em várias vertentes”. Diante de um cenário tão incerto, a certeza é que não é possível seguir apenas pelo mesmo caminho de antes. A especialista em marketing frisou o quão necessárias são as estratégias de marketing e de branding da marca neste momento de mudanças. “A partir do momento em que uma empresa foi fundada a partir de uma essência e ela cresce mantendo essa essência, o que é um grande desafio, ela precisa traduzir o seu posicionamento de uma maneira que quando esse cliente utiliza o serviço da empresa ele encontra uma sinergia entre o que ela fala e o que ela entrega”, afirmou Daniela. Um dos pontos altos da discussão foi com relação à sociedade do cuidado, trazida por Valdir Borba. Ele analisou a atuação do setor privado x público durante a pandemia da Covid 19, na qual afirmou que apesar de o primeiro ter sido mais ágil, as informações estavam concentradas no segundo. Segundo ele o sistema de informação de Saúde Pública no Brasil precisa ser integrado. “A telemedicina será muito desenvolvida e a Inteligência Artificial já chegou na gestão. A robótica já faz parte do atendimento. Então, não são só os nossos processos, os nossos sistemas mais. Precisamos incluir também o olhar para o nosso colaborador que passa a ser cada vez mais um patrimônio muito forte”, concluiu. Perdeu o webinar? Assista aqui! Assessoria de Comunicação CFA
Novo IGM está mais completo e com maior alcance de municípios

Entregas objetivas. Foi assim que o presidente do Conselho Federal de Administração, Mauro Kreuz, definiu o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Câmara de Gestão Pública (CGP) do Conselho Federal de Administração (CFA). Nesta quinta-feira, Kreuz fez a abertura do webinar sobre a nova versão do Índice CFA de Governança Municipal. A discussão foi voltada aos profissionais que foram formados pelos workshops de Gestão Pública da CGP. “Um Estado só dará certo se todos os seus municípios derem certo e o IGM e a atuação da CGP são exatamente para que eles sejam mais assertivos, tenham condições de estabelecer planos estratégicos mais efetivos e possam atender as suas comunidades e a sociedade de maneira geral”, afirmou o líder da autarquia. O diretor da CGP, Fábio Macêdo, iniciou explicando os pilares da governança pública e como o IGM ajuda efetivamente os gestores municipais. A ferramenta, que atualmente conta com 12 indicadores e 30 variáveis, funciona a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho. Ele lembrou que uma das variáveis do IGM diz respeito a compras públicas no cumprimento da Lei Complementar 123, que estabelece normas gerais relativas às microempresas e empresas de pequeno porte. Assunto que gera demandas frequentes do setor privado à Câmara do CFA. Para contribuir com o diagnóstico do município, o IGM agora traz uma análise histórica dos últimos quatro anos de gestão, sendo possível analisar, a partir de dados locais, as boas práticas e os gargalos a serem solucionados. Atualmente a versão 2.0 da ferramenta abrange 5.569 municípios, com separação por clusters para agrupar e tornar o diagnóstico dos dados mais real. “Nós temos um nicho do mercado fora do normal, um nicho de oportunidades que nós podemos nos apropriar enquanto profissionais da Administração junto à gestão pública dos municípios para fazermos um trabalho diferenciado”, disse Macedo. O coordenador da CGP, Rodrigo Moura, comentou detalhes das principais atualizações. Entre as novidades da versão de 2020, está o acréscimo dos indicadores Saneamento e Meio Ambiente e Vulnerabilidade Social e das variáveis Taxa de Cobertura de Creche; IDEB 9 ano; Mortes no Trânsito e Tratamento de Esgoto. A nova metodologia também leva em consideração os outliers ou pontos fora da curva que são aqueles dados que se diferem de forma acentuada em relação ao grupo. Os dados atualizados já estão no acesso exclusivo e gratuito aos profissionais de Administração e às empresas registradas nos CRAs (igm.cfa.org.br), como a divisão por regiões. A previsão de lançamento para o público externo é na primeira quinzena de agosto. “Esta ferramenta vai facilitar o diagnóstico dos profissionais de Administração que queiram fazer uma análise pela região, microrregião, mesorregião e com isso apresentar aos prefeitos e autoridades as potencialidades do IGM para aprimorar as políticas públicas”, explicou Rodrigo Neves. Os administradores também falaram do Guia para a Imprensa 2020 que visa colaborar com os jornalistas nas eleições municipais deste ano, a partir de dados, para elevar a qualidade do debate entre os candidatos e incentivar a participação da população no processo eleitoral. Assista à íntegra aqui. Elisa Ventura Assessoria de Comunicação CFA
Webinar: Visão e Desafios do Dirigente Hospitalar Durante e Pós-pandemia

Mais um webinar do CRA-PR dia 16/07/2020 às 18h , pelo canal do Youtube CRA-PR PLAY
Seu futuro emprego pode estar na Economia Criativa

Segundo estudo, cresce busca por profissionais digitais, inovadores O mercado de trabalho mudará, mas muita gente ainda não percebeu isso. Segundo estudo realizado pela Dell Technologies, e conduzido pelo Institute for the Future, 85% das profissões que serão praticadas em 2030 ainda não foram inventadas. Longe de ser futurologia, especulação ou mero palpite, a pesquisa baseou-se em fenômenos que já vêm acontecendo, tais como mudanças no mercado de consumo, inovações tecnológicas atuais — geradas, sobretudo, pela indústria 4.0 — e transformações socioeconômicas, ocorridas em diferentes países do mundo. Isso significa que seu filho provavelmente trabalhará em algo que ainda não existe, mas estará ligado à Economia Criativa. O conceito é novo e emergiu no final do século 20. A Economia Criativa é um conjunto de empreendimentos que se baseiam no tripé que inclui capital intelectual, cultural e criatividade. O segmento já é responsável por cerca de 3% do PIB mundial (cerca de US$ 2,25 trilhões em receita), de acordo com relatório de 2015, da ‘Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco)’ e da consultoria EY. No Brasil, o setor deverá ter crescimento de 4,6% até 2021, segundo dados da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). O valor é acima da média mundial para o setor — estimado em 4,2%. A previsão é de que a Economia Criativa gere 30 milhões de empregos em todo o mundo, e 850 mil vagas no Brasil, o que movimenta R$ 155 bilhões em território nacional. “Podemos compreendê-la como um tipo de economia que tira proveito da abundância de tecnologia, para gerar valor e utilizar conhecimento nos processos de serviços. Ela aproveita a abundância de tecnologia de conexão — de tudo que a gente tem hoje de ‘parafernalha’ tecnológica —, para juntar informação, conhecimento e alterar os processos”, explica o coordenador do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel/ ICB LAB), Antônio Marcos Alberti. Ele esclarece que o setor agrega ainda mais valor, em virtude da popularização da internet e da computação, que trazem facilidades que antes não existiam. “Hoje, ela está muito mais dinâmica, mais escalável e globalmente exponencial”, afirma. Clique, aqui, e leia a matéria completa na RBA 136. Elisa Ventura e Leon Santos Assessoria de Comunicação CFA
14 de Julho – Dia do Administrador Hospitalar

O CRA-PR parabeniza todos os Administradores Hospitalares pelo seu dia !
Começou o período de registro de chapas

A primeira fase das Eleições do Sistema CFA/CRAs já começou com o recebimento, nos Conselhos Regionais de Administração (CRAs), dos pedidos de registro de chapas. Os profissionais de Administração que desejam concorrer a uma vaga de conselheiro regional ou conselheiro federal pelo seu estado terão até o dia 4 de agosto para fazerem a inscrição de suas candidaturas. Findo esse prazo, as Comissões Permanentes Eleitorais dos Regionais (CPEs/CRAs) vão analisar os pedidos de registros de chapas. Não havendo nenhuma irregularidade, as Comissões farão a validação da elegibilidade dos candidatos para que, no dia 14 de agosto, enviem à Comissão Permanente Eleitoral do CFA as remessas da documentação das chapas apresentadas. Após esse procedimento, a CPE/CFA fará o registro das candidaturas que cumprirem as exigências eleitorais. Entre os requisitos para ser candidato estão: ser profissional de Administração – administrador e tecnólogo – com dois anos, no mínimo, de registro profissional em CRA e estar em dia com as obrigações no Regional. As Eleições do Sistema CFA/CRAs acontecerão, via internet, no dia 28 de outubro de 2020. Esta será a sétima eleição que acontecerá em ambiente totalmente virtual. Todo o sistema para a votação on-line passa por auditoria a fim de garantir segurança e transparência e, por isso, a autarquia tem sido referência para diversos órgãos que querem implementar esse modelo de eleições. Podem votar os profissionais de Administração registrados e que estiverem adimplentes, em pleno gozo de seus direitos e integrando o Colégio Eleitoral constituído até o dia definido no Calendário Eleitoral. O CFA ressalta a importância da participação de todos. Por isso, a necessidade de manter os dados atualizados para que o Regional forme o Colégio Eleitoral. É por meio desse cadastro que o CFA envia, por e-mail ou SMS, as orientações sobre as eleições. Para atualizar os dados, os profissionais precisam entrar em contato com o CRA. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA http://cfa.org.br/institucional/institucional-eleicoes-cfacras/
Webinar: Gestão da Inovação na Indústria dia 15/07/2020 às 17h

PARTICIPAÇÃO: – FABRÍCIO LUZ LOPES – Gerente Executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep – RENATA FREESZ – Gerente de Projetos de Inovacao da Klabin (SP) REALIZAÇÃO: Câmara de Gestão da Inovação
O seu maior capital é você!

Autor: Adm. Márcio Nakayama Miura. Pós-Doutor em Administração, Professor do curso de Administração e do Mestrado Profissional da UNIOESTE. Delegado Regional do CRA-PR – Seccional de Cascavel. Quanto tempo você tem reservado para atividades que vão trazer benefícios para sua formação profissional? Não se desespere ao constatar que esta é uma prioridade que muitas vezes só aparece na sua agenda em situações específicas. O que geralmente observo é que no mundo acadêmico muitos alunos, buscam o aprendizado quando são recompensados (Vai valer nota? Vale como carga horária? Isso vai cair na prova?) e no profissional quando é tirado de sua zona de conforto (fui demitido, não consigo achar emprego, não passei no concurso). Há alguns anos, acompanhando um treinamento de um grande e famoso banco, em uma cidade próxima, que estava modificando sua estrutura e imagem, os funcionários após o expediente tinham que ficar dentro da agência para terem esse “treinamento”. Lembro-me de filhos de funcionários brincando e andando entre as mesas, porque que não tinham lugar onde as pudessem ou quisessem deixá-las, funcionários desmotivados e não sabendo bem porque estavam no banco após o expediente… para eles era mais um daqueles treinamentos obrigatórios e sem objetivos… Lembro ainda do gerente conversando (ou dando palpites, acho que seria o melhor termo) com o facilitador, dizendo que ele deveria contar mais piadas e deixar mais “motivacional”, não entendendo que o objetivo da capacitação era para explicar as novas diretrizes e a imagem que o banco deveria passar aos clientes, pois se as mudanças não acontecessem, apesar da estabilidade, eles não teriam como melhorar profissionalmente… muito poucos compreenderam a importância do evento e se capacitaram como deveriam… os outros apenas estavam lá para cumprir mais uma determinação da chefia regional… faltou comunicação e liderança da gerência para avisá-los e motivá-los. Pelo lado acadêmico, teve aquela palestra da área de gestão e empreendedorismo que um ex-aluno comentou tempos depois, que o motivou a abrir a própria empresa, a mesma palestra que muitos dos seus colegas nem compareceram ou não prestaram atenção na mensagem ou pior ainda , ssinaram a lista de presença e foram embora… Diante dessas situações e vendo o resultado dos que não aproveitaram as oportunidades, o que posso constatar é que você será o seu próprio capital. Não vale usar as melhores desculpas para deixar de investir no seu aprimoramento profissional. Você não está sozinho na batalha, entre a falta de tempo e a necessidade cada vez maior de saber mais e mais. Está mais do que na hora de conciliar aprendizado e o trabalho. Seminários, palestras, cursos rápidos de atualização, viagens e porque não conversas com pessoas mais experientes ou que tenham sucesso em sua áreas de atuação. Lembre-se que pessoas com esse perfil não se incomodariam em compartilhar informações e geralmente não querem agradecimentos, certamente ficariam felizes com o seu sucesso, pois talvez tenham contribuído para tal. Cada pessoa tem que encontrar uma receita de auto-aprimoramento, segundo suas próprias necessidades e aspirações… para os gerentes e empresários, jamais abandonar aquela preocupação do início da carreira e dos negócios, quando tomavam decisões com informações que muitas vezes não tinham como validá-las, mas que utilizando-se dos conhecimentos adquiridos na prática foram suficientes para aqueles momentos de decisão… hoje talvez não seja o melhor modelo de gestão. E para os acadêmicos, lembrá-los que quase toda a informação sobre qualquer coisa, hoje está disponível on line, mas o importante é saber extrair a qualidade de uma infinita quantidade de informações disponíveis na web que nem sempre são verídicas… É lógico que com o desenvolvimento das tecnologias de informação torna-se mais fácil achar o que se procura, mas decidir pelo primeiro resultado da busca no navegador da internet, nem sempre é o mais adequado e um diferencial para a tomada de decisão. Pior ainda é deixar a opinião de um algoritmo decidir sobre o que é certo e o que é errado sem ter checado a fonte, em tempos de fake news, isso poderá ser um dos grandes desafios das novas gerações. Os profissionais administradores devem saber que não aprenderam tudo e que nunca é tarde para se aprimorar e que mesmo que tenha tido tempo ou não, um homem será ele mesmo, o seu maior capital. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Conselho Pleno do CNE aprova as novas diretrizes do curso de Administração

Na manhã desta sexta-feira, 10, o Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (CNE/MEC) aprovou o texto das novas Diretrizes Nacionais Curriculares (DCNs) dos cursos de bacharelado em Administração. A comissão, composta por conselheiros do CNE e membros do Conselho Federal de Administração (CFA) e Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (Angrad), trabalhou em conjunto para aprimorar a Resolução CNE/CES n.º 4/2005. Com a validação do novo texto, as Instituições de Ensino Superior (IES) terão até três anos para se adaptarem às novas regras, a contar da publicação das DCNs. Segundo o presidente do CFA, Mauro Kreuz, atualmente o Brasil tem formado profissionais que, na média, têm frustrado enormemente os empregadores. Com as novas diretrizes, a sua expectativa é de que elas ajudarão os cursos a evoluírem na qualidade formativa dos egressos dos cursos de Administração. “Nós temos um compromisso em formar quadros em Administração que, na média, sejam bem mais superiores do que se observa hoje. Espero que essas DCNs, sejam indutoras para que, efetivamente, os cursos de Administração possam entregar para a sociedade e o setor produtivo profissionais com competências profissionais em Administração mais sólidas”, diz. Entre os destaques da nova DCN estão a formação por competências e a prática profissional obrigatória e supervisionada , a fim de promover o alinhamento da teoria com a realidade laboral do futuro administrador. “A expectativa do Sistema CFA/CRAs é elaborar um material dos conselhos, com as novas diretrizes, com o objetivo de orientar essas IES e ajudá-las a se readequarem para este futuro que a gente quer para os cursos de administração”, explicou a diretora de Formação Profissional do CFA, Cláudia Stadlober. O presidente da Câmara de Educação Superior, professor Antonio Freitas Junior, agradeceu o trabalho da comissão, em especial a colaboração do CFA e da Angrad. “Todos juntos trabalharam muito para a conclusão desse documento que norteia a educação de quase um milhão de estudantes no Brasil, incluindo, cursos de graduação, tecnológicos, presenciais e a distância”, afirmou Freitas. O relator da comissão foi o conselheiro do CNE, professor Antonio Carbonari Netto. O texto foi, aprovado por unanimidade e agora segue para revisão no CNE. Em sequência, irá para o gabinete do ministro da Educação para então ser homologado no Diário Oficial. A Comissão Especial do CFA para Análise das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Bacharelado em Administração foi coordenado pela diretora de Formação Profissional da autarquia, Cláudia Stadtlober. Ele foi composto, ainda, pela presidente do CRA-BA, Tânia Maria da Cunha Dias; pelo presidente do CRA-MA, José Samuel de Miranda Melo Júnior; pelo presidente do CRA-PR, Sergio Pereira Lobo; pelo presidente do CRA-DF, Udenir de Oliveira Silva; e pelo presidente do CRA-RJ, Wallace de Souza Vieira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Inovação é uma questão de sobrevivência para as companhias
Inovação é uma questão de sobrevivência para as companhias Henrique Domakoski atualmente é superintendente geral de Inovação do Estado do Paraná e já foi vice-presidente de Novos Negócios da Associação Comercial do Paraná. Graduado em Administração de Empresas pela FAE e em Direito pela Faculdade Curitiba e pelo MIT Sloan School of Management, foi o fundador do maior brechó online do Brasil, o Troc. Nesta entrevista, ele fala sobre o ambiente inovador do Paraná e das necessidades dos profissionais e empresas que querem sobreviver neste mercado competitivo. CONFIRA: O que é inovação em um ambiente empresarial? Inovação por essência é qualquer coisa que você venha a fazer, seja processo, produto ou serviço, que traga uma melhoria ou benefício para o seu consumidor. Seja aumento de receita, no caso de companhias, ou no caso da qualidade do serviço prestado para o consumidor ou na redução de custo para economia da empresa. Tem esse ganho atrelado nessa nova forma de executar a ação. E que ela pode ser de uma maneira incremental ou disruptiva. O que você considera “inovador” na área de Administração hoje em dia? Para entregar processo ou produto inovador, para que isso seja perceptível na ponta, da forma mais rápida e menos custosa possível, existe uma série de metodologias ágeis e modernas que permitem isso. Muitas delas ficaram consolidadas já nas startups, e hoje são aplicadas em organizações. A maioria delas passa por um ciclo de construção de produtos, o que antigamente se demorava muito tempo, investia-se muito, hoje é feito de maneira mais rápida, prototipando, testando, validando com seu cliente final e isso permite com que se tenha um resultado na ponta de maneira mais ágil e mais barata. Como estão as empresas no Paraná nesse quesito? Quais os pontos a melhorar? O Paraná vem se destacando no cenário nacional no que tange a inovação. Falamos desde a inovação disruptiva, com novas startups, mas também de empresas tradicionais que têm se reinventado e inovado em todo o seu processo. E o grande desafio para que isso aconteça, principalmente, é a questão do mindset. É você principalmente aceitar o erro, saber que errar faz parte do processo. Com um erro controlado, para que você aprenda com ele e com ciclos rápidos possa corrigir e cada vez criar produtos e serviços melhores para o consumidor final. Quais são os desafios e oportunidades para os administradores em se tratando de inovação? A inovação deixou há tempos de ser um diferencial competitivo para ser quase uma questão de sobrevivência. Esse é um desafio e as empresas têm que incorporar isso e adotar cada vez mais esse mindset inovador, metodologias ágeis, errar e corrigir rápido. Uma prática que tem sido adotada e muito bem-sucedida por muitas corporações é a inovação aberta, que é você se aproximar de startups para que elas possam auxiliá-lo a resolver seus desafios; porque dificilmente uma empresa vai ter todos os skills, desde pessoas, recursos financeiros, etc. Por isso, essa aproximação é fundamental para que você possa inovar na velocidade em que o mercado exige. Há um perfil de uma pessoa inovadora? E o administrador inovador? O que mais deve ser agregado a ele? Em relação à inovação muito se confunde a pessoa inovadora com aquela pessoa indisciplinada, que sempre busca caminhos diferentes para tudo. Mas não, a inovação é em relação a um processo, que tem metodologia, que ajuda você a encontrar soluções inovadoras. Mas por natureza eu acho que tem que existir um inconformismo, principalmente pela pessoa que lidera a inovação; inconformismo de que sempre há formas de melhorar o que está acontecendo. E, além disso, olhando para fora da companhia, é preciso ser uma pessoa antenada, próxima da inovação, vendo o que tem sido criado não só no Brasil, mas no mundo naquele mercado, para que isso possa ser absorvido dentro da própria empresa. Acredito que esse perfil é fundamental para quem lidera o processo de inovação dentro da companhia. Porém, lembro também que é uma ciência, que existe muita metodologia por trás, e não simplesmente ações isoladas que vão tornar uma empresa inovadora. Você tem algumas dicas ou orientações para que os administradores possam ser mais inovadores nas suas funções? A grande dica é que aquele administrador que achar que as coisas vão continuar sendo como sempre foram, ele está fadado ao insucesso. A pandemia nos mostra isso, é um antecipador de futuros, as tendências que iam acontecer nos próximos anos estão acontecendo em meses ou semanas. Muitos negócios vão acabar e muitos outros vão nascer, muitos serão reinventados e acho que este tEm que ser o mindset constante do administrador a partir de então. Sempre pensar que existem formas melhores de fazer aquele produto ou serviço que está sendo prestado, sempre ficar atento para o que está acontecendo no mundo, nos ecossistemas de inovação, porque certamente tem alguém pensando naquela solução, e muitas vezes se você não consegue fazer dentro de casa, aproxime-se de quem já está fazendo muito bem. Acho que tem muito esta questão do ‘coopetition’; você cooperar com os teus competidores porque o mundo vai exigir cada vez mais inovação e as companhias que irão sobreviver serão as que estiverem alinhadas com isso.
PALAVRA DO PRESIDENTE
Administrar o futuro inicia-se no presente Muito se tem falado acerca do novo normal, esse cenário futuro de novas formas de vida e de relacionamentos pessoais e profissionais. É certo que muitas coisas irão mudar – algumas para sempre – mas neste momento é cedo para analisarmos com clareza tudo que será uma realidade em um futuro próximo. No entanto, mesmo em panoramas incertos, a Administração se mostra uma ciência fundamental para que as organizações passem pelas turbulências com mais segurança. Procedimentos estratégicos como um bom planejamento, análise de riscos, otimização de recursos, inovação, gestão de pessoas, entre outras, são requisitos básicos para a sustentabilidade de empresas privadas ou instituições públicas, especialmente em cenários de incerteza. E aqui surge uma excelente oportunidade para os profissionais de gestão dizerem presente! Podemos antecipar uma demanda crescente de profissionais em diversos ramos da Administração. Seja na área de consultoria, pela necessidade de orientações de estruturação de novos negócios para profissionais que perderam seus empregos e irão se lançar aos seus próprios negócios, seja atuando em empresas que precisam inovar em seus serviços e produtos, e também é possível vislumbrar um novo horizonte para profissionais de RH, com a adoção crescente do trabalho remoto. O CRA-PR já vinha atuando fortemente na capacitação de nossos profissionais e vamos incentivar ainda mais esse processo, apoiando o desenvolvimento dos Administradores e, consequentemente, das empresas e instituições do Paraná.
Com medo de perder emprego, profissionais vão em busca de novas oportunidades

Desemprego em alta e cenário de incertezas motivam colaboradores qualificados a irem atrás de outros desafios. Mas será que é o momento para mudar de time? E o que a empresa pode fazer para não perder talentos? A pandemia do novo coronavírus continua trazendo grandes problemas para a sociedade. Além dos riscos para a saúde, a doença causou o desemprego de muitas pessoas. No Brasil, entre maio e junho, dois milhões de brasileiros perderam o emprego. O levantamento é da PNAD Covid-19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é feita em parceria com o Ministério da Saúde. Para se ter ideia do impacto, a população desempregada no início de maio era de 10 milhões e, na segunda semana de junho, já estava em quase 12 milhões. O receio de entrar nessas estatísticas tem motivado 41% dos profissionais qualificados e empregados, com 25 anos ou mais e com formação superior, a buscar novas oportunidades no mercado de trabalho. Os dados fazem parte da 12ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), que também indica mudança na confiança do mercado, em decorrência das incertezas e inseguranças causadas pela crise do novo coronavírus. O ICRH consolidado para a situação atual caiu de 37,5 para 25,2, enquanto para a situação futura (próximos seis meses) passou de 56,7 para 44,2, pouco abaixo do campo otimista. Mario Custodio, diretor de recrutamento da Robert Half. (Foto: Marcelo Pereira/M11 Photos) “É natural que, em meio a um cenário de incertezas, muitos profissionais empregados busquem novas oportunidades por receio de perderem seus postos de trabalho. No entanto, é fundamental uma análise realista do panorama e agir com planejamento. É preciso ter clareza sobre os pontos de insatisfação como: perspectiva de carreira, qualidade de vida, relação com o chefe ou pares, remuneração, benefícios, cultura corporativa e distância entre a casa e o trabalho para não tomar uma decisão motivada apenas por desespero”, pontua Mario Custodio, diretor de recrutamento da Robert Half. O conselheiro regional e coordenador da Comissão Especial de Recursos Humanos do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), Reinaldo Faissal, diz que todo mundo, literalmente, encontra-se no mesmo momento de incerteza. “Idas e vindas nas possibilidades de retorno às atividades, parcial ou total, têm sido frequentes”, afirma. Para aqueles que estão em busca de novos desafios, Faissal aconselha: “Considerem as mudanças que certamente ocorrerão no segmento que lhes desperta o interesse. Isso inclui tanto a capacidade de uma empresa se adaptar frente às mudanças, como a sua expertise em inovação e operação de forma sustentável”, orienta. Adm. Reinaldo Faissal (CRA-RJ) Ele reforça, ainda, que outro ponto a considerar é o alinhamento entre as características exigidas pela posição que almeja e suas competências, sendo estas constituídas pelo conhecimento que já adquiriu, as habilidades que possui e as atitudes que utiliza, além da necessidade de responsabilizar-se pelo autodesenvolvimento. “O sucesso não é garantido, mas certamente que com esses passos o risco estará minimizado”, conta o administrador. Como reter talento em tempo de crise? Nesse cenário de incertezas, perder profissionais qualificados para a concorrência pode ser ruim para a organização. Mas, então, como manter esse colaborador engajado na equipe? Segundo o diretor adjunto e conselheiro regional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), Hermano Mattos de Souza, muitas já sucumbiram e outras sequer possuem garantia de sobrevivência. “As que puderem, devem proporcionar todas as condições possíveis para reter aqueles que serão indispensáveis no processo de retomada normal das atividades. Afinal, eles possuem profundos conhecimentos dos processos internos e poderão enxergar o melhor caminho para a recuperação, em curto espaço de tempo”, orienta. Adm. Hermano Mattos de Souza (CRA-ES) Faissal reforça a importância da lealdade da organização com empregados, clientes, fornecedores, acionistas, instituições públicas e a sociedade. As ações e atitudes dos líderes, segundo ele, representam a melhor medida para que qualquer empregado avalie o quanto lhe é compensador “mergulhar de cabeça” naquela empresa. Para o conselheiro do CRA-RJ, o bom exemplo é peça essencial para obtenção do comprometimento. “A confiança é base para criação e manutenção de relacionamentos duradouros, portanto, deverá ser conquistada por intermédio da tomada de decisão e execução de ações, das mais simples às mais complexas, em consonância aos valores e princípios apregoados. Pelo princípio da reciprocidade a lealdade demonstrada será convertida em comprometimento e consequente bom desempenho”, diz. Aos gestores, a missão é compreender os objetivos dos colaboradores e tentar alinhá-los com os interesses da organização. Hermano explica que a interdependência entre ambos é inevitável. “Para serem alinhados, o único caminho existente é a negociação transparente, com elevado grau de confiança entre as partes. É o momento em que todos devem reconhecer que novos métodos de trabalho exigirão posturas mais condizentes com a nova realidade. Nada será como antes, mas, em uma organização, as partes jamais poderão possuir objetivos divergentes, sob pena de amargarem resultados desfavoráveis”, avalia do administrador do CRA-ES. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Aonde (não) está o papel do Administrador na Inovação?

Autor Adm. Izoulet L. M. Cortes Filho (izoulet@yahoo.com.br)* Frequentemente pergunta-se qual e onde está o papel do Administrador na inovação. Para uma ideia mais clara é importante olhar para o que é a inovação: Fazer-se algo novo ou substancialmente melhorado, em favor da competitividade, a qual pode acontecer em diversas esferas e níveis, nos negócios, na sociedade, no governo, nos ambientes de negócios, nos territórios. Portanto a inovação pode ser entendida como um meio para a busca de competitividade e diferenciação, acompanhada de resultado e com método. A inovação pode ter diferentes contornos, sendo de natureza tecnológica ou mesmo social, entre outras possibilidades. Schumpeter, dos primeiros e principais autores da inovação, já defendia o seu uso como vantagem estratégica para os empresários. A inovação não é necessariamente linear, isso é, não obrigatoriamente precisa cumprir sequencialmente as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), porém a sua jornada contempla alguns ingredientes: Novas necessidades que liguem demandas do mercado com a geração de ideias, conectando-se com atividades de P&D, produção e comercialização no qual, em última instância, representa a conexão entre o estado da arte da técnica com as demandas do mercado. Para que exista devem ser observados os aspectos da organização, da produção e da comercialização. Olhando a inovação tecnológica, em especial, essa presume estabelecer relações, detectar oportunidades, promover a melhoria técnica e explorar vantagens competitivas, ou seja, observar processos, padrões, oportunidades de mercado – em que o marketing faz-se presente, inclusive com Kotler auxiliando no senso de posição. Porter trouxe a competitividade: As 5 forças, estratégia e vantagem competitiva, vantagem comparativa e a cadeia de valor. Inovação e a administração compartilham ferramentas em comum, como o Canvas de Osterwalder. A inovação precisa ser gerenciada, controlada, estabelecida e mensurada – inclusive em termos de custos ou mesmo de tributos se executada dentro de programas de políticas de benefício e incentivos até mesmo de natureza fiscal. Possui manuais internacionais específicos, com contribuição da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico: Oslo (Inovação), Frascati (P&D), Canberra (Gestão de RH). Autor de referência da Administração, Peter Drucker, precisa ser mais explorado no vínculo com inovação. Nele o empreendedorismo é peça central na sobrevivência e no crescimento. Nele encontra-se a peça fundamental da articulação ligando Administrador e Inovação: “Inovação é a ferramenta específica dos empreendedores, o meio pelo qual exploram as mudanças como oportunidades para um negócio ou serviço diferente”. Considerou a Inovação como uma disciplina e, no conjunto da relação entre áreas, autores e teorias, pode-se rever o papel da Administração como Ciência, o que poderia ser melhor explorado. Para que a Inovação ocorra, várias profissões são necessárias, mas cabe ao Administrador combinar todos os ingredientes em favor de gerar valor na empresa, a peça central transformadora da sociedade moderna – e da essência capitalista. O Administrador tem um papel vital para implementação e sucesso da competitividade e a gestão da inovação é elemento-chave para isso que ocorra. Ambas estão estreitamente ligadas. Além da inovação ser uma disciplina da Administração, a ela conecta-se em várias dimensões e tem a capacidade de evidenciá-la como ciência. Adm. Izoulet L. M. Cortes Filho Administrador de Empresas, com Habilitação em Comércio Exterior. Pós-graduado em Política, Estratégia e Planejamento. Mestrando em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia. Membro do Comitê de Gestão da Inovação e Tecnologia do CRA-PR izoulet@yahoo.com.br “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
05 de Julho – Dia do Profissional de Administração Pública

05 de Julho – Dia do Profissional de Administração Pública
Administradoras discutem ações para promover o protagonismo das mulheres no Sistema CFA/CRAs

As profissionais de Administração do Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs) se reuniram nesta quarta-feira, 1º de julho, para compartilhar experiências e planejar futuras ações do CRA Mulher. O evento foi virtual e promoveu o encontro de lideranças femininas dos Regionais de todo o Brasil. Único homem presente na reunião, o diretor da Câmara de Relações Internacionais e Eventos do CFA (CRIE), Gilmar Camargo, destacou a importância do protagonismo das mulheres no Sistema CFA/CRAs e ressaltou que, em razão da pandemia e de limitações orçamentárias, muitos projetos da autarquia foram pausados, entre eles o Encontro Brasileiro de Administração (Enbra). “Nossa intenção era realizar o terceiro Fórum das Profissionais de Administração paralelo ao Enbra. Ele aconteceria em outubro deste ano, mas acatamos um pedido do CRA-BA e adiamos o Encontro para 2021”, explicou. Ele ressaltou, ainda, que a CRIE realizou várias reuniões antes da pandemia para reforçar, entre os CRAs, a importância de se atentar para as propostas que foram apresentadas nos Fóruns das Profissionais de Administração já realizados. A conselheira federal pelo estado do Rio Grande do Norte, Ione Salem, fez uma breve retrospectiva dos eventos voltados para as profissionais de Administração e destacou que, durante o XVI Fórum Internacional de Administração, as mulheres do Sistema CFA/CRAs se reuniram para a segunda fase do II Fórum das Profissionais de Administração. Nesse encontro, realizado em 2019, Ione comentou que elas elaboram a “Carta de Palmas”, que contempla as ações que seriam realizadas em 2020. Das 47 sugestões, elas priorizaram as que estão voltadas para o empreendedorismo, o mercado de trabalho e o empoderamento da mulher. Uma das propostas é a criação do “CRA Mulher” em todos sos Regionais do país. Experiências positivas Durante a reunião, elas compartilharam as ações que estão desenvolvendo em seus estados para promover o protagonismo feminino por meio do “CRA Mulher”. A administradora e presidente do CRA-BA, falou da experiência na Bahia e ressaltou que o próximo Fórum acontecerá na mesma semana do Enbra, mas fora da programação do Encontro, para que todas possam aproveitar, ao máximo, o evento voltado para as profissionais de Administração. Tânia ressaltou, ainda, que desde que foi presidente do CRA-BA pela primeira vez, há dez anos, ela buscou trazer a mulher para o protagonismo. “Fiz isso sem criar grupos e concorrências desnecessárias, mas trabalhando em harmonia com os homens, pois eles são nossos parceiros. Na minha cabeça, somos todos iguais”, destacou Tânia. No Ceará, a vice-presidente do CRA-CE, Rita Silveira, falou que o CRA Mulher foi criado em 2017 e, desde então, já realizou duas edições do Fórum Estadual de Mulheres da Administração (Fema). Além desse evento, elas apoiam outras ações pela mulher administradora naquele estado. O CRA Mulher no Rio Grande do Sul também começou a ser estruturado em 2017 e, após a participação das administradoras do CRA-RS no Fórum que o CFA realizou em Brasília, no ano passado, elas voltaram para Porto Alegre com muita vontade de fazer funcionar o comitê feminino no estado. Sem orçamento, a conselheira regional do CRA-RS, Helenice Rodrigues, disse que elas decidiram apoiar institucionalmente os eventos voltados para o público feminino, principalmente aqueles focados no empreendedorismo e na inclusão de mulheres na área de inovação e startups. “Em agosto terá o primeiro Seminário Coletivos Femininos do Brasil, o Ser Mulher, e nós estaremos lá. Vai ser muito importante a participação neste evento”, afirmou, lembrando que o seminário será 100% on-line, com o intuito de ajudar o público feminino forte a aumentar os conhecimentos em diversas áreas como pessoal, emocional, espiritual e profissional. A coordenadora da Comissão Especial da Mulher Administradora do CRA-RJ, Yara Maria Guimarães Assis Rezina, também compartilhou a experiência das ações que o Regional tem desenvolvido para promover as profissionais de administração. Ela citou as homenagens que o CRA faz e destacou, ainda, as entrevistas e materiais de comunicação que a TV do CRA-RJ já realizou com e sobre mulheres administradoras e que estão disponíveis no site do Regional. Propostas Depois dos cases apresentados, as administradoras começaram a expor sugestões para fortalecer as ações das mulheres no Sistema CFA/CRAs. Um dos pontos mais destacados é a necessidade de expandir o CRA Mulher para os Regionais que ainda não instalaram a comissão feminina em suas bases. Outra proposta foi voltada para a área de comunicação. Ione Salem reforçou a importância de aproveitar a boa fase das lives em tempo de pandemia para realizar encontros on-line, a fim de discutir os temas pertinentes às mulheres administradoras, inclusive com apoio do CFA. Sua ideia foi ratificada pelas demais participantes e, com apoio da maioria, a conselheira federal foi indicada para ser a representante do grupo junto ao CFA. A administradora Joice Fabrício, do CRA-PR, sugeriu que as mulheres vissem, como oportunidade, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), já que ela traz uma dimensão de compliance que pode abrir caminhos de atuação para as administradoras. Além disso, a administradora do CRA-DF, Mônica Covas Gama, apresentou a proposta do Observatório da Mulher do DF, iniciativa criada pelo Governo do Distrito Federal cujo objetivo é oferecer uma plataforma com números e informações sobre a realidade das mulheres no DF. O Observatório aponta dados de áreas como saúde, segurança pública, educação, trabalho, direitos humanos, entre outros. Ele também atende mulheres em situação de violência. Outro objetivo da plataforma é produzir diagnóstico para a implementação e avaliação de políticas públicas voltadas para o público feminino. A sugestão foi bem recebida pelas participantes da reunião e a ideia é usar o Observatório como referência para criar algo semelhante para o Sistema CFA/CRAs. Por fim, as mulheres discutiram datas para as próximas reuniões e está prevista, ainda, a entrega de uma publicação que visa ensinar a abrir, no Regional, um comitê do CRA Mulher. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Câmara e Senado planejam voltar às atividades presenciais em julho

Desde o início da pandemia da Covid-19, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal suspenderam as atividades legislativas presenciais. Parlamentares de ambas as casas passaram, então, a fazer sessões remotas para analisar e votar diversos projetos. Contudo, eles têm dado prioridade para propostas com ações de enfrentamento ao novo coronavírus. Mas isso não impediu que deputados e senadores também abrissem exceções, sobretudo para votações de Medidas Provisórias editadas antes do início da pandemia e que teriam seus prazos de validade esgotados. Entre as pautas analisadas e aprovadas pelos parlamentares do Congresso estão as propostas de mudança na legislação sanitária – o novo Marco do Saneamento, aprovado na semana passada -, normas relativas aos profissionais de saúde; normas relativas ao auxílio emergencial e adequação da legislação trabalhista; mudança ou criação de linhas de crédito; suspensão de cobranças; e auxílio a entes federados. A Câmara dos Deputados já aprovou, desde a instituição de votações remotas, mais de quarenta projetos. Esse número se repete no Senado Federal. Mas como será o trabalho legislativo após a pandemia? Quais pautas serão prioridades na agenda dos parlamentares? Para o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Mauro Kreuz, a perspectiva é de que os deputados voltem para a discussão sobre a distribuição das presidências das Comissões Temáticas e Técnicas. “Antes da pandemia, eles sequer haviam definido os membros de cada Comissão para escolher os presidentes”, explica. Mauro acredita que, passada a crise, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dará prioridade para a formação do Conselho de Ética, visto que existem várias denúncias encaminhadas ao Conselho de Ética, e retomará a discussão da reforma tributária, abrindo espaço para ouvir diversos setores empresariais, a fim de chegar a uma proposta que seja melhor para todos os brasileiros. Mauro também acredita que haverá uma reestruturação das Comissões Mistas Especiais de Análise das Medidas Provisórias e da Comissão Mista de Orçamento. Esta última terá a missão de analisar as propostas de Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual. “O plenário também analisará Projetos de Leis com requerimentos de votações urgentes”, diz o presidente do CFA. Com relação ao Senado, a perspectiva pós-pandemia é muito semelhante. Mas, como ele está com as Comissões em seu segundo ano de mandato, elas poderão votar projetos que já estão com parecer aguardando votação e poderão ser distribuídas para relatores outras propostas que aguardam indicações. Apesar disso, Mauro acredita que a Covid-19 ainda estará em pauta. “Muitos projetos e medidas provisórias relacionadas à doença ainda poderão ser votados, mesmo após o fim da pandemia. São matérias estruturantes para novos casos de pandemia e benefícios a pessoas, empresas e profissionais que foram afetados pela crise”, afirmou. Um dos temas que devem voltar a pauta das discussões é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 108, encaminhada para o Congresso pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e que dispõe sobre a natureza jurídica dessas autarquias. Ela faz parte de uma série de reformas que o ministro deseja implementar no atual governo. “Somente no retorno das atividades presenciais poderemos saber se o relator da PEC conseguiu algum avanço. Nós também só conseguiremos fazer algum trabalho presencialmente. Contudo, não acho que essa matéria deva ser publicada. A PEC 108 deve ser tratada apenas internamente e ela tem, ainda, um longo caminho antes de receber prioridade pelo presidente da Câmara dos Deputados”, avaliou Mauro Kreuz. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
O PAPEL DO GESTOR DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR NO ENFRENTAMENTO DA PANDEMIA

Autora: Adriane Diemer Uecker, MSc Administradora, professora, coordenadora de curso de Administração e delegada adjunta do CRA-PR na Seccional de Cascavel e-mail: adri.uecker@gmail.com Quando do desenvolvimento do Planejamento Estratégico, organizações brasileiras, pelas características do país, que não apresenta histórico de catástrofes, normalmente direciona seus planos considerando as tendências do mercado e pouco dá enfoque para as descontinuidades. Pois bem, chegou 2020 e com ele o momento de engrandecer a importância do desenvolvimento completo de PE, dando a devida importância para as descontinuidades, apesar das dificuldades que temos de criar cenários negativos. Mesmo sendo anunciada em janeiro e ter seu impacto no Brasil a partir de março, o tempo foi curto para a preparação das empresas brasileiras e com as instituições de ensino superior não foi diferente. O gestor que tinha feito o dever de casa, sofreu e ainda sofrerá com os impactos causados por todas as mudanças do mercado, mas conseguiu interagir melhor com o caos instaurado com a pandemia. As instituições de ensino superior que seguiam as tendências quanto à tecnologia no setor de educação, conseguiram uma adaptação mais rápida com as drásticas mudanças impostas pelas autoridades para diminuir a propagação do Covid19, principalmente com o isolamento social e a consequente suspensão das aulas presenciais. Para aquelas que já vinham desenvolvendo atividades de metodologias ativas e detinham a tecnologia para aulas na modalidade de ensino a distância foi simplesmente mudar do presencial para o remoto e manter o calendário acadêmico. Apesar de ter que adaptar alunos e professores à nova realidade, foi possível manter o serviço e justificar a permanência da cobrança de mensalidades. Já para instituições que mantinham a velha dinâmica de ensino, baseado na relação direta presencial entre professores e alunos em salas físicas e materiais impressos, a suspensão das aulas gerou a interrupção dos serviços e consequentes motivos para o não pagamento das mensalidades, desistências e transferências. O gestor, como normalmente acontece, teve que adequar todas as áreas, justificando ser uma organização um sistema dinâmico e todo relacionado. Na parte financeira teve que fazer adequações de custos para suportar o aumento da inadimplência, além de operar modalidades diferenciadas de pagamento para atender a necessidades de alunos que tiveram queda na renda familiar. Na parte de pessoal, teve que exercer forte liderança para manter a equipe focada no desenvolvimento das atividades, não deixando se abater diante do cenário de caos social, econômico, político e de saúde. Teve que desenvolver treinamentos em regime de urgência, dando suporte principalmente aos professores para mudar definitivamente sua forma de ministrar aulas. Teve também que treinar alunos, que ainda se adaptavam às novas modalidades, além de dar suporte aos que não tinham equipamentos e nem internet para acompanharem as aulas. Se não bastasse, teve que organizar os funcionários sem atividades presenciais, seja por férias, home office ou suspensão temporária de contratos de trabalho. Talvez o grande desafio esteve na parte mercadológica, principalmente convencendo a sociedade quanto a diferença entre Ensino a Distância e Ensino Remoto, em que este último segue o modelo presencial, porém, ministrado on line, garantindo manter todos os padrões de qualidade e eficácia do processo de ensino-aprendizagem. Já a parte de operações teve que lidar com duas situações, tanto para a modalidade de ensino remoto, quanto para a adaptação das instalações físicas e processos para a retomada das aulas presenciais. Uma boa prova de fogo para o gestor, seria considerar a descontinuidade da interrupção repentina da internet no mundo no próximo Planejamento Estratégico. Que tal? “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Senado aprova PL que visa universalizar acesso à água e ao esgoto

A pandemia da Covid-19 trouxe muitos desafios para o mundo inteiro. No Brasil, a doença causou impacto ainda maior, pois o país sofre, há décadas, com problemas de infraestrutura e isso expõe mais a população a inúmeras doenças. Por isso, o Senado Federal decidiu agilizar a votação do novo marco legal do saneamento básico. O texto do Projeto de Lei n.º 4.162/2019 foi analisado em sessão remota na última quarta-feira, 24 de junho, e aprovado por 65 votos a 13. Agora, a proposta segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro. O Conselho Federal de Administração (CFA) comemorou a vitória. Para a autarquia, os problemas que o país enfrenta na área do saneamento básico são frutos da ingerência. Há anos que o Conselho tem trabalhado para promover a gestão profissional no setor e, por meio do Sistema CFA de Governança, Planejamento e Gestão Estratégica de Serviços Municipais de Água e Esgotos (CFA-Gesae), ela oferece aos municípios uma ferramenta de governança e planejamento estratégico de serviços públicos de água e esgoto. Cidades como Palmas-TO e Porto Seguro-BA já usam o CFA-Gesae para gerir serviços de água e esgoto. Para a diretora de Estudos e Projetos Estratégicos do CFA, Gracita Barbosa, a aprovação do projeto é um grande marco para a história do país. A administradora lembrou que, por meio do CFA-Gesae, o Conselho já defendia que a saúde está ligada ao saneamento básico. “Nesse momento da pandemia, tudo isso veio à tona e teve que ser votado. Isso foi maravilhoso, pois estamos cem anos atrasados em relação a outros países e nos últimos 30 anos estamos com uma infra estrutura deficitária e inadequada”, afirmou Gracita. Ao defender o novo marco legal, o relator do PL, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), citou dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Ela estima que a universalização dos serviços de água e esgoto reduziria em R$ 1,5 bilhão os custos anuais com saúde. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, para cada R$ 1 investido em saneamento, gera-se uma economia de R$ 4 em gastos com saúde”, argumentou o parlamentar. O saneamento também está intimamente ligado a outros setores. Jereissati diz que muitos setores econômicos dependem da adequada prestação desses serviços. O turismo, por exemplo, que não se desenvolve com precária rede de água e esgoto. “A universalização do saneamento também está associada a produtividade e a escolaridade, pois áreas sem acesso à rede de distribuição de água a de coleta de esgoto apresentam maior atraso escolar”, explicou. Avanços De acordo com o CFA-Gesae, o consumo médio per capita de água, no país, é de 154 litros por dia. No Brasil, 53,15% da população tem acesso à rede tratada de esgoto. Os outros quase cem milhões de pessoas, principalmente das regiões Norte e Nordeste do país, ainda convivem com dejetos a céu aberto. Segundo Gracita, a aprovação do marco legal traz muitos pontos positivos. Um deles é a obrigatoriedade da licitação que, possibilitará, uma maior abertura para empresas privadas atuarem no setor. “Isso é muito importante para o nosso país. A inserção de recursos privados para o saneamento básico vai tirar o Brasil do atraso das três últimas décadas, gerando economicidade na área da saúde”, defendeu. Fonte: CFA-Gesae Além disso, ela conta que o novo marco legal vai gerar muitos empregos. “São aproximadamente R$ 700 bilhões destinados para fazer essas construções e obras de melhoria do setor até universalização total”, avisou a diretora do CFA. Por meio do PL, a meta é atingir cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto. Os contratos também deverão se comprometer com tais metas de universalização a serem cumpridas até o fim de 2033. O texto do marco legal também prorroga o prazo para o fim dos lixões. A Agência Nacional de Águas (ANA) passará a ser responsável pela regulação do setor, mas não elimina as agências locais. Os municípios deverão implementar planos de saneamento básico e a União poderá ajudar com apoio técnico e financeiro caso as regras sejam respeitadas. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
CFA divulga calendário das Eleições do Sistema CFA/CRAs

Em outubro, o Conselho Federal de Administração (CFA) realizará as Eleições do Sistema CFA/CRAs. Mais uma vez, o pleito será realizado diretamente no site www.votaadministrador.org.br. Nesta quarta-feira, 24, a autarquia divulgou o calendário eleitoral com todos os prazos previstos para garantir o sucesso da eleição. Segundo o cronograma, até o dia 30 de junho será publicado, pela Comissão Permanente Eleitoral do CFA, o edital de convocação das Eleições em 2020. Uma outra data importante é o prazo dos pedidos de registros de chapas nos CRAs, que terminará no dia 4 de agosto. Em setembro, está prevista a inserção do Colégio Eleitoral, pelo CRA, no sítio eletrônico www.votaadministrador.org.br. Todos os preparativos terão seu apogeu no dia 28 de outubro, data da realização das Eleições do Sistema CFA/CRAs 2020. O calendário eleitoral completo e com mais informações está disponível no site. Clique aqui e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Gestão de emergência: o uso das ferramentas de gerenciamento para sobrevivência empresarial

Autor: Adm. Claudemir José de Souza – Especialista em Finanças, Doutor em Administração, Conselheiro e Delegado do CRA-PR Seccional Francisco Beltrão. O termo inovação disruptiva vem sendo amplamente discutido no meio acadêmico e empresarial. Neste momento de pandemia, gestores depararam-se com a necessidade eminente de transformar e inovar nas empresas para mantê-las vivas. O fechamento abrupto do comércio e da indústria, bem como a proibição e a redução da circulação de pessoas em função da pandemia do Covid-19, decretados pelos gestores públicos, geraram uma instabilidade há muito tempo não vista na economia mundial. O ambiente instável evidenciou e ao mesmo tempo exigiu que as empresas se reinventassem e antecipassem a implantação de muitos projetos futuros. Nas instituições de ensino, por exemplo, as aulas presenciais deram lugar a aulas síncronas, por meio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Outro exemplo foi o caso das grandes varejistas, as quais aceleraram ainda mais o e-commerce e o marketplace como forma de possibilitar e incrementar as vendas e o acesso ao mercado on-line, pois para muitas empresas os canais do meio digital eram desconhecidos. Profissionais de marketing foram pressionados a buscar formatos de comunicação que consigam atingir diferentes canais de mídia para atender o consumidor crossmedia. A comunicação não é mais uma via de mão única. Presenciamos claramente essa mudança nas últimas eleições brasileiras, que evidenciaram ainda mais a força da internet e das mídias sociais, superando as mídias tradicionais. Neste cenário adverso, gestores precisaram abrir a caixa de ferramentas de gestão de forma a adequarem suas ações para a sobrevivência da empresa. A Bain & Company, empresa norte americana de consultoria, com sede em Boston, Massachusetts, realiza desde 1993 uma ampla pesquisa sobre as ferramentas de gestão mais populares utilizadas pelos gestores ao redor do mundo e gera disso um ranking. Com a caixa de ferramentas de gestão em mãos, os gestores tiveram que elaborar e estruturar um plano estratégico para a preservação do que é mais importante para as empresas: o caixa, o capital de giro, os fornecedores e, principalmente, a equipe de funcionários. Sabemos que na retomada serão esses que farão toda a diferença para reiniciarem seu crescimento. Para esse plano estratégico podem ser utilizadas, conjuntamente, a análise SWOT, as cinco forças de Porter e a Matriz de Ansoff ou Matriz Produto Mercado. Trata-se de um plano fundamental para esta gestão emergencial, de forma a garantir a sobrevivência e a posterior retomada das atividades e do crescimento. Após as devidas avaliações do cenário, novamente entrará em ação a análise e o planejamento criterioso do gestor, de forma a estruturar a empresa para atingir o break even point, uma poderosa ferramenta financeira que permite encontrar o ponto de equilíbrio da empresa. Atingido o break even point, e a partir dele, a empresa buscará gerar caixa para pagar as dívidas e, a partir deste ponto, poderá voltar a investir. O momento é extremamente desafiador, com o mercado mudando rapidamente, com novos players surgindo diariamente e clientes cada vez mais cientes, conscientes e menos apegados a marcas. No momento atual, a capacidade de se adaptar às mudanças ficou ainda mais evidente, sendo a adaptação uma vantagem competitiva significativa. Neste sentido, o aproveitamento máximo das ferramentas de gestão auxiliará e certamente favorecerá a busca pela sobrevivência e pelo crescimento, através da inovação constante. Assim, para que o plano ocorra com sucesso, os gestores precisarão conhecer e saber operacionalizar esse cabedal de ferramentas de gestão disponíveis, o que fará toda a diferença no auxílio para a sobrevivência da empresa e posteriormente, no seu crescimento, pois toda crise é passageira e essa não será diferente. cjsouza@unipar.br “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
ADM que exerce a profissão tem que ter registro em CRA

Profissional atua como Analista Financeiro e queria cancelar a inscrição no CRA-RJ. Mas, com base na Lei n.º 4.769, a Justiça Federal concluiu que o registro é obrigatório A Lei n.º 4.769/1965 é clara: para exercer a carreira de administrador é necessário o registro profissional em Conselho Regional de Administração. Sem esse registro, a pessoa fica impedida de desempenhar a sua profissão. Contudo, ainda tem pessoas que tentam burlar a legislação e recorrem ao Poder Judiciário para ficarem isentas de suas obrigações legais. Mas, como contra fatos não há argumentos, o que tem prevalecido é o que está expresso na Lei n.º 4.769. Um dos casos mais recentes aconteceu no Rio de Janeiro. Uma administradora pleiteou, perante o Juizado Especial Cível daquele estado, o cancelamento do seu registro de administradora e, ainda, solicitou indenização por danos morais. A administradora é Analista Financeira Plena da Rodoviária do Rio de Janeiro S.A. A função em questão exige nível superior em Administração. Além disso, as atribuições do cargo exercido correspondem às previstas no Art. 2º da n.º Lei 4769/1965, que regulamenta o exercício da profissão de administrador. Por isso, na sentença, o juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), Pedro Losa Loureiro Valim, concluiu que “não pode ser acolhida a pretensão autoral, já que as funções do cargo ocupado são próprias de administrador”. Desse modo, os pedidos da administradora foram julgados improcedentes, sendo mantida a exigência do registro perante o CRA-RJ. Jurisprudência O CFA, por meio da Câmara de Fiscalização e Registro, divulga no site as jurisprudências com as decisões judiciais favoráveis à profissão. O interessado pode acessar a página e escolher entre os assuntos “Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial”, “Administração de Condomínios”, “Embaraço a Fiscalização/Sonegação de Informações e Documentos”, “Cargos Pertinentes ao Administrador”, entre outras. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
PARCERIA do CRA-PR: Acesse e Aproveite CRA-SP Educa
Finanças e RH estão entre as áreas que estarão em alta após a pandemia

Contudo, profissionais de administração que atuam nesses segmentos precisam desenvolver novas competências para atuar no novo cenário pós-crise Quase cem dias depois do início do isolamento social causado pela Covid-19, o assunto em pauta ainda é o novo coronavírus. Mas agora, o mundo começa a se preparar para a vida pós-pandemia. Em um cenário ainda incerto, muitos profissionais começam a repensar a carreira e se reinventam diante de tantas mudanças. Neste contexto, algumas carreiras se destacam. É o que mostra um levantamento feito pelo portal InfoMoney. De acordo com o estudo, as profissões que estarão em evidência após a pandemia são das áreas de tecnologia, finanças e saúde. O profissional de Recursos Humanos, que tem sido essencial em meio a crise, também promete fazer a diferença no mundo após essas transformações. Para a administradora, coach e especialista em Gestão de Pessoas, Jamile Costa, essa profissão será promissora, pois a humanização ganhou forças com a Covid-19. Adm. Jamile Costa Ela explica que o home office forçou as empresas a terem uma nova rotina. Nesse novo contexto, as áreas de RH precisaram se reinventar para manter os resultados e o engajamento dos colaboradores. “A gestão estratégia de pessoas está preparada para isso. Acredito que ela tem um papel de muita responsabilidade em trabalhar esse fator humanização. A empresa que não tem isso terá que começar a desenvolver e trabalhar com uma nova estratégia”, diz a CEO da Expertise Consultoria. Para o coordenador de Recursos Humanos do Conselho Federal de Administração (CFA), Isaías Santos, o profissional de RH é um dos heróis da pandemia. “Não há dúvidas de que ele está em evidência neste momento, considerando que ele deve contribuir para a sanidade das relações entre empregados e o ambiente laboral que agora está nos lares em uma grande parte dos casos”, afirma, ressaltando que as empresas começam a se preparar para o “novo normal”. “Imperiosamente, cabe ao RH implementar medidas para que isto aconteça, dando a ele – gestor da área – o protagonismo que o coloca como “profissional da vez”, destaca o administrador. Finanças em alta Das dez profissões que estarão em alta no mundo pós-pandemia, cinco são da área de finanças. O consultor empresarial e sócio na Delphus Consultoria & Projetos Ltda e Associado na Consulting Now, Alberto Tavares, concorda com essa projeção. Contudo, ele destaca que já faz um bom tempo que esses profissionais estão em uma ascendente, seja pela questão de uma economia mais globalizada, seja pela popularidade das bolsas de valores ou mesmo pela criação de moedas digitais. Consultor empresarial, Alberto Tavares. “Evidentemente, o momento requer uma atenção especial em função do alto impacto que a pandemia está provocando na economia em escala global. Por esse motivo, acredito que essas carreiras vão continuar em alta, apenas com um detalhe. Também acredito que profissionais mais experientes terão mais oportunidades nesse momento, principalmente pela maior facilidade que eles possuem em lidar com planos de médio e longo prazos”, analisa. Futuro já começou Para estar pronto, os especialistas são unânimes: é preciso desenvolver novas competências, as chamadas soft skills. Na área de RH, Jamile destaca, ainda, a importância de saber usar ferramentas tecnológicas para mensurar dados e indicadores, pois elas permitirão modelar novos planos de trabalho. “O RH não é mais aquele setor que só faz contratação, recrutamento e seleção de pessoas, cuidar de folha de pagamento, etc. Em plena pandemia de Covid-19, fomos forçados a trabalhar e entender comportamento. Precisamos mudar paradigmas e tornar esse trabalho mais estratégico”, explica. Adm. Isaías Santos. Alberto também acredita que os profissionais do futuro terão que ser mais humanos. “Não tenho dúvidas que as competências mais valorizadas, daqui pra frente, serão aquelas relacionadas a melhoria do clima organizacional. Portanto, palavras como empatia, escuta ativa, liderança participativa, entre outras, que eram mais usadas para enfeitar a fachada de algumas organizações, vão precisar ser utilizadas de verdade para garantir a sua sobrevivência”, defende o administrador. Apesar do caos, a pandemia também trouxe coisas boas. Segundo Isaías, o principal ponto positivo da crise foi a capacidade de tirar todos de suas zonas de conforto. “Se as reuniões e negociações virtuais – home office – eram uma possibilidade, agora são realidade. A higiene do ambiente de trabalho, das mãos e o valor da ventilação natural, se tornaram óbvios e isto passa a ser desejado e valorizado. É certo que as organizações se tornarão muito mais digitais a partir deste momento, e é provável que passem a ser mais produtivas até. Certamente, haverá posições que não retornarão mais para os espaços corporativos por serem plenamente compatíveis com os ambientes domésticos com a qualidade das entregas mantidas ou até maximizadas”, avalia o coordenador. Confira, abaixo, as dez profissões que prometem estar em alta no mundo após a pandemia. Profissão Área Profissional de cibersegurança Tecnologia Profissional customer experience Tecnologia Especialista em nuvem (ou cloud) Tecnologia CFO (ou diretor financeiro) Finanças Diretor Comercial Finanças Gerente de Tesouraria Finanças Planejador Financeiro Finanças Assessor de Investimentos Finanças Profissional de Recursos Humanos RH Enfermeiros e Técnicos em Enfermagem Saúde Fonte: InfoMoney Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Webinar “Gestão da Inovação no Serviço Público”

Webinar “Gestão da Inovação no Serviço Público”
A arte da gestão em tempos de pandemia

A arte de pensar, de decidir e de agir; é a arte de fazer acontecer, de obter resultados. Estes, por sua vez, podem ser definidos, previstos, analisados e avaliados, mas que têm de ser alcançados através das pessoas e numa interação humana constante. É com esta arte de pensar e julgar, que caracteriza a gerência, exige maior amplitude e lateralidade de pensamento. Por isso, é recomendado aos gerentes que adquiram mais conhecimentos ou mesmo formação avançada para estimular a sua mente e curiosidade, na busca de novos horizontes e perspectivas sobre a realidade em que estão inseridos. Enfrentamos nos dias de hoje a nossa pior batalha, de um lado um vírus que destrói vidas humanas, e de outras empresas de pequeno e médio porte sendo destruídas pelo isolamento social. Infelizmente poucos destes pequenos e médios empresários se prepararam como gestores de seus negócios, e aqui observamos a importância das áreas de administração, um bom planejamento, um marketing bem feito, uma área financeira bem realizada. É fundamental em épocas de crise ter em mente tais fatores para sobrevivência empresarial. Seria impossível adivinhar o que iria acontecer, mas é fato que a maioria dos micro e pequenos empresários jamais se preocuparam em ter um plano emergencial para momentos de crise. Todos erramos, empresários, governanças políticas, consumidores. É uma corrente onde seus elos vão se interligando, e precisamos cada vez mais pensar e agir em conjunto e não em isolamento. O que chama atenção neste período pandêmico, é ausência de grupo e/ou comissão de gestores (sociedade civil organizada) nas cidades, os quais poderiam auxiliar os empresários afetados diretamente pela crise epidêmica, objetivando oxigenar novamente o comércio sufocado pela crise. Neste campo onde nos encontramos hoje, onde não sabemos quem vai ganhar, ou quem vai perder, serve a lição para que possamos ver e sentir a importância do administrador frente as comissões das áreas estratégicas. Outro ponto importante está intimamente ligado a falta de secretários públicos especializados e afetos a pauta de indústria e comércio. Normalmente são nomeadas pessoas de partidos políticos que colaboraram na campanha, sendo que os profissionais especializados, neste momento de crise, poderiam fazer toda a diferença e promover medidas adequadas e tecnicamente efetivas para a resolução estratégica. Temos um pais rico na agricultura onde um quarto da população mundial e abastecido pelos grãos colhidos pelo Brasil, temos um país rico em empresas, onde podemos nos erguer e mostrar a potência que somos perante o mundo. Muitas vezes vemos governantes preocupados em trazer grandes empresas, isso nem sempre é a solução, a maioria das cidades não tem infraestrutura necessária para isso, a grande empresa se move quando tem ao seu redor pequenas empresas fornecedoras, caso contrário ela tem que se deslocar para outras cidades em busca de mão de obra e insumos. Somos sabedores que cada região tem suas dificuldades e seus nichos de mercados a serem explorados e que essa realidade ficará mais evidenciada durante e pós pandemia. Com o gestor, a cada diagnóstico, surgem novas ideias e inovações, é disso que precisamos, precisamos acreditar e mostrar que é possível. Assim teremos empresas mais resilientes, alavancando a economia deste pais mesmo em um cenário sombrio pós pandemia. Será com a gestão que resolveremos isso, gerenciar o que temos em nossas empresas e em nossos municípios, e buscar alternativas que estejam dentro das possibilidades do novo normal, dando o auxílio e ajuda necessária para alavancarmos a economia com a maior brevidade possível após tudo isso passar. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
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Não é de hoje que se fala em digitalização dos negócios. O assunto é recorrente e por mais que estejamos conectados, ainda há os que lutam para convencer suas cadeias sobre os benefícios e modernização do segmento, principalmente no que se refere a eficiência operacional, análise de dados e aplicação de estatísticas. Mychel Paes Barreto – administrador Segundo especialistas, em época de crise, a cultura digital se torna cada vez mais aparente e auxilia gestores e empresários – de forma prática – nas necessidades de descentralização de equipe, estratégias, otimização organizacional e geração de resultados mais assertivos. “É tempo de digitalizar as organizações para manutenção e prospecção do futuro. Essa necessidade ficou ainda evidenciada com as regras de isolamento social, onde as empresas foram obrigadas a realizar trabalho remoto e criar novos mecanismos de comunicação online. Neste novo cenário as organizações que forem mais flexíveis e ágeis sairão na frente”, disse o administrador e professor universitário, Mychel Paes Barreto. A digitalização é um processo complexo que exige especialização e engajamento dos interessados, porém torna-se imprescindível para as instituições que planejam se sustentar na era da Indústria 4.0. O que concorda a administradora e especialista em Gestão para Excelência, Silvane Mascarenhas de Almeida. Para ela, “para tornar as companhias mais inteligentes e efetivas, é necessário extrair o máximo valor das tecnologias”. “A digitalização dos negócios é um caminho sem volta, eficiente e democrático. Quanto a análise dos dados, desde os tempos antigos, a humanidade busca medir, registrar e analisar o mundo para melhor entendê-lo. É fundamental o investimento no uso de tecnologias, citamos como exemplo, o big data, que coleta, armazena e processa uma grande quantidade de dados, com o objetivo de transformá-las em informações uteis e estratégicas, para todas as áreas da empresa”. Operações eficientes São muitos os serviços oferecidos pela tecnologia digital a fim de impulsionar as oportunidades nos negócios, como as ofertas de aprimoramento das aplicações sobre grandes conjuntos de dados, Analytics e nuvem, por exemplo. A esperança em dias melhores deve sempre ser o foco de qualquer líder, mas é necessário também pensar nos momentos de crise. “A crise da pandemia do novo coronavírus veio acelerar a necessidade de investir em digitalização e outras novas tecnologias, como uma questão de sobrevivência e crescimento no cenário atual. Observamos, inclusive o surgimento de novos negócios, novas formas de relacionamento entre clientes e as organizações”, concluiu Mascarenhas. Wesley Vaz – secretário de Gestão de Informações do TCU Em entrevista a jornalista do CFA, Elisa Ventura, o secretário de Gestão de Informações para o Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Wesley Vaz, afirmou “que o país precisa de administradores que possam decidir com base em evidências e que não tenham medo de repensar seu trabalho com o uso tecnologia”. Para ele, a transformação digital não é sobre tecnologia, mas sobre mudar cultura e comportamentos. “O gestor precisa ficar mais atento para tomar decisões assertivas. Não vamos sair igual entramos e isso vai afetar a carreira em alguma medida. Precisamos estar serenos para compreender isso e seguir em frente”, finalizou. Paulo MeloAssessoria de Comunicação do CFA
Tema é constantemente discutido pelo CFA que trabalha pela profissionalização da área

Nesta quarta-feira, 10, especialistas em Administração e Saúde participaram do segundo webinar promovido pelo Conselho Federal de Administração (CFA). Com o tema Gestão Profissional da Saúde no contexto atual, o debate trouxe à discussão pontos como falta de gestão; desperdício de recursos; principais erros cometidos; financiamento da Saúde e uma análise da atuação do país frente à pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Na abertura, Gracita Barbosa, diretora da Câmara de Estudos e Projetos Estratégicos do CFA (CEPE) e coordenadora da Comissão Especial de Saúde do CFA apresentou os trabalhos da autarquia em prol da amplitude do número e qualificação dos profissionais de Administração que atuam no setor. O administrador Marcelo Iwersen, coordenador da Câmara de Gestão da Saúde do Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR) enfatizou que o problema da saúde pública no Brasil não trata-se, apenas, de falta de recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS). “O que enfrentamos é desperdício, má gestão, fraude, corrupção como um todo e tudo aquilo que se imaginar de falhas inadmissíveis na gestão de um serviço público, com recurso público. São bilhões de reais”, afirmou. Durante o webinar, os especialistas frisaram que a falta de uma gestão profissional em todos os níveis da Saúde compromete a qualidade do serviço disponibilizado. No contexto atual da pandemia, o enorme número de perdas humanas, inclusive de profissionais da saúde, foram consideradas um erro estratégico de um país que poderia ter se preparado melhor a exemplo de outros. A coordenadora do Grupo de Excelência de Pesquisa Aplicada em Administração do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), Teresinha Covas, lembrou da importância da formação, base para uma atuação profissional de qualidade. “Eu percebi que as equipes estavam um pouco distantes. Nós aqui em São Paulo pudemos visitar algumas unidades que estavam com treinamento das equipes de apoio e deu pra perceber que o momento posterior a essa crise vai ser de muita integração e muito estudo. E isso, possivelmente, irá refletir na área acadêmica”, disse. A segurança das equipes que estão trabalhando na linha de frente de combate à doença foi trazida pela administradora hospitalar e de empresas, Fabiana Ada Rigon. Com experiência e atuação tanto na saúde pública, quanto na privada, ela trouxe cases em que apresentou a organização de trabalho para que nenhum profissional fosse contaminado. Falou também sobre o advento da telemedicina: “a gente tem algumas tendências de mercado que a gente vem observando e com certeza a tecnologia vai mudar e já mudou a forma como a gente se relaciona e trabalha’. Assista à íntegra aqui. Assessoria de Comunicação CFA
Área lida com o ativo mais importante: a vida humana

O Brasil possui mais de 320 mil estabelecimentos de saúde cadastrados no Ministério da Saúde, entre os setores público e privado, de acordo com dados disponibilizados pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Um exemplo da enorme oportunidade, mas também responsabilidade que o setor traz consigo. Exatamente pela natureza do negócio, a área requer tomadas de decisões muito rápidas e, muitas vezes, pesadas, visto que os problemas são constantes e dizem respeito a seres humanos. Por isso, é necessário que o gestor de Saúde seja preparado para as especificidades do setor. Após lançar uma série específica sobre o assunto, o Conselho Federal de Administração (CFA) volta a discutir o assunto em meio à pandemia de Covid-19. O que ainda precisa ser feito? Quais os gargalos da gestão que podem ser resolvidos? Como a gestão profissional torna a entrega de serviços mais eficaz? Os especialistas convidados responderão a essas e outras perguntas em um debate que abordará a “Gestão Profissional da Saúde no contexto atual”. São eles Fabiana Ada Rigon, CEO na R3 Consultoria Especializada em Saúde; Marcelo Iwersen, administrador, conselheiro e coordenador da Câmara de Gestão da Saúde do CRA-PR e da Comissão de Saúde da Câmara de Comércio França-Brasil, vice-coordenador da Comissão Especial de Inserção dos Profissionais da Administração na Política de Saúde do CFA; e Teresinha Covas, administradora, docente convidada dos Programas de Mestrado e Doutorado em Administração na Florida Christian University e membro do Grupo de Excelência de Administração em Saúde do CRA-SP. A abertura será realizada pela diretora da Câmara de Estudos e Projetos Estratégicos do CFA (CEPE) e coordenadora da Comissão Especial de Saúde do CFA, Gracita Barbosa. Já a moderação será da jornalista Elisa Ventura. O debate acontecerá na próxima quarta-feira, às 16h, por meio do canal oficial do CFA no Youtube, o CFAPlay, e será aberto à interação do público. Você pode participar pelas nossas redes sociais ou pelo nosso Whatsapp, por meio do número: (61) 9926-0731. Não perca! Assessoria de Comunicação CFA FacebookTwitterLinkedInWhatsAppFacebook MessengerPrintFriendly
Autogestão: Como administrar as emoções em tempos de Pandemia?

Por Lorena Gramms Administradora, Consultora e Conselheira do CRA-PR No final de cada ano normalmente fazemos uma projeção do que queremos para o ano seguinte. Algumas pessoas fazem uma lista, outras um planejamento completo e estruturado e muitas, apenas pensam sobre o que desejam realizar. Então o ano começa, e vamos seguindo o ritmo que planejamos, porém, de uma hora para outra, tudo muda. E quando nos damos conta, parece que entramos em um filme! As notícias são alarmantes: um vírus altamente contagioso está se espalhando pelo mundo, atravessando fronteiras, contaminando e matando milhares de pessoas. O foco passa a ser os cuidados com a saúde, passamos a adotar práticas nunca antes experimentados ou imaginados: quarentena, isolamento social, álcool gel, lavar as mãos, máscaras, ritual de chegada em casa, e assim por diante! E tudo fica incerto. Ninguém sabe quando a pandemia irá acabar… nem se irá acabar. O futuro parece esvanecer-se diante de nós. Muito do que planejamos já não vale mais, até porque nossos planos dependem também do nosso trabalho e renda. É nesse momento que muitas pessoas deixam-se dominar pela angústia, ansiedade, medo, pânico e desespero. Ou então ficam paralisados, inertes, esperando o mundo voltar ao “normal”, mas imaginando e temendo que talvez o normal que conhecíamos já tenha deixado de existir. Como podemos fazer a autogestão para sairmos mais fortes e capazes desta pandemia? Em meu trabalho com gestão e desenvolvimento de pessoas nas organizações, um dos principais desafios, e condição essencial para o autodesenvolvimento, é a gestão das emoções. Inevitavelmente situações inesperadas e difíceis acontecem com todas as pessoas, seja em suas vidas profissionais ou pessoais, e a forma como cada um enfrenta tais acontecimentos é que faz a diferença. Viktor Frankl, sobrevivente de Auschwitz e autor do livro Em Busca de Sentido, afirma que “Entre o estímulo e a resposta há um espaço. Nesse espaço está nosso poder de escolher nossa resposta. E é nela que reside o crescimento e nossa liberdade”. Ou seja, não podemos impedir que situações indesejadas aconteçam, porém podemos escolher como iremos enfrentá-las. Nestes tempos de Pandemia, podemos optar entre ficar lamentando o acontecido e desperdiçando energia falando sobre o assunto e tentando mudar o que não está em nossas mãos, ou rapidamente reagir, replanejar aquilo que nos diz respeito e seguir em frente. Susan David, pesquisadora e autora do livro Agilidade Emocional afirma que nossas emoções nos ajudam a nos comunicar com as outras pessoas, mas, principalmente, ajudam a nos comunicarmos com nós mesmos. Uma das chaves para a agilidade emocional é a ideia de que as emoções mandam mensagens importantes que temos que decifrar para escolher as melhores respostas emocionais. E quanto mais rápido fizermos tais escolhas, menor será o impacto negativo causado pelos imprevistos. Então, temos que aprender a refletir e reconhecer o que estamos sentindo, identificar e dar nome às emoções, não se deixar influenciar por pessoas negativas e destrutivas, ver os fatos com objetividade e focar no que é importante neste momento. É hora de realinhar os planos e ocupar-se com eles, encurtar os prazos, buscar soluções, aprender todos os dias, inovar e viver um dia de cada vez. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Feliz Dia da Logística (6 de junho)

Neste dia 6 de junho comemoramos mais uma vez a data especial para os profissionais que garantem que produtos estejam disponíveis e serviços sejam executados no momento certo, no local adequado, ao preço justo. Sim, falamos dos profissionais da logística, pois o 6 de junho é a data quando comemoramos o dia da logística.