Ano 2020

Pós Covid-19: Economia, educação, relacionamentos, vida. O que vai mudar?

Pós Covid-19: Economia, educação, relacionamentos, vida. O que vai mudar? Embora ainda não tenhamos chegado ao pico desta crise sanitária, de certa maneira estamos nos acostumando como um cenário de incertezas. E surge a pergunta: como será o mundo pós-pandemia? Não vou aqui descrever como cada um, cada setor está se adaptando à este momento. Publicamos diariamente histórias de superação, adaptação e medo.Vou me deter num processo mais especulativo, buscando olhar um pouco mais a frente, num arriscado exercício de fazer previsões. Para isso conto com a gentil colaboração das empresárias Greide Cáceres e Kátia Burko.Em âmbito local, como aponta Greidi, muitos empresários estão se reinventando, por sobrevivência mesmo. “Empresários e empresárias, eu acredito, vão mudar para melhor, aprender novas formas de vender e se posicionar. Ter uma rotina diferente”, disse a empresária. Para a líder do grupo Mulheres Empreendedoras de Guarapuava, as mudanças vêm tanto no campo pessoal como empresarial. “Começa o momento de ser mais “humano”, pensar no próximo, rever valores. Ao mesmo tempo, temos de ser criativos, melhorar o produto, entregar de forma diferente o serviço para continuar o negócio”, reflete Greidi.Já para Kátia Burko, as mudanças vão ter impacto bem diferente, dependendo da condição social, educacional e intelectual de cada um. ““Eu creio que alguns vão mudar de forma radical. Irão alterar a forma como enxergam a vida e os seus negócios. Outras pessoas vão passar batidas por tudo isso. Os empresários perceberam que não existe uma verdadeira segurança. Mesmo quem tem caixa, tem planejamento, terá de se reformular. Estamos saindo da nossa zona de conforto, já que nada é sólido e nem podemos nos isolar em nosso setor, de alguma forma seremos afetados”, analisa Kátia. A empresária pondera que pessoalmente, as duas maiores lições que aprendeu com a crise até agora são sobre a mídia e o efeito China. “A grande mídia tem feito um papel pouco confiável nesta crise. Politizou a pandemia em nome de seus próprios interesses. Eu não confio em quase nada que vejo na televisão. Também creio que haverá uma mudança na forma como os países negociam com a China. Como não é uma democracia, seu papel em tudo isso é nebuloso. Penso que temos que voltar a valorizar os setores estratégicos em nome da segurança nacional”, salienta Kátia.No Brasil, embora tenha havido muita politização da pandemia, pelo menos por enquanto, arrisco dizer que estamos enfrentando este momento de maneira corajosa. Percebe-se que mudanças que levariam décadas, estão sendo implementadas meio no susto.  É o caso das tecnologias e os investimentos em saúde. O recém anunciado plano Pró Brasil (apelidado de Plano Marshall pelos empresários), pode trazer algum alento para a economia. Mas traz junto o enorme desafio de fiscalizar e controlar um grande número de obras públicas. E especialmente manter afastada a corrupção. Outra face positiva tem sido o voluntariado, muita gente boa deixando de apenas criticar e compartilhar fake news para se engajar e ajudar o próximo.A pandemia tem sido apontada por especialistas e historiadores como o advento que marca verdadeiramente o fim do século 20. Assim como o século 19 só terminou depois da Segunda Guerra Mundial, é a experiência humana que constrói o tempo. E que experiência.Se o coronavírus será um acelerador de futuros só o tempo dirá. Algumas tendências contudo, já podem ser apontadas:  revisão de crenças e valores; repensar os hábitos de consumo; consolidação da Educação à Distância; redução da aglomeração; novos modelos de negócios de alimentação; shows e lives, com ainda mais tecnologia, vieram para ficar; trabalho à distância vai se fortalecer; vendas online se manterão aquecidas; busca por cursos que fazem repensar os propósitos de vida, além de cursos online de capacitação profissional serão intensificados.Por fim devemos ter consciência de que os efeitos da pandemia devem durar quase dois anos, pois a Organização Mundial de Saúde calcula que sejam necessários pelo menos 18 meses para haver uma vacina.  Isso significa que os países devem alternar períodos de abertura e isolamento durante esse tempo. Então ainda é cedo para avaliar como ficam as atividades de lazer, viagens, cultura, gastronomia e entretenimento. Tempus arduis. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”

O poder da empatia na vida e no trabalho

Essa é uma competência emocional essencial para criar um clima organizacional de maior compreensão e colaboração Tem um vídeo circulando no WhatsApp que resume bem a importância de colocar-se no lugar do outro. Ele mostra um menino chegando atrasado na escola. Quando entra na sala de aula, a criança é duramente repreendida pelo professor com um tapa de régua nas mãos. A cena repete-se por vários dias. Porém, o professor vê o menino a caminho da escola. Na ocasião, ele empurra uma pessoa na cadeira de rodas e a deixa em outra escola. Em seguida, sai correndo. O professor, óbvio, fica consternado ao perceber que os atrasos diários do menino acontecem por uma razão muito forte. O menino, tímido, estende a mão para receber a palmatória. Mas, dessa vez, ao invés de receber o castigo, ele ganha um abraço. O vídeo propõe uma reflexão importantíssima para os tempos atuais: como anda a sua empatia? Quem tem essa habilidade comportamental consegue compreender as pessoas como elas são, com seus pensamentos, sentimentos e comportamentos. “É respeitar o outro e sua realidade, desprovido de julgamentos e preconceitos. Em resumo, refere-se à capacidade de se colocar no lugar do outro”, descreve a psicóloga Paloma Souza. Adm. Cláudia Stadtlober é diretora de Formação Profissional do CFA. Para a diretora de Formação Profissional do Conselho Federal de Administração (CFA), Cláudia Stadtlober, essa é uma habilidade essencial no mundo do trabalho. “Para nós, administradores e administradoras, a empatia permite que a gente desenvolva a liderança de equipe, de incentivo ao grupo e dessa forma a gente consegue formar um time onde realmente as pessoas se sintam parte de alguma coisa com propósito maior”, diz. A diretora afirma que a empatia é uma habilidade que pode ser construída e trabalhada dentro da empresa. Nesse caso, um exercício é líderes e liderados colocar-se no lugar do outro. E ela aconselha os profissionais de administração a terem paciência e a aprender a ouvir o próximo. “Se Deus nos deu dois ouvidos e uma boca, é pra gente escutar mais e, nesse momento de escuta, a gente percebe o outro, entende as suas angústias, as suas necessidades. Isso traz uma riqueza de conhecimento e de desenvolvimento gigantesca”, explica a administradora. Empatia na crise Em meio a pandemia da Covid-19, a empatia tem ganhado muita relevância. Claudia também é professora e comentou que é importante essa sensibilidade entre docentes e alunos. Mas lembra que a empatia vale para todos segmentos: na gestão, no comércio, entre outros “Não está sendo fácil para ninguém. É a primeira vez que passamos por isso e precisamos, sim, fazer esse exercício da empatia. A gente vai ter que se reinventar e ser fortes”, afirmou Cláudia. 4 passos para desenvolver a empatia Psicóloga Paloma Souza (CRP 01/20524) A psicóloga Paloma Souza explica que a empatia deve deve ser aperfeiçoada durante toda a vida. “Como tudo que queremos desenvolver, requer vontade, treino e dedicação. É possível treinar essa capacidade no cotidiano, com exercícios diários. Confira a seguir as dicas que ela separou: 1- Autoconhecimento Conhecer a si mesmo, seus sentimentos, emoções, motivações e comportamentos, facilita a compreensão do outro, saber o que é meu e o que é dele torna possível o entendimento do ponto de vista do outro sem julgamentos. 2 – Viva experiências diferente Coloque-se no lugar de alguém que desempenhe uma profissão diferente da sua. Um padeiro, por exemplo. Tente fazer o trabalho que essa pessoa executa e ao final da tarefa reflita: como me senti? Quanto tempo foi necessário para realizar? Quais dificuldades? Quais os benefícios? Dessa forma, é possível expandir a visão de como o outro pensa, sente e age. 3 – Ouça mais Esteja disposto a ouvir pontos de vista diferentes ao seu sobre determinados assuntos, tentando compreender a forma do outro pensar, buscar entender com a cabeça do outro. Além disso, treine conversas empáticas, com atenção ao que o outro diz, demonstrando interesse, com escuta ativa e verbalização sensível, sem julgamentos e sem desvalorizar o sentimento do outro, sabendo que somos seres únicos, cada qual com sua personalidade e com princípios diferentes. 4- Autocontrole Colocar-se no lugar do outro para tentar compreender suas atitudes e usar da comunicação assertiva para resolver conflitos. É importante salientar a importância que a habilidade empática tem para os gestores das empresas, já que podem influenciar na percepção do funcionário sobre o seu papel e seu sentimento de importância para a organização, interferindo diretamente na sua motivação e desempenho no trabalho. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

CRA-PR apoia Dia Internacional do Coaching

CRA-PR apoia Dia Internacional do Coaching No dia 06 de maio é comemorado o Dia Internacional de Coaching e a ICF Brasil participa dessa celebração, oferecendo sessões online e gratuitas para pré-inscritos. A iniciativa busca ampliar o acesso às sessões de coaching para que mais pessoas conheçam e entendam o valor desta técnica. O CRA-PR apoio esta iniciativa. Qualquer pessoa que queira receber uma sessão de coaching nesse dia poderá se inscrever até o dia 02/05 (sábado), através desse link: https://, bit.ly/QueroCoachICF. A sessão se dará com associados e/ou credenciados da ICF. A oferta de sessões é por ordem de inscrição então não deixe para última hora se você deseja receber uma sessão de coaching. A ICF Brasil entrará em contato por e-mail para informações sobre o seu agendamento.

O Administrador como agente de mudanças em meio a crise COVID-19

Por Sandro Morais de MedeirosAbril/2020 A pandemia COVID-19, trouxe diversas reflexões e insere o Administrador como principal ator no REDESENHO do cenário Econômico mais desafiador do século XXI. É preciso parcimônia, cautela e preparo para enfrentar este período de incertezas pois, estamos no olho do furacão e será necessário cada vez mais, reunir toda expertise profissional de metodologias e boas práticas vivenciadas para manter o controle da situação e sair da crise. Ser empresário no Brasil é sinônimo de resistência e resiliência, mas isso não garante ou nos diploma para resistirmos em tempos difíceis, que nos colocam diante do paradoxo entre atender as autoridades de saúde e salvar os negócios. A crise afeta diretamente as MPEs por serem sensíveis no entendimento do fluxo de caixa e o efetivo de liquidez. O momento é factível a criar mecanismos e estratégias propicias a descontruir para construir e oportunizar significativas e substanciais técnicas de gestão para os negócios, a palavra de ordem neste momento é NEGOCIAR. Confira abaixo, oito dicas importantes para o desenvolvimento dos negócios: Criar comitê de risco; Redesenhar planejamento transitório, redefinir metas e objetivos, otimizar processos para o período de crise; Estancar todos os passivos, negociando com as instituições financeiras, fornecedores e outros; Minimizar a insegurança jurídica ao optar pela suspensão de empregados; Utilizar estrutura mínima de funcionários para atender a demanda de clientes; Atentar para as oportunidades que a crise oferta, um novo olhar para dentro do negócio; Cuidado ao pedir empréstimos e comprometer o fluxo financeiro após crise pandêmica; Atentar para as informações veiculadas oriundas de fontes seguras. Neste momento, tanto quanto os profissionais da saúde, os administradores atuam como agentes de mudanças para garantir a solvência dos negócios, o equilíbrio entre ações corretivas e a implementação de novas técnicas de gestão, assegura que na linha tênue entre o sucesso e o fracasso dos negócios, apenas o sucesso seja evidenciado com inciativas que possam fazer a diferença no aquecimento da economia brasileira. Obrigado por ler esse artigo! Sandro Morais de Medeiros é Administrador (CRA-PR N°14717), Especialista em Gestão de Pessoas, Mestre em Administração, Professor Universitário e Diretor Nacional da Megaquality Brasil, empresa do ramo de Consultoria que possuí entre seus clientes o Ministério da Defesa, Casa da Moeda, Itaipu Binacional, Eletrobrás, Banco de Brasília e várias outras empresas em todo o território nacional. Contato: sandro@megaqualitybrasil.com.br “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”

Ser flexível é o segredo para superar momentos de crise

Passe de profissionais resilientes está cada vez mais valorizado no mercado de trabalho. Na crise, a resiliência é condição essencial Em meio a essa pandemia do coronavírus, você certamente ouviu algum especialista falando sobre resiliência. Nas lives que o Conselho Federal de Administração (CFA) tem realizado, por exemplo, a maioria dos administradores mencionou essa palavra. Mas, afinal, o que ela quer dizer e por que ela tem sido usada e citada neste contexto de crise mundial? A resiliência é um conceito que nasceu na física. Um dos primeiros a usar o termo foi o cientista inglês Thomas Young, em 1807, quando ele estudava relação entre a tensão e a deformação de barras metálicas. Na ciência física, portanto, a resiliência é a capacidade que um material tem de voltar para seu estado normal após ser tensionado. Aline Guarienti (CRP 01/17564) Mas o que isso tem a ver com o comportamento humano? Tudo! Para a psicóloga Aline Guarienti, a resiliência é a capacidade que o indivíduo tem de sobreviver diante de situações adversas. “Em situações que nos tornam vulneráveis – estresse ou crise por exemplo-, a pessoa resiliente é capaz de usar seus próprios recursos para enfrentá-las, se adaptar e superá-las”, explica. Não é à toa, portanto, que a resiliência é uma das soft skills – termo usado para definir habilidades comportamentais – mais valorizadas no mercado de trabalho. O vice-diretor de Administração e Finanças do Conselho Regional de Administração de Goiás (CRA-GO), Valdinei Valério, lembra uma conversa que teve com a empresária Luíza Helena Trajano. Na ocasião, ela falou que contratava pessoas por conhecimentos técnicos. Porém, 95% desses profissionais eram desligados da empresa em um curto tempo por falhas e falta de um comportamento adequado. Por isso, a líder da rede Magazine Luíza passou a contratar por habilidades e competências comportamentais. “Eles mudaram a forma de buscar profissionais no mercado e aí está uma razão fundamental pelo qual a resiliência é importante, pois o mercado já não contrata mais somente por habilidades técnicas”, disse. Ser ou não ser Será que eu sou uma pessoa resiliente? Aline explica que a resiliência emocional e física é algo inato. Ou seja, nasce com a pessoa. “Por natureza, alguns indivíduos se mostram menos incomodados quando existe a necessidade de mudanças e são capazes de lidar melhor com as ‘pancadas’”, comenta Aline. Mas, calma! A psicóloga adianta que é possível, sim, construir essa habilidade. “Algumas pessoas conseguem desenvolver a resiliência tendo como referência com alguém próximo que tem essa qualidade. Já outras desenvolvem enfrentando os problemas e dando o melhor de si quando se trata de resolvê-los”, explica. Adm. Valdinei Valério é vice-diretor de Administração e Finanças do CRA-GO Para os profissionais de administração, a resiliência é uma competência fundamental. “Ele tem que desenvolver essa habilidade porque, sobretudo, este profissional lida com pessoas e problemas o tempo todo e a resiliência é necessária para tomar as melhores decisões. Para esses profissionais, meu conselho é: busquem orientação e conhecimento. Mais do que buscar, exercitem todas as técnicas que podem levar ao desenvolvimento desta habilidade.”, recomenda o administrador Valdinei. Contudo, é preciso ter cuidado com excesso. Ser muito resiliente no trabalho pode ter o efeito contrário: a pessoa fica muito resistente a ponto de ficar insensível e não perceber relações abusivas no ambiente de trabalho. Aline conta que, como tudo na vida, a resiliência também tem o seu lado ruim. “Tudo deve ser dosado com equilíbrio. O mais importante é você saber quando sua resiliência pode estar afetando de modo negativo suas relações que podem levar até síndromes mais agudas com relação a poder e aceitação, e o que era para ser uma defesa acaba se tornando uma doença”, alerta a psicóloga. Para superar a crise A crise não é novidade no Brasil. O país vive altos e baixos na política e economia há alguns anos. Contudo, o momento atual é diferente, pois a crise agora é mundial. Para os empreendedores, a situação tem exigido criatividade para permanecer no mercado. Segundo Valdinei, nessa crise a resiliência é condição sine qua non da permanência como profissional ou como empresa. “Essa pandemia vai separar os resilientes dos não resilientes. Aqueles que têm a capacidade de sobreviver e se adaptar profissionalmente. Esse é um momento em que a resiliência se torna o principal instrumento de permanência, de novas conquistas e de adaptação. Não há outra coisa.”, defende o administrador. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Qual a melhor estratégia para mitigar a disseminação da Covid-19?

Nos últimos dias, o presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu o isolamento vertical — separar idosos, pessoas doentes ou com suspeita de infecção — como forma de combater a doença. Com isso, segundo ele, o grupo não teria risco de contrair a Covid-19. Caso a modalidade vertical fosse empregada no País, instituições educacionais e empresas, em geral, poderiam normalizar seus funcionamentos. O método, no entanto, ignora que há pessoas que não se consideram, ou não sabem, que fazem parte do grupo de risco, e outras que desconhecem serem portadores de qualquer tipo de enfermidade – o que não reduziria o contágio. Já o isolamento horizontal, adotado no Brasil, prevê o afastamento máximo entre pessoas, a fim de conter a propagação do vírus. Deste modo, com a redução do contato físico e presencial, os infectados com o tempo se recuperariam, e o vírus sairia de circulação. O Brasil adotou a modalidade horizontal, em razão do fracasso de países como Reino Unido e Holanda, que adotaram o isolamento vertical. A modalidade vertical foi abandonada na Europa, em virtude do rápido crescimento no número de infectados que causaram colapsos nos sistemas de saúde dos dois países. A previsão de grande impacto econômico, causado pela suspensão das atividades de trabalho, fez com que países europeus atrasassem a decisão de adotar o isolamento horizontal. No entanto, após verificarem também os resultados obtidos na Itália – que no início adotou a parcialidade do confinamento – eles recuaram e mudaram a decisão. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro ministro de Portugal, António Costa, defendiam escolas abertas, até o início de março, mas ao perceberem os resultados negativos da medida recuaram da ideia. Atualmente, Macron e Costa defendem o isolamento horizontal. O vírus De acordo com a doutora em Medicina Epidemiológica e professora da UFRGS, Mariur Gomes Beghetto, o Covid-19 é uma doença provocada pelo vírus SARS-CoV2 (Coronavírus). Os sintomas, segundo a pesquisadora, aparecem por volta do quinto dia após o contágio, e o quadro clínico apresenta síndrome gripal (forte gripe), com manifestações de febre, tosse e dificuldade de respirar nos casos mais graves. Também são associados à doença sintomas como dor no corpo, congestão e corrimento nasais; além de dor na garganta, náusea, vômitos e diarreia. Existem, ainda, casos de problemas gastrointestinais e, em sua forma mais grave, os pacientes apresentam quadro de linfopenia — espécie de pneumonia, detectado apenas em exames de imagens do tórax. De acordo com a pesquisadora, quando comparados a outras viroses respiratórias que provocam síndrome gripal, os sintomas clínicos da Covid-19 são difíceis de serem diferenciados. Ela explica que há tendência de que a febre diminua em 3 ou 4 dias — nos casos de viroses causadas por influenzas (gripes em geral) —, mas na Covid-19 a temperatura pode aumentar, ou a febre pode surgir mesmo quando não era um sintoma presente. A Covid-19 possui letalidade de grau médio (se as pessoas não tiverem problemas de saúde), mas tem capacidade alta de disseminação. Estima-se que cada contaminado transmita o vírus, em média, a pelo menos três pessoas. Ele próprio pode não apresentar os sintomas (assintomático), mas contaminar indistintamente outras pessoas e essas, por sua vez, transmitem o vírus aos seus conhecidos, causando o efeito “espiral ascendente”. Segundo Mariur, cerca de 85% do contaminados pelo novo Coronavírus apresentarão uma forma mais branda da doença, sem demandar recursos adicionais dos sistemas de saúde. No entanto, os demais (15%) deverão requerer recursos diagnósticos (exames) e terapêuticos (tratamentos) em âmbito hospitalar, sendo que 5% destes necessitarão de terapia intensiva. “Considerando os limites atuais da rede de atenção à saúde no Brasil, onde há maior demanda do que a capacidade de resposta, o real perigo da doença está em chegarmos em um contexto no qual os profissionais de saúde podem ter de vir a fazer escolhas, já que não haverá recursos para todos”, conclui. Veja a primeira parte da matéria na edição 135 da revista RBA {revistarba.org.br} Por Leon Santos

O Fim ou o Recomeço do Profissional da Administração?

O Fim ou o Recomeço do Profissional da Administração? Por Wagner Rodrigo Weber O título deste breve artigo nos remete ao livro O Futuro da Administração escrito por Gary Hamel no ano de 2007. Na época o autor apresentava ao mundo uma nova forma de pensar e agir em relação aos fatores determinantes que estimulariam o sucesso de longo prazo das organizações, onde a excelência operacional teria que dar espaço à novas maneiras de reunir talentos, distribuir recursos e formular estratégias. Basicamente o modelo centrado em controle e eficiência não seria mais suficiente em um mundo em que a adaptabilidade e a criatividade impulsionariam o sucesso empresarial. Na época a proposta deste renomado autor incomodou muitos gestores e profissionais da administração que ainda permaneciam crentes em modelos de gestão que haviam sido adequados em épocas passadas, que resistiam em aderir práticas de gestão anticonvencionais e principalmente em acreditar no potencial que a web teria para destruir práticas antigas de gestão e de negócios. Passados estes anos, pode-se verificar que a proposta apresentada na época pelo autor acabou se tornando realidade no mundo atual. Mas será que Gary Hamel é um gênio ou um vidente capaz de enxergar e prever o futuro? Talvez o mais adequado seja acreditar que ele é um ser humano como outro qualquer, porém diferenciado pela sua capacidade e competência em analisar e interpretar as diversas variáveis que compõe o AMBIENTE em que as diversas organizações no mundo estão inseridas. Pode ser que neste tempo de isolamento social você possa ter ouvido algumas pessoas afirmando que “o mundo não será mais o mesmo após a pandemia do COVID-19, teremos que nos reinventar.” Mas ao observar um pouco a história pode-se afirmar de que o mundo nunca foi o mesmo desde o princípio da nossa existência. O curso do nosso ciclo existencial vive em um pleno processo de constante movimento e mudança, criando desta forma um AMBIENTE onde prevalece a IMPERMANÊNCIA. Isso se reflete diretamente nas organizações e seria muita ingenuidade por parte dos gestores e executivos acreditarem num ambiente de negócios com poucas oscilações e mudanças das variáveis que o compõe. Nunca foi assim, não está sendo e nunca será. A impermanência também impera sobre o mundo dos negócios e os profissionais da Administração possuem um papel fundamental para conduzir as organizações neste cenário de alta complexidade e competitividade. Estar preparado para tomar as decisões adequadas frente às constantes alterações do ambiente em que as organizações estão inseridas, sem dúvida, é o grande desafio. Cabe aos profissionais da Administração assumirem esta responsabilidade e colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação acadêmica e da sua experiência profissional. Desta forma, se alguém tem dúvidas de que o profissional da Administração é relevante para o atual contexto das organizações, fica o desafio: experimente conduzir uma organização ignorando a experiência e as competências deste profissional. Nunca foi tão importante dominar os princípios e as aplicações da Administração Financeira, Marketing, Logística, Operações, Gestão de Pessoas, Empreendedorismo, Tecnologia e Gestão da Informação, Direito, Contabilidade, Negócios Internacionais e tantos outros temas transversais aos currículos acadêmicos responsáveis pela formação e o contínuo desenvolvimento dos profissionais da Administração. As crises continuarão a existir e provavelmente serão cada vez mais constantes e profundas, ou seja, não dá para ignorar esta realidade. Logo, cabe sim às organizações o respeito e a valorização tão necessária aos profissionais da Administração que, por sua vez, possuem o dever de promover o desenvolvimento destas instituições, tornando-as cada vez mais robustas, ágeis e preparadas para se adaptarem no tempo e na forma certa frente às variáveis do ambiente de cada negócio. Quanto à provocação realizada no título deste artigo sobre o fim ou o recomeço do Profissional da Administração, talvez a resposta mais apropriada seja a CONTINUIDADE, valorizando e respeitando a história desta maravilhosa profissão, que continuará sendo determinante para o desenvolvimento sustentável do mundo em que vivemos. Desta maneira, precisamos sempre aprender com as experiências do passado, com a cabeça nas estrelas olhando para o futuro, mas com os pés no chão transformando o presente. Obrigado por ler esse artigo! Wagner Rodrigo Weber, Administrador, Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e Mestre em Organizações e Desenvolvimento em Sustentabilidade Sócio Econômica. Professor Universitário e Consultor nas áreas de Gestão Estratégica e Performance Empresarial. Delegado do CRA-PR na Seccional Curitiba. Contato: wagnerweber@yahoo.com.br “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”

Aumente sua empregabilidade com atitudes simples, mas que fazem a diferença na carreira

O coronavírus trouxe para o país um clima tenso não só para área da saúde, mas também para a economia. A situação afetou todos os ambientes de trabalho, seja de forma direta ou indireta. Além disso, o sentimento de incertezas veio carregado de muitas inseguranças com relação a manutenção dos empregos. Para afastar de vez esse receio do coração de tantos profissionais, o Conselho Federal de Administração (CFA) conversou com um especialista em treinamento, desenvolvimento e educação corporativa. Para o consultor e CEO da Newman Educação Corporativa, Mozart Júnior, esse é o momento para fortalecer a inteligência emocional. “Busque por informações positivas, trate de assuntos interessantes com pessoas otimistas”, sugere, ressaltando que o tempo pede empatia. “Tenha compaixão, respeito e misericórdia. Estamos no mesmo barco. É hora de remar juntos”, disse. Confira as cinco dicas que o especialista preparou. Mantenha-se atualizado e aprenda algo novo Aristóteles já dizia “Com a informação eu adquiro conhecimento, e com conhecimento, faço com liberdade o que outros fazem tomados pelo medo”. Este é o momento em que muitas carreiras estão sendo ressignificadas, portanto, a busca por uma atualização constante o tornará mais capaz de resolver problemas e trazer novas soluções para a organização. Trinta minutos de aprendizado por dia é excelente, seja assistindo um vídeo, webinar, podcasts ou audiobooks. Centralize suas anotações e insights em um local único. Um commonplace book (físico ou digital) é um lugar onde você deposita todos os aprendizados importantes durante seu processo de conhecimento. Você pode utilizar um Google Drive ou então aplicativos como Pocket ou Evernote. Faça uma pequena entrega semanal Todas as semanas, produza algum conhecimento sobre seu trabalho e atividade, ainda que seja muito simples. Compartilhe com seus colegas de trabalho e até mesmo clientes atuais ou potenciais. Manter-se vivo na lembrança da sua rede é importante. Sua generosidade com certeza será reconhecida e trará novas oportunidades de trabalho. Se for o caso, faça uma entrega gratuita, ajude quem está precisando. Mantenha sua rede viva Neste momento de isolamento social, as soluções de videoconferência estão em destaque. Que tal agendar um encontro com sua equipe, parceiros e clientes para tratar de assuntos diferenciados? Gere valor para sua teia de contatos e veja o movimento acontecendo. Não digo necessariamente fazer lives, mas construírem um novo entendimento sobre o que está acontecendo e como essa rede pode se ajudar. Utilize-se de conversas nutritivas que tragam novos entendimentos para fazer algo diferente e melhor no trabalho Encontre-se com um mentor semanalmente Encontrar-se com alguém que é sua referência pode ampliar o comprometimento em relação aos seus objetivos. Pode ser uma pessoa que te apoie na realização de seus objetivos por meio de conversas nutritivas periódicas. Sempre que nos comprometemos com alguém, as chances de alcançar o que queremos aumenta. Com isso você constrói autodisciplina e reforça sua persistência. Você pode fazer isso por diversos canais, seja um e-mail, videoconferência, telefone ou no melhor canal que seja bom para ambas as partes. Pratique e fortaleça sua inteligência emocional Em tempos de afastamento social, muitas pessoas encontram dificuldades para lidar com essa realidade e se sentem (talvez) improdutivas. Para além do que a mídia nos mostra, busque por informações positivas, trate de assuntos interessantes com pessoas otimistas, ouça músicas e assista vídeos que te deixem pra cima, além, é claro, de fazer uma boa meditação ao acordar e dormir. Só a prática da respiração já te ajuda muito! Aplicativos como ZEN e CÍNGULO têm sido boas ferramentas neste momento. Calibrar sua inteligência emocional te deixará mais disposto para a empresa resolver os problemas de forma criativa e eficiente. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Erpa Sul é pausado por causa da pandemia mundial

ERPA Sul é adiado para 2021 Por conta da pandemia mundial do novo coronoavírus, o Conselho Federal de Administração (CFA) e os Conselhos Regionais de Administração do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul decidiram adiar a realização do Encontro Regional de Profissionais da Administração (Erpa) da região Sul. O evento aconteceria, de 5 a 6 de junho de 2020, em Foz do Iguaçu (PR) e agora foi adiado para 2021, ainda sem data definida. Voltado para profissionais de administração de diversos países, o ERPA Sul vai reunir em sua próxima edição palestrantes renomados nas áreas de gestão, inovação e sustentabilidade.  O evento tem a expectativa de reunir em 2021 mais de 800 participantes. Surto mundial No Brasil, o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil aumenta a cada dia. Na China e na Itália, o vírus já matou milhares de pessoas. O Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, é transmitido pelo ar (por saliva, catarro e gotículas expelidas pela boca) e por contato físico e superfícies não higienizadas. Pela facilidade de transmissão, as aulas em praticamente todos os estados brasileiros foram suspensas. Vários órgãos públicos já funcionam em regime de teletrabalho e servidores que fizeram viagem para o exterior recentemente estão sendo monitorados. Para evitar contato com o vírus, é recomendado evitar locais com aglomeração de pessoas e higienizar mãos e objetos, como celular, com frequência. Além disso, recomenda-se o uso de máscara em coletivos como metrô e ônibus. Assessoria de Comunicação CRA-PR

CFA lança campanha para fortalecer negócios em tempo de crise

Iniciativa visa conectar pequenos empreendedores com profissionais de administração. O objetivo é oferecer consultorias gratuitas para quem precisa O primeiro caso de coronavírus no Brasil foi confirmado em 26 de fevereiro. Mais de 40 dias depois, o país registrou, até o momento, pouco mais de 22 mil infectados e 1.236 mortes. Ainda sem uma vacina ou tratamento específico, a única forma de conter o rápido avanço do vírus é o isolamento social. Sem poder exercer suas atividades laborais, muitos profissionais e comerciantes já amargam prejuízos econômicos. O Governo Federal liberou ajuda financeira para os grupos mais prejudicados com a quarentena. Contudo, para manter a saúde do negócio é preciso mais do que dinheiro: é necessário investir em gestão profissional. Por isso, o Conselho Federal de Administração (CFA) acaba de lançar a campanha “Administrador e Empreendedor: unidos no fortalecimento dos negócios“. A proposta da ação é oferecer consultorias gratuitas em finanças, orçamento, logística, recursos humanos, marketing, tecnologia da informação e outras áreas da Administração para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPP). Para ser um consultor solidário, é preciso ser profissional de Administração registrado em CRA e preencher um cadastro no site www.cfa.org.br/MPEs. Os MEIs, MEs e EPP que querem a consultoria também precisam se cadastrar no site. Para o presidente do CFA, Mauro Kreuz, a intenção é criar uma rede de fortalecimento dos negócios. “A união dos administradores e empreendedores será essencial para reerguer a economia do nosso país”, diz. Mauro lembra, ainda, que conhecimento é fundamental para manter o empreendimento. Segundo ele, uma pesquisa feita pelo Sebrae-SP provou que a falta de planejamento e falhas na gestão são as principais causas do fechamento de empresas em seus primeiros anos de atividade. Para se ter ideia da gravidade do problema, o estudo mostrou que 55% dos empresários não elaboraram um plano de negócio antes de iniciar suas atividades. “Não basta ter suporte financeiro se não há conhecimento. A pessoa começa a empresa no escuro e as chances de perder dinheiro e o empreendimento naufragar são enormes, principalmente em tempos de crise”, justifica o presidente do CFA. Uma equipe de colaboradores do CFA analisará o cadastro dos profissionais de administração e dos empreendedores que querem participar do projeto. A partir disso, a autarquia intermediará o contato entre os consultores e os MEIs, MEs e EPP e, assim, formar uma grande rede solidária. Para saber mais, acesse: www.cfa.org.br/MPEs. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Jovens estudantes encaram o desafio de ficar mais tempo em casa sem surtar

Isolamento social pode trazer problemas como ansiedade. Veja o que você pode fazer para fugir desse mal e encarar a rotina dentro de casa com mais leveza Todos os dias, a rotina da estudante do sétimo período do curso de Administração, Francinalva Ferreira, começava às 6h30. Ela ia para o estágio e por lá ficava até a hora de ir para a faculdade, no turno da noite. A sua jornada de estudo e trabalho só finaliza quase a meia noite, quando voltava para casa. Com a cabeça ocupada com tantos compromissos, Francinalva não tinha muito tempo para pensar em outras coisas. Mas, a sua vida mudou radicalmente desde que o país adotou o isolamento social como medida para enfrentar o coronavírus. A estudante foi dispensada no dia 20 de março para fazer home office e as aulas, que eram presenciais, agora são on-line. Aparentemente, a rotina é a mesma e, assim como Francinalva, que tem 20 anos, milhares de jovens estudantes estão vivendo a mesma situação. Contudo, a Geração Z – formada por pessoas nascidas, em média, entre meados dos anos 1990 até o início do ano 2010 – não estava preparada para ficar tanto tempo dentro de casa. Saúde mental Francinalva relata que o dia a dia durante a quarentena tem sido desafiador. A rotina de trabalho e estudo continuam, mas ela diz que nunca passou tanto tempo dentro de casa. Por isso, ela passou a acompanhar com mais frequência os noticiários. “Ver constantemente notícias ruins sobre a pandemia me deixa sempre preocupada com o futuro, quais os impactos que isso vai ter na minha vida e se um dia tudo vai voltar ao normal”, explica. A estudante comenta que a preocupação excessiva com o futuro trouxe sensações típicas de ansiedade como pensamentos negativos, irritabilidade, falta de concentração e desânimo. Mesmo com as demandas de trabalho e estudo em dia, ela se questiona: “será que isso pode estar afetando a minha produtividade?”. Segundo a psicóloga Karlla Lima, os jovens tendem a sofrer mais com o isolamento social. “Apesar da facilidade que o mundo virtual pode trazer, esses encontros presenciais podem fazer falta para esses jovens, que podem desenvolver ou potencializar sintomas de ansiedade, pânico ou depressão”, diz. Para cuidar da saúde mental nesse período, Karlla explica que é ideal manter uma rotina, com horários para as atividades acadêmicas, dormir, acordar, lazer, conversar com os amigos por meio de videochamadas e respeitar seu próprio tempo. “O momento no qual estamos passamos é algo novo para todos. Temos que tentar se adaptar a essa nova rotina e descobrir novas atividades, habilidades e prazeres”, ensina a psicóloga. Ela orienta, ainda, evitar o excesso de notícias negativas sobre a pandemia. “Foque em atividades que trazem mais leveza pro seu dia a dia”, ensina. Organize sua rotina O Conselho Federal de Administração (CFA) conversou com administradores para saber como organizar a rotina de estudos e trabalho. A administradora e especialista em Desenvolvimento Humano, Alexsandra Leite, falou um pouco mais do assunto aqui. E sobre o home office, tendência reforçada pela pandemia do coronavírus, a auditora federal de Finanças e Controle da Controladoria Geral da União (CGU), Priscila Escórcio de França Diniz, foi entrevistada pela equipe do CFAPlay e, na oportunidade, ela falou das vantagens do trabalho em casa e do exemplo bem sucedido da CGU. Confira aqui! Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Pesquisa revela: impacto da Covid-19 é maior entre profissionais liberais e microempresários

Estudo feito pelo Conselho Federal de Administração revelou que 59,3% de quem trabalha por conta própria precisou interromper suas atividades. Além disso, a maioria afirmou que a ajuda de R$ 600 liberada pelo governo será parcialmente eficiente para minimizar os prejuízos da crise  A pandemia da Covid-19 não está afetando apenas a área da saúde: ela mudou a rotina de milhões de trabalhadores em todo o mundo, trazendo muitas mudanças no cenário econômico e social. Com o objetivo de avaliar a percepção de profissionais e estudantes sobre os impactos da crise do coronavírus na sociedade brasileira, o Conselho Federal de Administração (CFA) realizou pesquisa de opinião. O estudo revelou que a maioria está preocupada com a situação e boa parte teve suas atividades profissionais paralisadas por conta do isolamento social adotado para mitigar o avanço da doença. A pesquisa ouviu, de 28 a 31 de março, 1.353 pessoas de cinco grupos: profissionais liberais, empresários, servidores públicos, empregados privados e estudantes. A maioria – 30% – dos respondentes foi de servidores. Nesse grupo, boa parte foi liberada para fazer home office. Para 36% deles, a produtividade do trabalho em casa é a mesma e quase 72% não acreditam que a redução temporária de salário e de jornada de trabalho terá impacto positivo no combate à crise do coronavírus. Preocupação entre profissionais liberais Uma das categorias mais prejudicadas com a pandemia do coronavírus é a dos profissionais liberais. Segundo a pesquisa feita pelo CFA, 30% das pessoas desse grupo trabalham com consultoria e 27,4% recebem até dois salários mínimos. Além disso, 59,3% afirmaram que cessaram suas atividades em virtude de algum decreto, seja em nível federal, estadual ou municipal. Para minimizar os prejuízos, o Governo Federal liberou uma ajuda financeira de R$ 600 reais. Alguns estados e municípios também adotaram medidas econômicas. Contudo, para 57,7% dos profissionais liberais a ajuda será parcialmente suficiente; 33,6% acreditam que o apoio, apelidado de “coronavaucher” é completamente insuficiente e apenas 7,9% concordam com o incentivo financeiro. Empresários e empregados A maioria – 77,9% – dos empresários que respondeu a pesquisa é microempresário, grupo que ficou de fora da linha de crédito emergencial liberada pelo Governo Federal e o Banco Central. Infelizmente, mais da metade (52,1%) deles não possui qualquer metodologia de Gestão de Riscos na empresa. Para o diretor da Câmara de Gestão Pública do CFA, setor responsável pela pesquisa, Fábio Mendes Macedo, o planejamento estratégico de modo geral, aliado ao planejamento de riscos “é essencial para que as empresas passem por momentos de dificuldade e crises sem muitos prejuízos”. Diante desse cenário, boa parte cogita dispensar funcionário e, para 39% dos empresários, um dos fatores que pesará na hora da demissão será o tempo de empresa, seguido do quesito “alto salário” – 13%. Entre os empregados privados, a preocupação com o coronavírus é alta, mas a maioria está otimista. Dos 364 trabalhadores que responderam a pesquisa, 63,5% acreditam que não ficarão sem emprego nos próximos dois meses. Fábio explica que, como a maioria –  53,3% – está em home office, ou seja, continuam exercendo suas atividades, o risco do desemprego é reduzido. Estudantes A pesquisa também ouviu os estudantes. Para 51% das pessoas desse grupo, as aulas continuam por meio do ensino a distância. Entre os 211 que participaram do levantamento, 50,7% estuda em universidade pública; os demais são da rede privada. Os pais ou a família são os responsáveis pelo custeio de 37% dos alunos que responderam a pesquisa, mas a maioria informou que a renda familiar é de até dois salários mínimos. A pesquisa está disponível, na íntegra, no site do CFA. Clique aqui e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Estratégias de Marketing Digital em tempos de Crise

Um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que mais de 30% das empresas de todos os setores já sentiram os impactos da pandemia de Coronavírus sobre seus negócios em março. O que fazer quando os clientes desaparecem? Como atrair a atenção de uma pessoa em meio a milhares de distrações e oportunidades que a internet oferece? Neste tempo de pandemia de Coronavirus, o Conselho Federal de Administração (CFA) quer te ajudar a encontrar novos caminhos. Conversamos com o administrador Kenneth Corrêa. Empresário, trabalha há 13 anos com Marketing Digital. Uma das primeiras orientações que ele dá é: se a empresa ainda não está presente na internet, comece agora. “Você deve se cadastrar no Google Meu Negócio, que é gratuito, para começar a aparecer no mapa das buscas do seu segmento de atuação; lançar um e-commerce de até 50 produtos na lojaintegrada.com.br, por exemplo; criar um site e um perfil em uma rede social”. Mas aqui, atenção, o especialista recomenda que você escolha uma só, nesse primeiro momento, e que o faça bem feito, com conteúdo relevante. Se a empresa já marca presença em redes sociais, mas fazia investimentos em impulsionamento muito amplo, agora é hora de fazer o específico, baseado no perfil dos seus clientes que mais compram. Faça um levantamento de quem é o seu público alvo. Um caminho pode ser o Google Forms, que possibilita pesquisas on-lines gratuitas. Se já faz essa ação, mas não dá certo, “é hora de testar, investindo pouca grana, novos públicos”, explica Corrêa. Outra alternativa é fazer uma revisão de tudo o que já foi feito anteriormente e deu certo e procura fazer novamente apenas o que você julgar que teve êxito. Mas se tudo isso parece muito difícil, a sugestão é abrir um WhatsApp corporativo para falar com seus clientes e fazer relacionamento mesmo. “Nada de tentar vender. Pergunte a eles como eles estão e, se eles te perguntarem também, diga como você está. Isso eles nunca vão esquecer e vai ajudá-los a lembrar de você”, conclui. Assessoria de Comunicação CFA

Ministério da Saúde cria ação estratégica para enfrentar pandemia do coronavírus

O Conselho Federal de Administração (CFA) enviou, na quinta-feira, dia 2, um ofício para o ministro da Saúde, Dr. Luiz Henrique Mandeta. No documento, a autarquia coloca-se a disposição para ajudar o país a enfrentar a pandemia do coronavírus. No ofício, o CFA faz referência a ação do Ministério da Saúde intitulada “Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”, voltada à capacitação e ao cadastramento de profissionais da área de saúde para atuarem no combate à Covid-19. A autarquia elogiou a iniciativa do órgão e ressaltou a importância de esforços coletivos para minimizar os efeitos da crise. A ação é voltada apenas para quem atua na área da saúde. O CFA lembrou, contudo, que os administradores, principalmente o Administrador Hospitalar, pode contribuir, de forma efetiva, no combate à pandemia pois ele é capacitado para gestão de serviços de saúde, em todos os níveis de complexidade, como hospitais, centros de saúde e serviços de urgência. Além disso, o ofício destaca que este profissional está apto a administrar as especificidades necessárias a uma consecução satisfatória das tarefas de gestão hospitalar. Segundo a coordenadora da Comissão Especial de Saúde do CFA, Gracita Barbosa, a proposta sugerida por meio do ofício é incluir os profissionais de administração e os gestores hospitalares na ação “Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. “Nós não queremos fazer a assistência da saúde, nós podemos fazer a gestão de toda adjacência utilizada na facilitação do atendimento clínico”, explicou a conselheira. Ela lembrou, ainda, que nessa crise estão ocorrendo problemas como, por exemplo, falhas na distribuição de produtos hospitalares e isso está ligado diretamente com as atribuições dos profissionais de administração.  “Esse tipo de gestão – a hospitalar – envolve questões de relevância, mas extremamente diferentes, tais como higiene, qualidade de vida, alimentação saudável, economia de gastos, custo-benefício desses serviços e recrutamento adequado de profissionais devidamente qualificados.”, diz o texto do ofício. O Ministério da Saúde, por meio de e-mail, disse que está analisando o caso e dará retorno o mais breve possível. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Saiba por que o mundo é volátil, incerto, complexo e ambíguo

Termo criado pelo exército americano para situações de guerra passou a ser usado no mundo dos negócios Quando falamos “muvuca” certamente você pensa em um agrupamento de pessoas desordenadas envolvidas em uma bagunça. Mas, no mundo dos negócios, essa palavra tem outro significado. Em tempos de pandemia de coronavírus, o assunto voltou a fazer parte dos debates na área de gestão. Antes de mais nada, na área da administração, o que é muvuca? A grafia correta é “Mu-VUCA” e trata-se de uma abreviação de várias palavras que são usadas há algum tempo pelo exército americano. Segundo o administrador Marcelo Elias, eles adotaram esse termo para explicar o mundo de hoje. “Eles dizem que o mundo é VUCA (em inglês) ou VICA (em português). E eles tem razão! O mundo muda em velocidade muito acelerada e com destino incerto, proporcionando várias respostas para uma mesma questão”, explica. O mundo VUCA (Mu-VUCA) é, portanto, o acrônimo, em inglês de volatility (volatilidade), uncertainty (incerteza), complexity (complexidade) e ambiguity (ambiguidade). O exército passou o termo para lidar com diversas situações e contextos de guerra, principalmente, após os atentados terroristas de 2001. Agora, o termo também está sendo empregado no meio empresarial quando o assunto é mudanças e desafios nos negócios. “É neste mundo VUCA que estamos vivendo. E, já que estamos inseridos nele, temos que nos reinventar e compreender para sobreviver dia após dia, enfrentando os diversos desafios.”, afirma Marcelo. Para o vice-presidente do Conselho Federal de Administração (CFA) e presidente do Sebrae Tocantins, Rogério Ramos, o termo tem tudo a ver com a atual crise causada pela Covid-19. “Ninguém estava preparado para viver essa situação. As mudanças estão acontecendo em uma velocidade impressionante e essas transformações trazem um cenário ainda muito incerto”, diz. Como lidar com todas essas mudanças? Rogério comenta que, quando há gestão de riscos, é possível prever e evitar ameaças. “Isso permite que o gestor atue, de forma rápida e eficaz, para diminuir o impacto que uma crise como essa  traz para o negócio”, conta o administrador, lembrando que, nesse momento, as empresas precisam sair do discurso e colocar conceitos da administração em prática, sempre com transparência e coerência. Para não esquecer, anote aí Volatilidade O mundo é veloz. As mudanças acontecem de forma muito rápida. “Aquilo que ontem era de um jeito, amanhã já é de outro. E essa volatilidade faz com que o mundo empresarial seja bastante desafiador. Essa característica indica a magnitude das mudanças, que podem ser maiores e mais surpreendentes.”, explica Marcelo. Incerteza O mundo é cheio de incertezas. Marcelo comenta que, por isso, não é possível saber, ao certo, o que vai acontecer amanhã. Há alguns anos, seria um pouco mais fácil fazer previsões, ou seja, olhar para frente e identificar como seria a empresa no futuro. Hoje, é muito difícil fazer previsões, justamente por causa dessa incerteza. O futuro está difícil de ser previsto. Complexidade O mundo está complexo. Está cada vez mais difícil entender as diversas nuances que envolvem uma situação, desafio ou problema. Segundo Marcelo, não é possível afirmar que  existe apenas uma resposta correta. “Pelo contrário: há diversas possibilidades de respostas para as situações. Essa característica mostra que existem muitos fatores internos e externos que podem afetar o negócio e que, muitas vezes, estão fora do controle do gestor”, explica. Ambiguidade O mundo apresenta muitas possibilidades. São várias possíveis respostas a uma única questão, mas, nem todas costumam apresentar as melhores soluções. Para Marcelo, “não é mais isso ou aquilo”. Por isso, é sempre um desafio encontrar uma coerência nos acontecimentos em busca da melhor solução, o que pode gerar más interpretações e falsas respostas. Para saber mais sobre o assunto, o administrador Marcelo Elias disponibilizou e-books gratuitos que tratam exclusivamente do mundo VUCA. Para acessar o conteúdo, entre no site https://marcelodeelias.com.br/ Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Maratona profissional ajuda desenvolver soluções inovadoras

Veja por que os profissionais e estudantes de Administração devem participar desse tipo de evento Você é estudante e quer empreender? Já imaginou participar de um evento com profissionais e estudantes de diferentes segmentos, todos dispostos a criar iniciativas inovadoras aliadas com a tecnologia? Então você precisa conhecer os hackathons, iniciativa que está cada vez mais popular no Brasil. Segundo o professor de empreendedorismo e marketing, Daniel do Prado Pagotto, o hackathon é um evento que reúne pessoas de diferentes perfis para desenvolver soluções em um curto espaço de tempo, como um final de semana, por exemplo. “Durante esse período de imersão, os participantes recebem apoio de treinamentos e mentorias de profissionais mais experientes. Ao final, é realizada uma banca que irá escolher as melhores ideias”, explica. O coordenador do curso de ADM da UDF, professor Sandson Azevedo O coordenador do curso de Administração do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Sandson Azevedo, lembra que o hackathon é uma maratona de inovação que começou focada na área de tecnologia, principalmente em programação e design. Contudo, ele ressalta a importância da presença dos estudantes de Administração. “O aluno pode participar da criação de novos negócios e contribuir com as expertises nessa área”, afirma. Para Daniel, o hackathon pode agregar muito à formação de um estudante de Administração. O professor comenta que o aluno que participa de um evento deste tipo desenvolve muitas competências sócio-emocionais, como o trabalho em grupo, a resiliência, a iniciativa, a capacidade de aprendizagem em condições de pressão, entre outras. “Além disso, graças aos treinamentos e mentorias, os participantes ainda aprenderão alguns conteúdos e ferramentas que são relativamente recentes no que tange ao ensino de empreendedorismo”, descreve. Outra vantagem dos hackathons é o networking que ele proporciona. Daniel reforça que os participantes têm contato com mentores experientes, bem como outros competidores de diferentes perfis, interesses e backgrounds. “Portanto, é uma ótima possibilidade para, quem sabe, conhecer um futuro sócio”, sugere o professor. Como participar? Antes de mais nada, é preciso verificar se a participação é individual ou em grupo. A maioria das maratonas oferece a segunda opção, pois cada membro da equipe terá uma função: terá o desenvolvedor, o designer, o profissional da área de negócios, entre outros. “É uma experiência incrível e muito rica”, garante Sandson. Existem inúmeras organizações que realizam hackathons. Alguns famosos que ocorrem no mundo todo são o Startup Weekend e o Nasa International Space Apps Challenge. Instituições públicas também já utilizaram dos hackathons para buscar criar melhorias para a população. Professor Daniel do Prado Pagoto A Câmara dos Deputados, por exemplo, realizou a Maratona Hacker cujo objetivo foi desenvolver aplicações para facilitar o acesso da população a informações legislativas. Outro exemplo mais recente é o hackathon on-line que visa criar soluções para ajudar no enfrentamento da pandemia. “Portanto, fique de olho, pois sempre existem hackathons por aí”, alerta Daniel. Quando estiver no hackathon, o professor comenta que é necessário ter resiliência, paciência e vontade de aprender. “Devido ao caráter imersivo, os participantes mergulham a fundo no problema e constantemente recebem orientações dos mentores e conversam com potenciais usuários das soluções que podem redefinir o rumo inicial da ideia. Portanto, keep calm“, orienta. Oportunidade Em maio, aconteceria, em Belo Horizonte-MG, o Fórum de Gestão Pública (Fogesp). O evento, promovido pelo Conselho Federal de Administração (CFA) e pelo Conselho Regional de Administração de Minas Gerais (CRA-MG), foi adiado para 2021 por conta da pandemia da Covid-19. No Fórum, está prevista para acontecer uma maratona hackathon focada em gestão pública. As melhores práticas serão reconhecidas na “Premiação Hackathon – soluções inovadoras aos problemas reais demandados na Gestão Pública”. Fique ligado! As novas datas do Fogesp serão divulgadas no site do CFA. Assessoria de Comunicação CFA

Na quarentena, apps ajudam a manter a produtividade a diminuir distâncias

Conheça algumas ferramentas que estão em alta entre os profissionais durante o isolamento motivado pelo coronavírus Para diminuir a disseminação do coronavírus, vários países adotaram medidas de contenção e isolamento social. Trabalhadores das áreas essenciais – saúde e segurança, por exemplo – estão dispensados de cumprirem a quarentena, mas os demais foram liberados e, quem pode, está fazendo home office. As dicas para fazer o trabalho ser produtivo, em casa, estão aqui. Para facilitar a rotina, entram em cena os aplicativos. Além de agilizar a rotina profissional, eles estão diminuindo a distância entre as pessoas. Conheça alguns deles. Zoom cloud meetings Aplicativo usado para fazer reuniões de trabalho e é a opção número um das equipes que estão em home office. De acordo com dados do Sensor Tower, site que monitora o consumo nas lojas de aplicativos, ele tornou-se o líder na lista dos apps gratuitos mais baixados em todo mundo. Google Classroom Depois que o Ministério da Educação autorizou, em caráter excepcional, as escolas e faculdades a substituírem disciplinas presenciais, em andamento, por aulas a distância, cresceu a procura pelo Google Classroom. Ele é um recurso gratuito do Google Apps para a área de educação cujo objetivo é auxiliar professores, alunos e escolas com um espaço para a realização de aulas virtuais. Com ele, as turmas podem se comunicar e estudar a distância de forma mais organizada. Trello Quer organizar as demandas diárias com a equipe? O Trello é uma ótima opção. Ele é uma ferramenta colaborativa que ajuda a gerenciar as tarefas do dia a dia. O Trello permite fazer pequenas anotações, colocar em ordem as atividades e especificar prazos para entregas. Strict Workflow Um dos grandes desafios do home office é vencer o excesso de distrações. Para fugir da procrastinação, vale apostar no Strict Workflow. A sua principal função é bloquear sites que possam distraí-lo no trabalho. Você pode indicar os sites, mas a ferramenta também indica aqueles mais comuns. Outra função interessante desta ferramenta é que ela funciona como um método “pomodoro”. A cada 25 minutos trabalhados, ela libera 5 minutos para “folga”, liberando os sites que estavam bloqueados. Desta forma, é possível focar no trabalho e fazer pequenas pausas durante o expediente no home office. Assessoria de Comunicação CFA

Não fique em stand-by: produza durante o isolamento social

Para prevenir o risco de contágio e propagação da Covid-19, países adotaram o isolamento social como alternativa para o período em que o mundo enfrenta. A medida é preventiva, e, para especialistas, o momento não se trata de descanso ou férias, mas de uma oportunidade de produção sem sair da própria residência. As novas experiências e desafios que a ocasião exige, traz à tona o seguinte questionamento: como não ficar para trás nesse período que tanto exige de nós? Segundo a administradora Daniela Dantas, “o momento é incerto para todos e a oportunidade não é nos dada e, sim, a gente que oferece. Se ficarmos em stand-by certamente seremos engolidos pelo mercado e sofreremos as consequências que essa crise acarretará nas empresas”. “É a hora de fazermos nossa parte, enxergar as possibilidades em novas coisas e, com isso, ter chances na crise. Otimizar o tempo, planejar, evoluir e gerir melhor a estrutura organizacional pode ser o diferencial para encontrar o lado positivo desse momento de instabilidade”, ressaltou. Produtive-se Em tempos de incerteza, o melhor a se fazer, segundo Dantas, “é buscar o aperfeiçoamento e a capacitação profissional, aproveitando o tempo flexível para aprender novos conteúdos e futuramente aplicá-los no ambiente empresarial”. “Criar uma rotina de trabalho e exercícios, propor novos desafios pessoais e pensar positivo são exercícios diários que a nossa mente precisa para enxergar além da crise e, assim, ter novas ideias de produção”, concluiu. Assessoria de Comunicação cfa

SEI muda rotina administrativa do Sistema CFA/CRAs

Ferramenta usada para agilizar o trâmite dos processos e a gestão documental está presente em quase todos os CRAs Por causa da pandemia do novo coronavírus, o Conselho Federal de Administração (CFA) e os Conselhos Regionais de Administração (CRAs) mudaram suas rotinas presenciais. As atividades desenvolvidas pelo Sistema CFA/CRAs continuam em andamento via on-line. O trabalho dos presidentes dos CFA e dos Regionais, dos conselheiros federais e regionais e dos colaboradores não parou. A maioria está em home office com apoio de uma importante ferramenta: o Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O CFA utiliza, gratuitamente, o SEI desde abril de 2016 após assinar convênio com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. A autarquia foi o primeiro conselho profissional a adotar a ferramenta tecnológica desenvolvida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Desde então, o CFA começou a implantar o SEI nos CRAs. Dos 27 Regionais, 24 já solicitaram a adesão ao SEI, dos quais em 17 já houve a implantação, sendo a mais recente no estado do Tocantins. Com a ferramenta, o trâmite dos processos e a gestão documental ficou mais ágil. “Tudo é feito on-line e isso gerou muitos retornos para o Sistema CFA/CRAs como redução de custos com papel e do consumo de suprimentos, transparência e padronização dos procedimentos administrativos, entre outros”, diz o presidente do CFA, Mauro Kreuz, lembrando que o SEI é uma plataforma segura que garante a tramitação e a autenticidade dos documentos. Estatísticas Entre o dia 1º de janeiro e o dia 29 de fevereiro deste ano, o CFA e os Regionais que já fazem uso do SEI geraram 8.442 processos por meio da plataforma. No mesmo período, 20.618 documentos foram gerados e mais de 22 mil recebidos. O SEI integra o Processo Eletrônico Nacional (PEN), uma iniciativa conjunta de órgãos e entidades de diversas esferas da administração pública, com o intuito de construir uma infraestrutura pública de processos e documentos administrativos eletrônicos. O SEI é, atualmente, adotado em diversos órgãos públicos do país. Assessoria de Comunicação CFA

Pacote segrega empresas que receberão ajuda financeira

Por conta da pandemia do novo coronavírus que assola o mundo, o Governo Federal e o Banco Central anunciaram nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto, a criação de uma linha de crédito, em caráter emergencial, para pequenas e médias empresas. O montante chegará a R$ 40 bilhões de reais que serão emprestados pelos bancos e destina-se a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Para os empréstimos começarem a serem liberados, é necessário o encaminhamento de  uma medida provisória (MP) ao Congresso. O problema é que o pacote “S.O.S.” não contempla uma força motriz da economia brasileira: as microempresas, aquelas que faturam até R$ 360 mil por ano.  O Brasil possui, atualmente, 6,5 milhões de microempresas, segundo dados do Sebrae. O Conselho Federal de Administração (CFA) louva a iniciativa, porém a considera discriminatória por não incluir estes milhões de microempresas em um momento de extrema incerteza, e estas são as mais afetadas pela crise. Entendemos que um programa específico de concessão de empréstimos que abarcasse esse universo seria mais eficaz. O nosso histórico de trabalho comprova a busca pelo fortalecimento e  profissionalização do setor que é a base do nosso desenvolvimento econômico. No fim do ano passado, fechamos um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Economia em prol dos profissionais de Administração e das Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Comprometemo-nos a continuar nesta linha de atuação porque sabemos da importância deste campo para o Brasil. Mauro Kreuz Presidente do CFA

Quarentena, solidariedade e empatia

Ao passar do tempo, a pandemia do novo coronavírus cresce em uma velocidade exponencial, o que faz com os dados sobre assunto sejam diferentes a cada dia. O momento nos faz entender o significado de solidariedade, que envolve tanto eu, que escrevo esta matéria, quanto você – que junto comigo – também tenta fazer a sua parte nesta quarenta. O ato, além de ser responsável, é capaz de traduzir a empatia que temos pelo próximo, em que proteger ao outro também se torna nossa responsabilidade. Mas porque ter empatia neste momento em que tudo parece incerto? Segundo o diretor da Câmara de Desenvolvimento Institucional (CDI) do Conselho Federal de Administração (CFA), Diego da Costa, “você precisa entender que faz parte de uma sociedade e que não consegue fazer nada sozinho. Empatia é, basicamente, ficar na posição do outro e, se possível, entender o que o ele sente e pensa”, disse. O que concorda a psicóloga, Aline Guarienti, ao ressaltar sobre “o trabalho essencial da saúde que faz com que os profissionais permaneçam trabalhando na linha de frente e abrindo mão da quarentena para cuidar de outras pessoas, precisando até mesmo limitar ou evitar o convívio com seus familiares por cuidado”. “Você se comove e é possível ter dois tipos de emoções: dó, que é simpatia, ou de se colocar no lugar desses profissionais da saúde. Ou seja, enxergar o panorama a partir do olhar deles e ser sensível ao ponto de compreender emoções e sentimentos de outras pessoas. A empatia nesse contexto de coronavírus, é um interesse genuíno e ativo que faz toda a diferença”, completou. Só por hoje O receio não é apenas do contágio do vírus, outro fator é a saúde mental. A ocasião, por si só, desperta angústia e ansiedade, e potencializa outras preocupações. Entre tantos questionamentos, um parece ter a resposta certa: é possível atravessar essa pandemia de uma forma positiva? “O certo é tentar entender o momento que estamos vivendo e que as dificuldades passam. Cabe a nós gastar a energia apenas com aquilo que podemos controlar e, acima de tudo, extrair cada parte positiva desta situação. Eu tenho, para mim, que esse momento é muito importante para repensarmos muitas coisas: a nossa relação com o planeta, com os nossos relacionamentos, com o peso das nossas atitudes e, especialmente, no que tange a coletividade”, afirma Aline Guarienti. Ainda, segundo a psicóloga, “nosso corpo não gosta de mudanças bruscas, ele gosta de saber onde está pisando, por isso categoriza tudo e cria padrões. Se você está se sentindo paralisado, está tudo bem, você só está sendo humano. Esse é momento de silenciar o barulho do dia a dia, sair do piloto automático, fazer o que não dá pra deixar de fazer, criar uma rotina que realmente funcione para você e aprender algo novo com isso”, completou. O ano de 2020 chegou com muitas incertezas, mas o que nos aproxima é saber que estamos no mesmo barco. Mais do que nunca, precisamos lembrar que quarenta é solidariedade e empatia, e que proteger o outro também é a nossa responsabilidade. “Eu espero que tudo passe rápido, só que juntos podemos mudar esta realidade. Como? Mudando nossos hábitos, agindo com vontade de vencer, com assertividade. Leia bons livros, assista bons vídeos, entre em contato com pessoas positivas, cuide das crianças e dos idosos, cuide da sua mente e fale para você mesmo: amanhã será melhor do que hoje”, concluiu o diretor da CDI. Por Paulo Melo Assessor de Comunicação do CFA

ANUIDADE 2020: prazo para pagamento é prorrogado

Medida faz parte das ações que a autarquia tem adotado por conta da pandemia do coronavírus O Brasil e o mundo sente os impactos causado pelo novo coronavírus. Para evitar a transmissão da doença, autoridades estão pedindo para as pessoas ficarem em casa. Contudo, a economia começa a dar sinais de que o impacto da pandemia será ainda maior. Sensível a esse cenário, o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Mauro Kreuz, aprovou, ad referendum do Plenário da autarquia, a Resolução Normativa nº 579, que “dispõe sobre a prorrogação do vencimento das anuidades do exercício de 2020, e dá outras providências.”. Segundo a RN, o pagamento das anuidades, que deveria ser feito até o final deste mês, agora poderá ser realizado até 30 de junho deste ano. Além disso, de acordo com a Resolução, “ficam os Conselhos Regionais de Administração autorizados a deliberar sobre a prorrogação do vencimento das parcelas decorrentes de termos de conciliação de dívida com vencimento nos meses de março, abril, maio de 2020, sem a cobrança de correção monetária ou incidência de juros e multa.”. “Estamos sensíveis a situação que o país está vivendo. Sabemos que o novo coronavírus não mexe só com a saúde física da população, mas, sobretudo, com a saúde econômica do mundo. Com a RN, possibilitamos que as pessoas físicas e jurídicas tenham um prazo maior para se organizarem financeiramente”, diz o presidente do CFA, Mauro Kreuz. A RN nº 579 está disponível, na íntegra, no site do CFA. Assessoria de Comunicação CFA

Mulher, mercado de trabalho e o princípio da igualdade

O artigo quinto da Constituição Federal de 1988 diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.” Logo em seguida, o inciso I complementa que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”. Declarar a igualdade de todos perante a lei foi uma preocupação que nasceu após a Revolução Francesa, em 1789. Depois da queda da Bastilha, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi criada e adotada pela Assembleia Constituinte Nacional e incorporada pelas constituições mais modernas, como a brasileira. No Direito, o princípio da igualdade é dividido em formal e material. No primeiro, fala-se da igualdade jurídica e do tratamento sem distinções. Já no sentido material, pressupõe que deve-se tratar igual os iguais e desigual os desiguais, na exata medida de suas desigualdades. Perante a lei, portanto, homens e mulheres são iguais. Possuem os mesmos direitos e deveres, além da mesma dignidade. Ora, mas sabemos que há diferenças físicas, hormonais, emocionais e psicológicas. É por isso, por exemplo, que em provas de aptidão física previstas em alguns concursos públicos, mulheres realizam testes adequados à capacidade física delas. Por produzirem pouca testosterona, elas acabam tendo menos massa muscular, e isso diferencia as mulheres dos homens. Dessa maneira, não há a garantia de equidade, caso mulheres realizem as mesmas provas que os candidatos do sexo masculino. Por isso, a adequação dos testes é essencial para dar efetividade ao preceito constitucional da igualdade. Essas diferenças entre homens e mulheres são naturais e saudáveis. Porém, há quem use as dissemelhanças para se julgar superior ou inferior ao próximo. Mulheres, infelizmente, ainda são desvalorizadas por essa suposta “superioridade masculina”. Em pleno século XXI, ainda vemos uma boa parte de meninas e mulheres preteridas nos mais diversos espaços da sociedade. No mercado de trabalho, apesar de toda a luta feminina por equidade de gênero, ainda observamos grandes discrepâncias. Segundo estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado no ano passado, as mulheres ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país. Essa diferença salarial foi identificada em todas as ocupações selecionadas na pesquisa. A dificuldade em ascender a postos de gestão também é outro desafio que ainda não foi superado, mas os estudos apontam que a participação delas nessas áreas vem crescendo. Dos 2,6 milhões de empregos em cargos de chefia registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2017, as mulheres somavam 1.143.821 vínculos empregatícios, 43,8% do total. Ainda sobre a vida profissional das mulheres, de acordo com o estudo “Assédio moral no trabalho, gênero, raça e poder”, publicado na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional em 2018, elas sofrem mais assédio do que os homens no ambiente de trabalho. Nas entrevistas realizadas durante a pesquisa, 65% das entrevistadas relataram que sofreram atos repetidos de violência psicológica. No público masculino, esse percentual é de 35%. Aquelas que são mães relatam, ainda, que foram hostilizadas no ambiente profissional desde a gestação e pior: levantamento realizado pela Fundação Getulio Vargas mostrou que metade das mulheres perdem o emprego em até dois anos depois da licença maternidade. E tem mais: quando elas vão buscar novas oportunidades na carreira, é comum passarem por constrangimentos na hora da entrevista. E, em todo o mundo, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Inúmeras pesquisas apontam para a infeliz realidade: a igualdade, tão defendida pelas nações que adotam o Estado Democrático de Direito, só existe mesmo no papel. Na prática, o que observamos é a luta incansável de mulheres e meninas para conquistarem seus espaços na sociedade. Na década de 1930, a filósofa e teóloga alemã, Edith Stein, em pleno período da Segunda Guerra Mundial, chamou a atenção da sociedade para esse problema. Na época, ela falou sobre o papel da mulher e sua importância para frear o nazismo. No livro “A Mulher”, ela alertava “que pela queda, a relação de companheirismo transformou-se em relação de domínio, muitas vezes exercida de modo brutal, onde já não se tem em mente os dons naturais da mulher e seu desenvolvimento máximo; agora ela é explorada como um meio para um fim, a serviço de uma obra ou para satisfação dos próprios desejos”. Anos depois, ela foi sequestrada pelos nazistas, deportada e morreu em Auschwitz. Mas as obras que ela deixou são essenciais para compreender a graça por trás da complementariedade entre homem e mulher. Se o mundo prestasse atenção a esses ensinamentos, certamente que os números das incontáveis pesquisas sobre o universo feminino seriam mais atraentes. Esse cenário só será transformado quando mudarmos a mentalidade do mundo. O primeiro passo é fazer valer, na prática, o princípio da igualdade. Mulheres precisam ter as mesmas oportunidades que eu e meus colegas e esse estímulo precisa vir desde a escola, oportunizando que meninas se engajem mais em projetos e pesquisas. Já os meninos precisam ser educados para respeitar as mulheres. Eles precisam aprender que elas não são objetos de desejos. É preciso mostrar o que é respeito, empatia e consentimento para que vejam as mulheres como pessoas que têm os mesmos direitos e deveres que eles. Quanto a nós, gestores, temos a missão de promover ações e iniciativas que permitam às mulheres terem mais espaço no mundo corporativo. Mais que isso: com o avanço feminino no mercado de trabalho, é essencial que as empresas busquem alternativas para se adaptar à maternidade. Vou além: essas iniciativas precisam, também, atender aos pais e às famílias em geral. Afinal, quando a gente estimula que homens possam exercer uma paternidade presente, mais responsável e compartilhe tarefas da família com suas companheiras, as mulheres ficam menos sobrecarregadas e muito mais seguras para construírem suas carreiras profissionais. Grandes empresas, em todo o mundo, já adotam medidas como essas. E estudos mostram que essas iniciativas aumentam a produtividade, pois os colaboradores

Lançamento do ErpaSul 2020

ERPA Região Sul é lançado em Foz do Iguaçu Maior evento da Administração da região sul ocorre nos dias 5 e 6 de junho e terá painéis e workshops com profissionais de destaque no setor da gestão, inovação e sustentabilidade Foi lançado no último dia 3 de março, em um café da manhã para personalidades e imprensa em Foz do Iguaçu, o ERPA (Encontro Regional de Profissionais da Administração) Região Sul, maior encontro de Administradores dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O evento ocorrerá nos dias 5 e 6 de junho em Foz do Iguaçu e irá reunir diversos líderes de vários países dos setores de gestão, inovação e sustentabilidade. Nomes como do sueco Lars Birging, do canadense Shawn Slack e do norte-americano Marc Weiss se unem a diversas referências do Brasil e da América latina para um encontro que visa discutir como a gestão e a inovação podem aportar com a sustentabilidade de empresas e cidades. “Será um evento inédito em nossa região que trará bastante impacto para os Administradores”, afirma do Adm. Sérgio Lobo, presidente do CRA-PR, que ao lado dos CRAs de Santa Catarina e Rio Grande do Sul está promovendo o evento. Mais informações podem ser encontradas no site oficial do evento: www.erpasul2020.com.br Reservas antecipadas. Em virtude da alta procura, o Rafain Palace Hotel, onde será realizado o evento, já está disponibilizando um código de promoção para que os participantes façam suas reservas de quartos. Acesse https://rafainpalace.com.br/ e faça sua reserva. FOTO: Administradores Darley Carneiro, do Jornal JDIA, Isabela Muller, Diretora do CRA-SC,  Paulo Jordani, Presidente do CRA-SC, Cláudia Abreu, Presidente do CRA-RS, Sérgio Lobo, Presidente do CRA-PR e Nestor Javier Benitez, Cônsul do Paraguai.

A trajetória para o sucesso passa pelo planejamento

O mundo tem exigido, cada vez mais, profissionalismo e a necessidade de nos reinventarmos constantemente. Neste contexto, a Administração tem um papel imprescindível. Para dar conta das complexidades do cenário atual disruptivo — ocasionado, sobretudo, pela Revolução 4.0  — e das demandas requeridas pela população, é necessário utilizar diferentes técnicas de Administração, entre elas a Gestão de Risco e o Compliance. Ambos são utilizados para prever cenários adversos e propor soluções a fim de que os gestores possam antecipar-se aos problemas e corrigi-los. Enquanto a gestão de risco está intimamente ligada ao planejamento estratégico das instituições (públicas ou privadas) e às ações de prevenção de vulnerabilidades e crises, o Compliance abrange questões ligadas ao respeito à legislação e às exigências, de forma geral, que o arcabouço legal demanda das empresas e instituições. A gestão de riscos em qualquer administração, seja ela pública ou privada, reside peremptoriamente em um projeto estratégico, e no Estado não é diferente. Na medida em que o Brasil não tem um plano estratégico de nação definido, sua gestão financeira (bem como a de recursos humanos, de processos, de planejamento, etc.) torna-se vulnerável e ineficiente. Do ponto de vista da Ciência da Administração, sem as devidas e efetivas condições de Gestão de Riscos — em todos os níveis e esferas da gestão pública — o País perde tanto no planejamento das empresas públicas e privadas quanto em possíveis investimentos que deixam de ser feitos. Além disso, existe insegurança institucional, em todos os níveis e segmentos. A gestão de risco é uma poderosa ferramenta neste contexto: contra a corrupção (em instituições públicas) e de políticas de integridade moral, ética e de segurança organizacional, em empresas privadas. Embora a desburocratização seja uma importante meta, a pressa e a simplificação exacerbada não pode superar os mecanismos de controle. A trajetória para o sucesso passa, deste modo, pelo planejamento. E sua efetivação, pelo gerenciamento de riscos e pelo envolvimento dos colaboradores em processos e políticas contra riscos. As tragédias ambientais ocorridas nas cidades mineiras de Mariana e Brumadinho, e mais recentemente no litoral brasileiro, fazem a população perguntar-se sobre a existência, no Brasil, de planos de contenções de riscos. Nos dois casos, ficou latente que a resposta é negativa ou é o que parece ser. Não basta haver inúmeros comitês, de toda sorte, e reuniões bancadas com o dinheiro do povo, sem que soluções sejam colocadas em práticas para que tais fatos não se repitam. Em uma análise de risco eficiente, o objeto finalístico passa pelos processos de análise de causa (interna ou externa) e do problema em si. Existe, ainda, a identificação de vulnerabilidades com base em objetivos (se parciais, em geral, é risco) ou cenários (se é indesejado, é risco). Mas na Administração brasileira, por vezes, não é possível ver o resultado concreto das ações idealizadas. Enquanto organização privada, a empresa paga solitariamente por sua incompetência ou erro de gestão. No caso da gestão pública, no entanto, pior é a percepção pública de que o resultado não é alcançado, sobretudo, tendo em vista o alto custo da máquina estatal. Caso um modelo de gestão profissional não seja urgentemente adotado, a tolerância popular pode não suportar a inércia do Estado e o descaso com o público. Todo esse processo resulta na estagnação da economia e afeta a esperança da nação. Felicidade e esperança, em geral, traz confiança. Em administração, tal fenômeno é traduzido em investimentos e expansão de negócios. Administração profissional, com planejamento para longo prazo, análise de riscos e amplo investimento em educação são as chaves para a prosperidade. No contexto de volatilidade que a Revolução 4.0 nos mostra, seguir a cartilha da boa gestão é questão de sabedoria e igualmente de bom senso. Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração

Encontro de fiscais do Sistema CFA/CRAs acontece em fevereiro

Intensificar as ações de fiscalização é a grande missão do Conselho Federal de Administração (CFA) em 2020. Para isso, a autarquia realizará, em Brasília, nos dias 6 e 7 de fevereiro, o Encontro Nacional dos Fiscais do Sistema CFA/CRAS (Enaf). O evento visa debater as questões operacionais da fiscalização dos CRAs. A proposta é, ainda, ampliar o conhecimento dos fiscais e mantê-los atualizados sobre à fiscalização profissional e à habilitação legal por meio da concessão de registros a pessoas físicas e jurídicas. Nesta edição, o evento terá a participação de 106 pessoas. Em dois dias, fiscais, presidentes de CRAS, conselheiros federais, diretores das áreas de fiscalização e colaboradores do CFA estarão imersos em uma intensa programação voltada para o correto alinhamento e maior comprometimento do Sistema CFA/CRAs com as atividades fiscalizatórias. No Encontro, será feita uma análise dos resultados de fiscalização obtidos do Enaf 2019. Depois disso, os participantes vão se debruçar no planejamento dos próximos passos da fiscalização voltada para o incremento dos registros, a redução da inadimplência futura e da cobrança das dívidas. Além disso, eles vão definir as ações e engajar as equipes na proposta de crescimento do Sistema CFA/CRAs. Assessoria de Comunicação CFA

Nova proteção de dados

LGPD promete garantir direitos à privacidade e frear posse e armazenamento de dados pessoais de brasileiros. Lei deve mudar a relação entre empresas e consumidores Com implementação prevista para 2020, a Lei n.º 13.709/2018 — conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP ou apenas LGPD) — deverá mudar a relação entre a população e empresas que manipulam dados pessoais de milhões de brasileiros. Criada para estabelecer regras sobre coleta, armazenamento e a forma como os dados serão utilizados, a lei promete punir aqueles que fizerem mau uso das informações. Na prática, a regra poderá trazer mais segurança e privacidade para pessoas que tiverem seus dados coletados em qualquer estabelecimento público ou privado. “A LGPD visa estipular os princípios e bases legais que autorizam ou impeçam o uso de dados pessoais para fins econômicos, de forma a evitar abusos e, também, proporcionar segurança jurídica para quem lida com esse tipo de dado, de maneira legítima”, explica Márcio Bordignon, diretor da empresa Multip, de Tecnologia da Informação. A nova lei contém regras para o uso e tratamento de dados pessoais e tem entre suas finalidades evitar discriminação, invasão de privacidade ou exposição de pessoas. Visa, ainda, evitar que dados como orientação sexual, filiação político-partidária ou dados biométricos sejam usadas indevidamente. Para o administrador e especialista em Tecnologia da Informação, Osamu Francisco Takahata, o papel de cada indivíduo está bem definido na LGPD. Nela, foi identificada a função de cada um dos três interessados: o titular, o controlador e o operador. “O titular é aquele a quem os dados se referem. O controlador é a pessoa física (PF) ou jurídica (PJ) que detém a posse dos dados, e a quem compete as decisões referentes ao tratamento dos dados pessoais. Já o operador é aquele que irá tratar os dados pessoais em nome do controlador”, explica Takahata. Confira matéria completa aqui. Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA

Começam os preparativos do Erpa da Região Sul

O presidente do Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR), Sergio Pereira Lobo, e o conselheiro federal do Conselho Federal de Administração (CFA) pelo Paraná, Amilcar Pacheco dos Santos, se reuniram nesta sexta-feira, 8, em Foz do Iguaçu-PR, para planejar o Encontro Regional dos Profissionais de Administração da Região Sul (Erpa). O evento acontecerá em junho de 2020. O Encontro tem o objetivo de reunir profissionais de administração da região sul para discutir os assuntos emergentes da profissão. A ideia de promover a regionalização do Encontro partiu da Câmara de Relações Internacionais e Eventos do CFA. Por ser um país continental, o Brasil tem diferentes características sociais, econômicas e culturais. Para Amilcar, cada região apresenta demanda específicas. “No Erpa vamos discutir regionalmente a administração e encaminhar as demandas para os dois principais eventos do CFA: Fórum Internacional de Administração e o Encontro Brasileiro de Administração”, disse. A reunião em Foz do Iguaçu reuniu, ainda, administradores dos demais estados da Região Sul. Estavam presentes: a presidente do CRA-RS, Claudia Abreu; o conselheiro federal suplente do CFA, Rogério Bohn; os conselheiros regionais do CRA-PR Gilberto Griebeler, Ailton Dorl, José Luiz Nicolelis, Evandro Teixeira, Leonidas de Camargo, Aladim Godoy, Solange Miranda, Marionn Lewek; Daniel Colman Ramirez, da Organização Latinoamericana de Administração (OLA); Karen Bayestorff, do CRA-SC.

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