Oportunidades para o Administrador com a LGPD

Autor: Adm. Julio Cesar Segantini – Administrador de Empresas, Especialização em Marketing e MBA em Negócios Digitais A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, é um grande passo no regulamento das atividades de tratamento de dados pessoais. Ainda em trâmite no Congresso Nacional, a sua data de entrada em vigor, prevista inicialmente para agosto deste ano, poderá ser alterada para maio de 2021. O objetivo da LGPD é criar um cenário de segurança jurídica para garantir à proteção dos dados pessoais de todos os cidadãos que estejam no Brasil de forma igualitária, transparente e garantindo os direitos fundamentais. Vale ressaltar que dados pessoais são todas as informações que podem identificar uma pessoa, sejam números de documentos, características pessoais, qualificação pessoal ou profissional, dados biométricos, genéticos e, inclusive, informações sobre convicção religiosa, opinião política e filiação a sindicatos. Umas das maiores conquistas dessa lei será a padronização de normas e práticas para proteção dos dados, tanto em território nacional, como internacional. Na prática isso significa que, as pessoas físicas, que são as titulares dos dados, terão os seus direitos ampliados no que tange ao seu consentimento sobre os seus dados e terão esse direito garantido de forma acessível e eficaz. Dentre os direitos que serão concedidos aos titulares estão o acesso a esses dados com a possiblidade de atualização da informação e, inclusive, sua eliminação de bancos de dados e revogação do seu consentimento prévio para o tratamento desses dados. A anonimização, bloqueio ou eliminação de dados pessoais desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a LGPD. A portabilidade de dados pessoais a outro fornecedor do produto ou serviço, inclusive, admitindo que isso seja feito entre empresas concorrentes. A partir do momento que essa lei entrar em vigor, todas as empresas, públicas ou privadas, pequenas, médias ou grandes corporações, serão impactadas por ela. Afinal, até mesmo os dados dos empregados destas empresas precisarão estar em conformidade com a lei. Assim, tendo em vista do alcance da LGPD e, também, sabendo que o seu não cumprimento poderá trazer consequências econômicas para as empresas, como sanções e multas que vão de 2% do faturamento anual até R$50 milhões, abre-se uma grande oportunidade de atuação para os Administradores. O primeiro deles será a atuação como Encarregado de Dados ou DPO (Data Protection Officer), que será o responsável pelo tratamento dos dados pessoais nas empresas, fazendo a ponte entre o controlador de dados, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o titular dos dados. Ademais, vejo muitas oportunidades para os administradores atuarem no âmbito corporativo com compliance, fazendo o diagnóstico organizacional de normas e procedimentos formais e informais existentes, fornecendo parâmetros e orientações para criação de regras de negócio, também criando e implementando essas regras e corrigindo ou adequando os procedimentos organizacionais. Também, há grande oportunidade de atuar junto ao setor de TI contribuindo para a análise sistêmica dos dados da organização e critérios de armazenamento das informações. Por último, há de se considerar que a implementação da LGPD nas organizações é algo novo e, portanto, pode desencadear outras atividades que ainda não podem ser mapeadas, dadas as circunstâncias e evoluções naturais das responsabilidades empresariais. Desta forma, uma grande oportunidade se abre para que os Administradores aproveitem esta área que será de vital importância para todas as organizações que serão impactadas pela LGPD. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Feliz dia dos Pais

O CRA-PR Parabeniza todos os Pais pelo seu dia – “Feliz dia dos Pais”
ADM Mulher quer realizar eventos virtuais até o fim do ano

Grupo também criou cartilha para ajudar os CRAs na criação de comissões da mulher Todas as primeiras quartas-feiras do mês, as profissionais de Administração do Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs) que fazem parte do grupo ADM Mulher se reúnem para discutir temas voltados para o fortalecimento feminino na área da Administração. O último encontro aconteceu na noite de ontem, 5 de agosto. A reunião on-line contou com a presença de mais de 30 mulheres. A conselheira federal do CFA pelo estado do Rio Grande do Norte, Ione Salem, abriu o encontro. Segundo ela, “a pandemia mostrou que podemos nos reunir virtualmente e estamos produzindo muito”. Em seguida, a consultora Mírian Souza apresentou a mini palestra com tema “A força feminina na gestão de empresas sustentáveis”. Um dos assunto da pauta da reunião foi a implantação das Comissões da Mulher nos CRAs. O grupo responsável por este trabalho apresentou a cartilha que foi elaborada para ajudar nesse processo. O material tem 20 páginas com orientações e modelos de documentação necessários para formar um CRA Mulher. “A maioria dos CRAs ainda não tem uma comissão feminina, mas fazem trabalho relacionado a mulheres, principalmente eventos. Os Regionais do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, do Ceará e do Amazonas, por já terem um trabalho forte na área, se disponibilizaram a dar subsídio para desenvolver a cartilha para a implantação do CRA Mulher em todos os CRAs”, explicou a conselheira Ione. A cartilha apoiou-se nos objetivos da “Carta de Palmas”, documento criado, em 2019, na segunda fase do II Fórum das Profissionais de Administração, que aconteceu paralelo ao XVI Fórum Internacional de Administração, realizado na capital tocantinense. A Carta contempla as ações que a serem realizadas em 2020. Ione reforçou que todo o trabalho é voltado para o fortalecimento da mulher profissional de Administração. “Das 47 sugestões, nós priorizamos aquelas voltadas para o empreendedorismo, o mercado de trabalho e o empoderamento da mulher. O nosso foco é a profissão”, disse. As mulheres administradoras também conversaram sobre a realização de eventos. O grupo de trabalho que está a frente das lives e eventos digitais, formado por representantes dos CRAs do Paraná, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, apresentou objetivos e proposta de temas, assim como propostas de datas. A expectativa é que eles sejam realizados mensalmente até dezembro deste ano. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Acesso exclusivo ao IGM-CFA acaba de completar um ano

O acesso exclusivo ao site do Índice CFA de Governança Municipal (IGM-CFA) acaba de completar um ano. Ele foi criado para oferecer informações complementares do estudo feito pelo Conselho Federal de Administração (CFA). Por meio dele, profissionais de Administração podem consultar, também, outros materiais voltados para a gestão pública como cartilhas, guias, cases de sucesso, entre outras publicações. Atualmente, o acesso exclusivo ao IGM tem 561 usuários cadastrados, sendo que 511 profissionais de Administração e empresas tiveram o cadastro aprovado por terem o registro regular em Conselho Regional de Administração (CRA). Desde a sua criação, foram mais de 8 mil acessos. As visitas diárias, por mês, também alcançaram um bom índice: no início de agosto, até o fechamento desta matéria, essa média já estava em 38. O diretor de Gestão Pública do CFA, Fábio Mendes Mâcedo, lembra que o conteúdo exclusivo está em permanente atualização, constituindo-se, dessa forma, em um grande diferencial para os profissionais de Administração e empresas registradas em CRAs. “Isso permite um aprofundamento de estudos, seja na prestação de serviços de consultoria municipal, no assessoramento a prefeitos e vereadores, bem como na realização de diagnósticos para fomentar o empreendimento local, gerando renda e desenvolvimento econômico e social dos municípios brasileiros”, explicou. As pessoas físicas e jurídicas registradas junto em CRA e que estejam em situação regular poderão consultar conceitos sobre os indicadores que compõem o IGM-CFA; ter acesso aos painéis interativos com mapas dos indicadores do Índice; e consultar a biblioteca com artigos técnicos, guias, casos de sucesso, legislação relacionada aos municípios, entre outros documentos relacionados aos municípios. Além disso, o acesso exclusivo oferece capacitação contendo a relação de ofertas de cursos gratuitos ou pagos, por meio de parcerias, voltados para a gestão pública; comparação das edições anteriores do Índice e um simulador do IGM-CFA, no qual será possível aferir o desempenho do município a partir da melhoria de um determinado indicador ou suas variáveis. É fácil ter acesso exclusivo Como acessar: O acesso exclusivo é feito por meio do site: www.igm.cfa.org.br. No portal, o profissional de Administração clica na aba “Acesso exclusivo”. Quem ainda não tem login e senha para ter acesso ao estudo, é preciso fazer um cadastro. Uma vez preenchidas as informações solicitadas, é preciso aguardar a validação por e-mail. Após isso, o profissional de Administração terá acesso exclusivo ao IGM-CFA 2020. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Mito e sucesso

Entenda o que são as Startups unicórnio e suas principais características Criaturas míticas semelhantes a cavalos, mas com um chifre na testa, os unicórnios fazem parte da cultura popular em todo o mundo, sobretudo, na Europa e na Ásia. Associado a algo positivo, e sinônimo de força, indomabilidade e pureza, o termo é atualmente utilizado para designar empresas que alcançaram o valor de mercado de mais de US$ 1 bilhão. A comparação entre startups prodígios e o ser mitológico foi cunhada, em 2013, por Aileen Lee — investidora do fundo de investimento Cowboy Ventures. Segundo ela, apenas 0,07% de empresas classificadas como capital de risco (com grande probabilidade de decolarem ou não) chegam ao grupo das organizações bilionárias, por isso o nome é associado a algo raro. De acordo com o administrador, Zoroastro Esteves, especialista em Escalonamento de negócios (Scale up) e Pensamento Estratégico (Strategic Thinking), existe um desafio ao precificar empresas bilionárias que ultrapassam a fronteira da previsibilidade. Ele explica que a definição de uma organização, como sendo unicórnio, tem como base a receita de determinado período, bem como sua capacidade (probabilidade) de gerar grandes lucros. “Empresas desse grupo obtêm mais valor (de mercado), em razão de investimentos que acontecerão no futuro, do que aqueles propriamente realizados no presente. Por isso, é difícil prever o que acontecerá. Essa é uma das características fundamentais que as definem”, revela. Além do valor bilionário, outras qualidades consideradas essenciais em tais corporações são a capacidade de inovação e habilidade de revolucionar um modelo de mercado. A Uber seria um exemplo; ao suprir demanda mundial por transporte e criar uma nova modalidade de locomoção. Empresas unicórnio têm, ainda, como características principais o investimento em inovação e tecnologia, bem como o foco no cliente. Com isso, tomam posição de vantagem, em razão de serem precursoras. Quando os concorrentes tentam investir no mesmo segmento, a menos que agreguem novidades ou aperfeiçoamento de produtos ou serviços, precisam investir no erro do adversário e correr atrás dos líderes inovadores. Para Esteves, nesse instante, é preciso assimilar o jogo do mercado, não o entender em sua complexidade. De acordo com o administrador, em um contexto caótico, procurar respostas corretas pode ser uma decisão demorada e estrategicamente inútil. O mais importante, para ele, seria chegar perto dos primeiros colocados, ao invés de tentar entender os meandros do mercado. “O mais importante é testar, sempre, para mudar o patamar de caos para complexidade. Nesse sentido, estar ranqueado próximo aos líderes faz toda a diferença”, analisa. Por Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA Clique aqui e lei a matéria completa.
IGM Especial para o Observatório Social
Entrevista Especial – Jacqueline Rossi

Gestora fala sobre as potencialidades do setor, os desafios e possíveis caminhos para amenizar a pandemia Administradora com expertise no setor de Saúde, a gerente de relacionamento médico sênior, da United Health Group-Brasil, Jacqueline Rossi, é a entrevistada da RBA, edição 136. Ela conta como funciona o universo da gestão hospitalar e suas impressões sobre o segmento, em tempos de pandemia. Além de buscar por inovação, tanto em tecnologia quanto em procedimentos e capacitação, Jacqueline adianta que o profissional de sua atividade deve ter, acima de tudo, empatia. Para a gestora, lidar com pessoas, sobretudo, na área da Saúde é tarefa que requer não apenas colocar-se no lugar do outro, mas também entender as necessidades do paciente, da instituição e do mercado. RBA – Jacqueline, por que você escolheu a gestão hospitalar? A carreira de administração, voltada ao segmento de saúde, nos permite encontrar um mercado muito vasto, seja em hospitais, laboratórios de análises clínicas, policlínicas, casas de saúde para idosos e operadoras. Além disso, permite um ambiente de trabalho estimulante, com desafios diários que trazem a sensação de recompensa, com a possibilidade de ajudar pessoas. Este misto de oportunidades, mais os desafios constantes do dia a dia, motivaram a minha decisão profissional, a qual não me arrependo em momento algum. O administrador hospitalar tem inúmeras rotinas que transcendem as gestões de folha de pagamento e de compras de materiais, como medicamentos. Dê-nos um panorama sobre o que faz um gestor hospitalar e do que pode ser feito nessa área, em termos de possibilidades. O gestor hospitalar assegura a realização de todas as atividades da empresa na qual trabalha: seja um hospital, uma clínica, um homecare ou outro serviço. Em regra, é um grande diferencial ter alguém que entenda das diversas áreas existentes, pois essa pessoa ajudará na busca pelo objetivo principal, que é a busca da qualidade da eficiência e da compatibilidade com a visão e a missão da instituição. Nesse contexto, é essencial que o gestor esteja muito próximo dos demais departamentos, de forma a repassar conhecimento e envolver a todos. É necessário, então, que as ações e decisões de seus dirigentes sejam fundamentadas em conhecimento técnico e administrativo — não apenas no bom senso e nas experiências passadas. Em tempos de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus), quais principais problemas você identifica nesse setor? Temos feito uma boa gestão nos hospitais públicos e privados, brasileiros? Devido à pandemia, as diferenças entre os níveis de estrutura, instalações, equipamentos e preparação dos profissionais, dos setores público e privado, ficaram mais evidentes. Com a lotação dos leitos hospitalares, de diversas cidades e estados brasileiros, as medidas e ações para colaborar com o setor público tem aumentado bastante, indo além da compra de leitos e da criação de uma fila única de pacientes. O principal desafio, agora, é estabelecer como as esferas pública e privada da saúde podem trabalhar em conjunto, durante e depois da pandemia, em benefício dos habitantes. Em geral, o setor privado tem ajudado o setor público com ações que vão desde treinamento, gestão de hospitais de campanha, doação e liberação de equipamentos, até a realização de exames. Os hospitais privados também utilizam diversas tecnologias que permitem uma gestão adequada dos casos, com ações internas já implantadas para o retorno do paciente. Já no setor público, por outro lado, há procedimentos eletivos (aqueles que são programados, e não são considerados de urgência e emergência) que acabaram sumindo nessa crise. O momento, agora, é de trabalhar para o novo normal. Quais as principais diferenças entre a gestão feita em uma instituição pública e privada? Além da questão legal — respeito às leis que regem o serviço público —, o que mais você destacaria que gera tanta diferença entre os serviços apresentados por esses dois tipos de instituições? Na minha opinião, é a gestão de recursos financeiros. Não somente a quantidade de recursos, mas, sim, a gestão adequada deles. Temos alguns exemplos que vimos nesta pandemia, como a construção de hospitais de campanha, sendo que na mesma cidade possuía hospital fechado e praticamente pronto para atendimento em termos de estrutura. Outro exemplo, foi a compra de equipamentos fundamentais para o atendimento em UTIs; alguns desviados, outros realizados com abuso de preço e prazos de entregas. Não houve ações coordenadas entre os poderes federais, estaduais e municipais, cada um puxou para o seu lado. O que ainda pode ser feito, em termos de gestão, que diminuiria o impacto da pandemia sobre o atendimento em hospitais, tanto públicos quanto privados? Expandir o uso da telemedicina: tanto na prevenção de saúde, e na realização de consultas, quanto em atendimentos virtuais com equipe especializada, capaz de realizar triagem adequada para direcionar corretamente o atendimento. Poderia, ainda, ser utilizado em consultórios particulares, nas unidades de saúde pública e em UTIs. Haveria, com isso, a disseminação e o acompanhamento de casos mais complexos, principalmente, nas localidades com menor nível de recursos de atendimento. É preciso, também, criar fluxos de atendimento capazes de atender pacientes com a Covid-19, separados dos pacientes sem a doença. Não podemos postergar a continuidade do acompanhamento e o cuidado com a saúde. Quais são as principais tendências no segmento de gestão hospitalar que têm sido aplicadas no mundo, mas ainda não são exploradas ou pouco exploradas no Brasil? Em saúde, as inovações representam a aplicação de novos conhecimentos que podem aparecer de forma concretamente incorporadas: tanto em um equipamento, dispositivo ou medicamento, como também podem representar ideias, na forma de novos procedimentos ou de reorganização dos serviços. Temos muitas iniciativas fantásticas em nosso país, ainda pouco difundidas, e outras pouco exploradas. Um exemplo seria a utilização de robôs em cirurgias ou o uso de smartphones para realização de exames e acompanhamento de saúde. Há, ainda, o cultivo laboratorial de células para formação de órgãos, ajudando na questão dos transplantes, entre outras milhares de iniciativas. Na maioria das vezes, em razão dos valores elevados, o acesso a essas novas tendências é o principal entrave para chegar e ser utilizada no Brasil. No âmbito da gestão hospitalar
Gestão de Talentos nas Empresas em Tempos de Pandemia

Autor: Adalberto Dias de Souza, Dr Administrador, professor, coordenador da Divisão de Pesquisa, Pós-Graduação/Assuntos Estudantis da Unespar e delegado do CRA-PR na Seccional de Campo Mourão. e-mail: adalbertodias.unespar@gmail.com Gestão de talentos em tempos de pandemia. Você pode estar se perguntando, o que um assunto tem a ver com o outro? Eu digo que diretamente, nada; indiretamente, muito. Vejamos por quê? Os registros históricos ensinam que ao logo do tempo o mundo já viveu pelos menos cinco pandemias, mas nenhuma delas com as proporções desta que está acometendo a humanidade neste ano. Então, com base nas diversas definições já catalogadas a respeito do assunto podemos, como administradores, dizer também que uma pandemia é um estado crítico que, normalmente não estamos esperando e pela sua natureza crítica e inesperada, acabamos por ter que fazer reavaliações permanentes em nossa vida pessoal e profissional e, consequentemente, lançar mão de diversas adaptações cotidianas para enfrentarmos a situação indesejada e tentarmos sair bem dela, preferencialmente, sem nenhum mal que nos acometa, tanto físico, quanto mental, pessoal e profissional. Em outras palavras, acabamos entrando numa espiral de necessidade permanente de realização de diagnósticos e prognósticos se quisermos sair vencedores da situação. Diagnósticos, prognósticos, mudanças, criatividade e inovação permanente, cinco ações fundamentais para a sobrevivência das pessoas e das empresas, principalmente em tempos de crise, como neste momento que estamos vivendo em 2020, por causa da pandemia imposta pelo novo coronavírus. Porém, quando falamos em tais ações, precisamos ter a convicção de que as mesmas somente são possíveis de implementação por um dos recursos organizacionais necessários à qualquer empresa; as pessoas (seres humanos), erroneamente ainda denominados em algumas organizações como meros “recursos humanos”. Pois bem, esses seres humanos, se adequadamente recrutados, selecionados, contratados, e integrados à organização, pela área responsável pela gestão de pessoal da empresa, poderão vir a ser os únicos recursos organizacionais capazes de fazer a diferença entre o fracasso e sucesso da mesma, principalmente em tempos de crise e dificuldades incomensuráveis, como a que estamos atravessando neste momento da história. Isto porque é com base e a partir do talento destes colaboradores que poderão advir ideias e soluções capazes de proporcionar ao empreendimento, condições que superar as dificuldades impostas pela crise resultante desta pandemia. No entanto é necessário também deixarmos claro que em qualquer empreendimento, compete ao administrador ou aos seus administradores, agir com criatividade e inovação para superação das barreiras e dificuldades, superação está que deverá ser feita por meio da capacidade realizadora dos talentos humanos que atuam a serviço da empresa. Mas, uma pergunta que normalmente surge neste momento é como fazer isso? Então, antes de tentarmos responder este questionamento, é importante dizermos que não se trata aqui de tentarmos prescrever uma receita para a gestão das organizações, até mesmo porque isto não seria apropriado nem tampouco recomendado, justamente pelo fato das empresas, embora muitas vezes semelhantes em diversos aspectos, serem, em muitos casos, corporações singulares, devido justamente às características que seus gestores lhes atribuem, no intuito principal de proporcionar a elas, diferenciais competitivos em relação as suas concorrentes que atuam no mesmo segmento de mercado. Mas, voltemos à questão, ou seja, como superar as dificuldades impostas pela crise, por meio da capacidade realizadora das pessoas, ou melhor, dizendo, dos talentos que colaboram cotidianamente na organização? Podemos dizer que o sucesso de uma estratégia para retenção de talentos requer, inicialmente, identificação dos mesmos na organização. Assim, é necessário ao administrador mapear os talentos existentes na empresa. Para isto é necessário, primeiramente, equacionarmos o significado do termo; o talento de um colaborador pode ser entendido como um tipo de matéria-prima fundamental para a criação e implementação de soluções inovadoras na empresa. Talento pode referir-se a experiência profissional agregada num conjunto diferenciado de competências, isto é, conhecimentos, habilidades e atitudes, características tais que acabam por diferenciar dos demais, o profissional que as possui. Desenvolver de acordo com as características do negócio, implantar e manter em funcionamento, ferramentas de auxílio à gestão de pessoal que permitam diagnosticar fragilidades, desempenho, aspirações e potencial dos colaboradores, tais como Avaliação de Desempenho e Potencial Humano (ADPH) é uma atribuição que todos os gestores devem assumir com responsabilidade, pois isto pode ser fundamental na identificação e mapeamento das características dos talentos existentes na empresa. Podemos entender a retenção de talentos como sendo uma forma de valorização dos colaboradores. Assim sendo, depois de identificados e mapeados é hora de criarmos os mecanismos internos para manutenção e retenção dos mesmos na organização. Para isto, conforme já identificado em pesquisas realizadas sobre o assunto, os programas de desenvolvimento gerencial, aliados a programas de remuneração fixa e variável, benefícios sociais obrigatórios e facultativos, e gestão de carreiras, tem se mostrado ferramentas eficientes e eficazes na obtenção deste propósito. Entendemos que esta situação causada pela pandemia do novo coronavírus requer dos gestores, um olhar ainda mais atento aos ambientes externo e interno das organizações, bem como o aprimoramento das ferramentas e técnicas utilizadas para gestão de pessoal, principalmente no intuito identificar os talentos existentes e mantê-los na empresa, pois tal atitude pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso da mesma, neste momento tão crítico que estamos atravessando. Portanto, mãos à obra porque em algum momento, tudo isto vai passar e as empresas que conseguirem manter seus talentos humanos poderão chegar lá na frente, já com alguma vantagem competitiva em relação aos seus concorrentes. Reter e engajar talentos são ações fundamentais para a sobrevivência dos negócios; as empresas deveriam estar focadas nesse objetivo. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
IGM-CFA elabora publicação para auxiliar jornalistas nas eleições municipais

Com a proximidade das eleições municipais, o Conselho Federal de Administração (CFA), por meio da Câmara de Gestão Pública (CGP), elaborou o “Guia para Imprensa 2020”. A publicação é voltada para os jornalistas, em especial aqueles que vão fazer a cobertura jornalística do sufrágio que elegerá prefeitos e vereadores nos mais de 5 mil municípios brasileiros. O Guia traz dados do Índice CFA de Governança Municipal (IGM-CFA). O estudo, feito pela autarquia, consiste em uma métrica da governança pública nos municípios brasileiros a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho. Segundo o diretor da CGP, Fábio Mendes Macedo, “a ferramenta auxilia gestores municipais a visualizar as necessidades e/ou boas práticas de sua região, priorizar políticas públicas, além de promover o debate sobre a importância da gestão municipal profissional”. Por essa razão, a CGP teve a iniciativa de elaborar o “Guia para Imprensa”. Para o diretor, o objetivo é usar o IGM-CFA para direcionar questionamentos pontuais e específicos aos jornalistas. “Esses profissionais terão mais respaldo para elaborar perguntas mais estruturadas e direcionadas aos futuros candidatos, elevando assim a qualidade do debate e incentivando a participação da população no processo eleitoral”, disse. O Guia será lançado e disponibilizado para o público em agosto, mas ele está disponível no acesso exclusivo, em primeira mão, para profissionais de Administração no site do IGM. “Disponibilizamos de forma antecipada para que eles possam auxiliar os órgãos de imprensa, caso sejam consultados, além de promoverem a divulgação do documento”, avisou Fábio. Para acessar o Guia para Imprensa, clique aqui.. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
O futuro da Administração depende de você

Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração Em outubro, o Conselho Federal de Administração (CFA) realizará as eleições do Sistema CFA/CRAs. Nesta edição do pleito que, pela sétima vez, acontecerá no ambiente virtual, serão renovadas as vagas para conselheiros regionais e federais. Esse processo é feito a cada dois anos e, por meio dele, o Federal e os Regionais possibilitam que os profissionais de Administração exerçam a sua cidadania por meio do voto. Essa participação é um dos pilares da democracia. Votar e ser votado é um direito político e, ao exercê-lo, o cidadão pode contribuir com soluções que vão melhorar aquela realidade. No caso em questão, os profissionais de Administração que se engajam nas eleições do Sistema CFA/CRAs estarão, direta ou indiretamente, ajudando a construir uma profissão mais forte e reconhecida pela sociedade. Propugnar pela valorização da ciência da Administração não é um trabalho restrito ao CFA e aos CRAs. Mas, diariamente, pululam nas redes sociais e em outros canais de comunicação do Federal questionamentos do nível: “O que o Conselho faz por mim?”. É bom esclarecer que os conselhos das profissões regulamentadas não são sindicatos e, portanto, suas atividades não estão focadas apenas nas condições de trabalho desse profissional em si, mas na profissão como um todo. A missão precípua dos conselhos profissionais é proteger a sociedade dos maus profissionais. Eles não se pautam pelo caráter corporativista, mas cumprem o dever de defender e disciplinar o exercício profissional. Além disso, em juízo ou fora dele, defendem os interesses gerais e individuais dos profissionais, visando garantir a excelência dos serviços que são prestados à sociedade. Todo esse trabalho é feito por meio da fiscalização profissional. Mas não só isso: os conselhos orientam os profissionais sobre o exercício da profissão, zelam pela atuação ética em todas as suas áreas, regulam e normatizam, registram profissionais, entre outros. A lista de atribuições é grande. Entretanto, boa parte das pessoas que questionam ou tecem críticas aos conselhos desconhecem disso. Pior: uma grande parcela desse público sequer tem o registro em CRA. Ora, como quer que o Sistema CFA/CRAs faça algo por quem ainda não é legalmente inscrito no Regional? Proteger a sociedade dos maus profissionais não é missão apenas do CFA e dos CRAs, mas também é dever de cada um que abraçou a Administração como profissão. Os profissionais de Administração registrados têm um compromisso e participar do processo democrático realizado pelo Sistema CFA/CRAs é essencial para construir uma profissão mais forte, respeitada e consolidada em todo país. Abrir mão do direito de votar é, indiretamente, agir como Pilatos: lavar as mãos e deixar o futuro da Administração relegada à própria sorte. É por meio da democracia que abre-se espaço para o diálogo e as negociações. Quando se participa desse processo democrático por meio do voto, o cidadão vai escolher representantes que, em seu nome terão a missão de lutar por seus interesses. E mais: quem não vota não tem prerrogativa para exigir mudanças. Por isso, desperdiçar o direito ao sufrágio é chutar a democracia. O Sistema CFA/CRAs, ciente da importância da participação coletiva, convoca todos os profissionais de Administração para atualizarem seus cadastros junto aos CRAs, a fim de que possam participar das eleições que acontecerão em outubro. A votação é realizada pela internet, por meio do site www.votaadministrador.org.br, e é totalmente prático e seguro. Profissional de Administração, quer ajudar o Sistema CFA/CRAs a construir um futuro mais promissor para a profissão? Então venha exercer seu direito e seu dever legal nas eleições! A sua participação fará toda a diferença. Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração (CFA)
Ser o melhor da faculdade não significa ser o melhor no mercado de trabalho

Autor Prof. Adm. Roberson Vieira MachadoEspecialista em Desenvolvimento PessoalCRA-PR: 24.186 Certa vez ouvi de um antigo professor, em uma de suas aulas de pós-graduação, a seguinte frase: “ser o melhor da faculdade não significa ser o melhor no mercado de trabalho”. Essa frase me intrigou naquele momento e me fez perceber que, tirar boas notas, conhecer as teorias e ser disciplinado com os estudos não me faria o melhor profissional em minha área de atuação! Isso porque, até então, eu não havia considerado as competências relacionais – uma das principais (se não for a maior) características de um profissional de excelência –, ou seja, a capacidade comportamental de se relacionar com os outros, com os seus pares, com a chefia, com os clientes… num ambiente organizacional. Diante desse contexto, ouso afirmar que, para se ter o mínimo de pretensão em ser “o melhor no mercado” é preciso desenvolver uma série de competências que o tornam especialista em sua área de atuação e, isso inclui competências técnicas e comportamentais. Ao falar de competências é preciso considerar a tríade que a compõe, segundo a percepção de vários autores: conhecimentos, habilidades e atitudes. Vejamos o que cada um desses elementos representa: CONHECIMENTO = SABER – Tem a ver com o que o indivíduo aprende sobre determinado assunto. HABILIDADE = SABER FAZER – Tem a ver com a capacidade de colocar em prática o que se conhece em teoria. ATITUDE = QUERER FAZER – Tem a ver com o que leva o indivíduo a decidir se exercita ou não as suas habilidades, ou seja, com a forma que vai se comportar diante de determinada situação, considerando suas habilidades e conhecimentos adquiridos. Com esse olhar, entendemos que uma competência desenvolvida, incorporada ao indivíduo, surge a partir do conhecimento sobre um assunto, sobre uma problemática, sobre um objeto em questão. É o saber das teorias, dos princípios e conceitos. Porém, não basta conhecer tudo sobre algo se não souber como usar esse conhecimento. Neste sentido, saber fazer o uso de todo esse conhecimento é o que torna um indivíduo portador de uma habilidade específica. Agora, de que adianta, ter todo o conhecimento e ainda saber como utilizá-lo, se não tiver a atitude de fazê-lo? Fazendo uma analogia entre a fala daquele professor e o conceito de competência apresentado, o melhor profissional no mercado é aquele que aprende coisas novas constantemente, que consegue entender a aplicabilidade do que aprendeu e, principalmente, que coloca esse aprendizado em prática, sempre com a intenção de trazer mudanças, inovações e melhorias sobre sua forma de atuação, bem como crescimento para a organização. A fala do professor faz ainda mais sentido quando pensamos nas Soft Skills ou competências comportamentais, uma vez que, na maioria das vezes, para ser o melhor da faculdade basta manter seus esforços à obtenção de saberes teóricos (Conhecimento) e, no máximo, em desenvolver a prática desses saberes (Habilidades), mas, o que vai definir o melhor no mercado de trabalho são, sem dúvida nenhuma, as ações e comportamentos (Atitudes) do indivíduo porque, atitudes são comportamentos, comportamentos são escolhas e escolhas são decisões que cabem a cada um de nós. E o que estamos fazendo hoje para nos destacarmos em nossas áreas de atuação? Diante de tudo que discutimos, deixo aqui uma provocação com a intenção de levá-lo à reflexão: com todas as experiências que tivemos até então, por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, quanto você, enquanto profissional em sua área de atuação, precisou se adaptar rapidamente e/ou buscar novos meios, novas ferramentas e novas formas de realização do seu trabalho? E o que você ainda pode e deverá fazer para a manutenção do negócio e, porque não, trazer crescimento para a sua organização, mesmo diante de tantos questionamentos e incertezas que a atual situação tem proporcionado? “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Qual é o nível do seu cansaço?

Em meio a uma rotina cheia é normal que ao chegar no fim do dia nos sintamos cansados e até exaustos. Mas quando isso passa a ser frequente é preciso ligar o alerta. A Síndrome de Burnout também conhecida como Síndrome do esgotamento social tem atingido cada vez mais pessoas, principalmente em tempos de pandemia e isolamento. É caracterizada, entre outros, pelo cansaço extremo provocado pelo excesso de trabalho. Helloá Regina Castro passou por isso e compartilhou a sua história na última live promovida pelo Conselho Federal de Administração (CFA). Formada em administração, a servidora à época sonhava com a tão cobiçada estabilidade. Aprovada em vários concursos, começou sua jornada até que a doença a parou. “Teria feito muita diferença se a minha chefia tivesse o mínimo de conhecimento sobre a Síndrome de Burnout e tivesse tido outra reação quando eu conversei com ela. Isso poderia ter feito com o que a minha recuperação fosse muito mais rápida”, afirmou. Desconhecida de muitas pessoas e até médicos, a síndrome acomete 32% dos trabalhadores no Brasil, o que equivale a 33 milhões de pessoas, segundo a Isma Brasil. O impacto econômico causado pela falta de produtividade – gerada pela exaustão – resulta em um prejuízo de 3,5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. A criadora da página Vencendo o Burnout conversou com internautas e também deu orientações e dicas de livros para quem está enfrentando a doença ou conhece alguém que esteja. A conversa está imperdível e você pode acessá-la no Instagram do CFA em @cfaadm. Assessoria de Comunicação CFA
Pesquisa revela os planos das empresas para a retomada das atividades

Executivos entrevistados apontam que home office, escala de trabalho e menos reuniões presenciais serão tendências para voltar ao trabalho em segurança Com a flexibilização do isolamento social, as empresas começam a estudar estratégias para retomarem suas atividades presenciais sem colocar em risco a saúde dos seus colaboradores. Mas, será que a vida laboral será a mesma depois da Covid-19? Segundo pesquisa da Robert Half, realizada com 353 executivos do Brasil, no período de 11 de maio a 3 de junho de 2020, a rotina organizacional vai mudar. Para 89% dos entrevistados, a principal mudança será permitir que o colaborador trabalhe em casa com maior frequência. Outro dado que chama atenção é que, para 62% dos executivos, houve uma mudança positiva em relação à expectativa sobre a capacidade de entrega de seus colaboradores e equipes trabalhando de forma remota durante a pandemia da Covid-19, enquanto apenas 10% notaram uma alteração negativa e outros 28% não observaram diferença. “Eu acredito que as pessoas que atuam em funções elegíveis ao trabalho remoto vão ter mais flexibilidade, principalmente enquanto ainda existir algum risco de contágio. Porém, só será possível entender se esse novo modelo de trabalho será realmente incorporado à cultura da companhia quando for possível escolher de maneira livre entre trabalhar remotamente ou não. Ou seja, quando a pandemia passar. Isso, tanto considerando a opinião do profissional quanto do empregador”, ressalta Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half. Segundo a administradora e especialista em Desenvolvimento Humano, Alexsandra Leite, os gestores das organizações precisam entender que houve uma mudança estrutural na sociedade como um todo, que exige repensar e reinventar a estrutura da empresa para se adaptar. “É preciso aceitar as mudanças e embarcar nelas para poder permanecer no barco dos negócios e do mercado de trabalho”, explica. Alexsandra também acredita que uma das tendências dessa retomada das atividades nas empresas será o home office. Para ela, a prática já era tendência antes da crise, mas a pandemia acelerou esse processo de mudança. Apesar disso, ela comenta que ainda há muita resistência dos gestores, falta de conhecimento da tecnologia, entre outros. “Claro que não expressam isso desta forma, simplesmente dirão que não funciona, que nunca trabalharam assim, ou que já tentaram e não deu certo. O fato é que há resistência”, explica. A administradora afirma que as pessoas precisam se abrir para o novo e ter uma mentalidade de constante mudança e adaptação. “Esse é o segredo para o sucesso de qualquer profissional, pois a realidade é que estaremos sempre sofrendo mudanças em nossas vidas e carreira. No mundo em que vivemos hoje se acomodar é a pior atitude que uma pessoa pode ter. Sem dúvidas, a melhor forma de as pessoas se adaptarem é ter uma mentalidade voltada para o desenvolvimento e aprendizado contínuo”, comenta Alexsandra. Estudo aponta outras tendências A pesquisa da Robert Half também apontam para outras medidas que os gestores entrevistados pretendem adotar. Confira: 73% têm a intenção de realizar menos reuniões e treinamentos presenciais; 59% pretendem escalonar o horário de trabalho dos funcionários; 52% devem alterar o layout do escritório; 78% vão adotar novos protocolos de limpeza; 85% também orientação para que os funcionários usem máscaras. “A pandemia está causando diferentes impactos no mundo corporativo há três meses. A situação que estamos vivendo não é opcional e, em muitas companhias, ainda acontecem adaptações. Em algumas organizações, há atividades que não deixaram de ser presenciais em nenhum momento. Portanto, considero prematuro afirmar que os processos implantados agora serão mantidos no futuro. Mas, não tenho dúvidas de que se antes o virtual era pouco cogitado, ele passará a ter mais relevância”, pondera Mantovani. Saúde mental em foco Outra preocupação dos executivos é sobre a saúde mental e bem-estar dos colaboradores à medida que as pessoas começam a voltar para o escritório e/ou continuam a trabalhar remotamente. Para amenizar possíveis efeitos negativos, as principais iniciativas apontadas foram: uso de videoconferência para permitir que a alta administração transmita empatia e confiança aos funcionários (64%); desencorajar ou limitar horas-extras para que os colaboradores possam manter um bom gerenciamento sua vida pessoal-profissional (49%) e benefícios para a saúde física e mental como, por exemplo, bem-estar no local de trabalho, aulas de yoga, programas de mindfulness e resiliência (48%). A pesquisa ainda mapeou que 65% dos executivos usaram plataformas de comunicação e colaboração (por exemplo: Microsoft Teams, Skype, Zoom) pela primeira vez durante a pandemia da Covid-19. Os principais benefícios apontados em razão do uso dessas tecnologias foram capacidade de trabalhar de forma mais flexível/remota (90%) e melhor comunicação e colaboração entre equipes (54%). Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA Leonardo Stavale RPMA Comunicação
CFA assume compromisso e volta a ser signatário do Pacto Global

Autarquia adota práticas organizacionais alinhadas aos dez princípios da iniciativa da ONU, sobretudo no que diz respeito à área de meio ambiente, direitos humanos e trabalho O Conselho Federal de Administração (CFA) voltou a ser signatário do Pacto Global, iniciativa da Organização das nações Unidas (ONU) que busca engajar empresas e organizações na adoção de ações voltadas ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A autarquia, por meio da comunicação de engajamento enviada no ano passado, mostrou que não só defende como também promove os 10 princípios do Pacto Global contidos na sustentabilidade corporativa nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção, e isso possibilitou o retorno do Conselho como membro signatário da iniciativa. Para o diretor de Relações Internacionais e Eventos do CFA, Gilmar Camargo, é importante para a autarquia assumir um compromisso com o Pacto Global. “Nós estamos convictos da relevância das boas práticas no ambiente de trabalho e que elas sejam condizentes com os princípios. A atual gestão compartilhada do Conselho entende que se deve dar prosseguimento, bem como reforçar a manutenção das ações organizacionais defendidas pelo Pacto”, afirmou. Por meio da Câmara de Relações Internacionais e Eventos (CRIE), o CFA participa das reuniões do ”Grupo Temático de Direitos Humanos e Trabalho” do Pacto Global. Na oportunidade, representantes de empresas e ONGs signatários apresentam cases de sucesso sobre as suas práticas consoantes aos princípios defendidos pelo Pacto. O Conselho também compartilha suas experiências. “No objetivo seis do Pacto Global, por exemplo, trata de ‘Água e Saneamento’ e, nessa ocasião, o Conselho teve a oportunidade de discorrer sobre o Sistema CFA de Governança, Planejamento e Gestão Estratégica de Serviços Municipais de Água e Esgotos (CFA-Gesae), que é uma ferramenta desenvolvida e gerenciada pela autarquia que auxilia na gestão desse setor no país”, explicou o diretor. Além disso, no grupo 11 que trata de ‘Cidades e Comunidades Sustentáveis’, o conselheiro ressaltou que foi a vez de apresentar as ações desenvolvidas a partir do Índice CFA de Governança Municipal. Outra medida que atende os objetivos do Pacto Global com foco no meio ambiente e na transparência, está a adoção do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), ferramenta usada para agilizar o trâmite dos processos e a gestão documental e que está presente em quase todos os CRAs. Para saber mais sobre o Pacto Global, clique aqui. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Profissionais da Administração que Fazem a Diferença

Entrevista com a Adm. Graça Zurlo Delegada Adjunta do CRA-PR em Santo Antônio da Platina/PR
Como o “isolamento radical” nacional está se saindo?

Por Prof. Dr. Adm. Fabrízio Meller da Silva Estamos basicamente no quarto mês de um distanciamento, com alguns “lockdowns” pelo país. Várias cidades iniciaram uma reabertura, porém estão realizando em “fases” e com gatilhos prontos para retrocesso. Logo, é bem provável que o salão da sua cabeleireira tenha reaberto, ou ainda, sua igreja e restaurante favorito reabrirá na próxima semana. Nenhum Estado é igual ao outro e nem seus municípios. O isolamento radical (lockdown) foi doloroso para mim. Até nos melhores dos cenários o nível de ansiedade duplicou, a paciência foi reduzida e, sendo sincero, brigas por coisas triviais se sucederam. Portanto, me pergunto: valeu a pena? Refleti bastante sobre isso e a resposta quase certa é um “não”. Vivenciamos três grandes ameaças que estão diretamente relacionadas – pandemia, depressão econômica e perturbações sociais. Como resultado da pandemia, foi originado o lockdown e depressão econômica, que por sua vez, contribuíram para as perturbações socais pois elevou-se o nível de stress, ansiedade, medo e depressão nas pessoas. O Lockdown reduziu a disseminação do vírus e salvou diversas vidas! Mas, as virtudes de tudo isso podem ser temporárias. O famoso “achatamento da curva” não é vacina e nunca significou reduzir o total de infecções e mortes. É uma tentativa de não sobrecarregar o sistema hospitalar. Mas, existiriam decisões melhores? Construção de hospitais temporários e locomoção de enfermeiros, médicos e outros profissionais da saúde de áreas com baixa infecção para regiões mais necessitadas, como São Paulo. Percebe-se que em pequenas cidades ou bairros de grandes municípios o vírus tem apresentado um padrão de previsibilidade, tendo um período de oito a dez semanas com um pico de cinco semanas e, posteriormente, uma diminuição gradual. Um grande perigo do lockdown é que muitas pessoas mensuraram os benefícios temporários sem calcular os custos efetivamente. Um artigo1 nos traz um indicativo de que o lockdown pode ou poderia levar à morte de muitos indivíduos, causadas pelas chamadas “mortes de desespero”: suicídio, alcoolismo, violência doméstica, overdose e outras questões médicas como câncer e ataques do coração, diabetes, entre outros, que não foram tratados devido ao medo (receio) de os pacientes irem aos hospitais. Outro artigo2 nos mostra que apenas a epidemia de crack, no Brasil, atinge dois milhões de pessoas, ou seja, mais exposição às “mortes de desespero” com o lockdown. A mortalidade relacionada ao álcool é significativamente aumentada entre homens e mulheres que perdem seus empregos3, sendo esta outra consequência do isolamento radical. Em resumo, com a quarentena e o isolamento, mais vidas foram e estão sendo perdidas do que salvas. Taxa de abuso de álcool, drogas e de suicídios dispararam. Pessoas estão impacientes e com raiva. São aspectos sérios já antes da pandemia que se tornaram mais críticos e perigosos. Somado a isso, há o intenso aumento de desempregados e bilhões de reais de perda da riqueza do país. Isso é o que acontece quando se coloca apenas médicos no comando da gestão da saúde. Da próxima vez, uma excelente ideia é inserir Administradores e alguns analistas econômicos para entrarem na “sala” e também imergirem na solução do problema. De modo global, o Gráfico 1 mostra o percentual de nações em todo o globo que estão em recessão ao mesmo tempo, desde 1870. Verifica-se que mais de 80% dos países estavam em recessão durante a grande depressão, em 1930. Nota-se durante as grandes guerras mundiais, com algo em torno de 60%, assim como na crise de 2008 que colocou mais de 60% dos países em recessão simultaneamente. E, o isolamento e quarentenas estão levando a mais e 90% das nações em recessão. Impacto disso será terrível! Podendo nos levar para próxima fase crítica: crise alimentar! Concluindo, o isolamento adotado em nações ricas pode não ser o mais prático para os países pobres, localizados na África, Ásia e América Latina, como dito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), por gerar ausência de alimentos para população vulnerável. Não desejamos que uma crise de saúde se amplie para uma crise alimentar. Não desejamos que nossas crianças fiquem sem sua merenda escolar diária e que seus pais fiquem sem condições adequadas de prover o sustento familiar mínimo. As famosas medidas do “#fiqueemcasa” não podem acontecer às custas dos direitos humanos. Além do isolamento, há outras medidas de saúde pública que podem ser adotadas. Equilíbrio, administração e mais gestão são requeridos neste momento. 1https://www.insidesources.com/suicides-overdoses-on-upswing-as-lockdown-drags-on/ 2https://noticias.r7.com/saude/epidemia-de-crack-atinge-dois-milhoes-e-coloca-brasil-no-topo-do-ranking-de-consumo-da-droga-29052017 3https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5054271/ Prof. Dr. Adm. Fabrízio Meller da Silva CRA-PR nº 18.580 – fmsilva@uem.br “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Que tipo de conhecimento a pandemia te agregou?

A sexta-feira chegou junto com uma discussão provocativa para fechar a semana. O webinar Comportamento Pessoal e os Cuidados com a Saúde Pós-Pandemia, realizado hoje, reuniu três administradores para falar sobre o que muda daqui pra frente na profissão e na atenção com a saúde. Qual a sua responsabilidade enquanto pessoa diante dos desafios que a vida nos impõe? Quais as novas habilidades profissionais que serão exigidas num contexto bem mais virtual? Como tem se dado a retomada das atividades no Brasil e no mundo? Daniela Camarinha, diretora-executiva na YOU CARE; Valdir Borba, executivo em Gestão de Saúde; e Rogério Ramos, vice-presidente do Conselho Federal de Administração (CFA) foram os responsáveis pelo debate. Pontos O novo modelo de trabalho trazido pela pandemia foi abordado por Rogério Ramos que lembrou que “99% dos negócios no Brasil são realizados por Micro e Pequenos Empresários e pela nova figura do MEI (Microempreendedor Individual)”. Sobre a distância entre a formação acadêmica dos profissionais de Administração e as necessidades reais das empresas, Ramos afirmou que o CFA tem atuado junto ao Ministério da Educação (MEC) pela reformulação das bases curriculares. “A Administração evoluiu e se ampliou muito em várias vertentes”. Diante de um cenário tão incerto, a certeza é que não é possível seguir apenas pelo mesmo caminho de antes. A especialista em marketing frisou o quão necessárias são as estratégias de marketing e de branding da marca neste momento de mudanças. “A partir do momento em que uma empresa foi fundada a partir de uma essência e ela cresce mantendo essa essência, o que é um grande desafio, ela precisa traduzir o seu posicionamento de uma maneira que quando esse cliente utiliza o serviço da empresa ele encontra uma sinergia entre o que ela fala e o que ela entrega”, afirmou Daniela. Um dos pontos altos da discussão foi com relação à sociedade do cuidado, trazida por Valdir Borba. Ele analisou a atuação do setor privado x público durante a pandemia da Covid 19, na qual afirmou que apesar de o primeiro ter sido mais ágil, as informações estavam concentradas no segundo. Segundo ele o sistema de informação de Saúde Pública no Brasil precisa ser integrado. “A telemedicina será muito desenvolvida e a Inteligência Artificial já chegou na gestão. A robótica já faz parte do atendimento. Então, não são só os nossos processos, os nossos sistemas mais. Precisamos incluir também o olhar para o nosso colaborador que passa a ser cada vez mais um patrimônio muito forte”, concluiu. Perdeu o webinar? Assista aqui! Assessoria de Comunicação CFA
Novo IGM está mais completo e com maior alcance de municípios

Entregas objetivas. Foi assim que o presidente do Conselho Federal de Administração, Mauro Kreuz, definiu o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Câmara de Gestão Pública (CGP) do Conselho Federal de Administração (CFA). Nesta quinta-feira, Kreuz fez a abertura do webinar sobre a nova versão do Índice CFA de Governança Municipal. A discussão foi voltada aos profissionais que foram formados pelos workshops de Gestão Pública da CGP. “Um Estado só dará certo se todos os seus municípios derem certo e o IGM e a atuação da CGP são exatamente para que eles sejam mais assertivos, tenham condições de estabelecer planos estratégicos mais efetivos e possam atender as suas comunidades e a sociedade de maneira geral”, afirmou o líder da autarquia. O diretor da CGP, Fábio Macêdo, iniciou explicando os pilares da governança pública e como o IGM ajuda efetivamente os gestores municipais. A ferramenta, que atualmente conta com 12 indicadores e 30 variáveis, funciona a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho. Ele lembrou que uma das variáveis do IGM diz respeito a compras públicas no cumprimento da Lei Complementar 123, que estabelece normas gerais relativas às microempresas e empresas de pequeno porte. Assunto que gera demandas frequentes do setor privado à Câmara do CFA. Para contribuir com o diagnóstico do município, o IGM agora traz uma análise histórica dos últimos quatro anos de gestão, sendo possível analisar, a partir de dados locais, as boas práticas e os gargalos a serem solucionados. Atualmente a versão 2.0 da ferramenta abrange 5.569 municípios, com separação por clusters para agrupar e tornar o diagnóstico dos dados mais real. “Nós temos um nicho do mercado fora do normal, um nicho de oportunidades que nós podemos nos apropriar enquanto profissionais da Administração junto à gestão pública dos municípios para fazermos um trabalho diferenciado”, disse Macedo. O coordenador da CGP, Rodrigo Moura, comentou detalhes das principais atualizações. Entre as novidades da versão de 2020, está o acréscimo dos indicadores Saneamento e Meio Ambiente e Vulnerabilidade Social e das variáveis Taxa de Cobertura de Creche; IDEB 9 ano; Mortes no Trânsito e Tratamento de Esgoto. A nova metodologia também leva em consideração os outliers ou pontos fora da curva que são aqueles dados que se diferem de forma acentuada em relação ao grupo. Os dados atualizados já estão no acesso exclusivo e gratuito aos profissionais de Administração e às empresas registradas nos CRAs (igm.cfa.org.br), como a divisão por regiões. A previsão de lançamento para o público externo é na primeira quinzena de agosto. “Esta ferramenta vai facilitar o diagnóstico dos profissionais de Administração que queiram fazer uma análise pela região, microrregião, mesorregião e com isso apresentar aos prefeitos e autoridades as potencialidades do IGM para aprimorar as políticas públicas”, explicou Rodrigo Neves. Os administradores também falaram do Guia para a Imprensa 2020 que visa colaborar com os jornalistas nas eleições municipais deste ano, a partir de dados, para elevar a qualidade do debate entre os candidatos e incentivar a participação da população no processo eleitoral. Assista à íntegra aqui. Elisa Ventura Assessoria de Comunicação CFA
Webinar: Visão e Desafios do Dirigente Hospitalar Durante e Pós-pandemia

Mais um webinar do CRA-PR dia 16/07/2020 às 18h , pelo canal do Youtube CRA-PR PLAY
Seu futuro emprego pode estar na Economia Criativa

Segundo estudo, cresce busca por profissionais digitais, inovadores O mercado de trabalho mudará, mas muita gente ainda não percebeu isso. Segundo estudo realizado pela Dell Technologies, e conduzido pelo Institute for the Future, 85% das profissões que serão praticadas em 2030 ainda não foram inventadas. Longe de ser futurologia, especulação ou mero palpite, a pesquisa baseou-se em fenômenos que já vêm acontecendo, tais como mudanças no mercado de consumo, inovações tecnológicas atuais — geradas, sobretudo, pela indústria 4.0 — e transformações socioeconômicas, ocorridas em diferentes países do mundo. Isso significa que seu filho provavelmente trabalhará em algo que ainda não existe, mas estará ligado à Economia Criativa. O conceito é novo e emergiu no final do século 20. A Economia Criativa é um conjunto de empreendimentos que se baseiam no tripé que inclui capital intelectual, cultural e criatividade. O segmento já é responsável por cerca de 3% do PIB mundial (cerca de US$ 2,25 trilhões em receita), de acordo com relatório de 2015, da ‘Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco)’ e da consultoria EY. No Brasil, o setor deverá ter crescimento de 4,6% até 2021, segundo dados da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). O valor é acima da média mundial para o setor — estimado em 4,2%. A previsão é de que a Economia Criativa gere 30 milhões de empregos em todo o mundo, e 850 mil vagas no Brasil, o que movimenta R$ 155 bilhões em território nacional. “Podemos compreendê-la como um tipo de economia que tira proveito da abundância de tecnologia, para gerar valor e utilizar conhecimento nos processos de serviços. Ela aproveita a abundância de tecnologia de conexão — de tudo que a gente tem hoje de ‘parafernalha’ tecnológica —, para juntar informação, conhecimento e alterar os processos”, explica o coordenador do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel/ ICB LAB), Antônio Marcos Alberti. Ele esclarece que o setor agrega ainda mais valor, em virtude da popularização da internet e da computação, que trazem facilidades que antes não existiam. “Hoje, ela está muito mais dinâmica, mais escalável e globalmente exponencial”, afirma. Clique, aqui, e leia a matéria completa na RBA 136. Elisa Ventura e Leon Santos Assessoria de Comunicação CFA
14 de Julho – Dia do Administrador Hospitalar

O CRA-PR parabeniza todos os Administradores Hospitalares pelo seu dia !
Começou o período de registro de chapas

A primeira fase das Eleições do Sistema CFA/CRAs já começou com o recebimento, nos Conselhos Regionais de Administração (CRAs), dos pedidos de registro de chapas. Os profissionais de Administração que desejam concorrer a uma vaga de conselheiro regional ou conselheiro federal pelo seu estado terão até o dia 4 de agosto para fazerem a inscrição de suas candidaturas. Findo esse prazo, as Comissões Permanentes Eleitorais dos Regionais (CPEs/CRAs) vão analisar os pedidos de registros de chapas. Não havendo nenhuma irregularidade, as Comissões farão a validação da elegibilidade dos candidatos para que, no dia 14 de agosto, enviem à Comissão Permanente Eleitoral do CFA as remessas da documentação das chapas apresentadas. Após esse procedimento, a CPE/CFA fará o registro das candidaturas que cumprirem as exigências eleitorais. Entre os requisitos para ser candidato estão: ser profissional de Administração – administrador e tecnólogo – com dois anos, no mínimo, de registro profissional em CRA e estar em dia com as obrigações no Regional. As Eleições do Sistema CFA/CRAs acontecerão, via internet, no dia 28 de outubro de 2020. Esta será a sétima eleição que acontecerá em ambiente totalmente virtual. Todo o sistema para a votação on-line passa por auditoria a fim de garantir segurança e transparência e, por isso, a autarquia tem sido referência para diversos órgãos que querem implementar esse modelo de eleições. Podem votar os profissionais de Administração registrados e que estiverem adimplentes, em pleno gozo de seus direitos e integrando o Colégio Eleitoral constituído até o dia definido no Calendário Eleitoral. O CFA ressalta a importância da participação de todos. Por isso, a necessidade de manter os dados atualizados para que o Regional forme o Colégio Eleitoral. É por meio desse cadastro que o CFA envia, por e-mail ou SMS, as orientações sobre as eleições. Para atualizar os dados, os profissionais precisam entrar em contato com o CRA. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA http://cfa.org.br/institucional/institucional-eleicoes-cfacras/
Webinar: Gestão da Inovação na Indústria dia 15/07/2020 às 17h

PARTICIPAÇÃO: – FABRÍCIO LUZ LOPES – Gerente Executivo de Tecnologia e Inovação do Sistema Fiep – RENATA FREESZ – Gerente de Projetos de Inovacao da Klabin (SP) REALIZAÇÃO: Câmara de Gestão da Inovação
O seu maior capital é você!

Autor: Adm. Márcio Nakayama Miura. Pós-Doutor em Administração, Professor do curso de Administração e do Mestrado Profissional da UNIOESTE. Delegado Regional do CRA-PR – Seccional de Cascavel. Quanto tempo você tem reservado para atividades que vão trazer benefícios para sua formação profissional? Não se desespere ao constatar que esta é uma prioridade que muitas vezes só aparece na sua agenda em situações específicas. O que geralmente observo é que no mundo acadêmico muitos alunos, buscam o aprendizado quando são recompensados (Vai valer nota? Vale como carga horária? Isso vai cair na prova?) e no profissional quando é tirado de sua zona de conforto (fui demitido, não consigo achar emprego, não passei no concurso). Há alguns anos, acompanhando um treinamento de um grande e famoso banco, em uma cidade próxima, que estava modificando sua estrutura e imagem, os funcionários após o expediente tinham que ficar dentro da agência para terem esse “treinamento”. Lembro-me de filhos de funcionários brincando e andando entre as mesas, porque que não tinham lugar onde as pudessem ou quisessem deixá-las, funcionários desmotivados e não sabendo bem porque estavam no banco após o expediente… para eles era mais um daqueles treinamentos obrigatórios e sem objetivos… Lembro ainda do gerente conversando (ou dando palpites, acho que seria o melhor termo) com o facilitador, dizendo que ele deveria contar mais piadas e deixar mais “motivacional”, não entendendo que o objetivo da capacitação era para explicar as novas diretrizes e a imagem que o banco deveria passar aos clientes, pois se as mudanças não acontecessem, apesar da estabilidade, eles não teriam como melhorar profissionalmente… muito poucos compreenderam a importância do evento e se capacitaram como deveriam… os outros apenas estavam lá para cumprir mais uma determinação da chefia regional… faltou comunicação e liderança da gerência para avisá-los e motivá-los. Pelo lado acadêmico, teve aquela palestra da área de gestão e empreendedorismo que um ex-aluno comentou tempos depois, que o motivou a abrir a própria empresa, a mesma palestra que muitos dos seus colegas nem compareceram ou não prestaram atenção na mensagem ou pior ainda , ssinaram a lista de presença e foram embora… Diante dessas situações e vendo o resultado dos que não aproveitaram as oportunidades, o que posso constatar é que você será o seu próprio capital. Não vale usar as melhores desculpas para deixar de investir no seu aprimoramento profissional. Você não está sozinho na batalha, entre a falta de tempo e a necessidade cada vez maior de saber mais e mais. Está mais do que na hora de conciliar aprendizado e o trabalho. Seminários, palestras, cursos rápidos de atualização, viagens e porque não conversas com pessoas mais experientes ou que tenham sucesso em sua áreas de atuação. Lembre-se que pessoas com esse perfil não se incomodariam em compartilhar informações e geralmente não querem agradecimentos, certamente ficariam felizes com o seu sucesso, pois talvez tenham contribuído para tal. Cada pessoa tem que encontrar uma receita de auto-aprimoramento, segundo suas próprias necessidades e aspirações… para os gerentes e empresários, jamais abandonar aquela preocupação do início da carreira e dos negócios, quando tomavam decisões com informações que muitas vezes não tinham como validá-las, mas que utilizando-se dos conhecimentos adquiridos na prática foram suficientes para aqueles momentos de decisão… hoje talvez não seja o melhor modelo de gestão. E para os acadêmicos, lembrá-los que quase toda a informação sobre qualquer coisa, hoje está disponível on line, mas o importante é saber extrair a qualidade de uma infinita quantidade de informações disponíveis na web que nem sempre são verídicas… É lógico que com o desenvolvimento das tecnologias de informação torna-se mais fácil achar o que se procura, mas decidir pelo primeiro resultado da busca no navegador da internet, nem sempre é o mais adequado e um diferencial para a tomada de decisão. Pior ainda é deixar a opinião de um algoritmo decidir sobre o que é certo e o que é errado sem ter checado a fonte, em tempos de fake news, isso poderá ser um dos grandes desafios das novas gerações. Os profissionais administradores devem saber que não aprenderam tudo e que nunca é tarde para se aprimorar e que mesmo que tenha tido tempo ou não, um homem será ele mesmo, o seu maior capital. “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
Conselho Pleno do CNE aprova as novas diretrizes do curso de Administração

Na manhã desta sexta-feira, 10, o Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (CNE/MEC) aprovou o texto das novas Diretrizes Nacionais Curriculares (DCNs) dos cursos de bacharelado em Administração. A comissão, composta por conselheiros do CNE e membros do Conselho Federal de Administração (CFA) e Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (Angrad), trabalhou em conjunto para aprimorar a Resolução CNE/CES n.º 4/2005. Com a validação do novo texto, as Instituições de Ensino Superior (IES) terão até três anos para se adaptarem às novas regras, a contar da publicação das DCNs. Segundo o presidente do CFA, Mauro Kreuz, atualmente o Brasil tem formado profissionais que, na média, têm frustrado enormemente os empregadores. Com as novas diretrizes, a sua expectativa é de que elas ajudarão os cursos a evoluírem na qualidade formativa dos egressos dos cursos de Administração. “Nós temos um compromisso em formar quadros em Administração que, na média, sejam bem mais superiores do que se observa hoje. Espero que essas DCNs, sejam indutoras para que, efetivamente, os cursos de Administração possam entregar para a sociedade e o setor produtivo profissionais com competências profissionais em Administração mais sólidas”, diz. Entre os destaques da nova DCN estão a formação por competências e a prática profissional obrigatória e supervisionada , a fim de promover o alinhamento da teoria com a realidade laboral do futuro administrador. “A expectativa do Sistema CFA/CRAs é elaborar um material dos conselhos, com as novas diretrizes, com o objetivo de orientar essas IES e ajudá-las a se readequarem para este futuro que a gente quer para os cursos de administração”, explicou a diretora de Formação Profissional do CFA, Cláudia Stadlober. O presidente da Câmara de Educação Superior, professor Antonio Freitas Junior, agradeceu o trabalho da comissão, em especial a colaboração do CFA e da Angrad. “Todos juntos trabalharam muito para a conclusão desse documento que norteia a educação de quase um milhão de estudantes no Brasil, incluindo, cursos de graduação, tecnológicos, presenciais e a distância”, afirmou Freitas. O relator da comissão foi o conselheiro do CNE, professor Antonio Carbonari Netto. O texto foi, aprovado por unanimidade e agora segue para revisão no CNE. Em sequência, irá para o gabinete do ministro da Educação para então ser homologado no Diário Oficial. A Comissão Especial do CFA para Análise das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Bacharelado em Administração foi coordenado pela diretora de Formação Profissional da autarquia, Cláudia Stadtlober. Ele foi composto, ainda, pela presidente do CRA-BA, Tânia Maria da Cunha Dias; pelo presidente do CRA-MA, José Samuel de Miranda Melo Júnior; pelo presidente do CRA-PR, Sergio Pereira Lobo; pelo presidente do CRA-DF, Udenir de Oliveira Silva; e pelo presidente do CRA-RJ, Wallace de Souza Vieira. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Inovação é uma questão de sobrevivência para as companhias
Inovação é uma questão de sobrevivência para as companhias Henrique Domakoski atualmente é superintendente geral de Inovação do Estado do Paraná e já foi vice-presidente de Novos Negócios da Associação Comercial do Paraná. Graduado em Administração de Empresas pela FAE e em Direito pela Faculdade Curitiba e pelo MIT Sloan School of Management, foi o fundador do maior brechó online do Brasil, o Troc. Nesta entrevista, ele fala sobre o ambiente inovador do Paraná e das necessidades dos profissionais e empresas que querem sobreviver neste mercado competitivo. CONFIRA: O que é inovação em um ambiente empresarial? Inovação por essência é qualquer coisa que você venha a fazer, seja processo, produto ou serviço, que traga uma melhoria ou benefício para o seu consumidor. Seja aumento de receita, no caso de companhias, ou no caso da qualidade do serviço prestado para o consumidor ou na redução de custo para economia da empresa. Tem esse ganho atrelado nessa nova forma de executar a ação. E que ela pode ser de uma maneira incremental ou disruptiva. O que você considera “inovador” na área de Administração hoje em dia? Para entregar processo ou produto inovador, para que isso seja perceptível na ponta, da forma mais rápida e menos custosa possível, existe uma série de metodologias ágeis e modernas que permitem isso. Muitas delas ficaram consolidadas já nas startups, e hoje são aplicadas em organizações. A maioria delas passa por um ciclo de construção de produtos, o que antigamente se demorava muito tempo, investia-se muito, hoje é feito de maneira mais rápida, prototipando, testando, validando com seu cliente final e isso permite com que se tenha um resultado na ponta de maneira mais ágil e mais barata. Como estão as empresas no Paraná nesse quesito? Quais os pontos a melhorar? O Paraná vem se destacando no cenário nacional no que tange a inovação. Falamos desde a inovação disruptiva, com novas startups, mas também de empresas tradicionais que têm se reinventado e inovado em todo o seu processo. E o grande desafio para que isso aconteça, principalmente, é a questão do mindset. É você principalmente aceitar o erro, saber que errar faz parte do processo. Com um erro controlado, para que você aprenda com ele e com ciclos rápidos possa corrigir e cada vez criar produtos e serviços melhores para o consumidor final. Quais são os desafios e oportunidades para os administradores em se tratando de inovação? A inovação deixou há tempos de ser um diferencial competitivo para ser quase uma questão de sobrevivência. Esse é um desafio e as empresas têm que incorporar isso e adotar cada vez mais esse mindset inovador, metodologias ágeis, errar e corrigir rápido. Uma prática que tem sido adotada e muito bem-sucedida por muitas corporações é a inovação aberta, que é você se aproximar de startups para que elas possam auxiliá-lo a resolver seus desafios; porque dificilmente uma empresa vai ter todos os skills, desde pessoas, recursos financeiros, etc. Por isso, essa aproximação é fundamental para que você possa inovar na velocidade em que o mercado exige. Há um perfil de uma pessoa inovadora? E o administrador inovador? O que mais deve ser agregado a ele? Em relação à inovação muito se confunde a pessoa inovadora com aquela pessoa indisciplinada, que sempre busca caminhos diferentes para tudo. Mas não, a inovação é em relação a um processo, que tem metodologia, que ajuda você a encontrar soluções inovadoras. Mas por natureza eu acho que tem que existir um inconformismo, principalmente pela pessoa que lidera a inovação; inconformismo de que sempre há formas de melhorar o que está acontecendo. E, além disso, olhando para fora da companhia, é preciso ser uma pessoa antenada, próxima da inovação, vendo o que tem sido criado não só no Brasil, mas no mundo naquele mercado, para que isso possa ser absorvido dentro da própria empresa. Acredito que esse perfil é fundamental para quem lidera o processo de inovação dentro da companhia. Porém, lembro também que é uma ciência, que existe muita metodologia por trás, e não simplesmente ações isoladas que vão tornar uma empresa inovadora. Você tem algumas dicas ou orientações para que os administradores possam ser mais inovadores nas suas funções? A grande dica é que aquele administrador que achar que as coisas vão continuar sendo como sempre foram, ele está fadado ao insucesso. A pandemia nos mostra isso, é um antecipador de futuros, as tendências que iam acontecer nos próximos anos estão acontecendo em meses ou semanas. Muitos negócios vão acabar e muitos outros vão nascer, muitos serão reinventados e acho que este tEm que ser o mindset constante do administrador a partir de então. Sempre pensar que existem formas melhores de fazer aquele produto ou serviço que está sendo prestado, sempre ficar atento para o que está acontecendo no mundo, nos ecossistemas de inovação, porque certamente tem alguém pensando naquela solução, e muitas vezes se você não consegue fazer dentro de casa, aproxime-se de quem já está fazendo muito bem. Acho que tem muito esta questão do ‘coopetition’; você cooperar com os teus competidores porque o mundo vai exigir cada vez mais inovação e as companhias que irão sobreviver serão as que estiverem alinhadas com isso.
PALAVRA DO PRESIDENTE
Administrar o futuro inicia-se no presente Muito se tem falado acerca do novo normal, esse cenário futuro de novas formas de vida e de relacionamentos pessoais e profissionais. É certo que muitas coisas irão mudar – algumas para sempre – mas neste momento é cedo para analisarmos com clareza tudo que será uma realidade em um futuro próximo. No entanto, mesmo em panoramas incertos, a Administração se mostra uma ciência fundamental para que as organizações passem pelas turbulências com mais segurança. Procedimentos estratégicos como um bom planejamento, análise de riscos, otimização de recursos, inovação, gestão de pessoas, entre outras, são requisitos básicos para a sustentabilidade de empresas privadas ou instituições públicas, especialmente em cenários de incerteza. E aqui surge uma excelente oportunidade para os profissionais de gestão dizerem presente! Podemos antecipar uma demanda crescente de profissionais em diversos ramos da Administração. Seja na área de consultoria, pela necessidade de orientações de estruturação de novos negócios para profissionais que perderam seus empregos e irão se lançar aos seus próprios negócios, seja atuando em empresas que precisam inovar em seus serviços e produtos, e também é possível vislumbrar um novo horizonte para profissionais de RH, com a adoção crescente do trabalho remoto. O CRA-PR já vinha atuando fortemente na capacitação de nossos profissionais e vamos incentivar ainda mais esse processo, apoiando o desenvolvimento dos Administradores e, consequentemente, das empresas e instituições do Paraná.
Com medo de perder emprego, profissionais vão em busca de novas oportunidades

Desemprego em alta e cenário de incertezas motivam colaboradores qualificados a irem atrás de outros desafios. Mas será que é o momento para mudar de time? E o que a empresa pode fazer para não perder talentos? A pandemia do novo coronavírus continua trazendo grandes problemas para a sociedade. Além dos riscos para a saúde, a doença causou o desemprego de muitas pessoas. No Brasil, entre maio e junho, dois milhões de brasileiros perderam o emprego. O levantamento é da PNAD Covid-19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é feita em parceria com o Ministério da Saúde. Para se ter ideia do impacto, a população desempregada no início de maio era de 10 milhões e, na segunda semana de junho, já estava em quase 12 milhões. O receio de entrar nessas estatísticas tem motivado 41% dos profissionais qualificados e empregados, com 25 anos ou mais e com formação superior, a buscar novas oportunidades no mercado de trabalho. Os dados fazem parte da 12ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), que também indica mudança na confiança do mercado, em decorrência das incertezas e inseguranças causadas pela crise do novo coronavírus. O ICRH consolidado para a situação atual caiu de 37,5 para 25,2, enquanto para a situação futura (próximos seis meses) passou de 56,7 para 44,2, pouco abaixo do campo otimista. Mario Custodio, diretor de recrutamento da Robert Half. (Foto: Marcelo Pereira/M11 Photos) “É natural que, em meio a um cenário de incertezas, muitos profissionais empregados busquem novas oportunidades por receio de perderem seus postos de trabalho. No entanto, é fundamental uma análise realista do panorama e agir com planejamento. É preciso ter clareza sobre os pontos de insatisfação como: perspectiva de carreira, qualidade de vida, relação com o chefe ou pares, remuneração, benefícios, cultura corporativa e distância entre a casa e o trabalho para não tomar uma decisão motivada apenas por desespero”, pontua Mario Custodio, diretor de recrutamento da Robert Half. O conselheiro regional e coordenador da Comissão Especial de Recursos Humanos do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), Reinaldo Faissal, diz que todo mundo, literalmente, encontra-se no mesmo momento de incerteza. “Idas e vindas nas possibilidades de retorno às atividades, parcial ou total, têm sido frequentes”, afirma. Para aqueles que estão em busca de novos desafios, Faissal aconselha: “Considerem as mudanças que certamente ocorrerão no segmento que lhes desperta o interesse. Isso inclui tanto a capacidade de uma empresa se adaptar frente às mudanças, como a sua expertise em inovação e operação de forma sustentável”, orienta. Adm. Reinaldo Faissal (CRA-RJ) Ele reforça, ainda, que outro ponto a considerar é o alinhamento entre as características exigidas pela posição que almeja e suas competências, sendo estas constituídas pelo conhecimento que já adquiriu, as habilidades que possui e as atitudes que utiliza, além da necessidade de responsabilizar-se pelo autodesenvolvimento. “O sucesso não é garantido, mas certamente que com esses passos o risco estará minimizado”, conta o administrador. Como reter talento em tempo de crise? Nesse cenário de incertezas, perder profissionais qualificados para a concorrência pode ser ruim para a organização. Mas, então, como manter esse colaborador engajado na equipe? Segundo o diretor adjunto e conselheiro regional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES), Hermano Mattos de Souza, muitas já sucumbiram e outras sequer possuem garantia de sobrevivência. “As que puderem, devem proporcionar todas as condições possíveis para reter aqueles que serão indispensáveis no processo de retomada normal das atividades. Afinal, eles possuem profundos conhecimentos dos processos internos e poderão enxergar o melhor caminho para a recuperação, em curto espaço de tempo”, orienta. Adm. Hermano Mattos de Souza (CRA-ES) Faissal reforça a importância da lealdade da organização com empregados, clientes, fornecedores, acionistas, instituições públicas e a sociedade. As ações e atitudes dos líderes, segundo ele, representam a melhor medida para que qualquer empregado avalie o quanto lhe é compensador “mergulhar de cabeça” naquela empresa. Para o conselheiro do CRA-RJ, o bom exemplo é peça essencial para obtenção do comprometimento. “A confiança é base para criação e manutenção de relacionamentos duradouros, portanto, deverá ser conquistada por intermédio da tomada de decisão e execução de ações, das mais simples às mais complexas, em consonância aos valores e princípios apregoados. Pelo princípio da reciprocidade a lealdade demonstrada será convertida em comprometimento e consequente bom desempenho”, diz. Aos gestores, a missão é compreender os objetivos dos colaboradores e tentar alinhá-los com os interesses da organização. Hermano explica que a interdependência entre ambos é inevitável. “Para serem alinhados, o único caminho existente é a negociação transparente, com elevado grau de confiança entre as partes. É o momento em que todos devem reconhecer que novos métodos de trabalho exigirão posturas mais condizentes com a nova realidade. Nada será como antes, mas, em uma organização, as partes jamais poderão possuir objetivos divergentes, sob pena de amargarem resultados desfavoráveis”, avalia do administrador do CRA-ES. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA
Aonde (não) está o papel do Administrador na Inovação?

Autor Adm. Izoulet L. M. Cortes Filho (izoulet@yahoo.com.br)* Frequentemente pergunta-se qual e onde está o papel do Administrador na inovação. Para uma ideia mais clara é importante olhar para o que é a inovação: Fazer-se algo novo ou substancialmente melhorado, em favor da competitividade, a qual pode acontecer em diversas esferas e níveis, nos negócios, na sociedade, no governo, nos ambientes de negócios, nos territórios. Portanto a inovação pode ser entendida como um meio para a busca de competitividade e diferenciação, acompanhada de resultado e com método. A inovação pode ter diferentes contornos, sendo de natureza tecnológica ou mesmo social, entre outras possibilidades. Schumpeter, dos primeiros e principais autores da inovação, já defendia o seu uso como vantagem estratégica para os empresários. A inovação não é necessariamente linear, isso é, não obrigatoriamente precisa cumprir sequencialmente as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), porém a sua jornada contempla alguns ingredientes: Novas necessidades que liguem demandas do mercado com a geração de ideias, conectando-se com atividades de P&D, produção e comercialização no qual, em última instância, representa a conexão entre o estado da arte da técnica com as demandas do mercado. Para que exista devem ser observados os aspectos da organização, da produção e da comercialização. Olhando a inovação tecnológica, em especial, essa presume estabelecer relações, detectar oportunidades, promover a melhoria técnica e explorar vantagens competitivas, ou seja, observar processos, padrões, oportunidades de mercado – em que o marketing faz-se presente, inclusive com Kotler auxiliando no senso de posição. Porter trouxe a competitividade: As 5 forças, estratégia e vantagem competitiva, vantagem comparativa e a cadeia de valor. Inovação e a administração compartilham ferramentas em comum, como o Canvas de Osterwalder. A inovação precisa ser gerenciada, controlada, estabelecida e mensurada – inclusive em termos de custos ou mesmo de tributos se executada dentro de programas de políticas de benefício e incentivos até mesmo de natureza fiscal. Possui manuais internacionais específicos, com contribuição da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico: Oslo (Inovação), Frascati (P&D), Canberra (Gestão de RH). Autor de referência da Administração, Peter Drucker, precisa ser mais explorado no vínculo com inovação. Nele o empreendedorismo é peça central na sobrevivência e no crescimento. Nele encontra-se a peça fundamental da articulação ligando Administrador e Inovação: “Inovação é a ferramenta específica dos empreendedores, o meio pelo qual exploram as mudanças como oportunidades para um negócio ou serviço diferente”. Considerou a Inovação como uma disciplina e, no conjunto da relação entre áreas, autores e teorias, pode-se rever o papel da Administração como Ciência, o que poderia ser melhor explorado. Para que a Inovação ocorra, várias profissões são necessárias, mas cabe ao Administrador combinar todos os ingredientes em favor de gerar valor na empresa, a peça central transformadora da sociedade moderna – e da essência capitalista. O Administrador tem um papel vital para implementação e sucesso da competitividade e a gestão da inovação é elemento-chave para isso que ocorra. Ambas estão estreitamente ligadas. Além da inovação ser uma disciplina da Administração, a ela conecta-se em várias dimensões e tem a capacidade de evidenciá-la como ciência. Adm. Izoulet L. M. Cortes Filho Administrador de Empresas, com Habilitação em Comércio Exterior. Pós-graduado em Política, Estratégia e Planejamento. Mestrando em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia. Membro do Comitê de Gestão da Inovação e Tecnologia do CRA-PR izoulet@yahoo.com.br “O CRA-PR não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do(a) autor(a)”
05 de Julho – Dia do Profissional de Administração Pública

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