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Ministério da Saúde cria ação estratégica para enfrentar pandemia do coronavírus

O Conselho Federal de Administração (CFA) enviou, na quinta-feira, dia 2, um ofício para o ministro da Saúde, Dr. Luiz Henrique Mandeta. No documento, a autarquia coloca-se a disposição para ajudar o país a enfrentar a pandemia do coronavírus. No ofício, o CFA faz referência a ação do Ministério da Saúde intitulada “Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”, voltada à capacitação e ao cadastramento de profissionais da área de saúde para atuarem no combate à Covid-19. A autarquia elogiou a iniciativa do órgão e ressaltou a importância de esforços coletivos para minimizar os efeitos da crise. A ação é voltada apenas para quem atua na área da saúde. O CFA lembrou, contudo, que os administradores, principalmente o Administrador Hospitalar, pode contribuir, de forma efetiva, no combate à pandemia pois ele é capacitado para gestão de serviços de saúde, em todos os níveis de complexidade, como hospitais, centros de saúde e serviços de urgência. Além disso, o ofício destaca que este profissional está apto a administrar as especificidades necessárias a uma consecução satisfatória das tarefas de gestão hospitalar. Segundo a coordenadora da Comissão Especial de Saúde do CFA, Gracita Barbosa, a proposta sugerida por meio do ofício é incluir os profissionais de administração e os gestores hospitalares na ação “Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. “Nós não queremos fazer a assistência da saúde, nós podemos fazer a gestão de toda adjacência utilizada na facilitação do atendimento clínico”, explicou a conselheira. Ela lembrou, ainda, que nessa crise estão ocorrendo problemas como, por exemplo, falhas na distribuição de produtos hospitalares e isso está ligado diretamente com as atribuições dos profissionais de administração.  “Esse tipo de gestão – a hospitalar – envolve questões de relevância, mas extremamente diferentes, tais como higiene, qualidade de vida, alimentação saudável, economia de gastos, custo-benefício desses serviços e recrutamento adequado de profissionais devidamente qualificados.”, diz o texto do ofício. O Ministério da Saúde, por meio de e-mail, disse que está analisando o caso e dará retorno o mais breve possível. Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Saiba por que o mundo é volátil, incerto, complexo e ambíguo

Termo criado pelo exército americano para situações de guerra passou a ser usado no mundo dos negócios Quando falamos “muvuca” certamente você pensa em um agrupamento de pessoas desordenadas envolvidas em uma bagunça. Mas, no mundo dos negócios, essa palavra tem outro significado. Em tempos de pandemia de coronavírus, o assunto voltou a fazer parte dos debates na área de gestão. Antes de mais nada, na área da administração, o que é muvuca? A grafia correta é “Mu-VUCA” e trata-se de uma abreviação de várias palavras que são usadas há algum tempo pelo exército americano. Segundo o administrador Marcelo Elias, eles adotaram esse termo para explicar o mundo de hoje. “Eles dizem que o mundo é VUCA (em inglês) ou VICA (em português). E eles tem razão! O mundo muda em velocidade muito acelerada e com destino incerto, proporcionando várias respostas para uma mesma questão”, explica. O mundo VUCA (Mu-VUCA) é, portanto, o acrônimo, em inglês de volatility (volatilidade), uncertainty (incerteza), complexity (complexidade) e ambiguity (ambiguidade). O exército passou o termo para lidar com diversas situações e contextos de guerra, principalmente, após os atentados terroristas de 2001. Agora, o termo também está sendo empregado no meio empresarial quando o assunto é mudanças e desafios nos negócios. “É neste mundo VUCA que estamos vivendo. E, já que estamos inseridos nele, temos que nos reinventar e compreender para sobreviver dia após dia, enfrentando os diversos desafios.”, afirma Marcelo. Para o vice-presidente do Conselho Federal de Administração (CFA) e presidente do Sebrae Tocantins, Rogério Ramos, o termo tem tudo a ver com a atual crise causada pela Covid-19. “Ninguém estava preparado para viver essa situação. As mudanças estão acontecendo em uma velocidade impressionante e essas transformações trazem um cenário ainda muito incerto”, diz. Como lidar com todas essas mudanças? Rogério comenta que, quando há gestão de riscos, é possível prever e evitar ameaças. “Isso permite que o gestor atue, de forma rápida e eficaz, para diminuir o impacto que uma crise como essa  traz para o negócio”, conta o administrador, lembrando que, nesse momento, as empresas precisam sair do discurso e colocar conceitos da administração em prática, sempre com transparência e coerência. Para não esquecer, anote aí Volatilidade O mundo é veloz. As mudanças acontecem de forma muito rápida. “Aquilo que ontem era de um jeito, amanhã já é de outro. E essa volatilidade faz com que o mundo empresarial seja bastante desafiador. Essa característica indica a magnitude das mudanças, que podem ser maiores e mais surpreendentes.”, explica Marcelo. Incerteza O mundo é cheio de incertezas. Marcelo comenta que, por isso, não é possível saber, ao certo, o que vai acontecer amanhã. Há alguns anos, seria um pouco mais fácil fazer previsões, ou seja, olhar para frente e identificar como seria a empresa no futuro. Hoje, é muito difícil fazer previsões, justamente por causa dessa incerteza. O futuro está difícil de ser previsto. Complexidade O mundo está complexo. Está cada vez mais difícil entender as diversas nuances que envolvem uma situação, desafio ou problema. Segundo Marcelo, não é possível afirmar que  existe apenas uma resposta correta. “Pelo contrário: há diversas possibilidades de respostas para as situações. Essa característica mostra que existem muitos fatores internos e externos que podem afetar o negócio e que, muitas vezes, estão fora do controle do gestor”, explica. Ambiguidade O mundo apresenta muitas possibilidades. São várias possíveis respostas a uma única questão, mas, nem todas costumam apresentar as melhores soluções. Para Marcelo, “não é mais isso ou aquilo”. Por isso, é sempre um desafio encontrar uma coerência nos acontecimentos em busca da melhor solução, o que pode gerar más interpretações e falsas respostas. Para saber mais sobre o assunto, o administrador Marcelo Elias disponibilizou e-books gratuitos que tratam exclusivamente do mundo VUCA. Para acessar o conteúdo, entre no site https://marcelodeelias.com.br/ Ana Graciele Gonçalves Assessoria de Comunicação CFA

Maratona profissional ajuda desenvolver soluções inovadoras

Veja por que os profissionais e estudantes de Administração devem participar desse tipo de evento Você é estudante e quer empreender? Já imaginou participar de um evento com profissionais e estudantes de diferentes segmentos, todos dispostos a criar iniciativas inovadoras aliadas com a tecnologia? Então você precisa conhecer os hackathons, iniciativa que está cada vez mais popular no Brasil. Segundo o professor de empreendedorismo e marketing, Daniel do Prado Pagotto, o hackathon é um evento que reúne pessoas de diferentes perfis para desenvolver soluções em um curto espaço de tempo, como um final de semana, por exemplo. “Durante esse período de imersão, os participantes recebem apoio de treinamentos e mentorias de profissionais mais experientes. Ao final, é realizada uma banca que irá escolher as melhores ideias”, explica. O coordenador do curso de ADM da UDF, professor Sandson Azevedo O coordenador do curso de Administração do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Sandson Azevedo, lembra que o hackathon é uma maratona de inovação que começou focada na área de tecnologia, principalmente em programação e design. Contudo, ele ressalta a importância da presença dos estudantes de Administração. “O aluno pode participar da criação de novos negócios e contribuir com as expertises nessa área”, afirma. Para Daniel, o hackathon pode agregar muito à formação de um estudante de Administração. O professor comenta que o aluno que participa de um evento deste tipo desenvolve muitas competências sócio-emocionais, como o trabalho em grupo, a resiliência, a iniciativa, a capacidade de aprendizagem em condições de pressão, entre outras. “Além disso, graças aos treinamentos e mentorias, os participantes ainda aprenderão alguns conteúdos e ferramentas que são relativamente recentes no que tange ao ensino de empreendedorismo”, descreve. Outra vantagem dos hackathons é o networking que ele proporciona. Daniel reforça que os participantes têm contato com mentores experientes, bem como outros competidores de diferentes perfis, interesses e backgrounds. “Portanto, é uma ótima possibilidade para, quem sabe, conhecer um futuro sócio”, sugere o professor. Como participar? Antes de mais nada, é preciso verificar se a participação é individual ou em grupo. A maioria das maratonas oferece a segunda opção, pois cada membro da equipe terá uma função: terá o desenvolvedor, o designer, o profissional da área de negócios, entre outros. “É uma experiência incrível e muito rica”, garante Sandson. Existem inúmeras organizações que realizam hackathons. Alguns famosos que ocorrem no mundo todo são o Startup Weekend e o Nasa International Space Apps Challenge. Instituições públicas também já utilizaram dos hackathons para buscar criar melhorias para a população. Professor Daniel do Prado Pagoto A Câmara dos Deputados, por exemplo, realizou a Maratona Hacker cujo objetivo foi desenvolver aplicações para facilitar o acesso da população a informações legislativas. Outro exemplo mais recente é o hackathon on-line que visa criar soluções para ajudar no enfrentamento da pandemia. “Portanto, fique de olho, pois sempre existem hackathons por aí”, alerta Daniel. Quando estiver no hackathon, o professor comenta que é necessário ter resiliência, paciência e vontade de aprender. “Devido ao caráter imersivo, os participantes mergulham a fundo no problema e constantemente recebem orientações dos mentores e conversam com potenciais usuários das soluções que podem redefinir o rumo inicial da ideia. Portanto, keep calm“, orienta. Oportunidade Em maio, aconteceria, em Belo Horizonte-MG, o Fórum de Gestão Pública (Fogesp). O evento, promovido pelo Conselho Federal de Administração (CFA) e pelo Conselho Regional de Administração de Minas Gerais (CRA-MG), foi adiado para 2021 por conta da pandemia da Covid-19. No Fórum, está prevista para acontecer uma maratona hackathon focada em gestão pública. As melhores práticas serão reconhecidas na “Premiação Hackathon – soluções inovadoras aos problemas reais demandados na Gestão Pública”. Fique ligado! As novas datas do Fogesp serão divulgadas no site do CFA. Assessoria de Comunicação CFA

Na quarentena, apps ajudam a manter a produtividade a diminuir distâncias

Conheça algumas ferramentas que estão em alta entre os profissionais durante o isolamento motivado pelo coronavírus Para diminuir a disseminação do coronavírus, vários países adotaram medidas de contenção e isolamento social. Trabalhadores das áreas essenciais – saúde e segurança, por exemplo – estão dispensados de cumprirem a quarentena, mas os demais foram liberados e, quem pode, está fazendo home office. As dicas para fazer o trabalho ser produtivo, em casa, estão aqui. Para facilitar a rotina, entram em cena os aplicativos. Além de agilizar a rotina profissional, eles estão diminuindo a distância entre as pessoas. Conheça alguns deles. Zoom cloud meetings Aplicativo usado para fazer reuniões de trabalho e é a opção número um das equipes que estão em home office. De acordo com dados do Sensor Tower, site que monitora o consumo nas lojas de aplicativos, ele tornou-se o líder na lista dos apps gratuitos mais baixados em todo mundo. Google Classroom Depois que o Ministério da Educação autorizou, em caráter excepcional, as escolas e faculdades a substituírem disciplinas presenciais, em andamento, por aulas a distância, cresceu a procura pelo Google Classroom. Ele é um recurso gratuito do Google Apps para a área de educação cujo objetivo é auxiliar professores, alunos e escolas com um espaço para a realização de aulas virtuais. Com ele, as turmas podem se comunicar e estudar a distância de forma mais organizada. Trello Quer organizar as demandas diárias com a equipe? O Trello é uma ótima opção. Ele é uma ferramenta colaborativa que ajuda a gerenciar as tarefas do dia a dia. O Trello permite fazer pequenas anotações, colocar em ordem as atividades e especificar prazos para entregas. Strict Workflow Um dos grandes desafios do home office é vencer o excesso de distrações. Para fugir da procrastinação, vale apostar no Strict Workflow. A sua principal função é bloquear sites que possam distraí-lo no trabalho. Você pode indicar os sites, mas a ferramenta também indica aqueles mais comuns. Outra função interessante desta ferramenta é que ela funciona como um método “pomodoro”. A cada 25 minutos trabalhados, ela libera 5 minutos para “folga”, liberando os sites que estavam bloqueados. Desta forma, é possível focar no trabalho e fazer pequenas pausas durante o expediente no home office. Assessoria de Comunicação CFA

Não fique em stand-by: produza durante o isolamento social

Para prevenir o risco de contágio e propagação da Covid-19, países adotaram o isolamento social como alternativa para o período em que o mundo enfrenta. A medida é preventiva, e, para especialistas, o momento não se trata de descanso ou férias, mas de uma oportunidade de produção sem sair da própria residência. As novas experiências e desafios que a ocasião exige, traz à tona o seguinte questionamento: como não ficar para trás nesse período que tanto exige de nós? Segundo a administradora Daniela Dantas, “o momento é incerto para todos e a oportunidade não é nos dada e, sim, a gente que oferece. Se ficarmos em stand-by certamente seremos engolidos pelo mercado e sofreremos as consequências que essa crise acarretará nas empresas”. “É a hora de fazermos nossa parte, enxergar as possibilidades em novas coisas e, com isso, ter chances na crise. Otimizar o tempo, planejar, evoluir e gerir melhor a estrutura organizacional pode ser o diferencial para encontrar o lado positivo desse momento de instabilidade”, ressaltou. Produtive-se Em tempos de incerteza, o melhor a se fazer, segundo Dantas, “é buscar o aperfeiçoamento e a capacitação profissional, aproveitando o tempo flexível para aprender novos conteúdos e futuramente aplicá-los no ambiente empresarial”. “Criar uma rotina de trabalho e exercícios, propor novos desafios pessoais e pensar positivo são exercícios diários que a nossa mente precisa para enxergar além da crise e, assim, ter novas ideias de produção”, concluiu. Assessoria de Comunicação cfa

SEI muda rotina administrativa do Sistema CFA/CRAs

Ferramenta usada para agilizar o trâmite dos processos e a gestão documental está presente em quase todos os CRAs Por causa da pandemia do novo coronavírus, o Conselho Federal de Administração (CFA) e os Conselhos Regionais de Administração (CRAs) mudaram suas rotinas presenciais. As atividades desenvolvidas pelo Sistema CFA/CRAs continuam em andamento via on-line. O trabalho dos presidentes dos CFA e dos Regionais, dos conselheiros federais e regionais e dos colaboradores não parou. A maioria está em home office com apoio de uma importante ferramenta: o Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O CFA utiliza, gratuitamente, o SEI desde abril de 2016 após assinar convênio com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. A autarquia foi o primeiro conselho profissional a adotar a ferramenta tecnológica desenvolvida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Desde então, o CFA começou a implantar o SEI nos CRAs. Dos 27 Regionais, 24 já solicitaram a adesão ao SEI, dos quais em 17 já houve a implantação, sendo a mais recente no estado do Tocantins. Com a ferramenta, o trâmite dos processos e a gestão documental ficou mais ágil. “Tudo é feito on-line e isso gerou muitos retornos para o Sistema CFA/CRAs como redução de custos com papel e do consumo de suprimentos, transparência e padronização dos procedimentos administrativos, entre outros”, diz o presidente do CFA, Mauro Kreuz, lembrando que o SEI é uma plataforma segura que garante a tramitação e a autenticidade dos documentos. Estatísticas Entre o dia 1º de janeiro e o dia 29 de fevereiro deste ano, o CFA e os Regionais que já fazem uso do SEI geraram 8.442 processos por meio da plataforma. No mesmo período, 20.618 documentos foram gerados e mais de 22 mil recebidos. O SEI integra o Processo Eletrônico Nacional (PEN), uma iniciativa conjunta de órgãos e entidades de diversas esferas da administração pública, com o intuito de construir uma infraestrutura pública de processos e documentos administrativos eletrônicos. O SEI é, atualmente, adotado em diversos órgãos públicos do país. Assessoria de Comunicação CFA

Pacote segrega empresas que receberão ajuda financeira

Por conta da pandemia do novo coronavírus que assola o mundo, o Governo Federal e o Banco Central anunciaram nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto, a criação de uma linha de crédito, em caráter emergencial, para pequenas e médias empresas. O montante chegará a R$ 40 bilhões de reais que serão emprestados pelos bancos e destina-se a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Para os empréstimos começarem a serem liberados, é necessário o encaminhamento de  uma medida provisória (MP) ao Congresso. O problema é que o pacote “S.O.S.” não contempla uma força motriz da economia brasileira: as microempresas, aquelas que faturam até R$ 360 mil por ano.  O Brasil possui, atualmente, 6,5 milhões de microempresas, segundo dados do Sebrae. O Conselho Federal de Administração (CFA) louva a iniciativa, porém a considera discriminatória por não incluir estes milhões de microempresas em um momento de extrema incerteza, e estas são as mais afetadas pela crise. Entendemos que um programa específico de concessão de empréstimos que abarcasse esse universo seria mais eficaz. O nosso histórico de trabalho comprova a busca pelo fortalecimento e  profissionalização do setor que é a base do nosso desenvolvimento econômico. No fim do ano passado, fechamos um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Economia em prol dos profissionais de Administração e das Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Comprometemo-nos a continuar nesta linha de atuação porque sabemos da importância deste campo para o Brasil. Mauro Kreuz Presidente do CFA

Quarentena, solidariedade e empatia

Ao passar do tempo, a pandemia do novo coronavírus cresce em uma velocidade exponencial, o que faz com os dados sobre assunto sejam diferentes a cada dia. O momento nos faz entender o significado de solidariedade, que envolve tanto eu, que escrevo esta matéria, quanto você – que junto comigo – também tenta fazer a sua parte nesta quarenta. O ato, além de ser responsável, é capaz de traduzir a empatia que temos pelo próximo, em que proteger ao outro também se torna nossa responsabilidade. Mas porque ter empatia neste momento em que tudo parece incerto? Segundo o diretor da Câmara de Desenvolvimento Institucional (CDI) do Conselho Federal de Administração (CFA), Diego da Costa, “você precisa entender que faz parte de uma sociedade e que não consegue fazer nada sozinho. Empatia é, basicamente, ficar na posição do outro e, se possível, entender o que o ele sente e pensa”, disse. O que concorda a psicóloga, Aline Guarienti, ao ressaltar sobre “o trabalho essencial da saúde que faz com que os profissionais permaneçam trabalhando na linha de frente e abrindo mão da quarentena para cuidar de outras pessoas, precisando até mesmo limitar ou evitar o convívio com seus familiares por cuidado”. “Você se comove e é possível ter dois tipos de emoções: dó, que é simpatia, ou de se colocar no lugar desses profissionais da saúde. Ou seja, enxergar o panorama a partir do olhar deles e ser sensível ao ponto de compreender emoções e sentimentos de outras pessoas. A empatia nesse contexto de coronavírus, é um interesse genuíno e ativo que faz toda a diferença”, completou. Só por hoje O receio não é apenas do contágio do vírus, outro fator é a saúde mental. A ocasião, por si só, desperta angústia e ansiedade, e potencializa outras preocupações. Entre tantos questionamentos, um parece ter a resposta certa: é possível atravessar essa pandemia de uma forma positiva? “O certo é tentar entender o momento que estamos vivendo e que as dificuldades passam. Cabe a nós gastar a energia apenas com aquilo que podemos controlar e, acima de tudo, extrair cada parte positiva desta situação. Eu tenho, para mim, que esse momento é muito importante para repensarmos muitas coisas: a nossa relação com o planeta, com os nossos relacionamentos, com o peso das nossas atitudes e, especialmente, no que tange a coletividade”, afirma Aline Guarienti. Ainda, segundo a psicóloga, “nosso corpo não gosta de mudanças bruscas, ele gosta de saber onde está pisando, por isso categoriza tudo e cria padrões. Se você está se sentindo paralisado, está tudo bem, você só está sendo humano. Esse é momento de silenciar o barulho do dia a dia, sair do piloto automático, fazer o que não dá pra deixar de fazer, criar uma rotina que realmente funcione para você e aprender algo novo com isso”, completou. O ano de 2020 chegou com muitas incertezas, mas o que nos aproxima é saber que estamos no mesmo barco. Mais do que nunca, precisamos lembrar que quarenta é solidariedade e empatia, e que proteger o outro também é a nossa responsabilidade. “Eu espero que tudo passe rápido, só que juntos podemos mudar esta realidade. Como? Mudando nossos hábitos, agindo com vontade de vencer, com assertividade. Leia bons livros, assista bons vídeos, entre em contato com pessoas positivas, cuide das crianças e dos idosos, cuide da sua mente e fale para você mesmo: amanhã será melhor do que hoje”, concluiu o diretor da CDI. Por Paulo Melo Assessor de Comunicação do CFA

ANUIDADE 2020: prazo para pagamento é prorrogado

Medida faz parte das ações que a autarquia tem adotado por conta da pandemia do coronavírus O Brasil e o mundo sente os impactos causado pelo novo coronavírus. Para evitar a transmissão da doença, autoridades estão pedindo para as pessoas ficarem em casa. Contudo, a economia começa a dar sinais de que o impacto da pandemia será ainda maior. Sensível a esse cenário, o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Mauro Kreuz, aprovou, ad referendum do Plenário da autarquia, a Resolução Normativa nº 579, que “dispõe sobre a prorrogação do vencimento das anuidades do exercício de 2020, e dá outras providências.”. Segundo a RN, o pagamento das anuidades, que deveria ser feito até o final deste mês, agora poderá ser realizado até 30 de junho deste ano. Além disso, de acordo com a Resolução, “ficam os Conselhos Regionais de Administração autorizados a deliberar sobre a prorrogação do vencimento das parcelas decorrentes de termos de conciliação de dívida com vencimento nos meses de março, abril, maio de 2020, sem a cobrança de correção monetária ou incidência de juros e multa.”. “Estamos sensíveis a situação que o país está vivendo. Sabemos que o novo coronavírus não mexe só com a saúde física da população, mas, sobretudo, com a saúde econômica do mundo. Com a RN, possibilitamos que as pessoas físicas e jurídicas tenham um prazo maior para se organizarem financeiramente”, diz o presidente do CFA, Mauro Kreuz. A RN nº 579 está disponível, na íntegra, no site do CFA. Assessoria de Comunicação CFA

Mulher, mercado de trabalho e o princípio da igualdade

O artigo quinto da Constituição Federal de 1988 diz que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.” Logo em seguida, o inciso I complementa que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”. Declarar a igualdade de todos perante a lei foi uma preocupação que nasceu após a Revolução Francesa, em 1789. Depois da queda da Bastilha, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi criada e adotada pela Assembleia Constituinte Nacional e incorporada pelas constituições mais modernas, como a brasileira. No Direito, o princípio da igualdade é dividido em formal e material. No primeiro, fala-se da igualdade jurídica e do tratamento sem distinções. Já no sentido material, pressupõe que deve-se tratar igual os iguais e desigual os desiguais, na exata medida de suas desigualdades. Perante a lei, portanto, homens e mulheres são iguais. Possuem os mesmos direitos e deveres, além da mesma dignidade. Ora, mas sabemos que há diferenças físicas, hormonais, emocionais e psicológicas. É por isso, por exemplo, que em provas de aptidão física previstas em alguns concursos públicos, mulheres realizam testes adequados à capacidade física delas. Por produzirem pouca testosterona, elas acabam tendo menos massa muscular, e isso diferencia as mulheres dos homens. Dessa maneira, não há a garantia de equidade, caso mulheres realizem as mesmas provas que os candidatos do sexo masculino. Por isso, a adequação dos testes é essencial para dar efetividade ao preceito constitucional da igualdade. Essas diferenças entre homens e mulheres são naturais e saudáveis. Porém, há quem use as dissemelhanças para se julgar superior ou inferior ao próximo. Mulheres, infelizmente, ainda são desvalorizadas por essa suposta “superioridade masculina”. Em pleno século XXI, ainda vemos uma boa parte de meninas e mulheres preteridas nos mais diversos espaços da sociedade. No mercado de trabalho, apesar de toda a luta feminina por equidade de gênero, ainda observamos grandes discrepâncias. Segundo estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado no ano passado, as mulheres ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país. Essa diferença salarial foi identificada em todas as ocupações selecionadas na pesquisa. A dificuldade em ascender a postos de gestão também é outro desafio que ainda não foi superado, mas os estudos apontam que a participação delas nessas áreas vem crescendo. Dos 2,6 milhões de empregos em cargos de chefia registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2017, as mulheres somavam 1.143.821 vínculos empregatícios, 43,8% do total. Ainda sobre a vida profissional das mulheres, de acordo com o estudo “Assédio moral no trabalho, gênero, raça e poder”, publicado na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional em 2018, elas sofrem mais assédio do que os homens no ambiente de trabalho. Nas entrevistas realizadas durante a pesquisa, 65% das entrevistadas relataram que sofreram atos repetidos de violência psicológica. No público masculino, esse percentual é de 35%. Aquelas que são mães relatam, ainda, que foram hostilizadas no ambiente profissional desde a gestação e pior: levantamento realizado pela Fundação Getulio Vargas mostrou que metade das mulheres perdem o emprego em até dois anos depois da licença maternidade. E tem mais: quando elas vão buscar novas oportunidades na carreira, é comum passarem por constrangimentos na hora da entrevista. E, em todo o mundo, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Inúmeras pesquisas apontam para a infeliz realidade: a igualdade, tão defendida pelas nações que adotam o Estado Democrático de Direito, só existe mesmo no papel. Na prática, o que observamos é a luta incansável de mulheres e meninas para conquistarem seus espaços na sociedade. Na década de 1930, a filósofa e teóloga alemã, Edith Stein, em pleno período da Segunda Guerra Mundial, chamou a atenção da sociedade para esse problema. Na época, ela falou sobre o papel da mulher e sua importância para frear o nazismo. No livro “A Mulher”, ela alertava “que pela queda, a relação de companheirismo transformou-se em relação de domínio, muitas vezes exercida de modo brutal, onde já não se tem em mente os dons naturais da mulher e seu desenvolvimento máximo; agora ela é explorada como um meio para um fim, a serviço de uma obra ou para satisfação dos próprios desejos”. Anos depois, ela foi sequestrada pelos nazistas, deportada e morreu em Auschwitz. Mas as obras que ela deixou são essenciais para compreender a graça por trás da complementariedade entre homem e mulher. Se o mundo prestasse atenção a esses ensinamentos, certamente que os números das incontáveis pesquisas sobre o universo feminino seriam mais atraentes. Esse cenário só será transformado quando mudarmos a mentalidade do mundo. O primeiro passo é fazer valer, na prática, o princípio da igualdade. Mulheres precisam ter as mesmas oportunidades que eu e meus colegas e esse estímulo precisa vir desde a escola, oportunizando que meninas se engajem mais em projetos e pesquisas. Já os meninos precisam ser educados para respeitar as mulheres. Eles precisam aprender que elas não são objetos de desejos. É preciso mostrar o que é respeito, empatia e consentimento para que vejam as mulheres como pessoas que têm os mesmos direitos e deveres que eles. Quanto a nós, gestores, temos a missão de promover ações e iniciativas que permitam às mulheres terem mais espaço no mundo corporativo. Mais que isso: com o avanço feminino no mercado de trabalho, é essencial que as empresas busquem alternativas para se adaptar à maternidade. Vou além: essas iniciativas precisam, também, atender aos pais e às famílias em geral. Afinal, quando a gente estimula que homens possam exercer uma paternidade presente, mais responsável e compartilhe tarefas da família com suas companheiras, as mulheres ficam menos sobrecarregadas e muito mais seguras para construírem suas carreiras profissionais. Grandes empresas, em todo o mundo, já adotam medidas como essas. E estudos mostram que essas iniciativas aumentam a produtividade, pois os colaboradores

Lançamento do ErpaSul 2020

ERPA Região Sul é lançado em Foz do Iguaçu Maior evento da Administração da região sul ocorre nos dias 5 e 6 de junho e terá painéis e workshops com profissionais de destaque no setor da gestão, inovação e sustentabilidade Foi lançado no último dia 3 de março, em um café da manhã para personalidades e imprensa em Foz do Iguaçu, o ERPA (Encontro Regional de Profissionais da Administração) Região Sul, maior encontro de Administradores dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O evento ocorrerá nos dias 5 e 6 de junho em Foz do Iguaçu e irá reunir diversos líderes de vários países dos setores de gestão, inovação e sustentabilidade. Nomes como do sueco Lars Birging, do canadense Shawn Slack e do norte-americano Marc Weiss se unem a diversas referências do Brasil e da América latina para um encontro que visa discutir como a gestão e a inovação podem aportar com a sustentabilidade de empresas e cidades. “Será um evento inédito em nossa região que trará bastante impacto para os Administradores”, afirma do Adm. Sérgio Lobo, presidente do CRA-PR, que ao lado dos CRAs de Santa Catarina e Rio Grande do Sul está promovendo o evento. Mais informações podem ser encontradas no site oficial do evento: www.erpasul2020.com.br Reservas antecipadas. Em virtude da alta procura, o Rafain Palace Hotel, onde será realizado o evento, já está disponibilizando um código de promoção para que os participantes façam suas reservas de quartos. Acesse https://rafainpalace.com.br/ e faça sua reserva. FOTO: Administradores Darley Carneiro, do Jornal JDIA, Isabela Muller, Diretora do CRA-SC,  Paulo Jordani, Presidente do CRA-SC, Cláudia Abreu, Presidente do CRA-RS, Sérgio Lobo, Presidente do CRA-PR e Nestor Javier Benitez, Cônsul do Paraguai.

Palestras Magna 2020

Faculdade ISEPE – Palestrante: Adm. Roselis  Mazzuchetti – Tema: Leitura da Criatividade: Elementos essenciais ao futuro  administrador em Guaratuba/PR, 11/02/2020 Faculdade FAE – Palestrante: Adm. Sérgio Pereira Lobo  – Tema: Perspectivas da Administração-Presente e Futuro em Curitiba/PR, 19/02/2020 Faculdade UNINTER – Palestrante: Adm. Ailton Renato Dörl – Tema: Gestão da Inovação – Novas oportunidades do Administrador em Curitiba/PR, 20/02/2020 Faculdade ISAE – Palestrante: Adm. Ailton Renato Dörl – Tema: Gestão da Inovação – Novas oportunidades do Administrador em Curitiba/PR, 20/02/2020 Faculdades: UNIPAR E ALFA – Palestrante: Adm. Ailton Renato Dörl – Tema: Gestão da  Inovação – Novas Oportunidades aos Administradores em Umuarama/PR, 04/03/2020 Faculdade FAE – Palestrante: Adm. Sérgio pereira Lobo  – Tema: Perspectivas da Administração-Presente e Futuro em Curitiba/PR, 05/03/2020 Faculdade UNESPAR – Palestrante: Adm. Joice Fabricio – Tema: Mulher Administradora no Mundo Contemporâneo em Paranaguá/PR, 10/03/2020 Faculdade UNIANDRADE – Palestrante: Adm. José Luiz Nicolelis – Tema: Empreendedorismo na Administração em Curitiba/PR, 10/03/2020 Faculdade UNIANDRADE – Palestrante: Adm. Ailton Renato Dörl- Tema: Gestão da  Inovação – Novas Oportunidades aos Administradores em Curitiba/PR, 17/04/2020

A trajetória para o sucesso passa pelo planejamento

O mundo tem exigido, cada vez mais, profissionalismo e a necessidade de nos reinventarmos constantemente. Neste contexto, a Administração tem um papel imprescindível. Para dar conta das complexidades do cenário atual disruptivo — ocasionado, sobretudo, pela Revolução 4.0  — e das demandas requeridas pela população, é necessário utilizar diferentes técnicas de Administração, entre elas a Gestão de Risco e o Compliance. Ambos são utilizados para prever cenários adversos e propor soluções a fim de que os gestores possam antecipar-se aos problemas e corrigi-los. Enquanto a gestão de risco está intimamente ligada ao planejamento estratégico das instituições (públicas ou privadas) e às ações de prevenção de vulnerabilidades e crises, o Compliance abrange questões ligadas ao respeito à legislação e às exigências, de forma geral, que o arcabouço legal demanda das empresas e instituições. A gestão de riscos em qualquer administração, seja ela pública ou privada, reside peremptoriamente em um projeto estratégico, e no Estado não é diferente. Na medida em que o Brasil não tem um plano estratégico de nação definido, sua gestão financeira (bem como a de recursos humanos, de processos, de planejamento, etc.) torna-se vulnerável e ineficiente. Do ponto de vista da Ciência da Administração, sem as devidas e efetivas condições de Gestão de Riscos — em todos os níveis e esferas da gestão pública — o País perde tanto no planejamento das empresas públicas e privadas quanto em possíveis investimentos que deixam de ser feitos. Além disso, existe insegurança institucional, em todos os níveis e segmentos. A gestão de risco é uma poderosa ferramenta neste contexto: contra a corrupção (em instituições públicas) e de políticas de integridade moral, ética e de segurança organizacional, em empresas privadas. Embora a desburocratização seja uma importante meta, a pressa e a simplificação exacerbada não pode superar os mecanismos de controle. A trajetória para o sucesso passa, deste modo, pelo planejamento. E sua efetivação, pelo gerenciamento de riscos e pelo envolvimento dos colaboradores em processos e políticas contra riscos. As tragédias ambientais ocorridas nas cidades mineiras de Mariana e Brumadinho, e mais recentemente no litoral brasileiro, fazem a população perguntar-se sobre a existência, no Brasil, de planos de contenções de riscos. Nos dois casos, ficou latente que a resposta é negativa ou é o que parece ser. Não basta haver inúmeros comitês, de toda sorte, e reuniões bancadas com o dinheiro do povo, sem que soluções sejam colocadas em práticas para que tais fatos não se repitam. Em uma análise de risco eficiente, o objeto finalístico passa pelos processos de análise de causa (interna ou externa) e do problema em si. Existe, ainda, a identificação de vulnerabilidades com base em objetivos (se parciais, em geral, é risco) ou cenários (se é indesejado, é risco). Mas na Administração brasileira, por vezes, não é possível ver o resultado concreto das ações idealizadas. Enquanto organização privada, a empresa paga solitariamente por sua incompetência ou erro de gestão. No caso da gestão pública, no entanto, pior é a percepção pública de que o resultado não é alcançado, sobretudo, tendo em vista o alto custo da máquina estatal. Caso um modelo de gestão profissional não seja urgentemente adotado, a tolerância popular pode não suportar a inércia do Estado e o descaso com o público. Todo esse processo resulta na estagnação da economia e afeta a esperança da nação. Felicidade e esperança, em geral, traz confiança. Em administração, tal fenômeno é traduzido em investimentos e expansão de negócios. Administração profissional, com planejamento para longo prazo, análise de riscos e amplo investimento em educação são as chaves para a prosperidade. No contexto de volatilidade que a Revolução 4.0 nos mostra, seguir a cartilha da boa gestão é questão de sabedoria e igualmente de bom senso. Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração

Encontro de fiscais do Sistema CFA/CRAs acontece em fevereiro

Intensificar as ações de fiscalização é a grande missão do Conselho Federal de Administração (CFA) em 2020. Para isso, a autarquia realizará, em Brasília, nos dias 6 e 7 de fevereiro, o Encontro Nacional dos Fiscais do Sistema CFA/CRAS (Enaf). O evento visa debater as questões operacionais da fiscalização dos CRAs. A proposta é, ainda, ampliar o conhecimento dos fiscais e mantê-los atualizados sobre à fiscalização profissional e à habilitação legal por meio da concessão de registros a pessoas físicas e jurídicas. Nesta edição, o evento terá a participação de 106 pessoas. Em dois dias, fiscais, presidentes de CRAS, conselheiros federais, diretores das áreas de fiscalização e colaboradores do CFA estarão imersos em uma intensa programação voltada para o correto alinhamento e maior comprometimento do Sistema CFA/CRAs com as atividades fiscalizatórias. No Encontro, será feita uma análise dos resultados de fiscalização obtidos do Enaf 2019. Depois disso, os participantes vão se debruçar no planejamento dos próximos passos da fiscalização voltada para o incremento dos registros, a redução da inadimplência futura e da cobrança das dívidas. Além disso, eles vão definir as ações e engajar as equipes na proposta de crescimento do Sistema CFA/CRAs. Assessoria de Comunicação CFA

Nova proteção de dados

LGPD promete garantir direitos à privacidade e frear posse e armazenamento de dados pessoais de brasileiros. Lei deve mudar a relação entre empresas e consumidores Com implementação prevista para 2020, a Lei n.º 13.709/2018 — conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP ou apenas LGPD) — deverá mudar a relação entre a população e empresas que manipulam dados pessoais de milhões de brasileiros. Criada para estabelecer regras sobre coleta, armazenamento e a forma como os dados serão utilizados, a lei promete punir aqueles que fizerem mau uso das informações. Na prática, a regra poderá trazer mais segurança e privacidade para pessoas que tiverem seus dados coletados em qualquer estabelecimento público ou privado. “A LGPD visa estipular os princípios e bases legais que autorizam ou impeçam o uso de dados pessoais para fins econômicos, de forma a evitar abusos e, também, proporcionar segurança jurídica para quem lida com esse tipo de dado, de maneira legítima”, explica Márcio Bordignon, diretor da empresa Multip, de Tecnologia da Informação. A nova lei contém regras para o uso e tratamento de dados pessoais e tem entre suas finalidades evitar discriminação, invasão de privacidade ou exposição de pessoas. Visa, ainda, evitar que dados como orientação sexual, filiação político-partidária ou dados biométricos sejam usadas indevidamente. Para o administrador e especialista em Tecnologia da Informação, Osamu Francisco Takahata, o papel de cada indivíduo está bem definido na LGPD. Nela, foi identificada a função de cada um dos três interessados: o titular, o controlador e o operador. “O titular é aquele a quem os dados se referem. O controlador é a pessoa física (PF) ou jurídica (PJ) que detém a posse dos dados, e a quem compete as decisões referentes ao tratamento dos dados pessoais. Já o operador é aquele que irá tratar os dados pessoais em nome do controlador”, explica Takahata. Confira matéria completa aqui. Leon Santos – Assessoria de Comunicação CFA

Começam os preparativos do Erpa da Região Sul

O presidente do Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR), Sergio Pereira Lobo, e o conselheiro federal do Conselho Federal de Administração (CFA) pelo Paraná, Amilcar Pacheco dos Santos, se reuniram nesta sexta-feira, 8, em Foz do Iguaçu-PR, para planejar o Encontro Regional dos Profissionais de Administração da Região Sul (Erpa). O evento acontecerá em junho de 2020. O Encontro tem o objetivo de reunir profissionais de administração da região sul para discutir os assuntos emergentes da profissão. A ideia de promover a regionalização do Encontro partiu da Câmara de Relações Internacionais e Eventos do CFA. Por ser um país continental, o Brasil tem diferentes características sociais, econômicas e culturais. Para Amilcar, cada região apresenta demanda específicas. “No Erpa vamos discutir regionalmente a administração e encaminhar as demandas para os dois principais eventos do CFA: Fórum Internacional de Administração e o Encontro Brasileiro de Administração”, disse. A reunião em Foz do Iguaçu reuniu, ainda, administradores dos demais estados da Região Sul. Estavam presentes: a presidente do CRA-RS, Claudia Abreu; o conselheiro federal suplente do CFA, Rogério Bohn; os conselheiros regionais do CRA-PR Gilberto Griebeler, Ailton Dorl, José Luiz Nicolelis, Evandro Teixeira, Leonidas de Camargo, Aladim Godoy, Solange Miranda, Marionn Lewek; Daniel Colman Ramirez, da Organização Latinoamericana de Administração (OLA); Karen Bayestorff, do CRA-SC.

Insistir, persistir e nunca desistir

Adm. Mauro Kreuz Presidente do Conselho Federal de Administração A primeira semana útil de 2020 começou com força total. E início de ano é assim mesmo: nos esforçamos para colocar em prática aquelas promessas que fizemos no réveillon. Esse gosto de recomeço é estimulante e motivador. Porém, como bons profissionais de administração que somos, não podemos deixar essa energia de ano novo morrer antes do carnaval – e nem depois dele! Quando começamos a gestão compartilhada, no início do ano anterior, sabíamos que teríamos uma grande missão pela frente. Irmanados nesse propósito, nossa equipe começou um trabalho incansável. Não foi um período fácil, pelo contrário. Entre todas as adversidades que encontramos pelo caminho, sem dúvidas de que a Proposta de Emenda à Constituição n.º 108 de 2019, que dispõe sobre a natureza jurídica dos conselhos profissionais, foi o que causou um certo temor no Sistema CFA/CRAs. O texto original da proposta é uma ameaça a existências dos conselhos e das profissões regulamentadas. Nós, do Sistema CFA/CRAs, rapidamente nos posicionamos sobre a medida e iniciamos uma agenda intensa de articulação política para evitar que a PEC vá adiante em sua forma original. Adotamos um tom conciliador e diplomático. Sugerimos um novo texto para a proposta e nos aliamos a outros conselhos por meio do Fórum dos Conselhos Federais das Profissões Regulamentadas, chamado Conselhão. Sem dúvida, 2019 foi um ano de muita luta. Mas, já no finalzinho dele, fomos presenteados com a eleição, por aclamação, para coordenar o Conselhão durante 2020. Nossa missão, neste ano que se inicia, é trabalhar em cima de uma nova proposta, com um tom mais amigável, que será encaminhada ao Congresso Nacional. O que esperar de 2020, então? Apesar da conquista, o Sistema CFA/CRAs seguirá incansável na luta pela defesa da Administração e dos profissionais de administração. Nossa articulação política segue, com força total, para tentar barrar qualquer proposta de lei que tentar desqualificar e diminuir a nossa profissão. Seguimos em frente, mas não vamos descansar. Seguimos confiantes, mas é hora de apertar o passo. Os frutos do nosso trabalho mostram que a gestão compartilhada do Sistema CFA/CRAs está no caminho certo. A propósito, essa filosofia de trabalho será levada para o Conselhão que, pela primeira vez, será coordenado por um Administrador. A batalha pela valorização profissional ainda continua. O sentimento é de dever cumprido, mas não podemos achar que ganhamos a corrida, como fez o corredor de Uganda, Jacob Kiplino, na última edição da tradicional Corrida de São Silvestre. Ele liderou a prova até os últimos momentos. Confiante de que a vitória era certa, ele manteve o ritmo sem preocupar-se com os adversários. Quase perto da linha de chegada, no entanto, ele foi surpreendido pela arrancada fenomenal do queniano Kibiwoot Kandie. Além de vencer a corrida, ele bateu o recorde da prova por completar o percurso de 15km em menos de 43 minutos. Portanto, não podemos, jamais, nos acomodar com a iminente vitória. A luta deve ir até o fim. E também não podemos desanimar com a possibilidade da derrota e jogar a toalha antes da hora. É preciso acreditar, persistir e dar todo o gás. Mas, se você sentir vontade de desistir, se lembre do porquê começou. É esse sentimento de luta que os profissionais de administração podem esperar do Sistema CFA/CRAs em 2020. Estamos determinados: não vamos descansar e também não vamos desistir. Nossa missão é promover a Ciência da Administração valorizando as competências profissionais, a sustentabilidade das organizações e o desenvolvimento do país. Como disse Max Weber, “o homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.” Assim seguiremos, até o fim.

Prêmio Guerreiro Ramos: saiba quem são os vencedores desta edição

O Comitê de Julgamento do Prêmio Guerreiro Ramos de Inovação na Gestão Pública elegeu, na última terça-feira (3), na sede do Conselho Federal de Administração (CFA), os vencedores da edição 2019 da premiação. Nesta sexta-feira (6) a Ata foi aprovada pelo Plenário do CFA. “Os inscritos apresentam trabalhos que são, cada vez mais, utilizados por profissionais de Administração – a fim de proporcionar maior visibilidade e reconhecimento em suas atividades no setor público, estimulando o desenvolvimento e o compartilhamento de práticas inovadoras de gestão e de pesquisas científicas”, afirmou o vice-presidente do CFA e coordenador do Comitê de julgamento do prêmio, Rogério Ramos. Segundo o diretor da Câmara de Gestão Pública (CGP) da autarquia, Fábio Mendes Macêdo, “o prêmio recebeu 39 inscrições de trabalho, sendo que destes 25 atenderam aos critérios de elegibilidade estabelecidos no regulamento e no edital do concurso, totalizando 2 inscritos para a categoria Pesquisa Científica e 23 para a categoria Práticas Inovadoras. A partir de uma análise criteriosa, a comissão avaliou todos os trabalhos e decidiram por consenso classificar os seguintes vencedores: Além de Rogério Ramos e Fábio Mendes, participaram do Comitê julgador a vice-diretora da CGP, Ivany Rosa; o coordenador da Câmara de Inovação na Gestão Pública do CRA-ES, Manoel Carlos; o professor e mestre do Instituto Federal de Brasília, Elias Vieira de Oliveira; o coordenador e o colaborador da Câmara, Rodrigo Moura e Marcelo Gomes, respectivamente. Sobre o Prêmio O Prêmio Guerreiro Ramos de Gestão Pública foi criado em 2010 para homenagear Alberto Guerreiro Ramos, professor brasileiro que teve grande relevância política e acadêmica e teve sua reformulação a partir desta edição que trouxe assuntos práticos da gestão pública, valorizando os profissionais que atuam neste segmento. Por meio dele, o CFA resgata e valoriza o saber construído no pensamento crítico em conexão com a realidade social elaborado por Guerreiro Ramos. Além disso, com a premiação, o Conselho reconhece os profissionais que, no exercício da atividade pública e empresarial, têm responsabilidade de repensar e desenvolver as organizações, se revelando capaz de promover a participação social e a cidadania. Assessoria de Comunicação CFA

Seleção de Profissionais de Administração/2019/CRA-PR

* EDITAL de inscrição para a seleção (clique aqui) Edital de homologação e Resultado Final seleção de Curitiba (clique aqui) Edital de homologação seleção de Londrina (clique aqui) Edital de Resultado Final seleção de Londrina (clique aqui)  Edital de homologação seleção de Maringá (clique aqui) Edital de Resultado Final seleção de Maringá (clique aqui) Edital de homologação seleção de Cascavel (clique aqui) Edital de Resultado Final seleção de Cascavel (clique aqui) Edital de homologação seleção de Guarapuava (clique aqui) Edital de Resultado Final seleção de Guarapuava (clique aqui) Edital de Resultado Final seleção de Pato Branco (clique aqui)

Encontro Internacional de Administração é realizado na Amazônia

Pioneiro e inovador, o I Encontro Internacional Fronteiriço de Pesquisa em Administração e Empreendedorismo na Amazônia (EIFPAEA) foi realizado no fim de novembro na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Entre os dias 26 e 28 estudantes, profissionais, empresários, empreendedores e gestores públicos se reuniram em Leticia, na Colômbia, e em Benjamin Constant e Tabatinga, no Brasil, para participarem de um evento de caráter acadêmico-empresarial, que contou com o apoio do Sistema CFA/CRAs. O encontro abriu espaço para socializar pesquisas e conhecimentos construídos em Administração e áreas correlatas, como gestão pública, comercial, contábil e econômica. Além de ter contribuído com o diálogo e fortalecimento dos laços de cooperação, inicialmente, entre os dois países, Brasil e Colômbia. Fórum A solenidade de abertura do evento ocorreu na Universidade Nacional da Colômbia – sede Amazonia, em Leticia, e contou com as palestras “Emprendimientos pertinentes a la Frontera en Respuesta a la 4ª Revolución Industrial”, ministrada pelo professor Phd. Diego Cardona, da Universidade EAN – Bogotá. Gilmar Camargo, diretor de Relações Internacionais e Eventos do Conselho Federal de Administração (CFA), falou sobre “Administração: Passado, Presente e Futuro”. Na ocasião, foram apresentados trabalhos de pesquisa relacionados ao Câmbio na Tríplice Fronteira e ao Varejo Alimentar, além de um fórum de discussão com empreendedores da região. O Instituto de Natureza e Cultura da Universidade Federal do Amazonas, em Benjamin Constant, sediou o segundo dia do fórum que trouxe trabalhos sobre Habilidades, Metodologias Inovadoras e Projetos de Empreendedorismo na região e a Caracterização da Comercialização Agrícola no Município de Tabatinga. A palestra “Logística e Desenvolvimento Regional na Tríplice Fronteira” foi ministrada prof. Dr. Jorge Campos, diretor da Faculdade de Estudos Sociais da Universidade Federal do Amazonas. Os Desafios e Perspectivas do Empreendedorismo na Tríplice Fronteira foi tema da mesa-redonda que envolveu representantes das principais instituições educacionais presentes na região. O responsável pela palestra de encerramento foi o presidente do Conselho Regional de Administração do Amazonas (CRA-AM), Inácio Guedes, com o tema “Negócios de Impacto Social da Amazônia”. Guedes participou, também, da inauguração do Laboratório de Administração Peter Drucker, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas, em Tabatinga. O Empreendedorismo no município colombiano de Leticia, a Potencialidade do Empreendedorismo em Comunidades Rurais e a Produção e Comercialização Agrícola no município de Benjamin Constant também estiveram na pauta do evento. A próxima edição do EIFPAEA, que é bienal, está prevista para 2021. Assessoria de Comunicação CFA

Empresa de administração de condomínio deve ser registrada no Conselho Regional de Administração

O que é o segmento empresarial Administradora de Condomínios/Imóveis? No Acórdão CFA nº 1/2011 têm disposto a definição dada pela Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (AABIC) que, no desempenho de suas atividades, uma empresa desse ramo recebe do condomínio a atribuição de exercer a gestão administrativa (engloba patrimonial e materiais), financeira e de recursos humanos, conforme detalha o Boletim Informativo Especial, da AABIC, São Paulo, 2005: Gestão administrativa: Organização administrativa dos setores; Compras; Gestão de contratos com terceiros; Organização de promoções; Organização de festas: Natal, São João, etc.; Elaboração de Planilhas de concorrência e acompanhamento financeiro; Administração do Almoxarifado; Gestão de materiais; Gestão de contratos de conservação e manutenção. Gestão Financeira: Controle de custos; Elaboração e acompanhamento da previsão orçamentária; Gestão de fundos de reserva; Controle das receitas e despesas; Administração do caixa (contas a pagar e a receber); Controle das despesas ordinárias e extraordinárias; Definição da cota de rateio; Cobrança de taxas de condomínio em atraso; Gestão da inadimplência; Gerir os recursos investidos; Gestão de Recursos Humanos: Admitir e demitir pessoas; Definir as atribuições e requisitos necessários para ocupar os cargos; Definir as políticas de recompensa e remuneração; Recrutar e selecionar pessoas; Treinar e Desenvolver pessoas; Alocar os funcionários de acordo com as competências pessoais. O objetivo do segmento de Administração de Condomínio/Imóveis é gerir de forma profissional bens de terceiros, utilizando as técnicas de administração e seleção de pessoal, administração financeira, administração de material, administração mercadológica, etc., para que os proprietários dos bens alcancem seus objetivos e a sociedade ganhe com a produção eficiente de serviços, empregos e a circulação de dinheiro e riqueza. As empresas que atuam na área da Administração de Condomínios/ Imóveis recebem de proprietários de imóveis o seu patrimônio para administrar. Podendo este patrimônio ser constituído por um ou mais imóveis. Com esta responsabilidade contratual, estas empresas, irão administrar a carteira de imóveis ou o condomínio dos seus clientes, sob vários aspectos da gestão administrativa, a saber: – patrimonial; – financeira; e – mercadológica. Administrar Condomínios/Imóveis é administrar bens de terceiros. Para isto, estas empresas deverão desenvolver pesquisas, estudos, análise, interpretações, planejamento, implantação, coordenação e controle de diversos trabalhos nos campos da Administração. Constituem atos administrativos destas empresas a gestão da manutenção deste patrimônio, a identificação das melhores, oportunidades para aplicação dos recursos financeiros oriundos da renda auferida, pesquisas de mercado para determinação de preços de aluguéis (caso de Administração de imóveis) ou de taxa de condomínio (Administração de condomínio), pesquisa e definição de valores patrimoniais, avaliação da oportunidade de propostas para funcionamento de determinado negócio em imóvel comercial, análise de modalidades de arrendamento, etc. Porque essa atividade deve ser fiscalizada pelo CRA? Como as atividades das empresas de Administração de Condomínios/Imóveis envolvem o conhecimento das disciplinas integrantes da formação acadêmica da profissão do Administrador, que são alvo da fiscalização do Estado Brasileiro, logo, por delegação desse, cabe ao Conselho Regional de Administração (CRA) da região onde são prestados esses serviços o dever de exercer a sua fiscalização nessas empresas, conforme dispõe o caput do Art. 15 da Lei nº 4.769/65: Art. 15 – Serão obrigatoriamente registrados nos CRAs as empresas, entidades e escritórios técnicos que exploram, sob qualquer forma, atividades de Administrador, enunciadas nos termos desta Lei. Noutro ponto, a obrigatoriedade de registro nos CRAs das pessoas jurídicas de Administração de Condomínios/Imóveis está estabelecida no artigo 1º da Lei 6.839, de 30 de outubro de 1980: Art. 1º – O registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros. O registro das pessoas jurídicas de Administração de Condomínios/Imóveis garante a apresentação de um profissional da Administração para atuar como Responsável Técnico, que desempenhará suas atividades de gestão baseado numa ciência com métodos e técnicas específicas para garantir a plena efetivação dos serviços prestados – Administração dos Recursos Financeiros e Matérias e manutenção do Patrimônio dos Condôminos. Os CRAs em sua função pública, devidamente outorgada em lei, visa proteger a sociedade de empresas e profissionais sem qualificação técnica que, direta ou indiretamente, podem causar sérios prejuízos à coletividade. O que não se espera de uma Administradora de Condomínio/Imóveis, já que esta será incumbida de Administrar o patrimônio e dinheiro dos condôminos, bem como de gerir o pessoal prestador de serviços do condomínio. As empresas Administradoras de Condomínios/Imóveis em CRAs é uma garantia de que estas contam com pelo menos um profissional habilitado para a execução das atividades pertinentes a área profissional do Administrador, e qualquer irregularidade ou incapacidade técnica será punida com base no Código de Ética Profissional de Administração. Situação Cotidiana É fato que nas capitais brasileira há Condomínios que podem ser chamados de verdadeiros bairros residenciais. Toda grande cidade possuem Condomínios com milhares de unidades habitacionais que são, em verdade, patrimônio material dos condôminos e que requerem uma verdadeira gestão profissional para a sua conservação. Para que os bens patrimoniais dos condôminos (Apartamentos, Salas, Carros em Garagem, etc) não sejam deteriorados ou corram riscos, deverá haver a Gestão do Patrimônio que deve ser praticada tendo por base as técnicas e métodos da Administração de Materiais, principalmente nos aspectos de conservação, manutenção e planos contingenciais que visam à valorização e continuidade do patrimônio. (Vistoria e Manutenção periódica da estrutura do condomínio; Sistemas de incêndio; Seguros; Bens adquiridos para o Condomínio, etc). No aspecto financeiro, as Administradoras de Condomínios/Imóveis gerenciam os recursos financeiros dos condôminos que repassam mensalmente quantias consideradas para o perfeito funcionamento dos serviços de um condomínio. (Pagamento de Pessoal e Fornecedores; Controle dos custos; Administração do fluxo de caixa; Trabalho na gestão da inadimplência; Realização de Cobranças; Trabalhos com fornecedores; Orçamentos; Recolhimento de encargos e impostos; e aplicações de investimentos deliberados pelos condôminos são algumas das atividades ligadas a Adm. Financeira). Já sobre a Administração de Pessoal é a Administradora de Condomínio/Imóveis que cuida dos recursos humanos do Condomínio, principalmente, no concerne ao recrutamento e seleção

Aconteceu a Maratona de Business Case

“Após alguns meses de atividades, vários alunos do curso de Administração e curso de Tecnologia em Gestão de diversas instituições de ensino no Estado do Paraná estiveram voltados na participação de uma verdadeira Maratona de Business Case! Muitos caíram ao longo do processo, porém outros foram perseverantes e muito bem focados em suas atividades de aspirantes à excelentes Administradores, em futuro bem breve! Parabéns aos vitoriosos, que receberão oportunidade de realizarem cursos ofertados pelo CRA-PR, gratuitamente!” Todos os participantes receberão Certificado de Participação, com atribuição de carga horária, assinados pelo Presidente do CRA-PR e pela Coordenação do evento.

Começam os preparativos do Erpa da Região Sul

O presidente do Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR), Sergio Pereira Lobo, e o conselheiro federal do Conselho Federal de Administração (CFA) pelo Paraná, Amilcar Pacheco dos Santos, se reuniram nesta sexta-feira, 8, em Foz do Iguaçu-PR, para planejar o Encontro Regional dos Profissionais de Administração da Região Sul (Erpa). O evento acontecerá em junho de 2020. O Encontro tem o objetivo de reunir profissionais de administração da região sul para discutir os assuntos emergentes da profissão. A ideia de promover a regionalização do Encontro partiu da Câmara de Relações Internacionais e Eventos do CFA. Por ser um país continental, o Brasil tem diferentes características sociais, econômicas e culturais. Para Amilcar, cada região apresenta demanda específicas. “No Erpa vamos discutir regionalmente a administração e encaminhar as demandas para os dois principais eventos do CFA: Fórum Internacional de Administração e o Encontro Brasileiro de Administração”, disse. A reunião em Foz do Iguaçu reuniu, ainda, administradores dos demais estados da Região Sul. Estavam presentes: a presidente do CRA-RS, Claudia Abreu; o conselheiro federal suplente do CFA, Rogério Bohn; os conselheiros regionais do CRA-PR Gilberto Griebeler, Ailton Dorl, José Luiz Nicolelis, Evandro Teixeira, Leonidas de Camargo, Aladim Godoy, Solange Miranda, Marionn Lewek; Daniel Colman Ramirez, da Organização Latinoamericana de Administração (OLA); Karen Bayestorff, do CRA-SC. Assessoria de Imprensa CFA

Pessoa jurídica que exerce atividades na área de RH tem que ter registro em CRA

A Quarta Turma do TRF3, por unanimidade, e com base na Lei n.º 4.769/1965, reconheceu a legalidade da ação de fiscalização do CRA-SP sobre a necessidade e obrigatoriedade do registro por empresas que executam atividades de seleção, recrutamento e treinamento de pessoal A fiscalização do Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs) não para e os frutos desse intenso trabalho surgem a todo momento. A mais recente vitória foi uma decisão judicial que reconhece e confirma que os serviços de seleção, recrutamento e treinamento de pessoal são atividades típicas e exclusivas da Administração. O caso aconteceu em São Paulo e é resultado da fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Administração paulista. Após verificar que a empresa exercia atividades privativas da Administração sem o registro no Conselho, o CRA-SP lavrou auto de infração multando a pessoa jurídica pela falta de registro. Entretanto, a empresa procurou a justiça alegando que não atuava na área da Administração. O poder judiciário, em um primeiro momento, analisou o caso e acatou o pedido, retirando a obrigatoriedade do registro da empresa no Conselho. O CRA-SP recorreu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e à Quarta Turma, ao analisar a apelação, por unanimidade, reverteu a decisão da primeira instância. Os julgadores afirmaram que o comprovante de inscrição e situação cadastral da empresa fiscalizada demonstram que ela tem por objeto social a seleção e agenciamento de mão de obra, atividades típicas e exclusivas da Administração. “Constata-se que sua atividade-fim enquadra-se naquelas previstas no artigo 2º da Lei n.º 4.769/1965, motivo pelo qual é de ser reformado o provimento de 1º grau de jurisdição, uma vez que se encontra obrigada ao registro no Conselho Regional de Administração (CRA), conforme artigo 1º da Lei n.º 6.839/1980.”, descreveu o desembargador federal relator André Nabarrete. Profissionais e empresas que exploram atividades de Administração sem a inscrição em CRA são fiscalizados e multados diariamente pelos vinte e sete Conselhos Regionais de Administração, unidades estaduais e distrital que resguardam a sociedade de leigos, maus profissionais e empresas inidôneas. Com base na Lei n.º 4.769/1965, proativamente, o Sistema CFA/CRAs conquistou mais uma vitória na Justiça Federal, confirmando a obrigatoriedade do registro e a validade da ação fiscalizatória, referência para casos semelhantes. Jurisprudência O CFA, por meio da Câmara de Fiscalização e Registro, divulga no site as jurisprudências com as decisões judiciais favoráveis à profissão. O interessado pode acessar a página e escolher entre os assuntos “Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial”, “Administração de Condomínios”, “Embaraço a Fiscalização/Sonegação de Informações e Documentos”, “Cargos Pertinentes ao Administrador”, entre outras. Clique aqui e confira. Assessoria de Comunicação CFA

Cursos superiores na área da Adm. são os mais procurados do país

De acordo com os dados do Censo da Educação Superior 2018 do MEC, mais de 1 milhão de estudantes estão matriculados em cursos superiores de tecnologia e de bacharelado em Administração O Ministério da Educação divulgou, em setembro, os dados do Censo da Educação Superior 2018. De acordo com o levantamento, os cursos da área da administração são os que concentram o maior número de alunos: nos Cursos Superiores de Tecnologia em Gestão (CST) são 666.054 matriculados; enquanto o curso de bacharelado em Administração tem 703.254 estudantes. No ranking de matriculados apenas dos cursos de bacharelado, os dados compilados mostram que a Administração ficou em segundo lugar. No entanto, embora o curso de Pedagogia seja o curso com maior número de matrículas no ensino superior, a soma dos Cursos Superiores de Tecnologia e de Bacharelado posiciona a Administração como a área que concentra o maior número de estudantes nesse nível de educação. O estudo comprovou que o número de matrículas na graduação aumenta e, pela primeira vez, as matrículas no ensino EAD superaram o número de matrículas no ensino presencial. No contexto geral do Censo, em 2018 foram ofertadas 7,1 milhões de vagas nos cursos de educação a distância e 6,3 milhões em cursos presenciais. Qualidade preocupa Para o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Mauro Kreuz, os cursos na área da Administração são, historicamente, os mais procurados. Isso, segundo ele, demonstra que trata-se de uma área atrativa e importante. No entanto, ele chama atenção para a evasão. “Isso é uma anomalia que precisa ser investigada para conter o crescimento do problema”, diz. Mauro também comenta a questão qualitativa dos cursos. Apesar de ser a área com maior procura e maior oferta de vagas, ele explica que, na média, a qualidade desses cursos é baixa. “Existem ilhas de excelência, que servem de exemplo, mas são poucas. Na média, a qualidade formativa dos egressos é preocupante”, ressalta o presidente. A baixa qualidade é refletida no mercado de trabalho. Segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, de cada dez demandas de trabalho, sete são da área da Administração. Mauro cita, ainda, um levantamento feito pelo Blog de Stephen Kanitz. O estudo, segundo ele, revelou que, das 17 ocupações mais demandadas pelo mercado, 12 são em administração e três em tecnologia da Informação. Contudo, as vagas não são preenchidas. “Tem muitos candidatos, mas eles não apresentam as competências profissionais em administração que o mercado requer”, alerta. Formação generalista Por ser um curso generalista, a Administração atrai cada vez mais estudantes. Além disso, a carreira oferece muitas oportunidades. Segundo levantamento feito em 2018 pela Exame, a Administração está entre as 10 áreas com maior empregabilidade no Brasil. Para Mauro, a formação tem que ser “generalista, sólida e que proporcione uma visão holística, analítica, crítica e integrada de mundo e de organizações”.     Assessoria de Comunicação CFA

CRA-PR apoiou o Outubro Rosa

Outubro Rosa Movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, o Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum, atrás apenas do de pele no Brasil. No entanto, é também o que causa mais mortes de mulheres, tendo sido a causa de 16.724 mortes femininas em 2017. Para este ano, a estimativa é que surjam mais 59.700 casos. Os sinais e sintomas mais comuns do câncer de mama são: Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor. É a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos; Alterações no bico do peito (mamilo); Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço; Saída espontânea de líquido de um dos mamilos; Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja. Para prevenir-se, todas as mulheres, independentemente da idade, devem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. Principalmente, porque a maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres através do autoexame. Alterações suspeitas precisam ser avaliadas pelo exame clínico das mamas e, se necessário, através de uma mamografia. Para maiores informações, acesse o site da Inca. Em breve, você terá em todas as mídias do CRA-RJ novos materiais sobre a doença, prevenção e a atual situação da saúde no Estado e no Brasil para combatê-la.

STJ reafirma decisão do TRF-4: RH é campo privativo do Administrador

Funcionária de empresa do ramo industrial exercia ilegalmente a função de assessora de Recursos Humanos. Ela não é graduada em Administração e não tem registro no CRA A fiscalização do Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs) acaba de vencer mais uma batalha. Em recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o exercício profissional na área de recursos humanos é privativo do administrador com registro no Conselho Regional de Administração. A decisão da corte superior ratifica o veredito do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Essa decisão é fruto do intenso trabalho fiscalizatório realizado pelo Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul (CRA), que autuou uma pessoa leiga em administração que exercia a função de assessora de Recursos Humanos em uma empresa do ramo industrial de forma ilegal. Na ação de fiscalização, ela foi notificada e multada por não ter o registro no CRA. Alegando que exercia a função em uma empresa que não explora, sob qualquer forma, atividades privativas do Administrador, a autuada ofereceu embargos à execução fiscal da multa imposta no TRF-4. Entretanto, em apelação do CRA, ela perdeu a causa, pois o Tribunal entendeu que “a atividade básica da pessoa jurídica para fins de registro no Conselho Regional de Administração não vincula as atividades de administrador exercidas pelos seus funcionários.”. A requerente foi à instância superior para recorrer da decisão do TRF. Em seu parecer, o ministro Sérgio Kukina julgou improcedente o recurso da funcionária. Segundo o que consta da decisão do TRF, “a atividade básica desenvolvida pela embargante é peculiar à área da administração, visto ser assessora de recursos humanos, atuando na coordenação de processos de recrutamento, seleção, acompanhamento, desenvolvimento e treinamento de pessoas na Unidade de acordo com as diretrizes da empresa; estabelecendo e acompanhando benefícios oferecidos aos colaboradores tendo em vista a política da unidade; efetuando a manutenção na estrutura de cargos e salários através do acompanhamento das promoções, admissões e respectivas avaliações e enquadramentos.”. “A alteração das conclusões adotadas pela Corte de origem (…), de que sua função seria desvinculada da área administrativa, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ”, categorizou o ministro do STJ. Com base na Lei 4.769 de 1965, o Tribunal Regional entendeu, por fim, que o cargo exercido pela profissional “já demonstra que a embargante tem função de chefia e que a área em que atua – recursos humanos – tem relação com a profissão do administrador de empresas.”. Ou seja, para atuar na área de forma legal, ela precisaria ser formada em Administração e ter o registro no CRA, sendo tal entendimento corroborado com a decisão adotada na corte superior. Mesmo sendo um caso particular, para o Sistema CFA/CRAs esta é uma importante conquista, pois a decisão do TRF4 endossada pelo STJ servirá de referência para casos semelhantes. Jurisprudência O CFA, por meio da Câmara de Fiscalização e Registro, divulga no site as jurisprudências com as decisões judiciais favoráveis à profissão. O interessado pode acessar a página e escolher entre os assuntos “Consultoria e Assessoria em Gestão Empresarial”, “Administração de Condomínios”, “Embaraço a Fiscalização/Sonegação de Informações e Documentos”, “Cargos Pertinentes ao Administrador”, entre outras. Clique aqui e confira.