Conampe vai debater propostas para o fortalecimento dos pequenos negócios

Pela primeira vez encontro será virtual, com transmissão online gratuita e aberta ao público A XVII Convenção Nacional das Micro e Pequenas Empresas (Conampe) será um marco na história do empreendedorismo e do associativismo no país. Com o tema “Um novo tempo para os pequenos negócios”, os painéis reunirão mais de 30 especialistas ao lado de representantes do Ministério da Economia e do Congresso Nacional. O evento vai acontecer de forma virtual entre os dias 1º e 3 de dezembro. Um dos destaques da Convenção será o recente convênio entre a Conampe e a fintech BMP Money Plus, maior parceira do BNDES no repasse dos R$ 10 bilhões reservados aos empréstimos do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito. A capilaridade da Confederação e de suas entidades associadas em todo o país contribuirá para o crédito chegar a um maior número de empreendedores que enfrentam dificuldades causadas pela pandemia de covid-19. O objetivo da parceria é chegar a R$ 1 bilhão em financiamentos até o final do ano. Outros temas Os debates ainda tratarão de temas como reforma tributária, desburocratização, acesso ao mercado nacional e internacional, novas tecnologias, inclusão digital, vendas on-line, comportamento do consumidor, gestão dos negócios, aumento da competitividade e da produtividade, cases de sucesso, entre outros. Na abertura, o tema será “Conampe 35 anos: Desafios e perspectivas do associativismo de micro e pequenas empresas”, com Ercílio Santinoni, presidente da Confederação; Pedro Rigo, secretário-geral da entidade e diretor superintendente do Sebrae/ES; Pedro Cascaes Filho e Alex Ludwig, fundadores do movimento nacional do segmento. Veja a programação completa, palestrantes e como se inscrever gratuitamente no site.
Enangrad: evento acontece agora em dezembro

Dezembro bate à porta e com ele a trigésima primeira edição do Encontro Nacional de Cursos de Graduação em Administração, o Enangrad. O evento previsto para acontecer entre os dias 4 e 6, está a pleno vapor e será realizado de forma virtual – conectando São Paulo a todos os estados brasileiros. Para o coordenador geral do Encontro, Marcelo Zorovich, o caráter de inovação marcará mais uma edição do Enangrad – a começar pela temática e programação. “As novas diretrizes curriculares nacionais da Administração serão respaldadas no evento a partir da inovação, tecnologia e as conexões com o mercado. Na edição deste ano, priorizaremos o fortalecimento do diálogo entre docentes, discentes, gestores, acadêmicos e a comunidade empresarial”, afirmou Marcelo. Segundo a organização, mais de 200 horas de atividade serão disponibilizadas aos participantes entre 11 áreas de conhecimento, 5 palestras, 7 painéis, 23 oficinas, 4 minicursos, visitas virtuais e o Enangrad Teens que passa a acolher os estudantes do Ensino Médio que tenham interesse em participar do evento. Com essa iniciativa, o encontro nutre a expectativa de aproximar os jovens do Ensino Médio de uma agenda de discussão menos escolarizada e mais autoral. Em um momento marcado por imensos desafios, que tal explorarmos as possibilidades abertas pela tecnologia digital, ultrapassarmos as distâncias geográficas e participarmos desse afetuoso encontro? Acesse agora o site do Enangrad e faça sua inscrição! Paulo Melo Assessoria de Comunicação CFA
Cases de lideranças femininas encerram o III Fórum das Mulheres ADMs

Depois de dois dias discutindo a importância da mulher na ciência e na inovação, chegou a hora de falar sobre o papel feminino na política e na indústria no III Fórum das Mulheres da Administração. Para tratar do tema, foram convidadas a líder da Cerbras, Ana Lúcia Bastos Mota, e a secretária de Relações Federativas e Internacionais, do Rio Grande do Sul e, em Brasília, Ana Amélia Lemos. O evento é uma realização da Comissão Especial ADM Mulher do Conselho Federal de Administração (CFA). A abertura foi feita pelo presidente da autarquia, Mauro Kreuz, e, em breves palavras, parabenizou a equipe organizadora do Fórum, além de destacar a importância em debater questões femininas, principalmente em tempos de pandemia. “Sinto-me absolutamente muito orgulhoso. Como presidente, estou envaidecido por poder estar aqui hoje com vocês e ter a oportunidade de cumprimentá-las por este evento que, certamente, colocará cada vez mais a sociedade brasileira em sintonia com este momento que vivemos, que é de valorização, ascensão e reconhecimento das mulheres, em especial as administradoras”, discursou. Em seguida, a vice-presidente do Conselho Regional de Administração do Ceará (CRA-CE), Rita Maria Silveira da Silva, apresentou a primeira convidada da noite, Ana Lúcia Bastos. Ambas trocaram ideias sobre a mulher na indústria. Em um bate-papo descontraído, a dona da Cerbras deu um show de simpatia. Questionada se teve dificuldade em assumir a direção da empresa após a morte do marido, a empresária disse que não. Contudo, falou que teve medo no início. “Eu não acreditava que era capaz. Com ajuda de algumas pessoas e dos meus filhos – Ticiana, Felipe e Mariana – eu consegui superar isso”, afirmou. Na época, o trabalho da família foi fundamental para tirar o negócio do vermelho. Outra medida adotada foi a valorização dos colaboradores: eles eram premiados e passaram a ter participação nos lucros. Alguns funcionários também tiveram apoio para fazer curso superior. “É preciso valorizar as pessoas, desde aquela que faz a faxina até o alto escalão. Você pode ter os melhores equipamentos, mas a equipe é tudo e isso faz muita diferença”, comentou. Atualmente, a Cerbras tem muitas funcionárias na produção, inclusive operando empilhadeiras e outras funções que, tradicionalmente, eram ocupadas por homens. A empresa também tem um programa de sustentabilidade e investe na segurança das pessoas. Na sequência, a diretora de Estudos e Projetos Estratégicos do CFA, Gracita Barbosa, entrou no evento para dar boas vindas a segunda palestrante da noite: Ana Amélia Lemos. Ela é jornalista, mas sua vida foi dedicada à política e já esteve entre os dez melhores senadores pelo prêmio Congresso em Foco em 2011, 2012 e 2013. No Fórum, ela contou um pouco da sua trajetória no parlamento brasileiro. “Eu não levo desaforo para casa e, na política, o embate entre colegas, sejam homens e mulheres, é comum. Mas sempre ocorreu de forma respeitosa”, falou. Sobre fomentar a inclusão de mulheres no cenário político, Ana esclareceu que as eleições municipais mostraram grande avanço nesse sentido. “Isso se deve à maior conscientização e à mobilização das redes”, justificou. Contudo, ela criticou a falta de interesse em pleitear as vagas destinadas a candidatas femininas. “Não adianta ter essas cotas se as mulheres não estão dispostas a entrar na política”, ponderou. Outra questão tocada pela secretária foi o fato de que é cada vez maior a presença de mulheres nas carreiras de estado: poder judiciário, ministério público, forças armadas, polícias civis e militares nos estados, polícia federal, rodoviária e assim por diante. Como o acesso é por meio de concurso, elas estudam e conseguem aprovação e isso garante segurança e estabilidade, questões que, segundo Ana são valorizadas pelas profissionais. “Já na política, tem a exposição e tem que estar disposta a ter essa visibilidade. Sem contar que, para chegar lá, é preciso ganhar votos. Ainda tem um caminho longo para ampliar essa participação e é natural ser assim, não vejo como problema. Passo a passo a mulher brasileira vai galgando esses espaços. Já tivemos uma presidente, uma ministra da economia, então é uma questão de tempo mesmo”, explicou. Em seguida, ela respondeu aos questionamentos das participantes. Boa parte dos comentários eram elogios não só a ela, mas também a sua antecessora no Fórum, Ana Lúcia. Para fechar o evento, a diretora de Formação Profissional no CFA e coordenadora da Comissão ADM Mulher, Cláudia Stadtlober, fez uso da palavra. “Quero registrar a minha gratidão. Foram três dias sensacionais e hoje encerramos com chave de ouro com as nossas ‘Anas’. Estou emocionada em estar com essas colegas maravilhosas”, agradeceu a conselheira. O III Fórum das Mulheres da Administração teve como objetivo, entre outras coisas, oportunizar conhecimentos relacionados às áreas de atividade da profissional de Administração e contribuir para a ampliação da atuação dessas mulheres no mercado de trabalho. Quase duas mil pessoas visualizaram o evento. Para conferir a íntegra do terceiro e último dia do Fórum, clique aqui. As palestras dos dias anteriores também estão disponíveis no www.cfaplay.org.br. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Políticas de Gestão Pública são discutidas no Sistema CFA/CRAs

A Câmara de Gestão Pública (CGP) do Conselho Federal de Administração (CFA) realizou, na última terça-feira (24), o Seminário de Consolidação das Políticas Implantadas em Gestão Pública no Sistema CFA/CRAs. O evento on-line contou com a participação de representantes dos CRAs, conselheiros federais e colaboradores da autarquia. Segundo o diretor da CGP, Fábio Mendes Macêdo, o momento foi destinado a um intercâmbio de informações e integração entre as atividades desenvolvidas pelos regionais. “Foi um evento com o intuito de fortalecer e consolidar o que cada estado estava fazendo e fez nesses dois últimos anos. A partir da entrega de relatórios individualizados, percebemos o que cada um promoveu e agregou nesse período, tanto para as próximas gestões da autarquia, quanto no fortalecimento do campo de atuação dos profissionais brasileiros”, ressaltou. Entre os principais temas apresentados pelos regionais, estão os desafios da Administração em época de pandemia, as eleições municipais e a utilização das ferramentas do CFA na busca de informações concretas sobre o saneamento básico e a governança do país. Para a vice-diretora da CGP, Ivany Rosa de Oliveira, esse é o reflexo de um trabalho árduo da câmara e responsabilidade sobre a gestão pública do país. “Contamos com uma equipe comprometida na busca de resultados. Foram mais de 80 entregas para os gestores e administradores públicos – entre estados e municípios, como o Guia da Gestão Pública, o Guia +Brasil, a Agenda da Gestão Municipal, o Índice de Governança Municipal e, também, workshops. Tudo sob a ótica e a sensibilidade profissional”, concluiu Ivany. Paulo Melo Assessoria de Comunicação CFA
OS DESAFIOS DA GESTÃO DAS PEQUENAS EMPRESAS NO PÓS PANDEMIA: DIFICULDADES X OPORTUNIDADES E MUDANÇAS

OS DESAFIOS DA GESTÃO DAS PEQUENAS EMPRESAS NO PÓS PANDEMIA: DIFICULDADES X OPORTUNIDADES E MUDANÇAS A pandemia, provocada pelo vírus chinês COVID19, colocou o mundo diante de uma situação sem precedentes na era moderna. Na história recente, registros indicam alguns acontecimentos com características que se assemelham com panorama atual, como a peste espanhola na área da saúde, em 1918 e o crack da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, na área econômica. A pandemia obrigou países fecharem suas fronteiras, cancelarem voos, fecharem lojas, shoppings e praticamente paralisar todas as atividades que envolviam a circulação de pessoas. Tudo isso provocou um colapso praticamente no mundo todo, paralisando num primeiro momento a economia mundial, enquanto o sistema de saúde se preparava para a maior lotação de todos os tempos. Pelo menos no Brasil, o impacto provocado pelo isolamento total e o destaque catastrófico dado ao assunto pela grande imprensa deixou o ambiente econômico em desespero. Esse ambiente foi agravado pela politização que foi dada a um tema essencialmente técnico da área da medicina. Alguns setores da economia sofreram perdas irreparáveis com alta taxa de mortalidade, principalmente empresas cuja atividade envolviam aglomerações capazes de facilitar o contágio entre as pessoas, como é o caso da aviação, do setor de turismo, do comércio físico, entre outros. Nesse tipo de negócio as primeiras medidas foram extremamente radicais, como ocorreu na aviação e em empresas de turismo, por exemplo. Esse conjunto de fatores levou as pessoas a buscarem novas formas de atenderem suas necessidades de consumo, já que impedidas de circularem livremente para buscar os produtos e serviços que necessitavam. Essa mudança de comportamento repentina foi o grande desafio para os estudiosos da área. Porém, no âmbito dos pequenos negócios, que é uma das grandes forças motoras da economia e grande geradora de empregos formais e informais, surgiram oportunidades para os empresários e empreendedores que foram capazes de captar novas necessidades dos consumidores e grande capacidade de adaptação e maleabilidade em mudança de paradigmas, em função da mudança de modo de vida das pessoas, decorrente do regime de isolamento social. Aí é que entrou a capacidade de percepção do empreendedor apoiada nas técnicas da ciência da administração. As pequenas empresas que possuíam bons sistemas de gestão financeira e gozavam de alguma reserva, tiveram um tempo para rever seu negócio de forma mais planejada e racional. Já as empresas que estavam em situação financeira difícil, a inadimplência e a insolvência bateram de imediato à sua porta. Dezenas de exemplos de empresas que se reinventaram vem à mente nesse sentido: empresas que fabricavam roupas incluíram em sua linha de produção a fabricação de máscaras; empresas que atendiam público em lojas, restaurantes, se valeram do sistema de delivery; empresas que vendiam produtos no mercado físico passaram a vender seus produtos via eletrônica (sites próprios e os marketplaces); prestadores de serviço cujos colaboradores trabalhavam em escritório passaram a trabalhar em regime de home office e assim por diante. Com essas medidas muitas empresas e negócios conseguiram superar a paralisia da circulação de pessoas e algumas conseguiram até ganhar espaço no mercado com essas soluções. Para tanto as empresas tiveram que enfrentar muitos desafios, para os quais não tinham nenhuma base de conhecimento anterior. Em sendo os EPI ‘s o conjunto de acessórios de proteção individual específico para proteção da pessoa, composto de máscara, uso álcool gel, viseira protetora contra gotículas, roupas higienizadas. Já nas mudanças comportamentais pode se considerar a higienização das mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar o contato pessoal, manter distanciamento mínimo entre pessoas, entre outros. Há de se considerar que essas medidas de prevenção sanitárias trazem consigo não só um aumento de custos, como uma redução de receitas, pelo menos no atendimento presencial, essa última em função do distanciamento e da redução do número de lugares, que infelizmente terá que ser repassado aos preços. Com o tradicional canal de comunicação físico com o cliente, num primeiro momento totalmente fechado e depois paulatinamente relaxado, com a abertura dos estabelecimentos em horários reduzidos, os empreendedores tiveram que buscar novos canais para se comunicar com seus clientes. Algumas empresas mais avançadas nesse particular já tinham nas redes sociais um bom e eficiente canal para se comunicar com seus clientes, destacando-se Instagram, Facebook e LinkedIn. Com as pessoas isoladas em casa, a comunicação via rede social se intensificou. Para esses empreendedores essa grande dificuldade, que uma boa parte dos pequenos empresários teve que correr às pressas para entrar nesses canais, já não era obstáculo, mas apenas uma intensificação e adaptação das formas de comercialização. Empresas que estavam preparadas entraram ou intensificaram o comércio eletrônico (e-commerce) ofertando produtos e serviços sem que o cliente tenha que sair de casa. O desafio é saber em qual plataforma seu cliente frequenta. Para isso existem ferramentas de marketing que possibilitam e induzem a interação empresa x cliente durante o contato com ele. No lado financeiro, o reflexo dessas medidas preventivas no transporte, fez com que aumentassem os custos dos fretes. O uso de ferramentas de Marketing digital permitiu a pequenos empreendedores superar muitas das dificuldades surgidas. Empresas que já se utilizavam das Métricas de Marketing já tinham descoberto, através de indicadores, resultados concretos, permitindo acompanhar por meio de gráficos que apontavam de forma visual o crescimento do seu negócio. Na área administrativa teve maiores chances de acompanhar as mudanças provocadas pela pandemia, empresas que já estavam acostumadas ao desenvolvimento do trabalho em equipe e se utilizavam de plataformas digitais para reuniões não presenciais através de vídeo ou áudio conferências. Empresas com esse tipo de estrutura, migraram para o trabalho em home office sem dificuldades. Acabaram por descobrir que o rendimento do trabalho em sua grande maioria dos casos aumentou significativamente, além da redução de custos para todas as partes. Nos procedimentos relativos às atividades financeiras a maioria das empresas já se utilizavam de plataformas para movimentação financeira em bancos, pagamento de contas, de forma que não tiveram grandes repercussões o distanciamento social. Na era pós pandemia
CRA-PR apoia a 26a Semana da Engenharia

Com o apoio do CRA-PR, o IEP – Instituto de Engenharia do Paraná – realizará do dia 30 de novembro ao dia 04 de dezembro a 26a Semana da Engenharia e a 3a Semana Acadêmica de Engenharia. Participe de mais essa iniciativa da parceria CRA-PR e IEP! Confira a programação completa do evento no link: Programação_IEP
Empoderamento feminino é o segredo para inovar e empreender no mercado

Quem disse que empreendedorismo, startups, tecnologia e inovação não são assuntos de mulher está enganado. No segundo dia do III Fórum das Mulheres da Administração, um time feminino de peso se reuniu para tratar de todos esses temas e provar que é possível promover a equidade de gênero e contribuir para aumentar a representatividade feminina nesse cenário. O evento on-line é promovido pela Comissão Especial ADM Mulher do Conselho Federal de Administração (CFA). A conselheira federal, Aline Mendonça, mediou o debate. Já no início, ela apresentou as participantes e destacou os objetivos do Fórum: oportunizar conhecimentos relacionados às áreas de atividade da profissional de Administração e contribuir para a ampliação da atuação dessas mulheres no mercado de trabalho. Uma das palestrantes foi a Raquel Boechat, que é empreendedora há mais de 21 anos e sócia de empresas e projetos no Brasil e exterior, entre elas a Enfato, onde é responsável orientar lideranças e empresas para redesenhar seus negócios para o mercado internacional e startups a ingressarem em uma aceleradora no Canadá, país onde reside atualmente. Recentemente, ela assumiu um projeto de expansão para o Brasil de uma aceleradora de iniciativas para mulheres focada em mineração. “A CEO dessa empresa identificou que as profissionais que atuam nesse setor têm dificuldade de assumir cargos maiores e se conectar com o mercado. Ao levar essa ideia para o nosso país, queremos ajudá-las a entrar nesse meio, mas não só dentro de empresas mas também na cadeia de fornecedores”, disse. Para ela, as mulheres têm muito a contribuir para a inovação. “Precisamos de união para ter mais espaço, para mudar essa cultura, que não é só no Brasil, mas está em vários países”, afirmou. Em seguida, a empreendedora, escritora, financista e mentora co-founder na Orfeu Produções, Sabrina Quântica, começou a compartilhar sua experiência de inovação com o público a partir de uma provocação: pediu para que as participantes refletissem sobre quantas vezes cada uma inovou na carreira e no último ano. “Nossa sociedade ainda é patriarcal, mas temos que aprender a lidar com isso. Discute-se muito o quanto as mulheres podem ser inseridas nesse meio da inovação. Nesse momento, acredito que dependa mais delas do que dos homens. Não falo do sentimento de culpa, digo no sentido de aprender que devemos nos apropriar do nosso poder”, avisou. Para tanto, ela propôs às mulheres uma mudança de mindset. “Já sabemos os pontos que devem ser melhorados, mas agora vamos agir e colocar em prática tudo isso”, sugeriu. Sabrina trabalhou muito tempo no mundo corporativo e, nesse percurso, focou em ser uma pessoa perfeita, a dita “mulher maravilha”. “A gente consegue dar conta de tudo por que somos, de fato, fortes, ou isso é uma construção social?”, questionou. Nessa tentativa de assumir as demandas, a mulher esquece dela. “O que eu posso fazer para mudar? Resgatar esse poder, que é só nosso!”, comentou. A idealizadora do método “Musa Inspiradora” chamou a atenção, ainda, para o fato de que as mulheres não precisam competir com os homens. “São energias diferentes, que se complementam”, disse, convocando as profissionais para colocarem as ideias em prática e lembrou que é preciso resgatar o poder feminino por meio do autoconhecimento. Ao final, ela encerrou com uma frase do livro “O demônio da meia noite – uma anatomia da depressão”, de Andrew Solomon: “Se você salva as mulheres, dizem, elas por sua vez salvarão as crianças, e assim, traçando uma cadeia de influências, pode-se salvar o país.”. A administradora e cofundadora da Intera, Paula Moraes, falou em seguida. A empresa que ela dirige é uma HR Tech voltada para o recrutamento digital de talentos, que oferece soluções focadas para atrair e pré-qualificar os melhores candidatos para o processo seletivo. “A mulher lutou muito para estar nesses espaços. Estamos mudando, a passos lentos, mas estamos. Estamos em um momento em que não basta só estar no mercado, é preciso inovar”, falou. Os desafios relacionados à equidade de gênero são, segundo Paula, problemas complexos e, por isso, precisam de discussões profundas. “A mulher já começou a pegar o microfone, a assumir esse lugar de fala, a ascender dentro das empresas. Não foi ninguém que nos deu isso, a gente que conquistou esses espaços”, defendeu a jovem empreendedora. Após o debate, as participantes responderam aos questionamentos do público. Mais de 500 pessoas prestigiaram o evento ao vivo, pelo CFAPlay. Para conferir o segundo dia do III Fórum das Mulheres da Administração na íntegra, clique aqui. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Eleições 2020

Publicações oficiais.
Mulheres cientistas: equidade, desafios e conquistas

Mais de 700 pessoas de todo o país prestigiaram o primeiro dia do III Fórum das Mulheres da Administração. O evento on-line, promovido pela Comissão Especial ADM Mulher do Conselho Federal de Administração (CFA), começou na noite desta terça-feira, 24, e visa oportunizar conhecimentos relacionados às áreas de atividade da profissional de Administração e contribuir para a ampliação da atuação dessas mulheres no mercado de trabalho. A solenidade de abertura contou com a apresentação do Grupo BR6, que encantou a todas e todos com o hino nacional brasileiro. Em seguida, a coordenadora e a vice-coordenadora da Comissão, Cláudia Stadtlober e Ione Salem, respectivamente, fizeram breves discursos enaltecendo a importância do Fórum. Ione lembrou que o grupo ADM Mulher se fortaleceu durante a pandemia. “Começamos esse movimento digital com quatro mulheres: uma do Rio Grande do Sul, outra do Paraná, outra do Rio Grande de Norte e uma do Ceará. Conversávamos e trocávamos ideias e experiências vividas nos CRAs. Conseguimos mobilizar mulheres do Brasil inteiro e o movimento começou a ganhar corpo e forma. Decidimos oficializar o grupo ADM Mulher no CFA e o nosso propósito é integrar as mulheres da Administração e fortalecer sua presença em vários espaços. Fizemos muitas lives e, hoje, o movimento está em todo do país, em todos os estados”, disse. Em seguida, Cláudia falou da satisfação em ver o resgaste da história do ADM Mulher feito pela Ione. Segundo ela, é uma “honra muito grande ter esse momento, mesmo que virtual, para que todas as colegas da Administração sintam o calor dessa ocasião e, principalmente, olhar a representação desse grupo que acredita nesse projeto e confia no nosso trabalho incansável”, afirmou, lembrando daquelas que, lá atrás, iniciaram esse movimento. Mulheres na ciência A primeira noite do III Fórum das Mulheres da Administração focou no trabalho e engajamento de mulheres que estão fazendo história no campo científico. As convidadas para falar do assunto foram a professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e diretora da Academia Brasileira de Ciências, Márcia Barbosa, e a neurocientista, doutora em Fisiologia e professora associada na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Uruguaiana-RS, Pâmela Billig Mello Carpes. Márcia começou falando da importância de ter mulheres em todos os espaços. Como uma típica cientista, ela embasou suas falas ao longo do evento por meio de dados. Para a professora, a diversidade gera empresas mais inovadoras e disruptivas. Com relação à equidade, a pesquisadora chamou a atenção para o fato de que as mulheres perdem a ambição ao longo da carreira e esse desinteresse não acontece por causa da maternidade ou do marido. “Despenca por causa do ambiente de trabalho, que tira delas o seu local de fala”, alertou. Ela também destacou o que chamou de quatro “Es”: evidências, eficiência, equidade e empatia. “Eu olho o mundo procurando por evidências e elas mostram que temos poucas mulheres na Física e que o percentual delas cai ao longo da carreira; que para termos uma sociedade eficiente nós precisamos ter diversidade e isso só se conquista transformando nossos ambientes com equidade e o combustível para toda essa transformação é a empatia”, defendeu Márcia. Pâmela, por sua vez, ratificou as evidências mostradas pela colega, lembrou que as mulheres são sub representadas em todos os lugares, mas que na Física essa disparidade é ainda mais forte. Na sua apresentação, ela mostrou uma campanha na ONU Mulheres que brincou com a ideia de um desenho antigo, chamado “Onde está Wally?”. As imagens trazem diversos ambientes de trabalho, principalmente de tecnologia e ciência, e o desafio é encontrar mulheres neles. “Há uma série de motivos que levam a pouca participação feminina nesses ambientes. Estudos mostram que no início da vida acadêmica temos mais mulheres, e depois vai caindo. Mulheres que são mães, por exemplo, deixam a carreira antecipadamente”, afirmou. A neurocientista destacou também que ainda há muitos estereótipos de gênero. As questões do trabalho doméstico, por exemplo, ficam mais a cargo das mulheres e um estudo mostrou que, no Brasil, 26% acham que o homem que fica em casa para cuidar dos filhos é menos homem. “Isso contribui para a distribuição desigual do trabalho doméstico”, ressalta. Com relação à maternidade, Pâmela diz que um estudo mostrou que, em um grupo de pessoas com currículos e habilidades iguais, quem tem filhos é preterido. Porém, o homem que é pai ainda é visto como um diferencial; já a mulher que é mãe não é vista com a mesma sensibilidade. Para mudar essa realidade e fomentar a participação feminina no universo da ciência, principalmente daquelas que são mães, ela passou a integrar o grupo Parente in Science falou de como a pandemia da Covid-19 ressaltou as desigualdades de gênero. “As mulheres cientistas que são mães também vivenciaram um impacto ainda maior. Nós, do Parent in Science, publicamos uma carta mostrando essa realidade, fizemos um levantamento de dados com quase 15 mil cientistas brasileiras e eles revelam, de fato, esse impacto”, falou. Em seguida, as participantes responderam inúmeras perguntas do público. O evento continua nesta quarta-feira, 25, e segue até amanhã, 26. Para conferir o primeiro dia do III Fórum das Mulheres da Administração, clique aqui. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Planejamento tem valor ressaltado em pandemia

Readequação de planejamento, valor agregado e análise correta de cenário marcam sucesso dos que lucraram Para o empreendedor de verdade, todo momento pode ser utilizado para reinventar-se e aproveitar oportunidades que aparecem — mesmo em contextos adversos ou inesperados. No caso da pandemia não é diferente. Vista por muitos como a maior crise comercial e financeira de todos os tempos, enquanto alguns calculavam prejuízos, outros viram no período de isolamento uma oportunidade de mudar seu portfólio e se adequar à nova realidade e lucrar. Exemplos não faltam e vão desde a fabricação de máscaras de pano — produzidas por pequenas confecções até grandes fábricas de roupas —, passando pela telemedicina e delivery de produtos diversos. Um dos exemplos de visão de oportunidade foi da empresa brasileira de cosméticos Hinode. Lançado em abril, o gel higienizante Sens Naturals conquistou o mercado por fazer a mesma função do álcool utilizado em mãos, porém foi além, quando transformado em loção. De acordo com o porta-voz e vice-presidente de desenvolvimento de produtos da empresa, Alessandro Rodrigues, o produto é sucesso por apresentar, com qualidade, diferentes funções no mesmo item. Voltado para toda a família, o gel caiu no gosto popular e logo chamou atenção para outros produtos da marca. “As fragrâncias são um dos principais carros-chefes da Hinode. Aliada a estratégias de descontos na compra de kits e em bonificação, mesmo com pouca divulgação, a linha obteve crescimento de 200%, com 850 mil unidades do gel vendidas até agosto”, revela. Lições Para o administrador e pesquisador da UFRGS, Carlos Alberto Rossi, o desafio atual das empresas é reajustar suas finanças e adequar-se rapidamente ao cenário formado após a chegada da pandemia. Com planejamentos eficientes, as empresas que obtiveram êxito e cresceram apresentaram inovação e diferenciais frente às necessidades dos consumidores. Em termos de oportunidade, para Rossi ficaram duas lições. A primeira diz respeito ao fundamento de estratégia empresarial e de governança corporativa, ao jamais desprezar os riscos do negócio: seja em maior ou menor probabilidade de ocorrência. Milhares de empresas ignoraram o potencial de dano econômico da pandemia, no início da crise. Quando quiseram reagir, já tinham perdido a maior parte de sua receita e não possuíam mais capital de giro, o que resultou em dívidas impagáveis e em ciclo irreversível de perda. O segundo aprendizado remete à necessidade de refinar o planejamento empresarial. Segundo Rossi, ele deve conter as análises de cenários (com suas consequências), a concepção e execução de estratégias empresariais, afinadas com os recursos e capacidades da empresa. Para o administrador, nas crises mais agudas, como a atual, fica evidente não apenas a existência de tais conceitos como também sua aplicação prática, caso as instituições estejam despreparadas. “Alguns erros de empreendedores que iniciaram atividades durante a pandemia podem estar relacionados a dimensionamentos equivocados de demanda e deficiência em seus planejamentos”, analisa. Gostou? Leia o restante desta matéria e também outros assuntos na RBA 138. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA
Sem Logística, E-commerce não funciona

Setor cresce no Brasil e é responsável pelo sucesso de vendas durante isolamento Estratégica para o desenvolvimento de países e empresas, a logística mostrou a força de seu protagonismo durante a pandemia de Covid-19. O crescimento do e-commerce deixou claro que mesmo com as facilidades de vendas via internet, a trajetória comercial só tem êxito quando o produto chega às mãos do consumidor, e é aí que entra a logística. De acordo com pesquisa denominada “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, realizada pelas empresas Pay Pal Brasil e Big Data Corp, antes da pandemia era esperado crescimento de 15% a 18%, nas vendas on-line. No entanto, com a pandemia, o índice bateu os 40,7% — número que pode ser relacionado, também, ao setor de logística, em virtude da dependência do comércio eletrônico ao transporte das mercadorias. Classificada como processo administrativo que reúne desde a coleta (de insumos e produtos finais), armazenagem, controle de fluxo, planejamento de rotas e transporte, a logística se moderniza a cada dia e é diferencial competitivo em todo o mundo. Por meio dela, empresas como Amazon e Mercado Livre se tornaram alguns dos principais players durante o isolamento social. De acordo com o administrador especializado em logística, Manuel Oliveira, o setor engloba o abastecimento e a distribuição de materiais, tanto em regiões urbanas quanto no campo (rural). Ele destaca que ainda que o abastecimento de mercadorias não seja o núcleo estratégico (core business) de uma empresa, fazer o produto chegar de forma íntegra (sem danos), e no tempo estipulado, se torna fator-chave e diferencial para a imagem e reputação da empresa. Para Oliveira, o e-commerce não apenas foi potencializado pela pandemia, como veio para ficar. O setor depende, no entanto, do desenvolvimento da logística, que por sua vez passa pelo melhoramento das redes de transportes presentes no Brasil — assunto que envolve o poder público. Arraigado, sobretudo, no modal rodoviário, a falta de diversidade de transporte encarece o preço final dos produtos e tira a competitividade das empresas brasileiras, em âmbito nacional e internacional. Ao apresentar dados da organização Ilos (de logística), ele ressalta que além de o Brasil ter dimensões continentais, também apresenta tipos de vias completamente diferentes entre si: algumas com potencial natural que tornariam mais barato o escoamento das mercadorias. “O Brasil movimentou 61% de suas cargas pelas rodovias — considerando os TKUs movimentados (tonelada-quilômetro útil) —, sendo que no mesmo período 21% das cargas seguiram pelo modal ferroviário, 12% por cabotagem (transporte marítimo costeiro), 4% por dutos (utilizado para substâncias líquidas e gases), 2% por hidrovias e menos de 1% pelo modal aéreo. Existe aí um desperdício de oportunidade, pois deveríamos diminuir a dependência de apenas um modal, e utilizar outros que são muito mais baratos”, analisa. Leia o restante desta matéria, na revista RBA (ed. 138). Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA.
Fórum digital de Administração do Paraná

SAVE THE DATE 25/11 às 19h – Tema: Finanças, Investimento e Inovação. Saiba mais: webinar-forum-digital-de-administracao-do-parana-tema-financas-investimento-e-inovacao . 26/11 às 19h – Tema: Tecnologística Terrestre e Aérea. Saiba mais: webinar-forum-digital-de-administracao-do-parana-tema-tecnologistica-terrestre-e-aerea . 27/11 às 19h – Tema: Ciência de Dados e Tecnologia para Negócios. Saiba mais: webinar-forum-digital-de-administracao-do-parana-tema-ciencia-de-dados-e-tecnologia-para-negocios . Participe de mais esta iniciativa do Conselho Regional de Administração do Estado do Paraná! Acompanhe através do canal: https://www.youtube.com/c/CRAPRPLAY
Os desafios do administrador em tempos de pandemia

O dia a dia de um administrador já é baseado em decisões e planejamentos do futuro, porém nesse período de pandemia que estamos vivendo essas decisões e planejamentos ficaram cada vez mais evidentes e obrigaram os gestores a retomar alguns conceitos já esquecidos e rever alguns considerados ultrapassados, haja vista que com a mudança repentina do modo de condução das empresas, sejam elas de produtos ou serviços, se alteraram bastante devido as restrições sanitárias impostas pelas autoridades. Os planejamentos de médio e longo prazo deram lugar ao planejamento de curto prazo, pois uma decisão tomada hoje não se sabe se será válida amanhã, pois a cada momento surge uma restrição imposta pelas autoridades federais, estaduais, municipais ou jurídicas, dependendo do avanço da doença em cada estado ou município, tais imposições obrigaram os gestores a ficarem atentos ao noticiário o tempo todo, pois dependendo da atividade que sua empresa exerça, uma matéria prima necessária a sua produção ou um produto que ele deva fazer entrega em outra jurisdição, não poderá chegar ou não ser entregue devido a uma barreira sanitária ou sistema de isolamento onde não seja permitida a entrada de pessoas ou produtos oriundos de outro estado ou município. Quando isso acontece aumenta ainda mais as despesas da organização que em várias situações já estão trabalhando no vermelho. O home office é um dos conceitos que muitos gestores torciam o nariz mesmo sendo aplicado em várias organizações mundo afora, no entanto foi uma das melhores opções para isolamento de seus funcionários sem que fosse necessário parar suas atividades nem demiti-los, aliás esse é um dos modelos que deverá ser adotado por muitas organizações após o término da pandemia, devido a produtividade que aumentou em alguns casos, a segurança de seus colaboradores devido não ter mais os deslocamentos diários da casa para o trabalho e vice versa, diminuindo com isso os acidentes de trajetos, economia de recursos da própria empresa e principalmente os custos com viagens (alimentação, pernoite, combustível e passagens), uma vez que agora as reuniões são via sistemas online. Não sabemos ainda até quando irá essa pandemia, porém o que sabíamos e não nos dávamos conta e que agora ficou bem evidente, é que, quando possível nunca devemos trabalhar com um só ramo de comércio ou serviço, ou então depender de um único fornecedor. Pois numa crise igual a que estamos vivendo, ocorreram duas situações, ou não receberam os insumos ou houve elevação exagerada dos preços. O maior exemplo disso foi o caso dos respiradores, onde valeu a velha máxima: “primeiro eu te quebro as pernas, depois te vendo as muletas”, onde os respiradores essenciais para o tratamento da COVID-19 são provenientes do país onde surgiu o vírus. Portanto o principal desafio a partir de agora, é analisar os erros e acertos que houveram durante esse tempo e saber identificar as oportunidades que essa crise nos trouxe até aqui, pois assim como várias empresas acabaram paralisando suas atividades diante dos prejuízos, várias outras se reinventaram e estão aproveitando os novos nichos de mercado que surgiram. Serão novos tempos, novos mercados, mas principalmente uma nova maneira de trabalhar e gerir as equipes de trabalho. Num mundo cada vez mais globalizado onde as pessoas estão conectadas com tudo e com todos ao mesmo tempo, onde as informações surgem rápidas demais, os administradores não poderão ficar alheios ao tempo e não se adequarem à realidade vivida nos dias de hoje. Autor: ADM. João Maria Fermino dos Santos CRA/PR 20.919 – Especialista em Gestão Empresarial com Ênfase em Plano de Negócios – Delegado Regional da Seccional de Telêmaco Borba – joaomariafermino@gmail.com Este artigo não reflete necessariamente a opinião do CRA-PR.
Após longa batalha judicial, STJ reconhece exigibilidade de registro

A Fiscalização do Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs) é incansável quando o assunto é fazer valer a letra da Lei n.º 4.769/1965. Prova disso é a longa batalha judicial que o Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP) precisou enfrentar para que uma empresa finalmente fosse registrada. A luta começou em 2015 quando, em uma ação fiscalizatória, o CRA-SP autuou a empresa Credere Consultoria e Fomento Mercantil por ausência de registro de pessoa jurídica no regional. Não satisfeito com a atitude, o estabelecimento buscou a justiça para pedir a inexigibilidade de inscrição no CRA, bem como a anulação do auto de infração e cobrança de quaisquer outros valores. Começava, ali, uma longa briga jurídica. Apesar de o objeto social da empresa incluir, entre outros, a “prestação de serviços, em caráter contínuo, de alavancagem mercadológica ou de acompanhamento das contas a receber e a pagar ou de seleção e avaliação dos sacados-devedores ou dos fornecedores das empresas-clientes contratantes”, ela sustentava que suas atividades não eram sujeitas ao registro, visto que sua atuação estaria restrita ao factoring convencional. Com este argumento, a empresa venceu a batalha em primeira instância, mas o CRA-SP apelou para o Tribunal Regional Federal da 3ª região (TRF3). Contudo, em decisão monocrática, o desembargador federal Carlos Muta confirmou a decisão anterior. Mesmo com a segunda derrota, o regional não desistiu e requereu que a apelação fosse apreciada pelo órgão colegiado. A terceira turma do TRF3 julgou o recurso, mas decidiu pela inexigibilidade do registro, sob o argumento de que a atividade exercida pela empresa seria “eminentemente mercantil”. Ainda disposto a lutar, o CRA-SP interpôs recurso especial requerendo o exame da matéria pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Todavia, o TRF3 negou seguimento ao recurso. Vitória após quatro derrotas seguidas A longa disputa jurídica e as constantes derrotas nos tribunais não desanimaram o regional paulista, que decidiu impetrar, no STJ, Agravo em Recurso Especial para que o referido tribunal superior analisasse e julgasse a matéria. O caso foi julgado pela segunda turma e, a decisão, do relator ministro Hermam Benjamim, ao analisar as divergências jurisprudenciais, deu provimento ao Recurso Especial interposto pelo CRA. “Sendo certo que as atividades da empresa não se enquadram apenas como factoring convencional, é mister a inscrição no Conselho Regional de Administração”, disse. Com isso, o CRA-SP obteve, em 2017, a sua primeira vitória judicial, mas a batalha ainda não haveria de acabar. A empresa recorreu e interpôs Embargos de Divergência no Recurso Especial, sustentando que existiria divergência jurisprudencial sobre a exigibilidade de registro para as empresas de factoring no STJ. No dia 28 de outubro de 2020, o pedido foi julgado pela primeira seção do STJ que, por unanimidade, decidiu “não conhecer” do recurso, visto que não havia divergência a ser sanada. Para a Corte, a inscrição no CRA de empresas cujas atividades excedam o factoring convencional é matéria pacífica, sendo que a análise, anteriormente realizada, do objeto social da empresa demonstrou que sua atuação não se resumia ao factoring convencional. Sendo assim, após longa batalha judicial, o STJ decidiu pela exigibilidade do registro para a empresa, tendo em vista que suas atividades extrapolam o factoring convencional. Para o diretor de Fiscalização e Registro do CFA, Carlos Alberto Ferreira Júnior, a vitória final do CRA-SP reforça, mais uma vez, que a Fiscalização do Sistema CFA/CRAs atua fortemente na defesa da sociedade cobrando o registro em CRA das empresas e dos profissionais que desempenham atividades de Administração. “No caso em apreço, considerando que as atividades da empresa extrapolam o factoring convencional e, ao mesmo tempo, a permitem executar serviços ligados à Administração Financeira e Mercadológica, é necessário o seu registro no CRA-SP, conforme já sacramentado pelo STJ”, afirmou. Jurisprudência O CFA, por meio da Câmara de Fiscalização e Registro, divulga no site as jurisprudências com as decisões judiciais favoráveis à profissão. O interessado pode se cadastrar e receber decisões de interesse do Sistema CFA/CRAs, como “Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial”, “Administração de Condomínios”, “Embaraço a Fiscalização/Sonegação de Informações e Documentos”, “Cargos Pertinentes ao Administrador”, entre outras. Clique aqui e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Imprensa CFA
Evento reunirá mulheres para discutir ciência, empregabilidade e inovação

Fórum será 100% on-line com transmissão ao vivo pelo CFAPlay. Proposta é contribuir para a ampliação da atuação do público feminino no mercado de trabalho Fórum será 100% on-line com transmissão ao vivo pelo CFAPlay. Proposta é contribuir para a ampliação da atuação do público feminino no mercado de trabalho A Comissão Especial ADM Mulher do Conselho Federal de Administração (CFA) realizará, de 24 a 26 de novembro, o III Fórum das Mulheres da Administração. Nesta edição, o evento acontece em um momento muito oportuno: no próximo dia 19 é o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ampliar as oportunidades para as mulheres em todo o mundo. Atualmente, elas detêm um acesso médio entre 58% e 70% dos postos ocupados por homens na política, economia, educação e saúde. Segundo a coordenadora da Comissão, Cláudia Stadtlober, o objetivo do Fórum é, entre outras coisas, oportunizar conhecimentos relacionados às áreas de atividade da profissional de Administração e contribuir para a ampliação da atuação dessas mulheres no mercado de trabalho. “Nós, do Sistema CFA/CRAs, percebemos a importância e urgência em modificar o ambiente de negócios e aumentar a presença feminina em todos os segmentos do mundo do trabalho, em busca da equidade entre os sexos nas organizações, proporcionando formas em que a mulher desenvolva olhar crítico e reflexivo enquanto cidadã”, explicou a conselheira. Ela conta, ainda, que as ações as desenvolvidas pela Comissão ADM Mulher estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Nossa intenção é aproximar o Sistema CFA/CRAs das mulheres profissionais de Administração por meio de eventos como o Fórum e fortalecer o engajamento entre a autarquia e as mulheres profissionais para futuros projetos”, disse. Programação diversificada O III Fórum das Mulheres da Administração discutirá diversos assuntos. No primeiro dia, o tema central do evento será “Mulheres na Ciência” e, entre os destaques estão a participação da física Márcia Barbosa que, em 2020, foi escolhida pela ONU Mulheres como uma das sete mulheres cientistas que moldaram o mundo e eleita pela Forbes Brasil como uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil; e da neurocientista Pâmela Billig Mello Carpes. No segundo dia, o time de peso formado por quatro mulheres falará sobre “Inovação”. Farão parte desse painel a sócia–Diretora da Divisão Internacional da Ability na Europa, a administradora Cláudia Tinoco; a Raquel Boechat, que é empreendedora há mais de 21 anos e sócia de empresas e projetos no Brasil e no Canadá; a fundadora da Intera e administradora Paula Moraes; e da empreendedora, escritora, financista e mentora co-founder na Orfeu Produções, Sabrina Quântica. Já no terceiro e último dia do Fórum, o assunto da vez será “Empregabilidade e carreira”. Para discutir o tema, o Fórum terá a participação da secretária de Relações Federativas e Internacionais do Rio Grande do Sul, em Brasília, Ana Amélia Lemos, e da empresária Ana Lúcia Bastos Mota, que é proprietária e dirige a Cerbra, empresa brasileira de referência no mercado de cerâmicas e porcelanatos. A programação também terá a participação das conselheiras federais e membros da Comissão ADM Mulher, as administradoras Claudia Stadtlober, Ione Salem e Aline Mendonça. Além disso, o público poderá conferir atrações culturais com a Kakau Art Teatro Cultural e grupo BR6. Inscrições O III Fórum das Mulheres da Administração é gratuito e voltado para as profissionais e estudantes de Administração, mas mulheres de outros segmentos também poderão conferir o evento. Não é preciso fazer inscrição para participar do encontro. O Fórum será totalmente on-line, com transmissão ao vivo pelo CFAPlay – canal do CFA no Youtube. O evento acontecerá das 19h às 21h. Serão emitidos certificados de participação com carga horária de três horas por noite, a todos que participarem, inclusive painelistas e palestrantes. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
WEBINAR – Fórum digital de Administração do Paraná – Tema: Ciência de Dados e Tecnologia para Negócios.

Participações e mediações: ***Adm. Sérgio Lobo – Presidente CRA-PR ***Adm. Ailton Dörl – Vice Presidente CRA-PR *** Adm. José Luiz Nicolelis – Diretor de eventos CRA-PR. Debatedores: ***Professor Rodrigo Alvez – Pós-Doutor em Economia aplicada pela ESALQ/USP *** Rubem Deiana – Assessor de Tecnologia CRA-PR
WEBINAR – Fórum digital de Administração do Paraná – Tema: Tecnologística Terrestre e Aérea.

Participações e mediações: ***Adm. Sérgio Lobo – Presidente CRA-PR ***Adm. Ailton Dörl – Vice Presidente CRA-PR *** Adm. José Luiz Nicolelis – Diretor de eventos CRA-PR ***Eng. Ferrucio Kochinski – Diretor Técnico IEP. Debatedores: ***Adriano Guardiano – Gestor de vendas FRETEFY TECNOLOGIA *** Samuel Salomão – Founder e Cpo SPEEDBIRD AERO
WEBINAR – Fórum digital de Administração do Paraná – Tema: Finanças, Investimento e Inovação.

Participações e mediações: ***Adm. Sérgio Lobo – Presidente CRA-PR ***Adm. Ailton Dörl – Vice Presidente CRA-PR *** Adm. José Luiz Nicolelis – Diretor de eventos CRA-PR. Debatedores: ***Izoulet Cortes Filho – Membro do Comitê de gestão da inovação e tecnologia CRA-PR *** Luciene Oliveira Dorl – Agente de investimentos CVM
Saiba quem são as pessoas que trabalham para a Administração Pública

Nesta segunda-feira, 16, boa parte dos municípios brasileiros acordou com novos prefeitos e vereadores. Eles foram eleitos no último domingo, em um dos pleitos mais concorridos da história. Contudo, os eleitores de 57 cidades – entre as quais 18 são capitais – irão novamente às urnas para definir seus chefes do Executivo no segundo turno. Com a mudança de prefeitos e representantes no legislativo, surge também a promessa de novas vagas no serviço público, que poderão ser preenchidas por meio de concursos públicos. Quem deseja fazer carreira nessa área precisa saber, contudo, que há outras formas de entrar nesse segmento sem, necessariamente, fazer uma prova. Afinal, poucas pessoas sabem qual é a diferença entre agente político, agente público, servidor público e empregado público. Renato Lacerda é administrador, servidor público federal e professor. Para ajudar os profissionais e estudantes de Administração a esclarecer essas diferenças, o Conselho Federal de Administração (CFA) foi atrás de quem entende do assunto. Segundo o administrador, analista de Gestão Pública do Ministério Público da União (MPU) e professor de Administração Geral e Pública de Gestão de Pessoas do GranCursos Online, Renato Lacerda, em geral as pessoas tendem a confundir muito os termos. “Elas consideram que estes sejam termos sinônimos, mas é importante ressaltar que não são”, explica o servidor público federal. Ele ensina que agente público é o gênero e, para isso, ele menciona o artigo 2º da Lei de Improbidade Administrativa, que é a Lei n.º 8.429, de 1992: “Agente público, para os efeitos desta lei, é todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.” “Portanto, como podemos perceber, o conceito de agente público abrange, inclusive, particulares que atuam em nome da administração pública. Ou, ainda, por exemplo, dos mesários que trabalharam no processo eleitoral. Ainda que eles não recebam, eles são considerados agentes público”, explica Renato. Espécies de agentes públicos Agente público é o gênero e abarca várias espécies. Uma delas é a do servidor público. “Ele é um agente administrativo que ocupa um cargo efetivo. Este cargo é aquele em que a pessoa é aprovada por meio de concurso público, que pode ser de provas ou provas e títulos. Ou, ainda, o ocupante de cargo em comissão, que é de livre nomeação e exoneração. Eles são regidos por estatutos. Em âmbito federal, por exemplo, o estatuto do servidor civil é a Lei n.º 8.112, de 1990. Estes servidores, além de serem agentes administrativos, são sempre remunerados. No caso dos concursados, estes gozam de estabilidade após um período e passam por estágio probatório”, explica. Outra espécie é o funcionário público. De acordo com Renato, este é um termo em desuso. “Ele equivale ao agente público, só que não é mais usual. As novas leis não assim tratam. Ele figura hoje, somente, no Código Penal, porque é muito antigo, data de 1940”, orienta. Tem, ainda, o empregado público. Esta espécie de agente público não é regida por um estatuto e, sim, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e ocupa, portanto, um emprego público. Renato diz que, em geral, esses empregados integram os quadros das estatais, que são entidade da administração indireta – empresas públicas e sociedades de economia mista. “Eles também fazem concurso público, mas eles não gozam de estabilidade, ainda que a sua demissão seja precedida de procedimento administrativo próprio com certas garantias”, comenta, ressaltando outras diferenças. “Ao contrário dos estatutários, os empregados públicos fazem jus a seguro desemprego, FGTS e demais garantias constitucionais que são atribuídas aos trabalhadores em geral do regime celetista”, explica. Por fim, o agente político é aquele investido em cargo público por meio de eleição, nomeação ou designação. Renato conta que a competência dele vem da própria Constituição. Quem são exemplos disso? “Os chefes do Poder Executivo em geral, os membros do Poder Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, os ministros de Estado e os secretários das unidades da federação. É importante dizer que eles não se sujeitam ao processo administrativo disciplinar que é próprio dos servidores públicos estatutários, pois eles têm regime próprio de responsabilização”, responde o professor. Há, ainda, os agentes delegados, que são particulares que têm a responsabilidade de exercer uma atividade específica. É o caso de empresas contratadas para fazerem, por exemplo, uma obra. Já os agentes honoríficos são profissionais não contratados pela administração públicas, mas exercem, temporariamente, uma função para o Estado. É o caso dos mesários, de membros do tribunal do júri, entre outros. A outra espécie de agente público é a do agente credenciado. Eles são pessoas que representam o Estado em alguma circunstância. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Justiça reconhece a importância do registro para ADMs que atuam com RH

A Lei n.º 4.769 de 1965, que regulamenta a profissão de administrador, define, entre outras coisas, os campos privativos da Administração. Um deles é a área de Recursos Humanos, mas ainda há profissionais que tentam atuar nesse campo da Administração sem registro profissional. Foi o caso de um administrador que solicitou, junto ao Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), o cancelamento da sua inscrição no regional. Na ocasião, ele alegou que o cargo e as atividades que exerce não exigem o registro em CRA. Considerando as atribuições da função em que ele atua – supervisor de RH -, o CRA-RJ indeferiu o pedido administrativamente. Inconformado, o administrador ingressou com demanda judicial requerendo o cancelamento do registro. Esse não é o primeiro cargo na área de Recursos Humanos que o administrador exerce. Em 2007, ele já exercia a função e, inclusive, solicitou o registro no CRA-RJ. Contudo, em 2009, o autor pleiteou o cancelamento de seu registro administrativamente, o qual não teve seguimento em decorrência de desistência. Agora, em 2020, ele voltou a requerer o fim do registro alegando que suas funções não são da área da Administração. Porém, esse não foi o entendimento da juíza do 1º Juizado Especial Federal de Volta Redonda, Mariana Preturlan. Ao analisar, minuciosamente, as atividades exercidas pelo administrador, ela afirmou: “Embora os objetivos da função de analista de RH (exercida a partir de 2007) e de supervisor de RH (exercida pelo menos até 2020) apresentem diferenças, cumpre se observar que as convergências são tanto maiores que as divergências, além do que as atribuições desta abrangem as daquela”. A magistrada disse, ainda, que “a privatividade é também percebida quando há o cotejo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A pesquisa pela família de profissionais de RH (2524) revela que o supervisor de RH é apenas um nível hierárquico dentro da empresa ocupado por alguém que é analista de RH”. Portanto, ao concluir que as atividades exercidas pelo profissional são privativas de administrador, o pedido de cancelamento do registro bem como de reparação por danos morais foram julgados improcedentes pela justiça. A decisão judicial confirmou o disposto na Lei n.º 4.769/1965, a qual criou a profissão de administrador e elencou, ainda, em seu Art. 2, os seus campos de atuação. “Entre os campos de atuação do Administrador há a Administração de Recursos Humanos, campo clássico da ciência da Administração, e como previsto na legislação para atuar nas áreas de Recursos Humanos, principalmente, como supervisor ou analista de RH, necessário se faz a formação em Administração e o registro em CRA, conforme bem explanado na presente decisão”, afirmou o diretor de Fiscalização e Registro do CFA, Carlos Alberto Ferreira Júnior. Jurisprudência O CFA, por meio da Câmara de Fiscalização e Registro, divulga no site as jurisprudências com as decisões judiciais favoráveis à profissão. O interessado pode se cadastrar e receber decisões de interesse do Sistema CFA/CRAs, como “Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial”, “Administração de Condomínios”, “Embaraço a Fiscalização/Sonegação de Informações e Documentos”, “Cargos Pertinentes ao Administrador”, entre outras. Clique aqui e confira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Case PUCPR de Aprendizagem por Competências – ADM

Coordenadores de cursos de administração em ação. Case PUCPR de Aprendizagem por Competências – ADM
Modalidades são distintas, mas ainda causam confusão entre os brasileiros

Realidade atual em todo o mundo, o trabalho remoto ganhou nova importância durante a pandemia de Covid-19. Impossibilitados, inicialmente, de exercer suas funções em modo presencial, funcionários foram deslocados a trabalharem de forma remota, como único recurso para desenvolverem suas atividades. Sem treinamento prévio e, por vezes, sem diretrizes organizacionais que disciplinassem as metodologias de trabalho, o novo cenário surpreendeu instituições e colaboradores, devido ao imediatismo dos fatos. Em meio à crise sanitária, a tecnologia e os meios de comunicação municiaram as empresas a não terem suas atividades paralisadas em sua totalidade. Embora pareçam termos semelhantes, para a mesma finalidade, teletrabalho e home office possuem diferenças legais, segundo a administradora e pesquisadora em Gestão Estratégica de Pessoas, Patricia Whebber. Segundo ela, o teletrabalho se caracteriza pela prestação de serviços fora das dependências da organização, com uso de recursos de tecnologia da informação: podendo ser realizado em casa, em escritórios compartilhados ou em local externo ao ambiente da empresa. “Já o home office é uma modalidade de teletrabalho, cujas atividades são desenvolvidas na residência do colaborador. Seu conceito-chave é a flexibilidade, deste modo, o foco do trabalho está nos resultados e não no controle do comportamento do colaborador”, explica Patricia. Tendências De acordo com o doutor em administração e pesquisador, Ronald Pires, há pontos que precisam ser estabelecidos antes de implementar programas de teletrabalho nas empresas, tais como a necessidade de definição de metas, prazos e entregas. Além disso, é necessário redefinir o controle de frequência e excluir da modalidade as atividades tipicamente presenciais, tais como atendimento público interno ou externo. Ele diz que modalidades de trabalho existentes antes da pandemia já apresentam intensificação de atividades a distância. Nesse contexto, aspectos da nova ordem econômica que se formou — fomentada pelos avanços tecnológicos e suas diferentes ótimas — não retrocederão, ao contrário, devem proporcionar o aumento da nova tendência. “O uso da web para fazer negócios e as distintas diferentes de trabalhar serão uma constante de hoje em diante. Tem havido um câmbio de ocupações, com profissões que estão em extinção, outras surgindo e um terceiro grupo sofrendo, cada vez mais, novas mutações”, analisa Pires. Já no caso do serviço público, Patricia acredita que existe perspectiva de modernização das relações de trabalho, caso haja cultura de resultados, alicerçada na flexibilidade e na autonomia das realizações do trabalho. Corretamente empregada, a nova modalidade traria ao Estado maior redução de custos, melhoria da produtividade e mais qualidade de vida aos servidores. “Uma nova tendência será o trabalho híbrido, momentos ou situações em que as atribuições serão realizadas nas dependências físicas da empresa. Ou também atividades que serão realizadas remotamente”, diz. Leia o restante dessa matéria, clicando aqui. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA
Homem é condenado por apresentar diploma falso de administrador

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo, condenou uma pessoa* a três anos de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de multa por apresentar diploma falso de graduação em Administração. Ele foi descoberto após requerer o registro profissional no Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP). Na ocasião, o regional desconfiou do diploma, supostamente expedido pela Universidade de Guarulhos, que ele apresentou junto a documentação exigida para a obtenção do registro. A fiscalização do CRA decidiu, então, entrar em contato com a instituição de ensino e recebeu a informação de que o rapaz não havia concluído o curso naquele local. O regional denunciou o caso aos órgãos responsáveis e o Ministério Público Federal ajuizou ação penal imputando ao acusado a prática do crime tipificado no Art. 304 do Código Penal. Nos autos do processo, a juíza, ao analisar as circunstâncias judiciais do caso, concluiu majorar a pena do réu. Para tal, ela considerou a culpabilidade e a personalidade do acusado. “Verifico que a culpabilidade do acusado afastou-se do grau normal de reprovabilidade adequada ao tipo, sendo sua conduta merecedora de elevada censura, revelada a audácia de usar documentos falsos para requerimento de inscrição perante conselho profissional, de modo que fixo a pena-base acima do mínimo legal para o crime praticado nos presentes autos”, justificou. A magistrada ressaltou que o acusado “preferiu se utilizar de meio mais “fácil” (e inidôneo) para obter seu registro no CRA, sendo que poderia ter cursado Administração para exercer a profissão, sem a necessidade de ludibriar o órgão, o que revela personalidade inclinada para a prática de atos ilícitos”. Segundo o diretor de Fiscalização e Registro do CFA, os conselhos profissionais, como o Sistema CFA/CRAs, não existem apenas para fiscalizar e disciplinar o exercício da profissão. “Primordialmente, como missão mais importante, é proteger a sociedade dos maus profissionais e dos leigos. Existem pessoas e quadrilhas especializadas em falsificação de documentos tentado dar a pessoas e empresas uma qualificação e poder que elas não têm”, disse, reforçando que, só podem exercer a profissão de administrador aqueles profissionais ou empresas que tenham o conhecimento, a formação e, principalmente, o registro profissional para atuar legalmente. “Imagina você fazer um tratamento dentário com um falso dentista que tem o diploma falsificado. A pessoa não tem formação para fazer aquilo. Óbvio que aquilo vai prejudicar não só a pessoa, mas toda a sociedade e até o patrimônio dessas pessoas”, exemplificou o diretor. Ele pediu, ainda, que as pessoas denunciem casos de empresas e profissionais que estejam exercendo funções de administração sem o registro em CRA. “Façam a denúncia no site do CFA ou do CRA e ajude-nos a proteger a sociedade de maus profissionais”, pediu, comemorando a recente vitória do Sistema CFA/CRAs no caso do diploma falso. “Parabenizo a nossa equipe de fiscalização por estar sempre atenta e protegendo o cidadão brasileiro”, afirmou. Jurisprudência O CFA, por meio da Câmara de Fiscalização e Registro, divulga no site as jurisprudências com as decisões judiciais favoráveis à profissão. O interessado pode se cadastrar e receber decisões de interesse do Sistema CFA/CRAs, como “Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial”, “Administração de Condomínios”, “Embaraço a Fiscalização/Sonegação de Informações e Documentos”, “Cargos Pertinentes ao Administrador”, entre outras. Clique aqui e confira. *O CFA não divulgará o nome do acusado. Outros detalhes podem ser consultados nos autos do processo n.º 0003834-58.2009.4.03.6181. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Imprensa CFA
Especialistas falam sobre mecanismos anticrise e onde está o verdadeiro inimigo

Após seis meses de pandemia, e ainda sem a definição de uma vacina ou cura para a Covid-19, profissionais da Administração já cogitam o prolongamento da crise sanitária e econômica. Com o planejamento para 2021 em vista, empresários já pensam em possíveis novas ondas de contágio e se perguntam como reagir ao cenário econômico do próximo ano, sobretudo, para as organizações já combalidas pelas perdas financeiras. Segundo o administrador e pesquisador, Gabriel Martins, o redirecionamento de negócios é condição essencial não apenas para sobreviver diante da intempérie, como também para obter lucro. Ele ressalta que é preciso observar o comportamento do consumidor, durante e após a crise, pois será indicativo de saturação ou surgimento de novas necessidades. Martins também destaca a necessidade de conhecer novos canais de vendas e investir em diversificação de escoamento. No quesito inovação, ele frisa que as mudanças das necessidades percebidas pelo cliente podem ser indícios do que vem pela frente. “Aqueles que tiveram fechamento parcial podem aproveitar esse tempo para reformular suas estratégias, lançar novos produtos ou novas modalidades de serviços. O empresário não pode deixar de atender a demanda atual, na forma que o mercado deseja e precisa”, avalia. Vetores de negócio Para superar a crise, o administrador enfatiza a importância de gerir os principais ‘vetores de negócios’, enumerados pela pesquisadora em finanças corporativas, Ruth Bender, autora do livro “Corporate Financial Strategy”. Segundo ela, entre os principais vetores a serem considerados, a qualquer tempo, estão o controle dos crescimentos de vendas e das margens de lucro — além de esperar o amadurecimento de estratégias e diferenciais competitivos. Bender destaca que é preciso calcular as alíquotas (taxa percentual de quanto um tributo incide sobre o objeto taxado), e definir de forma exata o capital de giro, além de investi-lo corretamente. Também alerta sobre a importância de investir em ativos de longo prazo e ter claro o custo de capital (valor que a empresa precisa obter de lucro para que o negócio se pague). “É necessário administrar os riscos, sobretudo, para aumentar o retorno posterior mesmo durante a pandemia. Nesse processo é importante, também, administrar bem o capital intelectual — de onde surgem as tecnologias —, as competências e o Goodwill (potencial de bens e negócios gerarem lucros)”, analisa Martins. Flexibilidade Para o economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Alberto Ramos, a palavra do momento é ‘flexibilidade’. Ele dá como exemplo o caso de novas contratações e diz que o mais prudente é apelar para horas extras: deste modo não haverá novos encargos trabalhistas, caso o empresário seja obrigado a desligar novos colaboradores contratados. De acordo com Ramos, além de reduzir custos (de acordo com os diferentes cenários), é preciso conservar a liquidez e evitar empreendimentos que não possam ser revertidos ou ajustados de forma rápida. Ressalta, ainda, a importância de dominar novas tecnologias, pois o cenário está propenso ao crescimento da influência e do poder dos novos aparatos sobre os negócios. “Sem dúvida, em qualquer cenário possível, no futuro, a tendência à utilização de ferramentas tecnológicas será aprofundada. Por isso, aquele que não dominar ferramentas e processos movidos pela computação não é e nem será competitivo”, sentencia. Concorrência 24h Para o administrador e empresário Carlos Oshiro a pandemia trouxe uma ruptura sistemática entre o que chamou de ‘Velha (Economia)’ e ‘Nova Economia’. A primeira era pautada em grandes investimentos, sobretudo, em marketing e publicidade, bem como em previsibilidade de cenários de médio e longo prazo. Já na ‘Nova Economia’, a condição essencial para sobreviver é lidar com o inesperado, bem como investir e dominar tecnologias, sobretudo as disruptivas. Técnicas e ferramentas de marketing e publicidade, digitais, podem ser aproveitadas para obter o mesmo resultado conseguido no passado, por grandes e caras campanhas. Outro divisor de águas, apontados por Oshiro, é a internacionalização da economia. Ele ressalta que muitos empresários acreditam que a crise em seus negócios tem a ver apenas com a pandemia: pensam que na volta à normalidade sanitária voltarão a crescer, mas se esquecem do fator concorrencial externo. “Na realidade, não é mais a crise. Existem, hoje, vários concorrentes ao redor do mundo, que ele não sabe onde estão. Talvez até seja uma empresa comandada por jovens de 18 a 24 anos que estão vendendo 24h por dia (on-line) e estão tomando clientes, mas ele não percebe, pois só abre durante as dez horas comerciais”, enfatiza. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA
Pesquisadoras falam de suas trajetórias profissionais no universo científico

Em tempos de Covid-19, a importância da ciência ficou ainda mais em evidência. Afinal, é por meio dela que a doença é estudada e vacinas estão sendo testadas. No Brasil, contudo, os cientistas enfrentam enormes dificuldades ligadas à falta de incentivo. Ainda sim, o país tem muitos pesquisadores e alguns, inclusive, mesmo com todas as adversidades, estão debruçados para compreender melhor o novo coronavírus. Um desses profissionais é a cientista Jaqueline Goes de Jesus. Ela foi convidada, no último dia 5, para compor uma uma equipe de pesquisadores da Organização das Nações Unidas (ONU) após ter sequenciado os primeiros genomas do novo coronavírus na América Latina. Outra cientista brasileira também ganhou destaque recentemente: é a pesquisadora sênior de saúde global do Conselho de Relações Exteriores dos EUA, Luciana Borio. Ela fará parte do conselho consultivo para o combate à Covid-19 na gestão do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden. Mas, afinal, o que essas mulheres têm em comum? Ambas dedicam a vida à pesquisa científica, uma área que, culturalmente, sempre foi dominada por homens. Para mudar esse cenário, o III Fórum das Mulheres da Administração promoverá um dia dedicado ao tema “Mulheres na Ciência”. O evento, realizado pela Comissão Especial ADM Mulher do Conselho Federal de Administração (CFA), acontecerá de 24 a 26 de novembro, por meio do canal CFAPlay. Em 2020, Márcia foi eleita uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil em pela revista Forbes. Uma das convidadas para falar do assunto é a professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e diretora da Academia Brasileira de Ciências, Márcia Barbosa. Ela conta que ainda é muito baixa a participação feminina no universo científico. “As mulheres são no mundo somente 30% das cientistas. Se restringirmos ciências exatas, este número cai para entre 10% a 20%. Dentro deste quadro ruim, subir na carreira é o grande obstáculo. Só para dar uma ideia, na Academia Brasileira de Ciências (o que seria equivalente a ser conselheiro de uma empresa), as mulheres são 16%. O fato de o percentual de mulheres diminuir à medida em que se sobe na carreira é um dos grandes problemas”, explica. Márcia é graduada, mestre e doutora em Física. Ela era minoria em um curso dominado por homens e foi preciso superar muitos desafios. “Percebi que era o elefante na sala quando entrei em aula e era uma das oito mulheres em oitenta alunos na minha graduação. Olhei em volta e não via mulheres liderando. Física é apaixonante! Portanto, segui apesar dos obstáculos de ser ignorada, subestimada e ultrajada. Enfrentei o menu de Gaslighting, Mansplaining, Manterrupting, Bropriating, mas tinha colegas e companheiras que me apoiavam no caminho”, relembra a cientista. Sobre o futuro das mulheres na ciência, Márcia é otimista. “O mundo está mudando. As jovens hoje têm uma enorme consciência do problema. A minha geração naturalizava. Eu tenho esperança, pois a luta de quem veio antes de mim e da minha geração está pavimentando o caminho para a equidade”, afirma. Ciência e maternidade Quem também estará no III Fórum das Mulheres da Administração é a neurocientista, doutora em Fisiologia e professora associada na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Uruguaiana-RS, Pâmela Billig Mello Carpes. Como Márcia, ela também precisou superar muitos obstáculos. Pâmela Billig: neurocientista e mãe. O interesse em ser cientista nasceu quando cursava Fisioterapia. Contudo, ao final da graduação, Pâmela ficou grávida e seguir com o planos de fazer mestrado e doutorado, títulos essenciais para a carreira científica, foi um desafio. “Tive dificuldades em encontrar um orientador que considerasse possível conciliar a ciência com a maternidade. Depois que encontrei, fiz mestrado e doutorado em quatro anos e então me tornei professora na Universidade Federal do Pampa, iniciando meu próprio grupo de pesquisa. Na Unipampa encontrei oportunidades e espaço para crescimento de desenvolvimento das minhas pesquisas, de tal forma que gradativamente fui sendo reconhecida pelos meus pares”, conta a cientista. Esse reconhecimento rendeu, por sinal, alguns prêmios como o Prêmio para Mulheres na Ciência, da L’Oreal em parceria com a Unesco e a Academia Brasileira de Ciências, que ela ganhou em 2017 por um projeto que buscou entender melhor como o cuidado, ou a falta dele, nos primeiros anos de vida da criança impacta o cérebro e o desenvolvimento das suas funções. Em 2018, ela trabalhou no Escritório de Educação da Unesco, em Genebra, e hoje é bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa. Pâmela diz que as mulheres já enfrentaram – e ainda enfrentam – muitos desafios na ciência. “As poucas mulheres que conseguiam fazer ciência muitas vezes não tinham seu trabalho reconhecido. Rosalind Franklin é um bom exemplo. Ela teve um papel fundamental na descoberta da estrutura do DNA e isso só foi reconhecido muito recentemente. O mérito foi para uma dupla de cientistas homens que, inclusive, se apropriou do trabalho da cientista”, aponta. Hoje, o cenário do universo feminino no meio científico é outro. “Atualmente é muito mais fácil para as mulheres ingressarem na ciência, mas isso não garante ausência de desafios. Eles são outros. A progressão na carreira é mais lenta, a maternidade tem um grande impacto, há muitos relatos de assédio no ambiente acadêmico-científico, etc”, pontua Pâmela. Para ajudar outras mulheres e mães cientistas ela passou a fazer parte do grupo Parent in Science. “Tenho muito orgulho de fazer parte deste movimento. Ele trouxe à tona o tema parentalidade e ciência e fez com que olhássemos para as mães cientistas com olhos mais inclusivos. Somos muitas e várias vezes achamos que estamos sós. Tivemos muitos avanços nestes últimos três a quatro anos. Realizamos eventos e discussões com agências de fomento, conseguimos incluir na análise do currículo de editais de agências de fomento à pesquisa e de algumas universidades a consideração da maternidade na análise do currículo de cientistas mães, compartilhamos diretrizes para ambientes acadêmicos mais inclusivos, divulgamos dados acerca do impacto da maternidade e paternidade na produtividade das/dos cientistas, inclusive durante a pandemia, entre outros”, cita. Pâmela diz, ainda, que há muitos desafios e
Revolução 5.0 chegou ao Brasil e já divide o cenário com sua antecessora

É quase impossível não pensar nos fenômenos econômicos e sociais que moldarão o futuro dos brasileiros nos próximos anos. E não é apenas em razão da pandemia, mas sim em virtude da Quarta e Quinta Revoluções Industriais, que já aconteciam no restante do mundo, mas ainda engatinham no Brasil. Há exato um ano, na edição 132 da RBA (setembro/outubro), o tema de capa foi a Quarta Revolução Industrial (Revolução 4.0). Na época, ainda pouco conhecido no Brasil, o fenômeno foi abordado em razão de sua importância e de sua chegada, ainda que a passos lentos, no cenário nacional. Por outro lado, em diferentes partes do mundo, a Revolução 4.0 já estava em tal grau de amadurecimento que levou o ‘Fórum Econômico Mundial’, no início deste ano, a tratar as transformações socioeconômicas atuais como efeitos da Quinta Revolução Industrial (ou Revolução 5.0). A rapidez com que os fatos se sucederam fez com que um movimento tecnológico-industrial substituísse o outro, em menos de oito anos (2011 a 2019). Segundo a administradora e professora da Universidade de Brasília (UnB), Débora Barem, a Revolução 4.0 foi um desdobramento natural das revoluções que a precederam, em razão das lógicas econômicas existentes anteriormente, mas agora acrescidas do fenômeno digital e disruptivo da atualidade. Construídos com base em Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e automação, em geral, as máquinas ganharam capacidade de pensar, executar funções e tomar decisões sem a necessidade de comandos humanos. Já a Quinta Revolução Industrial aparece, na visão da pesquisadora, como resposta ao futuro da população mundial, sobretudo, diante do quadro de envelhecimento, na maior parte dos países. O dilema gira em torno sobre o que será feito de bilhões de trabalhadores, mundo afora, caso sejam substituídos por máquinas a qualquer instante. “A Revolução 5.0 expressa a preocupação existente sobre as consequências sociais do novo fenômeno. Há milhares de países que vivem momentos completamente distintos, em relação ao contexto tecnológico e econômico atual, com isso aumentam ainda mais as desigualdades”, diz a professora. Funcionamento Do ponto de vista técnico, o engenheiro e professor da faculdade de engenharia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Marcelo Segatto, esclarece que na Revolução 5.0 as máquinas passam a trabalhar de modo cooperativo com os humanos. Deste modo, segundo ele, haverá maior exigência das máquinas nos quesitos compreensão de gestos, fala e até das alterações de humor dos seres humanos. Ao fazer análise sobre adaptação do Brasil ao novo cenário, Segatto alerta, no entanto, sobre a necessidade de repensar o modelo pedagógico vigente, tendo em vista o contexto tecnológico nacional e as tendências mundiais. Ele ressalta que as habilidades necessárias para acompanhar a Quarta e Quinta Revoluções surtirão efeito, apenas, se for equilibrado déficit educacional da população brasileira e criada cultura de que ciência é parte da natureza e do dia a dia das pessoas. “A quinta revolução não chegará ao Brasil, enquanto não vivermos a Revolução 4.0. O trabalhador desse novo quadro que se desenha deverá ser um profissional mais qualificado, e isso exigirá mais tempo de formação e mudança nos processos de profissionalização”, analisa. Visão do mercado A principal novidade da Revolução 5.0 será promover benefícios tangíveis, não apenas para os negócios ou governos, mas também agir a favor das pessoas, na visão do especialista em transformação digital, Enio Klein. Entre os efeitos gerados, ele aposta, ainda, na busca de mais agilidade, produtividade e aumento de receita, em virtude da redução dos custos de produção e processos. Segundo Klein, a Quinta Revolução Industrial está alinhada com os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, previstos na agenda da Organização das Nações Unidas (ONU), para 2030. Em teoria, embora exista a possibilidade de ser implementado em qualquer lugar, ele avalia que o Brasil ainda não está preparado para nenhuma das duas revoluções industriais. “O que vemos são ilhas de desenvolvimento extremamente avançadas e bolsões de atraso gigantescos. Assim como temos desigualdades sociais, temos também desigualdades organizacionais”, avalia. Na opinião do também empresário, Fernando Taliberti, a Revolução 5.0 une a capacidade humana às potencialidades da máquina, por meio de dispositivos e tecnologias capazes de provocar novos paradigmas de evolução. Embora o Brasil ainda esteja atrás de outros países, em termos de educação e tecnologia, ele é otimista em relação às qualificações do país em relação ao futuro. “O brasileiro tem uma característica que pode ajudar bastante nesse novo contexto. Nossa pluralidade cultural, criativa e flexibilidade estão entre as características humanas que diferenciam justamente a Quarta da Quinta Revolução Industrial”, sentencia. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA
Inscrições abertas: XIX EPEAD reúne estudantes de administração de 13 a 15 de novembro

19a edição do tradicional encontro irá promover apresentações de trabalhos, hackaton, minicursos e encontros paralelos Ocorre dos dias 13 a 15 de novembro, em forma online, o XIX EPEAD (Encontro Paranaense de Estudantes de Administração) com o tema “A transformação digital como guia da disrupção nas organizações”. O evento é uma realização do Conselho Paranaense de Administração do Paraná (CRA-PR) e da Business School da Universidade Positivo (UP) e tem como objetivo possibilitar que estudantes de administração possam trocar experiências acerca de temáticas relevantes e atuais, além de ampliar a formação acadêmica. Na programação do evento estão minicursos, hackaton, apresentação de trabalhos acadêmicos, além do ECPAD (Encontro Paranaense dos Coordenadores e Professores de Administração). O evento está com inscrições abertas em https://www.epead2020.com.br/inscri%C3%A7%C3%B5es Para participar das palestras de abertura e de fechamento gratuitas, basta acessar o link: https://www.epead2020.com.br/eventos/palestra-magna
Pesquisa revela que maioria quer continuar trabalhando em casa

Que 2020 foi um ano difícil em todos os sentidos, ninguém tem mais dúvidas. A Covid-19 alterou o ritmo mundial, mudou planos e sacudiu a vida de todas as pessoas não só na vida social e econômica mas, sobretudo, na saúde mental. Para entender melhor o assunto, o Conselho Federal de Administração (CFA) promoveu, na última quinta-feira, 5, a live “Saúde mental na pandemia”. Participou do evento a pesquisadora na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FIA e FEA/USP) e sócia na Farol de Carreira, Sylvia Hartmann. Tão logo a pandemia começou, as empresas tiveram que se adaptar e, em razão do isolamento e do distanciamento social, aquelas que não atuavam em atividades essenciais tiveram que dispensar os funcionários para o chamado home office. Na live, Sylvia deu detalhes de uma pesquisa da FIA, divulgada recentemente, que revelou detalhes dessa modalidade de trabalho. “Esse foi um assunto que sempre me interessou e, com a pandemia, surgiu a possibilidade de realizar um levantamento relâmpago sobre isso. E a ideia foi trazer algumas respostas, pois é um tema que afetou a vida de muitas pessoas”, disse. De acordo com o levantamento, dos 1.295 que responderam a pesquisa, 73% sentem que o trabalho em home office proporciona maior satisfação; 70% gostariam de continuar trabalhando nessa modalidade após a pandemia; e 64% consideram que sua produtividade em casa é maior ou igual a da atividade presencial. “A gente falou com pessoas que não trabalhavam em casa antes da pandemia. Eram trabalhadores, que iam para o escritório e, de repente, passaram por mudanças drásticas e que, apesar de todos os desafios, a maioria gostaria de continuar trabalhando em casa após a pandemia”, explicou. Mas, e onde entra a saúde mental nesse cenário? Segundo a pesquisa, 67% das pessoas que participaram do levantamento sentem que seu trabalho em home office é compatível com os cuidados da própria saúde mental; 63% afirmam que trabalhar em casa é compatível com os cuidados com sua saúde física. Além disso, 76% afirmaram que o home office é compatível com a convivência familiar e 73% sentem que é possível conciliar o trabalho com o cuidado com a família. “O que a gente pode inferir desses números é que muitos desses profissionais que passavam muito tempo nos escritórios e em compromissos de trabalho, apesar desse conflito de ter que encaixar todas as atividades dentro de casa, passaram a ter mais tempo com as famílias e isso foi percebido por eles como um ponto positivo”, conta Sylvia. Com relação ao gerenciamento de equipes remotas, ela explica que estudos anteriores já apontavam as dificuldades das chefias em liderar profissionais a distância. A pesquisa da FIA/FEA/USP mostrou que, na atuação em home office, a maioria dos empregados contou com o suporte da chefia e 65% está satisfeita com seus chefes. Porém, há uma dificuldade maior no processo de gestão do desempenho e capacitação, pois apenas 44% dos respondentes do levantamento afirmaram receber de sua chefia avaliações de desempenho. “É muito diferente você avaliar a pessoa por horas trabalhadas, que entra às 8h e sai às 18h, por exemplo. Nem todas as empresas brasileiras estão habituadas a fazerem uma gestão por resultados e esse é um dos grandes desafios”, afirmou. A live aconteceu no canal CFAPlay. Para conferir o conteúdo na íntegra, clique aqui. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Comunicação inteligente para pessoas e negócios

Notadamente a comunicação tem tido um papel de protagonista nas últimas décadas, seja pelo avanço das tecnologias digitais que promovem cada vez mais o quanto e como podemos nos comunicar na esfera organizacional e pessoal, ou ainda pela vertente que defende a comunicação empática e de forma mais natural. Softwares, redes sociais, dispositivos, aplicativos, plataformas, cada vez temos mais formas de interação com o que existe no mundo a uma velocidade jamais vista. A comunicação assumiu desde sempre um papel importante na sociedade em todos os aspectos, mas sobretudo em funções como: Liderança, vendas/negociação e aquelas que demandam muito contato humano. Considerando liderança, grande parte dos autores e pensadores do tema, como o prof. Ram Charam, a colocam como pilar essencial, tendo em vista que o líder tem papel decisivo no convencimento/engajamento de sua equipe para leva-la ao objetivo da organização, líderes que não se comunicam bem não lideram bem. No que tange a área de vendas e negociação, a comunicação é o canal indutor do processo, sem comunicação eficiente não há negócios sustentáveis. Estudos mostram que o número de pessoas que tem dificuldades em se comunicar é grande, isto se reflete na vida pessoal, na carreira e nas organizações, pois, empresas se comunicam através de pessoas, da criatividade que elas empregam, na ausência de medo em expor ideias, na segurança da argumentação e na empatia verdadeira de ser inteligente ao ponto de se espelhar com o ouvinte e assim ser mais assertivo. Comunicação inteligente caminha de mãos dadas com a empatia. Tudo começa por esse laço que deve ser estabelecido nos primeiros 2 segundos. Especialistas como Nicholas Boothman, escritor do livro: Como convencer alguém em 90 segundos, afirma que é no primeiro contato que tomamos a decisão de “fugir ou ficar”, ou seja: acreditar ou não. Diante disto, a comunicação deve ganhar ainda mais espaço e protagonismo em nossas vidas e negócios. Estamos em meio a um caos jamais visto em nossa geração, vivemos um momento de pandemia causada por um vírus chamado de COVID – 19, ou apenas NOVO CORONAVIRUS, que simplesmente fez o mundo parar. A melhor saída inicialmente se mostrou o isolamento social para conter a disseminação e assim dar tempo para que autoridades de saúde pudessem se preparar com a ampliação dos sistemas de saúde. Bem, o que isto tem haver com comunicação? Tudo! Esse caos desafiou nosso modo de se comunicar. As organizações tiveram que fechar, exceto as de necessidades básicas. Ao redor do mundo indústrias, comércios, igrejas, além de todo e qualquer evento que aglomerasse pessoas foram impactados, sendo assim, posso afirmar a você que o que se sobressai neste momento é a forma de como nos comunicamos, mantendo nossos laços sociais e de negócios. As empresas precisam se reinventar na forma de abordar o cliente. Os dispositivos tecnológicos de comunicação são forte aliados, entretanto é preciso saber que mesmo através deles temos a percepção e o sentimento de agilidade, empatia, personalização e segurança. Com certeza neste momento de crise mundial que assola a saúde e impacta economia e demais setores, a comunicação é forte aliada das pessoas, das empresas e da sociedade como um todo. Usar adequadamente os meios tecnológicos, ser empático, ágil, cordial e humano nunca foi tão importante como agora. O momento pede humanidade, solidariedade, liderança, negociação e sobretudo comunicação inteligente. Jean Matos Especialista com MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FGV/RJ e extensão em comunicação empresarial; Mestre em Desenvolvimento Regional e Agronegócios pela UNIOESTE/PR. Palestrante organizacional, consultor, empreendedor e professor universitário na PUC/PR.
Novos arranjos de pesquisa, inovação e gestão de projetos de P,D&I

Capacidades e espaços para a gestão da inovação – Novos arranjos de pesquisa, inovação e gestão de projetos de P,D&I.